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	<title>Meio Ambiente | Portal AM</title>
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	<description>Portal de Notícias do Amazonas</description>
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	<title>Meio Ambiente | Portal AM</title>
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	<item>
		<title>Sistemas alimentares resilientes podem combater choques do clima, diz relatório</title>
		<link>https://portalam.com.br/sistemas-alimentares-resilientes-podem-combater-choques-do-clima-diz-relatorio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 05:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO considerou a resiliência do sistema agro alimentares  como crucial para conter os crescentes choques climáticos em África. A conclusão consta do roteiro para 2036, uma avaliação sobre o estado da adaptação agrícola realizada em 46 dos 53 países Africanos entre 2016–2026. Iniciativa para a Adaptação da Agricultura  [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, <a class="ext" title="(opens in a new window)" href="http://www.fao.org/home/en/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-extlink="">FAO</a> considerou a resiliência do sistema agro alimentares  como crucial para conter os crescentes choques climáticos em África.</p>
<p>A conclusão consta do roteiro para 2036, uma avaliação sobre o estado da adaptação agrícola realizada em 46 dos 53 países Africanos entre 2016–2026.</p>
<h2><strong>Iniciativa para a Adaptação da Agricultura </strong></h2>
<p>A apresentação do relatório ocorreu na sede da FAO num evento de alto nível que assinalou o 10º aniversário da Iniciativa para a Adaptação da Agricultura Africana, também designada AAA.</p>
<p>A iniciativa estima as necessidades de adaptação climática dos países analisados ​​em 566 mil milhões de dólares, 80 mil milhões dos quais refere-se à agricultura.</p>
<p>O relatório propõe apoio mais robusto aos países na elaboração de projectos de investimento e que seja canalizado à instituições já existentes.</p>
<p>Para o diretor-geral adjunto da FAO, a Iniciativa AAA não podia ser mais relevante numa altura em que as alterações climáticas afetam a produtividade agrícola, a disponibilidade de água, a saúde do solo, os meios de subsistência rurais e a segurança alimentar na África.</p>
<h2><strong>Protagonismo das nações</strong></h2>
<p>Godfrey Magwenzi ressalvou que uma ação coordenada em grande escala, impulsionada pelo protagonismo das nações e bem alinhada entre políticas climáticas, agricultura, água e desenvolvimento  pode gerar resultados concretos.</p>
<p>A ação deve ser fundamentada na ciência, inovação e soluções adaptadas às realidades locais, e o financiamento, acessível, previsível e responsivo.</p>
<p>Os planos nacionais de clima e adaptação dos governos africanos apontam vias para adaptar a agricultura a um clima em transformação, mas a integração do sistema, através da articulação dos instrumentos com políticas e financiamento é um desafio.</p>
<p>O projeto apoio a sistemas agroalimentares resilientes ao clima, inclusivos e de baixas emissões da FAO assistiu os países a integrarem soluções orientadas nos seus planos.</p>
<p>Dos planos aos investimentos</p>
<p>A ideia é ligar  a ação climática ou os sistemas agroalimentares ao financiamento e aos investimentos.</p>
<p>A Iniciativa AAA foi lançada durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas de 2016, COP22, em Marrocos.</p>
<p>O propósito era fazer ouvir a agricultura africana e em meio a apresentação do relatório, a fundação considera a avaliação verificável  e o guião mensurável.</p>
<h2>Ações e atuação<strong> </strong></h2>
<p>O embaixador do Reino de Marrocos e representante permanente junto da ONU em Roma, Youssef Balla, diz que o apelo à acção sobre a adaptação agrícola em África já não é uma voz isolada em Marrocos.</p>
<p>A iniciativa assegura a presidência do Conselho de Administração da Fundação da Iniciativa AAA, continua empenhado em apoiar o esforços.</p>
<p>A atuação da Parceria Alimentação e Agricultura para a Transformação Sustentável também destacou-se no reforço de capacidade, identificação de soluções financeiras e mobilização de recursos para os sistemas agro alimentares.</p>
<p>O evento de alto nível acolheu igualmente a Semana de Política e Financiamento Climático, workshop sobre perdas e danos nos sistemas agro alimentares e debateu o acesso das mulheres agricultoras ao financiamento.</p>
<p>*Amatijane Candé é correspondente da ON News em Bissau.</p>
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<div class="field field--name-thumbnail field--type-image field--label-hidden field__item"><picture><source srcset="https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/Collections/Production%20Library/2026/09/10-09-2026-Mozambique-WFP.jpg/image350x235cropped.jpg" media="(max-width: 413px)" /><source srcset="https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/Collections/Production%20Library/2026/09/10-09-2026-Mozambique-WFP.jpg/image560x340cropped.jpg" media="(max-width: 767px)" /><source srcset="https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/Collections/Production%20Library/2026/09/10-09-2026-Mozambique-WFP.jpg/image770x420cropped.jpg" media="(max-width: 991px)" /><source srcset="https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/Collections/Production%20Library/2026/09/10-09-2026-Mozambique-WFP.jpg/image1170x530cropped.jpg" media="(max-width: 1199px)" /><source srcset="https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/Collections/Production%20Library/2026/09/10-09-2026-Mozambique-WFP.jpg/image1170x530cropped.jpg" media="(min-width: 1200px)" /></picture></div>
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		<item>
		<title>Sob El Niño, primavera deve ter calor, seca e tempestades severas</title>
		<link>https://portalam.com.br/sob-el-nino-primavera-deve-ter-calor-seca-e-tempestades-severas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 16:43:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño 2026]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<category><![CDATA[tempestades]]></category>
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					<description><![CDATA[A primavera de 2026 chega ao Hemisfério Sul nesta terça-feira (22), às 21h05, com previsão de altas temperaturas e formação rápida de tempestades severas no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a influência do El Niño deve acentuar a seca nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Já no Sudeste e no Sul do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A primavera de 2026 chega ao Hemisfério Sul nesta terça-feira (22), às 21h05, com previsão de altas temperaturas e formação rápida de tempestades severas no Brasil.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1702902&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1702902&amp;o=node" /></p>
<p><strong>De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a influência do El Niño deve acentuar a seca nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Já no Sudeste e no Sul do país, a projeção é de que o fenômeno vai agravar o excesso de chuvas.</strong></p>
<p>“O El Niño tem potencial para influenciar as condições climáticas no Brasil durante a primavera, especialmente nas regiões Sul, Norte e Nordeste”, afirma o meteorologista do Inmet, Mozar de Araújo Salvador.</p>
<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-09/probabilidade-do-el-nino-ser-muito-forte-passa-de-90" target="_blank" rel="noopener">Nesta primavera, o El Niño tem mais de 90% de probabilidade de atingir a categoria de muito forte</a> e <a href="http://portal.inmet.gov.br/noticias/de-la-ni%C3%B1a-a-um-poss%C3%ADvel-el-ni%C3%B1o-muito-forte-veja-a-evolu%C3%A7%C3%A3o-das-proje%C3%A7%C3%B5es-em-2026" target="_blank" rel="noopener">75% de chance de ser o evento mais forte registrado desde 1950</a>, conforme as projeções do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA).</p>
<p>Segundo Mozar Salvador, a influência do fenômeno El Niño na primavera deste ano faz com que a estação ganhe diferentes contornos em relação aos anos anteriores.</p>
<blockquote><p>“De modo geral, as temperaturas devem ficar elevadas, podendo ultrapassar a média para o período em praticamente todo o Brasil, variando de intensidade conforme a região”, conclui.</p></blockquote>
<h2>Temporais e seca</h2>
<p><strong>Durante a primavera, o fluxo de umidade vinda da Amazônia fica mais intenso, levando chuvas para o centro-sul da Região Norte, Centro-Oeste e Sudeste do país</strong>.</p>
<p>Na Região Sul, também devem ocorrer Complexos Convectivos de Mesoescala – um aglomerado de tempestades em formato circular.</p>
<p>Segundo o meteorologista do Inmet, esses sistemas fazem com que haja significativa probabilidade de chuvas acima da média na Região Sul, assim como em parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste.</p>
<p>“Nessas duas últimas regiões, os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul podem se destacar com maiores volumes de chuvas”, complementa Salvador.</p>
<p><strong>Por outro lado, o norte da Região Nordeste, especialmente o norte do Piauí e o noroeste do Ceará, deve receber menos chuvas.</strong></p>
<p>“Nas Regiões Norte e Nordeste, há maior potencial para chuvas mais irregulares, resultando em déficit de chuvas em grande parte dessas regiões. Também há possibilidade de predomínio de déficit de chuva no centro-norte de Mato Grosso e no norte de Goiás”, afirma Salvador.</p>
<h2>Equinócio</h2>
<p>A primavera do Hemisfério Sul começa quando o planeta alcança o equinócio de setembro ─ dia do ano em que os Hemisférios Norte e Sul recebem a mesma incidência de raios solares, tendo dia e noite com a mesma duração.</p>
<p>O fenômeno se repete duas vezes por ano: em março e em setembro, marcando o início da primavera ou do outono.</p>
<p>Ao longo dos próximos três meses, os dias passarão a ficar cada vez mais longos no Hemisfério Sul, até que seja atingido o solstício de dezembro, às 18h50 do dia 21, dando início ao verão.</p>
<p>No Hemisfério Norte, ocorre o oposto: o equinócio de setembro inicia o outono, e as noites ficam cada vez mais longas até que o inverno comece em dezembro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pesquisa mostra preocupação com clima, mas tema fica em segundo plano</title>
		<link>https://portalam.com.br/pesquisa-mostra-preocupacao-com-clima-mas-tema-fica-em-segundo-plano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Gov Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 10:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[Um levantamento feito com 1.800 brasileiros mostra que a 91% dos entrevistados considera importantes as mudanças climáticas e a adoção de medidas de preservação ambiental e defende que os candidatos às eleições de 2026 apresentem propostas para enfrentar o problema. Apesar disso, questões como segurança pública, custo de vida, saúde e educação aparecem à frente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um levantamento feito com 1.800 brasileiros mostra que a 91% dos entrevistados considera importantes as mudanças climáticas e a adoção de medidas de preservação ambiental e defende que os candidatos às eleições de 2026 apresentem propostas para enfrentar o problema. Apesar disso, questões como segurança pública, custo de vida, saúde e educação aparecem à frente entre as principais preocupações da população.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1702572&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1702572&amp;o=node" /></p>
<p>Entre os problemas apresentados aos entrevistados, segurança pública e criminalidade aparecem em primeiro lugar, citadas por 49%. Em seguida estão o aumento do custo de vida ou a inflação (41%), a violência contra as mulheres e os feminicídios (36%) e a qualidade da saúde pública (34%). As mudanças climáticas e a crise ambiental aparecem em nono lugar, com 19%.</p>
<p>Segundo a pesquisa “Clima e meio ambiente na percepção dos brasileiros”, realizada pela Ipsos a pedido do Observatório do Clima, a maioria dos entrevistados consideram importante que os candidatos às próximas eleições apresentem propostas para enfrentar as mudanças climáticas. Para 62%, o tema é “muito importante”.</p>
<p>Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (17) e mostram que 87% dos entrevistados concordam que as mudanças climáticas estão provocando secas, chuvas intensas e ondas de calor. Além disso, 85% consideram que o fenômeno afeta o cotidiano dos brasileiros; 79% defendem que o tema seja priorizado mesmo que isso implique custos econômicos; e 76% entendem que ainda é possível evitar os impactos mais graves caso medidas sejam adotadas imediatamente.</p>
<p>Além das mudanças climáticas, apontadas por 35% como o principal problema ambiental, 21% citaram a gestão de resíduos e lixo. Qualidade do ar e poluição foram mencionadas por 15%, e escassez de água e secas, por 14%.</p>
<p>“A maioria dos presidenciáveis tem planos fracos ou inexistentes para o tema. Um dos candidatos, inclusive, é um negacionista convicto. A pesquisa mostra que os brasileiros querem compromissos dos candidatos na agenda climática, mas infelizmente não é o que está acontecendo.”, avalia Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima.</p>
<p>Em relação ao clima e meio ambiente na agenda governamental, 90% dos brasileiros consideram muito importante que o governo e as políticas públicas se dediquem à proteção ambiental, enquanto apenas 3% a consideram pouco ou nada importante.</p>
<p>A pesquisa também perguntou sobre as causas das mudanças climáticas. Para 58% dos entrevistados, o fenômeno é causado principalmente pela atividade humana; 36% atribuem o problema a uma combinação entre atividade humana e fenômenos naturais; e 5% consideram que as mudanças climáticas são explicadas principalmente por causas naturais.</p>
<p>Em relação à responsabilidade pelo enfrentamento das mudanças climáticas, 67% consideram que empresas e indústrias têm mais responsabilidade do que os cidadãos.</p>
<p>O levantamento abordou ainda o conhecimento sobre o papel do gás metano no aquecimento global. Embora ele seja muito mais potente que o CO2 o conhecimento sobre sua atuação e principais fontes é restrito. A maioria (64%) atribuiu como sua principal fonte os aterros sanitários, lixões e à queima de combustíveis fósseis. No Brasil, o gás metano é emitido principalmente na pecuária.</p>
<p>“O esforço a ser feito é para que essa preocupação se reflita em votos que assegurem a eleição de candidatos que realmente incorporem esse tema em sua atuação. Em plena crise climática, não dá para aceitar negacionistas, declarados ou disfarçados, nem no Executivo, nem no Legislativo”, afirma Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima.</p>
<p>Entre as políticas ambientais abordadas com os entrevistados, uma das mais importantes é a das normas ambientais: 43% dos pesquisados rejeitam a flexibilização das normas ambientais e consideram que os investimentos devem se adaptar à regulamentação vigente. A percepção, portanto, é de que 4 em 5 pessoas defendem uma posição de proteção ou cautela ambiental.</p>
<p>Além de indicar os temas prioritários, os participantes opinaram sobre como os diferentes atores agem em relação ao tema. O papel das pessoas em geral nas políticas ambientais foi avaliado como negativo por 78% dos pesquisados e apenas 6% lhes atribuíram avaliações positivas; em relação as empresas privadas houve 75% de avaliações negativas e 6% de positivas; e o governo brasileiro obtém 71% de avaliações negativas e 9% de positivas. Segundo o relatório do estudo, isso indica que o problema ambiental é percebido como um déficit sistêmico, não atribuído exclusivamente a uma única instituição. A pesquisa indicou, também, que a principal responsabilidade para liderar uma mudança em relação às políticas ambientais recai sobre o governo federal</p>
<p>A pesquisa ouviu 1.800 pessoas de todo o país, com 18 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de agosto. O questionário, aplicado online, foi composto por 32 perguntas sobre clima e meio ambiente e a presença de tais temas na agenda pública e governamental, além de cuidados, atitudes e comportamentos relacionados a esses temas.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Expedição científica brasileira investiga abismos do Atlântico</title>
		<link>https://portalam.com.br/expedicao-cientifica-brasileira-investiga-abismos-do-atlantico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 07:47:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Atlântico]]></category>
		<category><![CDATA[Expedição]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma expedição científica partirá neste domingo, 20, de Fortaleza (CE) para mapear e explorar a Zona de Fratura Romanche, uma formação submarina de aproximadamente 1 mil quilômetros de extensão, composta por uma sequência de montanhas e vales, localizada a meio caminho entre a Costa Nordeste do Brasil e Oeste do Continente Africano. Batizada de The Gap, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Uma expedição científica partirá neste domingo, 20, de Fortaleza (CE) para mapear e explorar a Zona de Fratura Romanche, uma formação submarina de aproximadamente 1 mil quilômetros de extensão, composta por uma sequência de montanhas e vales, localizada a meio caminho entre a Costa Nordeste do Brasil e Oeste do Continente Africano.</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1702737&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1702737&amp;o=node" /></p>
<p><strong>Batizada de <em>The Gap</em>, a iniciativa usará um <em>rover</em> e um submarino autônomo, pilotados a partir do navio de pesquisa <em>Falkor</em> (too).</strong> Com eles, irão mapear duas áreas distintas e coletar amostras de rochas e vida em suas paredes, em profundidades de até 4mil e 500 metros.</p>
<p><strong>O grupo investiga a área com ocorrência de um fenômeno conhecido como ressurgência equatorial, que é a elevação de águas mais frias, cheias de nutrientes, para a superfície marinha. </strong>Sazonal e provocada principalmente pelos ventos alísios, é comum nas regiões intertropicais e importante pois leva a um aumento nas populações de animais microscópicos, base da cadeia alimentar marinha.</p>
<blockquote><p>“Nosso principal foco é identificar e mapear a relação da ressurgência com as comunidades profundas, além de estudar a dinâmica das correntes e a morfologia dos habitats de fundo, observando a influência dessa produção de alimentos na superfície sobre esse fundo”, explica o professor José Angel Perez, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).</p></blockquote>
<p><strong>Para Perez, que lidera a expedição, é importante conhecer estes mecanismos pois 70% da crosta do planeta está em regiões de oceano profundo, mas paradoxalmente é uma região da qual conhecemos menos de 1%. Ao levantar evidências científicas concretas desta riqueza e do impacto da ação humana, os cientistas pretendem subsidiar estudos futuros e mostrar a importância de áreas de preservação</strong>.</p>
<p>Outro ponto ao qual os cientistas estarão atentos são os <strong>impactos das mudanças climáticas nestas comunidades</strong>, pois os ventos na região tem apresentado alterações e isso influencia toda a cadeia. <strong>Somado ao processo de acidificação dos oceanos, ele ameaça importantes reservatórios de vida marinha, como os recifes de corais.</strong></p>
<p>O primeiro passo do grupo, que deve chegar na área por volta de 25 de setembro, será mapear o Romanche com uma sonda acústica do navio, por cerca de dois dias. Com este mapa, chega a hora de descer até os paredões e para isso, os cientistas vão usar o SuBastian, um robô operado remotamente (ROV), capaz de mergulhar até 4,5 mil metros de profundidade.</p>
<p><strong>O equipamento, considerado de alta performance, será responsável por coletar amostras submarinas e é pilotado por cabo a partir do navio de pesquisa. Sua operação será transmitida, ao vivo e com narração, pelo canal do <em>Schmidt Ocean Institute</em>, patrocinador da exposição que cedeu os equipamentos.</strong></p>
<blockquote><p>“É uma coisa nova pra mim também, mas acho muito muito gratificante a gente poder trabalhar e mostrar para todo mundo, para o mundo inteiro, cada momento disso”, conta Perez. O grupo também fará algumas chamadas, em tempo real, com instituições de ensino já selecionadas.</p></blockquote>
<p>Para as áreas mais promissoras, utilizarão o submarino autônomo, capaz de se aproximar ainda mais do fundo e de detalhar com precisão de centímetros, construindo um mapa com nível de detalhamento muito melhor. A operação será repetida na segunda área, mais próxima da costa da África.</p>
<p>A expectativa da equipe é que os primeiros resultados sejam sistematizados em cerca de dois anos.</p>
<blockquote><p>“Mas é claro que com todos os especialistas a bordo e todos os alunos que estão lá também estarão fazendo seus trabalhos, e podemos dizer que estes resultados devem render ainda por cerca de uma década”, aponta Perez.</p></blockquote>
<p><strong>O grupo liderado por Perez é composto por outros 5 professores universitários brasileiros (2 da Univali, 1 da USP, 1 da UFRGS e 1 da UFES), 7 estudantes, 1 pesquisador e a tripulação. No total, 25 especialistas de cinco nacionalidades farão parte da equipe, que deve desembarcar em Gana em 26 de outubro.</strong></p>
<p>Eles utilizam o navio de pesquisas Falkor (Too), cedido pelo <em>Schmidt Ocean Institute</em> (SOI), instituição que fomenta pesquisas sobre os oceanos. Em 2026 o SOI promove outras oito expedições no Atlântico Sul e Caribe, todas sem fins lucrativos e com o compromisso, por parte das equipes científicas, de disponibilização pública dos resultados das pesquisas.</p>
<p>A Univali integra o Programa de Mar Profundo, do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo), tendo participado, desde 2009, de expedições desta natureza, com outras expedições nos anos de 2013, 2018, 2019, 2022 e 2025.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Prêmio reconhece pesquisas brasileiras sobre mudanças climáticas</title>
		<link>https://portalam.com.br/premio-reconhece-pesquisas-brasileiras-sobre-mudancas-climaticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 20:55:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalam.com.br/?p=148078</guid>

					<description><![CDATA[Pesquisadores que estudam os impactos das mudanças do clima em diferentes áreas podem se inscrever, até 2 de outubro, no Prêmio iCS de Economia e Clima. A iniciativa é promovida pelo Instituto Clima e Sociedade, em parceria com a Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (Anpec). O objetivo é reconhecer estudos sobre os impactos econômicos das mudanças climáticas no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pesquisadores que estudam os impactos das <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/tags/mudancas-climaticas-1" target="_blank" rel="noopener">mudanças do clima</a> em diferentes áreas <a href="http://https//hubdeeconomiaeclima.org.br/premio-ics-anpec-de-economia-e-clima/" target="_blank" rel="noopener">podem se inscrever</a>, até 2 de outubro, no Prêmio iCS de Economia e Clima.</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1702666&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1702666&amp;o=node" /></p>
<p>A iniciativa é promovida pelo <a href="https://climaesociedade.org/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Clima e Sociedade</a>, em parceria com a <a href="https://www.anpec.org.br/novosite/br" target="_blank" rel="noopener">Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (Anpec)</a>.</p>
<p><strong>O objetivo é reconhecer estudos sobre os impactos econômicos das mudanças climáticas no Brasil. Os três melhores trabalhos receberão prêmios de R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente.</strong> O resultado será divulgado em novembro.</p>
<p>Podem participar pesquisadores com título de doutorado que tenham publicado estudos entre maio de 2024 e maio de 2026 em periódicos científicos nacionais e internacionais, além de artigos apresentados em seminários da Anpec.</p>
<p>De acordo com a organização, o objetivo é fortalecer a produção científica brasileira sobre o tema, em um momento em que os efeitos da crise climática já impactam diferentes setores da economia e da sociedade.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>MP acompanha medidas municipais de limpeza urbana e combate ao descarte inadequado de lixo em Japurá</title>
		<link>https://portalam.com.br/mp-acompanha-medidas-municipais-de-limpeza-urbana-e-combate-ao-descarte-inadequado-de-lixo-em-japura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 08:15:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Lixão]]></category>
		<category><![CDATA[MPAM]]></category>
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					<description><![CDATA[Frente a um cenário de não cumprimento de sentença judicial, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) peticionou, junto à Vara Única da Comarca de Japurá, acerca do posicionamento do município sobre os graves gargalos relacionados à limpeza urbana e ao descarte inadequado de lixo na cidade. O caso transcorre desde 2007, quando o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Frente a um cenário de não cumprimento de sentença judicial, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) peticionou, junto à Vara Única da Comarca de Japurá, acerca do posicionamento do município sobre os graves gargalos relacionados à limpeza urbana e ao descarte inadequado de lixo na cidade. O caso transcorre desde 2007, quando o órgão ajuizou ação civil pública (ACP) sobre o tema.</p>
<p>Na segunda-feira (14/09), o promotor de Justiça Zacarias Laureano de Souza Neto conduziu uma fiscalização no lixão municipal, que ainda opera a céu aberto. Segundo ele, a gestão municipal tem adotado medidas paliativas, como a compactação superficial do lixo com tratores, seguida pelo lançamento de camadas de terra, e o isolamento da área.</p>
<p>“Para o Ministério Público, embora o uso de maquinário represente uma tentativa de organização, a medida não atende aos comandos da Justiça e às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010). O município segue sem contar com a infraestrutura de um aterro sanitário adequado, perpetuando riscos ambientais e sanitários à população local”, afirmou o membro do MP.</p>
<p>A sentença original foi proferida em 2020, quando a Justiça determinou:</p>
<p>* Remoção do lixo das ruas, regularização da coleta periódica e realização de roça/limpeza da vegetação em locais públicos, em 15 dias;<br />
* Apresentação do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e o projeto técnico para um aterro sanitário, em 30 dias;<br />
* Instalação e colocação em funcionamento do aterro sanitário dentro das normas ambientais, em seis meses.</p>
<p>Na ocasião, foi fixada multa diária de R$5 mil em caso de descumprimento.</p>
<p>Em abril deste ano, o MP ingressou com pedido de cumprimento de sentença, sob a alegação de que, mesmo após anos, o município não comprovou o cumprimento integral das obrigações estruturais — em especial, a construção do aterro. O promotor Weslei Machado, que respondia pela comarca no período, solicitou instauração oficial da fase de cumprimento de sentença; intimação pessoal do atual chefe do Executivo para que comprovasse as medidas tomadas em até 15 dias; aplicação da multa diária acumulada; e realização de vistoria por oficial de Justiça (com registros fotográficos) para constatação da real situação da cidade.</p>
<p>Na decisão expedida em maio passado, a Justiça acolheu o pedido de cumprimento de sentença do Ministério Público e intimou a Procuradoria do Município de Japurá a demonstrar as medidas adotadas, no prazo de 60 dias. À época, caso a ordem não fosse cumprida no prazo estabelecido, o município ficaria sujeito a multa diária de R$5 mil e conversão da obrigação em perdas e danos.</p>
<p>“Nosso objetivo é a proteção do meio ambiente e da qualidade de vida dos habitantes do município, sem desconsiderar as dificuldades próprias de uma cidade pequena no interior do estado”, ressaltou o promotor Zacarias Laureano.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Decretos expandem a proteção ambiental na Amazônia e na Caatinga em 675 mil de hectares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 20:08:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Caatinga]]></category>
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					<description><![CDATA[presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (8), no Palácio do Planalto, uma série de decretos que expandem a área ambiental protegida pelo governo federal na Amazônia e na Caatinga.  As medidas anunciadas durante a cerimônia que celebra o Dia da Amazônia (5 de setembro) fortalecem a proteção de uma das mais importantes áreas de floresta tropical do planeta, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (8), no Palácio do Planalto, uma série de decretos que expandem a área ambiental protegida pelo governo federal na Amazônia e na Caatinga.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">As medidas anunciadas durante a cerimônia que celebra o Dia da Amazônia (5 de setembro) fortalec</span><span data-contrast="auto">em a proteção de uma das mais importantes áreas de floresta tropical do planeta, dando atenção especial ao entorno da rodovia BR-319, que liga Manaus, capital do estado do Amazonas, a Porto Velho, capital de Rondônia, e amplia a preservação da Caatinga no estado do Piauí.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">No discurso, o presidente Lula destacou a importância da criação das unidades de conservação para o desenvolvimento da região Norte, conciliado com a agenda ambiental.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><em style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">“Nós vamos construir uma estrada. Vai ter uma estrada moderna que vai poder escoar a produção de dois estados brasileiros, mas será uma estrada que será exemplo para o mundo de como é possível a gente combinar o desenvolvimento com a preservação ambiental. E por uma razão muito simples, é porque a questão ambiental virou uma questão econômica”, ressaltou o presidente.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></em></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">No conjunto de novas áreas protegidas criadas pelo governo federal no estado do Amazonas estão as Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS)</span><span data-contrast="auto"> do Mirari (localizada no município de Humaitá), de Canaã (municípios de Autazes e Careiro), Tupana-Igapó I (município de Borba) e Tupana-Igapó II (municípios de Beruri e Tapauá).</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Além das unidades de conservação criadas, também foi ampliado, em 7.192 hectares, o Parque Nacional de Sete Cidades, localizado nos municípios piauienses de Brasileira e Piracuruca.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Desde 2023, o Brasil já acrescentou mais de 2,5 milhões de hectares de território protegido por meio da criação ou ampliação de 26 unidades de conservação.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Para o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, a ação do Governo Federal expressa o compromisso </span><span data-contrast="auto">com a pauta socioambiental.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><em style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">“A assinatura desses decretos [de criação e ampliação de UC] é um avanço para a proteção da floresta e das comunidades tradicionais. Cabe ao ICMBio assegurar a efetividade dessa proteção, com presença no território, fiscalização, monitoramento, regularização fundiária e todas as ações de gestão dessas áreas. Para isso, é fundamental que o compromisso do Governo Federal com o fortalecimento do Instituto se traduza em reforço de orçamento, pessoal e infraestrutura, acompanhando a ampliação de nossas responsabilidades”, </span></em><span data-contrast="auto">afirma Pires.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><span data-contrast="auto">Avanços na proteção da Amazônia</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></strong></b></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">A criação das quatro unidades de conservação reforça a estratégia do governo federal de expandir a proteção da floresta em uma região considerada estratégica para a conservação da Amazônia.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">O conjunto de medidas intensifica o ordenamento fundiário e cria uma barreira de proteção diante do avanço da ocupação, do desmatamento e de outras pressões ambientais associadas à expansão da infraestrutura e da fronteira econômica que devem ocorrer com o asfaltamento da rodovia BR-319.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">No entendimento do ministro do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Brasil decidiu construir uma solução para uma demanda antiga por meio da rodovia BR-319, que resultou nos decretos assinados. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><em style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">“Desde 2023, o governo federal trabalha de forma integrada para construir uma solução amazônida capaz de permitir a pavimentação da rodovia, assegurando a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico”,</span></em><span data-contrast="auto"> explica Capobianco.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Este mosaico de criações e ampliações de unidades de conservação firmado pelo presidente Lula está conectado a outras áreas de florestas públicas já protegidas pelo estado</span><span data-contrast="auto"> do Amazonas e pelo governo federal.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">A região atravessada pela estrada reúne extensas áreas de floresta ainda preservada e é</span><span data-contrast="auto"> considerada uma das regiões com maior expectativa de transformação associada à melhoria da infraestrutura de transporte na Amazônia.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">A criação das novas Unidades de Conservação (UC) é vista por especialistas e comunidades locais como uma ferramenta para proteger a floresta, fortalecer a presença das populações tradicionais e evitar impactos ambientais decorrentes da expansão da ocupação na região, sem renunciar ao desenvolviment</span><span data-contrast="auto">o econômico.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><em style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">“As ações assinadas hoje apontam para uma Amazônia com uma economia baseada na natureza, capaz de gerar emprego e renda, sem destruir as bases que sustentam o seu crescimento. Uma economia que reconhece as vocações locais, transforma a biodiversidade em valor e mantém este valor junto às comunidades da Amazônia”, </span></em><span data-contrast="auto">ressaltou</span><span data-contrast="auto"> o ministro Meio Ambiente e Mudança do Clima.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">O</span><span data-contrast="auto"> processo de criação das</span><span data-contrast="auto"> quatro </span><span data-contrast="auto">unidades de conservação, conduzido pelo ICMBio no âmbito do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC</span><span data-contrast="auto">), foi baseado em estudos técnicos aprofundados e contou com ampla participação social</span><span data-contrast="auto">.</span><span data-contrast="auto"> Comunidades e moradores das regiões envolvidas contribuíram em diferentes etapas, por meio de consultas públicas e de processos de Consulta Livre, Prévia e Informada, apresentando demandas, conhecimentos sobre o território e contribuições para a definição das propostas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">A criação das novas unidades de conservação aproxima o Brasil do compromisso global de proteger 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030.</span><span data-contrast="auto"> Essa meta faz parte do Marco Global de Kunming-Montreal da Biodiversidade, pactuado na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), e alinha-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 15) da ONU para conter a perda de biodiversidade e enfrentar as mudanças climáticas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong>Criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mirari</strong></b></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">No sul do Amazonas, o Igarapé Mirari é parte da vida de centenas de extrativistas, pescadores e agricultores familiares que há gerações vivem e protegem ambientes de floresta amazônica, onde se encontram áreas alagáveis e sistemas fluviolacustres associados ao rio Madeira.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">A categoria permite a conservação dos ecossistemas em conjunto com o uso sustentável dos recursos naturais por populações tradicionais, incluindo atividades como pesca, extrativismo e agricultura de subsistência.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Com 22.888 hectares, a criação da RDS Mirari contribuirá para ordenar o uso do território, proteger os modos de vida tradicionais e garantir a permanência das comunidades diante das pressões que ocorrerão com a pavimentação da BR-319.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto"><b><strong>Criação das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Canaã, Tupana-Igapó-Açu I e Tupana-Igapó-Açu II</strong></b></p>
<p>A criação das três Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) soma mais de 630 mil hectares de floresta contínua e forma um importante corredor de proteção ecológica ao longo da BR-319, no estado do Amazonas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">O conjunto de áreas, consolidado pelo reconhecimento do governo federal, amplia a proteção dos territórios de famílias assentadas que vivem da agricultura e do extrativismo, garantindo o uso sustentável da floresta.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">A criação das RDS fortalece a conservação da biodiversidade e protege a integridade dos ecossistemas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;" data-start="0" data-end="48" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><b><strong data-start="0" data-end="48" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Ampliação do Parque Nacional de Sete Cidades</strong></b></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">A ampliação do Parque Nacional de Sete Cidades teve estudos técnicos iniciados em 2007 e desenvolvidos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com contribuições da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e apoio da Conservação Internacional do Brasil. Com o acréscimo, o Parque</span><span data-contrast="auto"> passa a contar com 13.502 hectares.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">A iniciativa busca assegurar a conservação de remanescentes naturais estratégicos para a conectividade ecológica da região, além de proteger nascentes, lagoas e cursos d’água fundamentais para a manutenção dos ecossistemas locais.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Criado em 1961, o Parque Nacional de Sete Cidades é a primeira unidade de conservação federal do Piauí. Localizado nos municípios de Brasileira e Piracuruca, o parque protege uma área de transição entre os biomas Cerrado e Caatinga, reconhecida pela elevada biodiversidade, riqueza paisagística, formações geológicas singulares e sítios arqueológicos com pinturas rupestres.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">A medida também </span><span data-contrast="auto">propicia condições de proteção</span><span data-contrast="auto"> para espécies ameaçadas e vulneráveis presentes na região, como o gato-mourisco, o mocó, o gato-maracajá, a onça-parda e o morceguinho-do-cerrado, espécie endêmica do Cerrado considerada em risco de extinção. A expansão do parque contribui para a manutenção de populações viáveis da fauna silvestre e fortalece o combate a pressões ambientais, como o desmatamento, a caça ilegal e a fragmentação dos habitats.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Justiça Federal aceita denúncia do MPF contra acusados de garimpo ilegal na Terra Indígena Tenharim Marmelos (AM)</title>
		<link>https://portalam.com.br/justica-federal-aceita-denuncia-do-mpf-contra-acusados-de-garimpo-ilegal-na-terra-indigena-tenharim-marmelos-am/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 17:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Garimpo Ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça Federal]]></category>
		<category><![CDATA[MPF]]></category>
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					<description><![CDATA[A Justiça Federal aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra um ex-cacique e um gerente de garimpo acusados de envolvimento na extração ilegal de ouro e cassiterita na Terra Indígena Tenharim Marmelos, localizada entre os municípios de Manicoré e Humaitá, no sul do Amazonas. Com a decisão, a investigação se converte em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Justiça Federal aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra um ex-cacique e um gerente de garimpo acusados de envolvimento na extração ilegal de ouro e cassiterita na Terra Indígena Tenharim Marmelos, localizada entre os municípios de Manicoré e Humaitá, no sul do Amazonas. Com a decisão, a investigação se converte em ação penal, os denunciados passam à condição de réus e vão responder pelos crimes de usurpação de bens da União e invasão de terras públicas, desmatamento em terras públicas, garimpo ilegal e obstáculo à regeneração ambiental.</p>
<p>A investigação, desencadeada a partir da Operação Intruso, da Polícia Federal (PF) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), revelou a instalação de uma estrutura de porte industrial no interior da reserva, responsável por devastar 108,32 hectares de floresta nativa, equivalente a mais de 100 campos de futebol.</p>
<p>Conforme a denúncia do MPF, entre 2020 e junho de 2023, o gerente do garimpo operou a extração ilegal de ouro e cassiterita em larga escala com o uso de maquinário pesado. Já o ex-cacique prestava suporte logístico e cobrava propina equivalente a 10% do minério produzido, além de ceder abrigo e contas bancárias de familiares para o recebimento de repasses ilícitos.</p>
<p><strong>Devastação ambiental irreversível</strong> – A perícia ambiental atestou a supressão de 108,32 hectares de floresta nativa, inclusive em áreas de preservação permanente (APP) e cursos d&#8217;água. Além da mineração, o grupo extraía e transportava madeiras nobres, como angelim, sucupira e cupiúba.</p>
<p>A abertura de grandes cavas e a alteração da morfologia do solo provocaram assoreamento de rios e contaminação hídrica, impedindo o processo natural de regeneração da vegetação.</p>
<p><strong>Pedidos do MPF</strong> – Além da condenação criminal dos acusados, o MPF pediu que a Justiça fixe um valor mínimo de R$ 500 mil para cada réu como indenização por danos morais coletivos causados à sociedade e ao povo indígena.</p>
<p>O órgão também solicitou cobrança pelo ressarcimento dos estragos ambientais e patrimoniais. O valor exato para a reparação desses danos materiais será calculado ao longo do processo criminal.</p>
<p>A denúncia é resultado do trabalho do 2º Ofício da Amazônia Ocidental do MPF, especializado no enfrentamento à mineração ilegal nos estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia.</p>
<p>A decisão judicial determinou o levantamento integral do sigilo processual, tornando os autos públicos, e ordenou a citação dos réus para que apresentem resposta à acusação dentro do prazo de 10 dias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ação Penal n° 1029410-21.2023.4.01.3200</p>
<p><strong><a href="https://pje1g.trf1.jus.br/consultapublica/ConsultaPublica/listView.seam">Consulta Processual</a></strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Devastação na Amazônia pode quebrar maior &#8220;máquina de chuva&#8221; do mundo</title>
		<link>https://portalam.com.br/devastacao-na-amazonia-pode-quebrar-maior-maquina-de-chuva-do-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 06:36:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Chuva]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma máquina silenciosa trabalha constantemente para que milhões de pessoas na América do Sul tenham acesso a água, rios e plantações. Esse mecanismo se chama Amazônia e funciona da seguinte maneira: a umidade vinda do oceano produz chuva sobre a floresta; essa água é absorvida do solo pelas árvores, e lançada de volta na atmosfera em forma de vapor; [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Uma máquina silenciosa trabalha constantemente para que milhões de pessoas na <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/tags/america-do-sul" target="_blank" rel="noopener">América do Sul</a> tenham acesso a água, rios e plantações. Esse mecanismo se chama <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/tags/amazonia-0" target="_blank" rel="noopener">Amazônia </a>e funciona da seguinte maneira: a umidade vinda do oceano produz chuva sobre a floresta; essa água é absorvida do solo pelas árvores, e lançada de volta na atmosfera em forma de vapor; o vento, então, espalha, esse vapor por todo o continente, fazendo chover em diversas regiões. </strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1702065&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1702065&amp;o=node" /></p>
<p>De acordo com a pesquisadora Julia Valentim Tavares essa é a principal infraestrutura hídrica da América do Sul e a maior &#8220;máquina de chuva&#8221; do planeta. Uma árvore adulta na Amazônia pode liberar para a atmosfera de 200 a 300 litros de água todos os dias.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left">
<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" title="Diego Aguilar/Divulgação" src="https://imagens.ebc.com.br/pvsGBI76Yto-VzYN4HTp73wA05M=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/09/10/marielos_penaclaros-_credito_diego_aguilar.jpg?itok=Lo7_rZQr" alt="Amazônia, 10/09/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Marielos Peñaclaros fala durante o TEDXAmazônia. Foto: Diego Aguilar/Divulgação" /></div>
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<div class="meta">Marielos Peñaclaros destaca a importância do bioma durante TEDXAmazônia. <strong>Diego Aguilar/Divulgação</strong></div>
</div>
</div>
<p>“Imaginem 400 bilhões delas trabalhando juntas todos os dias. Se pudéssemos tornar essa umidade possível, veríamos rios gigantes voando no céu. É o que nós cientistas chamamos de rios voadores.&#8221;</p>
<p>Marielos Peñaclaros, copresidente do Painel Científico pela Amazônia, entidade que reúne mais de 350 cientistas dedicados a estudar o bioma, destaca que a floresta é a coluna vertebral dos ciclos de água, nutrientes e carbono a níveis local, regional e global.</p>
<blockquote><p>“Em outras palavras, a Amazônia sustenta a vida, não só na região amazônica, mas no planeta como um todo.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>As duas pesquisadoras participaram da última edição do TEDxAmazonia, no final de agosto, no Equador. </strong></p>
<h2>Alerta</h2>
<p>Além de frisar a importância desse sistema hídrico, as cientistas fizeram um alerta: a devastação da Amazônia já está afetando a &#8220;máquina de chuva&#8221;, e sua &#8220;quebra&#8221; seria catastrófica para todo o planeta.</p>
<p>De acordo com Marielos, atividades como a mineração e o narcotráfico, em conjunto com o desmatamento e as queimadas têm atingido diretamente a conectividade amazônica, fator central para a conservação do bioma.</p>
<blockquote><p>&#8220;A Amazônia é um mosaico vivo de ecossistemas terrestres e aquáticos interconectados entre si, que abriga uma grande diversidade de culturas. Essas comunidades têm um relacionamento profundo e interdependente com os ecossistemas através dos seus modos de vida, práticas de manejo e conhecimento.&#8221;</p></blockquote>
<p>Segundo ela, os efeitos no clima já são mensuráveis, com evidências de que o desmatamento na Amazônia brasileira resulta em menos chuva em regiões do Brasil e da Bolívia. Em regiões desmatadas, a temperatura tem aumentado, e as épocas de seca estão ficando mais intensas e mais cumpridas.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right">
<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" title="Rodrigo Duarte/Divulgação" src="https://imagens.ebc.com.br/4TIwpoS4BEl5hWEARkQNeQDBUpc=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/09/10/julia_valentim_-_credito_rodrigo_duarte.jpg?itok=R-Et1J3q" alt="Amazônia, 10/09/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Julia Valentim fala durante o TEDXAmazônia. Foto: Rodrigo Duarte/Divulgação" /></div>
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<div class="meta">Durante o TEDXAmazônia, Julia Valentim explica o chamado arco do desmatamento. <strong>Rodrigo Duarte/Divulgação</strong></div>
</div>
</div>
<p>Julia Valentim Tavares também está medindo esses efeitos a partir do interior das árvores da borda sul da Amazônia, o chamado arco do desmatamento, onde o volume de chuvas já diminuiu e a temperatura aumentou na última década. Ela investiga por quanto tempo essas árvores podem resistir às secas, antes que suas &#8220;cordas&#8221; internas sejam danificadas.</p>
<p>&#8220;Se o solo tem água, essa corda permanece intacta. Numa estação seca, o solo deixa de ter água e essa corda é tensionada. A atmosfera puxa para cima, o solo puxa para baixo, até a hora que essa corda se rompe. Se isso acontecer muitas vezes, em várias partes da árvore, essa árvore começa a literalmente morrer de sede.&#8221;</p>
<h2>Aquecimento global</h2>
<p>Nos últimos anos, a região também tem sofrido com os efeitos do aquecimento global. Em 2024, a <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-09/seca-na-amazonia-atingiu-38-das-areas-habitadas-no-ultimo-el-nino" target="_blank" rel="noopener">Amazônia enfrentou a pior seca</a> da sua história, por consequência do El Nino, fenômeno natural de aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera a circulação atmosférica, e tem se tornado mais intenso.</p>
<p>Marielos destaca que 88% da bacia amazônia sentiu os efeitos dessa seca, que também interferiu na &#8220;máquina de chuva&#8221;. A capital da Colômbia, Bogotá, localizada na região dos Andes, sofreu desabastecimento de água. Em Quito, capital do Equador, que também está fora da Amazônia, a falta de água levou à cortes no fornecimento de energia elétrica.</p>
<p>&#8220;A pergunta que todos deveríamos estar fazendo é:  De onde nasce a água de inúmeras cidades latinoamericanas? De onde nasce a água que usamos na agricultura, pecuária, indússtria, produção de alimentos?&#8221;, provocou a copresidente do Painel Científico pela Amazônia.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image">
<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" title="REUTERS/Bruno Kelly/Proibida reprodução" src="https://imagens.ebc.com.br/VQIW771EkgwuTZM36NJKg03YPZs=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2023-10-11t205025z_1_lynxmpej9a0zm_rtroptp_4_brazil-amazon-drought-boats.jpg?itok=slBShZ1u" alt="Seca na Amazônia deixa barcos encalhados e paralisa transporte pelos rios
10/11/2023
REUTERS/Bruno Kelly" /></div>
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<div class="meta">Seca na Amazônia deixa barcos encalhados e paralisa transporte &#8211; <strong>REUTERS/Bruno Kelly/Proibida reprodução</strong></div>
</div>
</div>
<p>A seca também deixou a Amazônia mais vulnerável às queimadas, que foram recordes naquele ano. Julia Valentim Tavares lembra que a fumaça dos incêndios chegou a se espalhar pelo país e alcançar até a Região Sudeste.</p>
<p>&#8220;Esse fato revelou duas coisas muito importantes. Primeiro: a Amazônia nunca esteve distante, o que acontece na floresta não permanece na floresta. E segundo: milhões de pessoas dependem da Amazônia, mas ainda assim não se sentem conectadas com ela.&#8221;</p>
<p><strong>A previsão de que um <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-09/onu-preve-el-nino-muito-forte-com-duracao-ate-fevereiro-de-2027" target="_blank" rel="noopener">super El Niño</a> ocorra este ano alarmou as pesquisadoras.</strong> &#8220;Quando existem essas secas, a floresta ou tem mortalidade por falha hidráulica, ou para de crescer, somado com os eventos de fogo. Então, a Amazônia deixa de funcionar como um sumidouro de carbono e passa a ser um emissor, aumentando o aquecimento global&#8221;, alerta Julia.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente está esperando que seja tão ou mais forte do que em 2024, mas a principal diferença é que da outra vez aconteceram coisas que ninguém estava esperando. Como um rio poderia secar na Amazônia? Agora, todo mundo está falando sobre isso&#8221;, enfatizou Marielos.</p></blockquote>
<p>De acordo com ela, a solução definitiva só será alcançada com a diminuição drástica das emissões de gases do efeito estufa, que depende sobremaneira da substituição dos combustíveis fósseis por fontes menos poluentes de energia.</p>
<p>&#8220;Temos também que investir na conectividade. Restaurar as áreas degradadas, recuperar aquelas que foram desmatadas para produção, fazer essa reconexão ecológica. Porque a Amazônia já está se aproximando do ponto de não retorno, e a perda total dessa conectividade seria catastrófica para o mundo todo.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ameaça de super El Niño leva ONU a adotar nova estratégia para salvar milhões</title>
		<link>https://portalam.com.br/ameaca-de-super-el-nino-leva-onu-a-adotar-nova-estrategia-para-salvar-milhoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ONU NEWS]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2026 16:51:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[El niño]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégia]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[Na mira de um fenômeno climático El Niño de dimensões inéditas, a ONU, através do Programa Mundial de Alimentos, WFP, adota uma nova abordagem no modelo de resposta humanitária. Quase 50 milhões de pessoas podem ser lançadas em situação de fome aguda em regiões de África, Ásia e América Latina. A agência deixa de agir apenas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na mira de um fenômeno climático El Niño de dimensões inéditas, a ONU, através do Programa Mundial de Alimentos, <a class="ext" title="(opens in a new window)" href="http://www1.wfp.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-extlink="">WFP</a>, adota uma nova abordagem no modelo de resposta humanitária. Quase 50 milhões de pessoas podem ser lançadas em situação de fome aguda em regiões de África, Ásia e América Latina.</p>
<p>A agência deixa de agir apenas após o impacto visível das catástrofes e aposta na ação antecipada, entregando apoio financeiro, infraestrutura e alertas precoces antes que a seca e as cheias atinjam o seu ponto crítico.</p>
<h2><strong>Choques climáticos e conflitos</strong></h2>
<p>Moçambique é um dos exemplos mais graves, onde mais de 1,19 milhão de pessoas enfrentam insegurança alimentar severa após choques climáticos e conflitos sucessivos. No ciclo atual, 81 mil pessoas já estão no nível de emergência.</p>
<p>A combinação de cheias, o impacto do ciclone Tropical Gezani e o calor prolongado, somados ao conflito no extremo norte do país africano de língua portuguesa, que já deslocou mais de 27 mil pessoas, elevou os preços dos alimentos e reduziu de forma drástica o poder de compra das famílias.</p>
<figure class="context-un_news_full_width_credit_caption type-entermedia_image media figure media--type-entermedia-image media--view-mode-un-news-full-width-credit-caption">
<div class="media__image figure-img img-fluid rounded">
<div class="field field--name-thumbnail field--type-image field--label-hidden field__item"><picture><source srcset="https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/Collections/Production%20Library/2026/09/02-09-2026-WMO-Bangladesh.jpg/image350x235cropped.jpg" media="(max-width: 413px)" /><source srcset="https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/Collections/Production%20Library/2026/09/02-09-2026-WMO-Bangladesh.jpg/image560x340cropped.jpg" media="(max-width: 767px)" /><source srcset="https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/Collections/Production%20Library/2026/09/02-09-2026-WMO-Bangladesh.jpg/image770x420cropped.jpg" media="(max-width: 991px)" /><source srcset="https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/Collections/Production%20Library/2026/09/02-09-2026-WMO-Bangladesh.jpg/image1170x530cropped.jpg" media="(max-width: 1199px)" /><source srcset="https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/Collections/Production%20Library/2026/09/02-09-2026-WMO-Bangladesh.jpg/image1170x530cropped.jpg" media="(min-width: 1200px)" /></picture></div>
<div>
<p>No Sudão do Sul e na América Latina, as intervenções preventivas protegem colheitas, sustentam economias locais e preservam a dignidade de comunidades inteiras.</p>
<p>Casos extremos incluem Kapoeta North, no Sudão do Sul, onde o leito do rio Singaita se transformou numa extensa faixa de areia queimada pelo calor. Onde antes existiam campos verdes de sorgo e milho, hoje resta uma terra gretada e estéril.</p>
<h2><strong>Histórias de vulnerabilidade</strong></h2>
<p>Na região do Sahel, em países como o Chade, agro pastores como Oumar Mbodou lutam para manter os seus animais vivos. As histórias de vulnerabilidade incluem a da mãe Lokitoe Lokale, que, com quatro filhos, lida com a falta de comida a cada dia.</p>
<p>O seu drama reflete uma crise global que se multiplica por vários continentes, onde os impactos do El Niño, somados a tempestades e secas extremas, ameaçam a sobrevivência dos mais vulneráveis.</p>
<p>A escala do desafio estende-se ao Corredor Seco da América Latina, com agricultores como Teresa Gómez, na Guatemala, e Federico Medina Bardales, em Honduras, a enfrentar a incerteza de estações de chuva imprevisíveis.</p>
<p>Nesse cenário de emergência, a operação das Nações Unidas prioriza a prevenção ativa.</p>
<h2><strong>Tecnologia e ação antecipada</strong></h2>
<p>Em vez de esperar que os estragos se consumem, a agência fornece transferências monetárias diretas, capacitação técnica, silos de armazenamento de grãos e sistemas de monitorização climática de alta precisão, como a ferramenta MapTool, em Madagáscar.</p>
<p>Como resultado dessa nova abordagem, o apoio financeiro distribuído no Sudão do Sul antes do agravamento da seca permitiu que milhares de famílias comprassem mantimentos essenciais e movimentassem o comércio local. No Paquistão, a identificação prévia de zonas de risco prepara as populações para alternâncias brutais entre secas e inundações.</p>
<p>Para o WFP, agir previamente não reduz apenas os custos financeiros da ajuda humanitária a longo prazo, mas representa, a principal linha de defesa para impedir que eventos climáticos extremos se tornem catástrofes humanas irreversíveis.</p>
</div>
</div>
</figure>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dia do Cerrado: Guimarães Rosa denunciou riscos ao bioma, diz bióloga</title>
		<link>https://portalam.com.br/dia-do-cerrado-guimaraes-rosa-denunciou-riscos-ao-bioma-diz-biologa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 14:17:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
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					<description><![CDATA[João Guimarães Rosa já era um célebre escritor em 1952 quando participou de uma comitiva de boiadeiros que percorreu, por 240 quilômetros, o Cerrado mineiro entre Três Marias e Araçaí. Anotou tudo o que via pelo caminho em suas cadernetas, inclusive os riscos de devastação que apareciam no horizonte por causa das siderúrgicas.  O escritor João Guimarães Rosa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="https://www.gov.br/funag/pt-br/chdd/historia-diplomatica/personalidades-historicas/joao-guimaraes-rosa" target="_blank" rel="noopener">João Guimarães Rosa</a> já era um célebre escritor em 1952 quando participou de uma comitiva de boiadeiros que percorreu, por 240 quilômetros, o<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/tags/cerrado" target="_blank" rel="noopener"> Cerrado</a> mineiro entre Três Marias e Araçaí. Anotou tudo o que via pelo caminho em suas cadernetas, inclusive os riscos de devastação que apareciam no horizonte por causa das siderúrgicas. </strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1702090&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1702090&amp;o=node" /></p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left">
<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" title="Divulgação/ Centro Cultural São Paulo" src="https://imagens.ebc.com.br/I2chAjqZhdh9vRsuiyue_9bvQWo=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/atoms/image/guimaraes-rosa-divulgacao_centro_cultural_sao_paulo.jpg?itok=-0kp-Sa8" alt="O escritor João Guimarães Rosa" /></div>
<div class="dnd-caption-wrapper">
<div class="meta">O escritor João Guimarães Rosa &#8211; <strong>Divulgação/ Centro Cultural São Paulo</strong></div>
</div>
</div>
<p>Os registros feitos por Guimarães Rosa inspiraram obras como <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-07/grande-sertao-veredas-faz-70-anos-e-permanece-instigante" target="_blank" rel="noopener"><em>Grande Sertão: Veredas</em></a> e <em>Corpo de Baile</em>, ambos publicados em 1956, e que completam 70 anos este ano. Ele já notava a presença do eucalipto e das siderúrgicas que devastaram a região. <strong>Neste Dia Nacional do Cerrado, a Agência Brasil destaca a importância do bioma por meio da obra do autor.</strong></p>
<p>“Ele viu que o forno das siderúrgicas era alimentado com o carvão oriundo do Cerrado. Hoje a gente sabe que a devastação é feita pelo agronegócio”, explica a professora Mônica Meyer, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).</p>
<p><strong>Ela lançou no mês passado a segunda edição de “Ser-tão natureza”, em que investiga a presença ecológica na obra de Rosa.</strong></p>
<blockquote><p>“Essa viagem [da boiada] é um verdadeiro inventário do Cerrado na década de 1950. Um material de extrema riqueza que faz essa intersecção da natureza com a cultura”.</p></blockquote>
<h2>Cerrado é personagem</h2>
<p>A autora destaca que Guimarães Rosa não trata o Cerrado como cenário, mas como personagem. “Isso é muito importante e é um dos recados que o Guimarães Rosa passa para a gente. O ser humano não está dissociado da natureza. A natureza faz parte do corpo de cada ser vivo.”</p>
<p>Sob esse olhar, Guimarães Rosa destaca que os humanos não são o centro da natureza, mas parte dela. As anotações da viagem de 1952 estão identificadas pela pesquisadora nos contos de <em>Corpo de Baile</em> e em <em>Grande Sertão: Veredas</em>.</p>
<p>As obras detalham o rio (de Janeiro), afluente do Rio São Francisco, em Três Marias, os bichos, as plantas e a movimentação das pessoas.</p>
<h2>Romance aquático</h2>
<p><strong>Ela destaca o poder de descrição do autor ao tratar, por exemplo, do rio e das raízes pivotantes do Cerrado que precisam absorver muita água</strong>. “O <em>Grande Sertão: Veredas</em> é um romance aquático”, resume.</p>
<p>Riobaldo e Diadorim, protagonistas da obra, lidam com as alterações da natureza.  O próprio romance traça as duas estações do Cerrado. O período de chuva, o de melhores condições, e o de seca que precisa ser vencido.</p>
<blockquote><p>“A natureza é um personagem relevante demais e que tem uma sinergia com os demais personagens.”</p></blockquote>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image">
<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" title="TV Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/AwaRt_-UzUPGpSRFcpPEnShFGIA=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2025/05/19/outlook-xcm2fcv1.jpg?itok=YHV2c1OY" alt="Brasília (DF) 19/05/2025 - Com o título " /></div>
<div class="dnd-caption-wrapper">
<div class="meta">Autor trata o Cerrado e a natureza como personagens, ao destacar suas características &#8211; <strong>TV Brasil</strong></div>
</div>
</div>
<h2>Defensor da natureza</h2>
<p><strong>Segundo a pesquisadora, Grande Sertão: Veredas não é somente um dos principais romances da história escritos em língua portuguesa, mas também uma obra defensora da natureza. </strong></p>
<p>“Ele não faz nenhum discurso [explícito] de ‘vamos defender a natureza’. Mas, por exemplo, a personagem de Diadorim estimula Riobaldo a ver o bioma de forma diferente.”</p>
<p>Um desses momentos é quando Diadorim aponta para Riobaldo um passarinho chamado manuelzinho-da-crôa, nome popular da ave batuíra-de-coleira.</p>
<p>“Ele nunca tinha olhado para o passarinho com prazer e para a beleza daquele espaço. Todo o romance está pontuado de registros da fauna e da flora e das águas.”</p>
<p>As páginas da obra-prima da literatura estão imersas no canto dos pássaros, na cor das árvores, das flores, do perfume, nos insetos, na noite, no amanhecer. “Guimarães Rosa estimula o leitor a olhar para a natureza com outros olhos, não como recurso natural ou como mercadoria, mas como um espaço vivo.”</p>
<p>Tudo está em constante transformação da qual humanos e os demais seres vivos fazem parte.</p>
<blockquote><p>“É um material riquíssimo para trabalhar aspectos da educação ambiental. É, sem sombra de dúvida, uma grande enciclopédia do Cerrado.”</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mais de 8,7 mil pontos de descarte irregular foram limpos no bairro Compensa em Manaus</title>
		<link>https://portalam.com.br/mais-de-87-mil-pontos-de-descarte-irregular-foram-limpos-no-bairro-compensa-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 23:41:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Descarte]]></category>
		<category><![CDATA[Irregular]]></category>
		<category><![CDATA[Limpeza]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre janeiro e os dez primeiros dias deste mês, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), identificou e limpou mais de 8.700 pontos de descarte irregular de resíduos em diferentes zonas da capital amazonense. Além da limpeza, a secretaria também desenvolve projeto de conscientização e revitalização em combate às lixeiras viciadas. Segundo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre janeiro e os dez primeiros dias deste mês, a <a href="https://www.manaus.am.gov.br/">Prefeitura de Manaus</a>, por meio da <a href="https://www.instagram.com/semulspmanaus/">Secretaria Municipal de Limpeza Urbana</a> (Semulsp), identificou e limpou mais de 8.700 pontos de descarte irregular de resíduos em diferentes zonas da capital amazonense. Além da limpeza, a secretaria também desenvolve projeto de conscientização e revitalização em combate às lixeiras viciadas.</p>
<p>Segundo dados da Semulsp, a média é superior a mil pontos por mês. Nesta manhã de quinta-feira, 10/9, os trabalhadores da Prefeitura de Manaus realizaram uma ação na rua Nelson Rodrigues, no bairro Compensa, zona Oeste. O local recebe descarte irregular de resíduos, incluindo objetos grandes, como camas, sofás e geladeiras.</p>
<p>“Inicialmente, vamos limpar 100% esta área. Em seguida, vamos colocar as equipes de educação ambiental para conversar com os cidadãos dessa área próxima para não colocar mais lixo aqui, e sim deixar na porta da sua residência. Vamos revitalizar o local, colocar placas educativas e construir um jardim ecológico”, disse o coordenador da Semulsp Ambiental, Luiz Paz.</p>
<p>Paz reforçou que os descartes de lixo devem ser colocados em frente às residências, onde serão recolhidos pelas equipes de limpeza diariamente. Já os objetos grandes, como sofás, camas e geladeiras, podem ser recolhidos mediante agendamento junto à secretaria.</p>
<p>“Nós temos um projeto de coleta agendada de grandes objetos: cama, geladeira, fogão etc. É só ligar para a Semulsp, que nós vamos buscar na sua residência com dia e hora marcada. Já o entulho, não é de responsabilidade da prefeitura, então é preciso que a pessoa contrate uma empresa para dar o destino correto”, esclareceu.</p>
<p>No local, foram retiradas mais de duas caçambas de lixo. De acordo com o morador Morison Figueira, 47, as limpezas sempre acontecem, mas os descartes inadequados voltam a acontecer poucos dias após a retirada dos resíduos.</p>
<p>“Isso aqui virou uma coisa corriqueira: a prefeitura limpa e, em um dia, sete dias depois, já está da mesma forma. É uma ação boa e eficaz, porque, de vista para o Rio Negro, com uma paisagem que é turística, ter uma lixeira a céu aberto é difícil, bem complicado”, destacou.</p>
<p>O vendedor Jackson Ruiz contou que, além do descarte inadequado feito pela população, caminhões vão até local para jogar entulhos e objetos grandes. “Já faz muito tempo que o pessoal joga, mas sempre é feita a limpeza. O problema é que, depois que a limpeza sai, as pessoas jogam de novo o lixo. Não são só os moradores. Tem caminhões de outros lugares que vêm e jogam lixo aí”, lamentou.</p>
<p><strong>Coleta agendada de grandes objetos</strong></p>
<p>Para evitar o descarte irregular de itens volumosos, a Semulsp oferece o serviço de “Coleta Agendada de Grandes Objetos”. A população pode solicitar gratuitamente a retirada de móveis, eletrodomésticos e outros objetos de grande porte que não têm mais utilidade.</p>
<p>O agendamento pode ser feito via WhatsApp ou ligação para os números (92) 98415-9563 ou (92) 98459-5618, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Durante o atendimento, é necessário fornecer informações como nome, endereço, contato e fotos dos itens a serem recolhidos. A cada contato, o solicitante recebe um formulário para formalizar a solicitação.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Manaus integra estudo do MIT e da Ufam sobre calor urbano na capital</title>
		<link>https://portalam.com.br/manaus-integra-estudo-do-mit-e-da-ufam-sobre-calor-urbano-na-capital/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 06:05:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Mit]]></category>
		<category><![CDATA[Ufam]]></category>
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					<description><![CDATA[Manaus será um dos principais locais de uma pesquisa internacional voltada ao enfrentamento do calor urbano em cidades tropicais. O estudo pretende analisar indicadores de sustentabilidade do ambiente construído, tanto em escala predial quanto urbana, além de avaliar os impactos das condições climáticas na saúde e no bem-estar da população. A pesquisa é desenvolvida em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Manaus será um dos principais locais de uma pesquisa internacional voltada ao enfrentamento do calor urbano em cidades tropicais. O estudo pretende analisar indicadores de sustentabilidade do ambiente construído, tanto em escala predial quanto urbana, além de avaliar os impactos das condições climáticas na saúde e no bem-estar da população.</p>
<p>A pesquisa é desenvolvida em parceria entre a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos Estados Unidos. A capital amazonense será utilizada como referência para a construção de modelos que poderão contribuir para futuras estratégias de planejamento urbano e adaptação às mudanças climáticas.</p>
<p>Entre os pontos escolhidos para a coleta de dados está um edifício localizado no Parque Mosaico, no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus. O monitoramento também será realizado em diferentes áreas da cidade, permitindo comparar as condições térmicas de ambientes urbanos distintos.</p>
<h2>Estudo vai analisar ilhas de calor</h2>
<p>Um dos principais objetivos da pesquisa é compreender como as características das cidades influenciam a formação das chamadas ilhas de calor urbano, fenômeno em que determinadas áreas apresentam temperaturas mais elevadas em razão de fatores como concentração de construções, materiais utilizados nas edificações, pouca vegetação e características do uso e ocupação do solo.</p>
<p>A partir dos dados coletados, os pesquisadores pretendem desenvolver soluções arquitetônicas e urbanísticas capazes de amenizar os efeitos das altas temperaturas.</p>
<p>O estudo também deverá avaliar alternativas que contribuam para melhorar o conforto térmico dos ambientes, reduzir o consumo de energia nas edificações e diminuir os impactos das condições climáticas sobre a população.</p>
<h2>Pesquisa será baseada em dados de Manaus</h2>
<p>A pesquisa é conduzida pela arquiteta equatoriana Sylvia Jiménez Riofrío, doutoranda do Departamento de Estudos Urbanos e Planejamento do MIT e pesquisadora do Centro Norman B. Leventhal para Urbanismo Avançado, com apoio do programa Fulbright.</p>
<p>Especialista em conforto térmico, sustentabilidade urbana e saúde ambiental, a pesquisadora desenvolve estudos relacionados à adaptação das cidades às mudanças climáticas.</p>
<p>Em Manaus, uma das linhas de investigação será a utilização de sistemas de dupla cobertura em edificações. Os dados obtidos diretamente na capital amazonense serão utilizados para calibrar um modelo físico-matemático capaz de avaliar estratégias para reduzir o calor urbano.</p>
<p>A ideia é que o modelo permita analisar diferentes soluções arquitetônicas e identificar alternativas mais adequadas às características climáticas da Amazônia.</p>
<h2>Conhecimento pode orientar planejamento urbano</h2>
<p>A pesquisa também conta com a participação da Ufam por meio do Grupo de Pesquisa Arquitetura Moderna na Amazônia (Grupo AMA).</p>
<p>Os resultados poderão contribuir para estudos futuros relacionados ao planejamento urbano, ao conforto térmico, ao desempenho das edificações e ao consumo de energia.</p>
<p>Com o levantamento de informações sobre diferentes regiões da capital, os pesquisadores poderão identificar como o calor se distribui pela cidade e quais características do ambiente construído estão associadas às temperaturas mais elevadas.</p>
<h2>Manaus integra rede internacional de monitoramento</h2>
<p>Além dos pontos de coleta já definidos, outros locais da capital deverão integrar a rede de monitoramento utilizada no desenvolvimento da pesquisa.</p>
<p>Os dados obtidos serão analisados para compreender o comportamento térmico de diferentes ambientes urbanos e avaliar medidas capazes de reduzir temperaturas e melhorar as condições ambientais.</p>
<p>A expectativa é que os resultados produzidos a partir da realidade de Manaus também possam contribuir para outras cidades da Amazônia e da América Latina que enfrentam problemas semelhantes relacionados ao aumento das temperaturas e às mudanças climáticas.</p>
<p>A iniciativa coloca a capital amazonense no centro de uma pesquisa internacional sobre um dos principais desafios das cidades tropicais nas próximas décadas: como adaptar o ambiente urbano ao calor cada vez mais intenso sem comprometer a qualidade de vida da população.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Do Oceano Pacífico à Amazônia: como o El Niño pode mudar o clima do Amazonas</title>
		<link>https://portalam.com.br/do-oceano-pacifico-a-amazonia-como-o-el-nino-pode-mudar-o-clima-do-amazonas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 07:45:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[El niño]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma mudança que começa a milhares de quilômetros da Amazônia pode terminar alterando o nível dos rios, aumentando o estresse sobre a floresta e intensificando o calor nas cidades. É assim que o El Niño, fenômeno que ocorre no Oceano Pacífico, pode repercutir no Amazonas. O alerta ganhou força nesta semana. A Organização Meteorológica Mundial [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mudança que começa a milhares de quilômetros da Amazônia pode terminar alterando o nível dos rios, aumentando o estresse sobre a floresta e intensificando o calor nas cidades. É assim que o El Niño, fenômeno que ocorre no Oceano Pacífico, pode repercutir no Amazonas.</p>
<p>O alerta ganhou força nesta semana. A Organização Meteorológica Mundial (OMM), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), prevê que o atual El Niño se fortaleça para uma condição muito forte no fim de 2026 e possa prolongar seus efeitos até 2027, aumentando os riscos de eventos climáticos extremos.</p>
<p>Para compreender este fenômeno, devemos entender que em condições normais, os ventos alísios sopram de leste para oeste na região equatorial do Pacífico, empurrando águas quentes para o oeste. Esse sistema participa de uma grande circulação atmosférica conhecida como Circulação de Walker, que influencia a formação de nuvens e a distribuição das chuvas.</p>
<p>Durante o El Niño, os ventos alísios enfraquecem e as águas quentes se deslocam para o Pacífico central e leste. A atmosfera também se reorganiza.</p>
<p>Segundo o meteorologista Kleiton Morais, mestre em Clima e Ambiente pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), essa mudança altera o movimento do ar sobre a Amazônia.</p>
<p>“No El Niño, os alísios em vez de favorecer o movimento ascendente do ar, passam a favorecer a subsidência sobre a região”, explica.</p>
<p>Na prática, esse movimento dificulta a formação de nuvens de chuva, reduz a umidade em determinados níveis da atmosfera e pode contribuir para períodos mais secos. É por isso que um fenômeno que começa no Pacífico consegue interferir no regime de chuvas da Amazônia.</p>
<p>Mas a resposta dos rios não acontece imediatamente. Existe uma defasagem entre as mudanças na atmosfera e seus efeitos sobre o sistema hidrológico. Por isso, o monitoramento precisa observar não apenas o nível dos rios, mas também a velocidade da vazante.</p>
<p>Dados do boletim do Laboratório de Clima e Ambiente da UEA, com referência de agosto de 2026, apontavam descida mais acelerada que a média histórica em diferentes pontos da bacia.</p>
<p>Em Tabatinga, no Solimões, a queda chegou a aproximadamente 10 centímetros por dia no período analisado. Em Manaus, o Rio Negro também apresentava ritmo de descida superior ao histórico.</p>
<p>Kleiton chama atenção para uma diferença importante: um rio pode ainda estar dentro de uma faixa considerada normal e, ao mesmo tempo, estar baixando mais rapidamente do que o habitual.</p>
<p>“O ritmo atual já é um sinal de alerta, mesmo que os níveis absolutos ainda não configurem seca extrema”, explica.</p>
<p>O cenário também não é uniforme em toda a bacia. Enquanto pontos do Alto Rio Negro e do Rio Branco apresentavam condições mais críticas, trechos do Rio Madeira registravam níveis acima do normal.</p>
<p>Para as comunidades ribeirinhas, a diferença no nível dos rios pode ter consequências muito concretas. Como muitas comunidades dependem dos rios para chegar a alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais, a vazante pode transformar uma alteração hidrológica em um problema de acesso e abastecimento.</p>
<p>A seca prolongada também altera o funcionamento da floresta. Quando a falta de chuva se combina com temperaturas elevadas, as árvores entram em situação de estresse hídrico. Algumas perdem folhas, reduzem o crescimento e, nos casos mais graves, podem morrer.</p>
<p>O engenheiro florestal Igor Dias explica que o problema ganha outra dimensão quando a vegetação seca se transforma em combustível para incêndios.</p>
<p>“Quando a falta de chuva se soma a temperaturas altas por muito tempo, a floresta entra num verdadeiro modo de sobrevivência”, explicou.</p>
<p>Segundo ele, o acúmulo de material seco aumenta a vulnerabilidade ao fogo.</p>
<p>“É esse combustível acumulado que transforma trechos de mata em pavio e a Amazônia não é feita para conviver com o fogo”, afirma Igor. “Por isso, um incêndio na região costuma matar muito mais do que numa vegetação de cerrado.”</p>
<p>O resultado pode ser perda de árvores, danos à biodiversidade e degradação de áreas que ficam ainda mais vulneráveis a novos incêndios.</p>
<p>E o estresse climático não fica restrito à floresta. Em Manaus, a combinação de temperaturas elevadas com concreto, asfalto e redução da cobertura vegetal favorece as chamadas ilhas de calor urbanas.</p>
<p>Para Igor, parte do problema está justamente na forma como as cidades são ocupadas.</p>
<p>“Parte da explicação está no céu, mas boa parte está no chão, onde faltam árvores e sobram concreto e asfalto”, menciona.</p>
<p>As árvores funcionam como uma espécie de regulador natural da temperatura, oferecendo sombra e ajudando a resfriar o ambiente.</p>
<p>Por isso, o engenheiro defende que a adaptação climática também seja incorporada ao planejamento urbano.</p>
<p>“A saída começa por decisões que precisam sair do papel desde já: plantar árvores de copa nos bairros mais quentes, proteger o verde que ainda resta, criar corredores de vegetação e exigir mais áreas permeáveis nas novas construções”, explicou o especialista.</p>
<p>O desafio é transformar conhecimento em ação</p>
<p>O cenário climático também coloca em evidência uma questão que vai além da previsão meteorológica: a capacidade do Estado de responder aos riscos.</p>
<p>Monitorar rios, acompanhar as condições atmosféricas, fiscalizar áreas vulneráveis, prevenir queimadas, licenciar atividades e atuar em emergências ambientais são tarefas que exigem conhecimento técnico e presença em campo.</p>
<p>É nesse contexto que ganham importância os concursos realizados pelo Amazonas para a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).</p>
<p>Os dois concursos foram homologados em junho de 2026. Na Sema, são 159 vagas imediatas e 318 para cadastro de reserva. No Ipaam, 140 vagas imediatas e 195 para cadastro de reserva.</p>
<p>Para os especialistas da comissão de aprovados, a convocação desses profissionais é especialmente relevante diante de um cenário climático que pode se prolongar para 2027.</p>
<p>“De nada adianta planejar se não há quem execute”, resume Igor.</p>
<p>Segundo o engenheiro florestal, o desafio não se limita à temporada de seca atual. “Com a perspectiva de um El Niño que se estende até 2027, o Estado vai precisar de gente em campo por muito mais tempo do que uma temporada”, explicou.</p>
<p>Kleiton também destaca que a complexidade da Amazônia exige acompanhamento permanente.</p>
<p>“A dinâmica das sub-bacias está mudando rápido e de forma não uniforme. Por isso, a capacidade de interpretar os dados e identificar rapidamente mudanças no comportamento dos rios é fundamental para orientar a atuação do poder público”, destaca.</p>
<p>Para a comissão, os aprovados representam justamente esse reforço técnico: profissionais selecionados em concurso público e com formação específica para atuar em áreas relacionadas à gestão ambiental.</p>
<p>O El Niño não determina sozinho o que acontecerá na Amazônia. Seus efeitos dependem também de outras condições atmosféricas e oceânicas e podem variar entre diferentes regiões.</p>
<p>E, diante de um cenário que pode atravessar 2026 e chegar a 2027, ter especialistas preparados para transformar esses sinais em prevenção pode ser tão importante quanto prever a própria crise.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Seca na Amazônia atingiu 38% das áreas habitadas no último El Niño</title>
		<link>https://portalam.com.br/seca-na-amazonia-atingiu-38-das-areas-habitadas-no-ultimo-el-nino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 20:53:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[El niño]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de um terço (38%) das ocupações humanas existentes na Amazônia tiveram alta exposição aos efeitos do El Niño de 2024, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira (4) pelo Mapbiomas. Entre as 5.673 localidades habitadas na região, 2.172 sofreram de forma intensa com o fenômeno. O El Niño se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de um terço (38%) das ocupações humanas existentes na Amazônia tiveram alta exposição aos efeitos do El Niño de 2024, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira (4) pelo Mapbiomas. Entre as 5.673 localidades habitadas na região, 2.172 sofreram de forma intensa com o fenômeno.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1701467&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1701467&amp;o=node" /></p>
<p>O El Niño se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical e provoca alteração na circulação atmosférica, tornando os volumes de chuvas irregulares. <strong>Na Amazônia, ele causa seca e aumento na temperatura.</strong></p>
<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-09/onu-preve-el-nino-muito-forte-com-duracao-ate-fevereiro-de-2027" target="_blank" rel="noopener">Diante da previsão meteorológica de que o fenônemo será especialmente forte neste ano ─ um &#8220;Super El Niño&#8221; ─</a>, os pesquisadores cruzaram dados sobre a chuva e a superfície de água sobre a terra para mostrar como a Amazônia foi afetada na última ocorrência do evento climático.</p>
<p>No período entre setembro e novembro de 2024, a superfície de água na Amazônia ficou 1,9 milhão de hectares abaixo da média histórica dos anos de 1985 a 2025. O volume de chuva também foi inferior, ficando 27% abaixo da média.</p>
<p><strong>A temperatura máxima média durante esses três meses também teve uma alta significativa, 2,6ºC acima do que é historicamente observado no mesmo período.</strong></p>
<p>“Menos chuva e temperaturas mais elevadas aumentam a demanda evaporativa na atmosfera, favorecendo a perda de água do solo e o estresse hídrico da vegetação”, aponta o pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Bruno Ferreira, da equipe da Amazônia do MapBiomas.</p>
<h2>Populações</h2>
<p>O estudo também observou os efeitos do fenômeno sobre diferentes tipos de ocupação humana, como núcleos urbanos, rurais, territórios indígenas, quilombolas, assentamentos e outras categorias.</p>
<p>De acordo com os pesquisadores, as populações desses lugares foram fortemente atingidas pelos efeitos do El Niño, já que<strong> 93% dos locais analisados, 5.273 localidades, ficam a uma distância de até 5 quilômetros das áreas que sofreram redução da superfície de água</strong>, aponta o estudo.</p>
<blockquote><p>“A seca também se manifesta na redução dos níveis dos rios, com consequências para o transporte, o acesso à água, a pesca e outras atividades que dependem dos sistemas fluviais&#8221;, destaca Bruno Ferreira.</p></blockquote>
<p>Os dados de cobertura e uso da terra complementam os fatores de exposição do bioma, já que <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-08/mapbiomas-menor-vegetacao-nativa-expoe-mais-o-pais-ao-el-nino" target="_blank" rel="noopener">ao longo dos 41 anos da série histórica do estudo sobre o tema, foram perdidos 3,9 milhões de hectares de vegetação nativa</a>, o que equivale a uma redução de 14% da cobertura verde existente anteriormente.</p>
<p>No estudo, além dos dados da Coleção 11 do Mapbiomas sobre Cobertura e Uso da Terra, os pesquisadores trabalharam com a Coleção 5 sobre Água, e a coleção beta sobre Atmosfera. Também foram usados dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre as áreas habitadas e informações do Painel El Niño, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Aquecimento além de 1,5°C ameaça saúde, agricultura e economia</title>
		<link>https://portalam.com.br/aquecimento-alem-de-15c-ameaca-saude-agricultura-e-economia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 16:40:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Aquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Desastres naturais, ondas de calor, secas históricas, chuvas intensas e perdas agrícolas são alguns dos eventos extremos que se tornarão frequentes em um planeta mais quente do que o esperado. A conclusão é de especialistas diante do anúncio das Nações Unidas nesta quarta-feira (2) de que o planeta deve ultrapassar o limite de 1,5º C [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Desastres naturais, ondas de calor, secas históricas, chuvas intensas e perdas agrícolas são alguns dos eventos extremos que se tornarão frequentes em um planeta mais quente do que o esperado. A conclusão é de especialistas diante do anúncio das Nações Unidas nesta quarta-feira (2) de que o planeta deve ultrapassar o limite de 1,5º C de aquecimento nos próximos anos.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1701404&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1701404&amp;o=node" /></p>
<p>Para o diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), André Guimarães, a informação precisa ser tratada com a devida gravidade e provocar esforços urgentes para mudar o cenário.</p>
<blockquote><p>“Hoje é um dia triste para a humanidade. Fomos derrotados por nós mesmos”, lamenta André.</p></blockquote>
<p>E especialista diz que a humanidade pode redesenhar o próprio futuro neste planeta.</p>
<blockquote><p>&#8220;Temos que reduzir urgentemente a queima de combustíveis fósseis, acabar com a conversão de florestas e mudar, de forma geral, nossa relação com a natureza”, complementa.</p></blockquote>
<p>Em evento promovido pelo pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), a presidente do Comitê Diretor do Sistema Global de Observação do Clima (GCOS), da Organização Meteorológica Mundial (OMM), <strong>Thelma Krug, disse que a dimensão e a duração do aquecimento determinarão o tamanho dos impactos sobre a sociedade e o meio ambiente.</strong></p>
<p><strong>Quanto mais quente e mais tempo o planeta permanecer acima do limite de 1,5ºC, maior será a necessidade de remoção de dióxido de carbono da atmosfera e mais difícil será reverter o aquecimento.</strong></p>
<p>A temperatura global, segundo Thelma Krug, já está cerca de 1,37°C acima dos níveis pré-industriais, com avanço aproximado de 0,26°C por década.</p>
<blockquote><p>“Fazendo uma conta bem rápida, teríamos três ou quatro anos para limitar o aquecimento, se continuarmos no ritmo atual de emissões”, explicou Thelma.</p></blockquote>
<h2>Prejuízos</h2>
<p>O economista Sergio Margulis, especialista do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS) e professor da PUC-Rio, destaca os prejuízos econômicos do aumento das temperaturas. <strong>Perdas em infraestrutura, agricultura, saúde e energia já representam 2% do PIB global.</strong></p>
<p>Margulis indica que é preciso investir na transição energética agora, para não elevar ainda mais esses prejuízos.</p>
<blockquote><p>“Hoje o mundo gasta uns 2 trilhões de dólares com descarbonização. Só que a gente precisa aumentar esse patamar para 5 trilhões ou até um pouco mais. Não tem como fugir disso”, analisa o economista.</p></blockquote>
<p>Margulis também destaca que os governos precisarão ampliar os investimentos em adaptação, porém, o mais urgente é reduzir o problema na fonte.</p>
<p>“Adaptação não resolve o problema físico do aquecimento global. Temos que parar com as emissões. Os países não podem ficar esperando a reversão do clima para agir”, destacou.</p>
<p>O coordenador de política internacional do Observatório do Clima (OC), Claudio Angelo, reforça que o relatório da ONU é um alerta para impedir que a ultrapassagem de 1,5°C seja ainda maior.</p>
<p>“Abandonar o objetivo de devolver os termômetros a 1,5ºC não é uma opção; seria assinar um pacto coletivo de suicídio. Mas o pico e o declínio não ocorrerão enquanto países produtores de combustíveis fósseis olharem para essas indústrias como uma benesse em vez de uma maldição”, analisa Angelo.</p>
<p>“É preciso parar já a expansão fóssil no mundo, e a COP31, daqui a dois meses, é uma oportunidade de tomar essa decisão”, finaliza.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Agosto termina com temporais no Sul e calor de até 41ºC no Norte</title>
		<link>https://portalam.com.br/agosto-termina-com-temporais-no-sul-e-calor-de-ate-41oc-no-norte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 12:45:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalam.com.br/?p=147248</guid>

					<description><![CDATA[O último dia de agosto é marcado por contrastes extremos no país, com previsão de temporais e alerta de perigo na Região Sul — onde Curitiba pode alcançar 35°C e Porto Alegre não passa dos 19°C —, enquanto o Centro-Oeste e o Norte enfrentam calor intenso de até 41°C em capitais como Cuiabá e Porto [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O último dia de agosto é marcado por contrastes extremos no país, com previsão de temporais e alerta de perigo na Região Sul — onde Curitiba pode alcançar 35°C e Porto Alegre não passa dos 19°C —, enquanto o Centro-Oeste e o Norte enfrentam calor intenso de até 41°C em capitais como Cuiabá e Porto Velho, combinados com tempo seco e chuvas isoladas em outras regiões.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1701080&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1701080&amp;o=node" /></p>
<p>Devido à persistência do calor e do tempo seco, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, hoje (31), dois alertas. O primeiro, um aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade [INMET &#8211; Avisos] abrange extensas áreas em 11 unidades federativas (BA; DF; GO; MA; MT; MS; MG; PA; PE; PI e SP) onde a umidade relativa do ar pode variar entre 30% e 20%, com riscos à saúde e de incêndios florestais.</p>
<p>O segundo alerta, laranja, abrange outras regiões em dez unidades federativas (BA; DF; GO; MT; MS; MG; PA; RO; SP e TO), nas quais a umidade relativa do ar pode variar entre 20% e 12%.</p>
<p>O ar muito seco dificulta a dispersão de gases poluentes e resseca as mucosas das vias aéreas, o que, segundo o Ministério da Saúde facilita crises de asma, alergia, além de infecções virais e bacterianas. Associado às altas temperaturas, o tempo seco também potencializa queimadas e incêndios florestais. Nestes casos, é necessário beber bastante água; evitar atividades físicas ao ar livre e a exposição ao sol entre 10h e 17h; procurar um posto médico em caso de problemas respiratórios; evitar banhos com água quente e, se necessário, usar hidratante.</p>
<p>Quando a umidade fica entre 21% e 30%, a Defesa Civil pode decretar o estado de atenção. Caso o indicador caia mais, pode ser decretado o estado de alerta, que ocorre com umidade entre 12% até 20%, ou o estado de emergência, para índices abaixo dos 12%.</p>
<p>Saiba mais detalhes de acordo com o boletim meteorológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para esta segunda-feira (31) em cada região do país:</p>
<h2>Região Sul</h2>
<p>As chuvas não dão trégua e espera-se grandes contrastes de temperatura entre os estados da região. Ocorrem chuvas com trovoadas desde o centro-sul e oeste do Paraná até o sul do Rio Grande do Sul. Há céu encoberto com temporais no sul do Paraná, em todo o estado de Santa Catarina e no centro-norte do Rio Grande do Sul, incluindo Porto Alegre. <strong>O Inmet mantém para esta segunda-feira o aviso laranja de perigo para tempestades em todo o estado de Santa Catarina, norte e oeste do Rio Grande do Sul e também para o leste e o centro do Paraná. Curitiba pode atingir 35°C, enquanto Porto Alegre não passa dos 19°C.</strong></p>
<h2>Região Norte</h2>
<p>Aumento da instabilidade com pancadas de chuva e trovoadas isoladas no oeste e norte do Amazonas. Chuvas isoladas também no Acre, nas demais áreas do Amazonas, e no centro-oeste e norte de Rondônia e Roraima. Sol e poucas nuvens no Tocantins e centro-sul do Pará. Forte calor à tarde, com máximas de até 37°C em Manaus, 39°C em Palmas e 41°C em Porto Velho. A mínima prevista entre as capitais da região deverá ocorrer em Rio Branco (AC), onde a temperatura pode atingir os 22ºC.</p>
<h2>Região Nordeste</h2>
<p>Ocorrem pancadas de chuva isoladas no litoral leste (pegando do litoral norte da Bahia até o Rio Grande do Norte, incluindo Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba) e no agreste desses estados. O centro-norte do Ceará, norte do Piauí e Maranhão, e o litoral sul da Bahia ficam com muitas nuvens, mas sem chuva. Céu com poucas nuvens em grande parte da Bahia, oeste de Pernambuco e da Paraíba, sul do Ceará e centro-sul do Piauí e Maranhão. Temperaturas em elevação no interior do Nordeste. A máxima pode chegar a 39º C em Teresina, enquanto a mínima prevista (21ºC) entre as capitais nordestinas podem ocorrer em Salvador e Maceió.</p>
<h2>Região Centro-Oeste</h2>
<p>As pancadas de chuva se espalham por Mato Grosso do Sul (apenas o nordeste do estado fica sem chuva, com muitas nuvens). Muitas nuvens também no noroeste, oeste e sul de Mato Grosso e no sul de Goiás. Sol e poucas nuvens nas demais áreas. <strong>Nas áreas onde predomina o tempo seco, como o Distrito Federal, a tendência é forte elevação das temperaturas, com possibilidade de a temperatura máxima chegar a 41ºC em Cuiabá</strong></p>
<h2>Região Sudeste</h2>
<p>Muitas nuvens no sul e oeste de Minas Gerais e em São Paulo, com possibilidade de chuvas isoladas no oeste, centro e sul paulista. Céu com poucas nuvens nas demais áreas.<strong> O calor continua intenso na capital paulista, com máxima de 36°C.</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Após denúncias, MPAM ajuíza ação civil pública ambiental por incêndios florestais em Manicoré</title>
		<link>https://portalam.com.br/apos-denuncias-mpam-ajuiza-acao-civil-publica-ambiental-por-incendios-florestais-em-manicore/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 05:25:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Incêndio]]></category>
		<category><![CDATA[MPAM]]></category>
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					<description><![CDATA[Incêndios florestais de grandes proporções registrados na zona rural de Manicoré motivaram o Ministério Público do Amazonas (MPAM), via Promotoria de Justiça local, a ajuizar ação civil pública ambiental (ACPA) contra dois homens, pai e filho, pelo crime, ocorrido em uma grande região florestal. A área atingida fica na Estrada do Barro Alto, em uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Incêndios florestais de grandes proporções registrados na zona rural de Manicoré motivaram o Ministério Público do Amazonas (MPAM), via Promotoria de Justiça local, a ajuizar ação civil pública ambiental (ACPA) contra dois homens, pai e filho, pelo crime, ocorrido em uma grande região florestal. A área atingida fica na Estrada do Barro Alto, em uma região estadual, e alcança 797,97 hectares.</p>
<p>A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Venâncio Antônio Castilhos de Freitas Terra, aponta que o primeiro acusado, o filho, teria realizado queima de material vegetal e ateado fogo à vegetação ao ar livre, sem a autorização prévia e obrigatória do órgão ambiental competente.</p>
<p>Conforme os autos, a ocorrência foi registrada entre os dias 16 e 21 de agosto, com monitoramento geoespacial e detecção via satélite.</p>
<p>Segundo a apuração, mesmo diante da extensão e da propagação das chamas, o denunciado teria deixado de acionar as autoridades competentes para tentar conter o avanço do incêndio. A conduta teria contribuído para a proliferação de fumaça tóxica, além de danos à fauna e à flora e impactos sobre a saúde pública e a segurança coletiva.</p>
<p>Após a autuação, novos focos de incêndio foram identificados na mesma região, o que levou ao deslocamento de bombeiros e brigadistas para o combate às chamas. No dia 24 de agosto, o pai do primeiro acusado também teria realizado o mesmo ato — ateando fogo à vegetação no mesmo local, igualmente sem autorização ambiental.</p>
<p>Os acusados ainda teriam derrubado árvores de grande porte em via para tentar impedir acesso de órgãos de fiscalização.</p>
<p>O promotor Venâncio Castilhos Terra destacou que, diante de um cenário de mudanças climáticas, estiagem e fenômenos naturais severos, a atuação do MP, em parceria com as demais instituições, é determinante.</p>
<p>“Em resposta aos desmatamentos e queimadas criminosas que vem ocorrendo nas proximidades à zona urbana do município, desde a última semana, o Ministério Público esteve no local e se deparou com um cenário bastante assombroso, na medida em que uma grande área foi alvo de queimadas criminosas que geraram fumaça tóxica”, informou o promotor de Justiça.</p>
<p>Além da responsabilização criminal, o MPAM ajuizou a ACPA para buscar a reparação integral dos danos causados. Entre os pedidos, está a recuperação da área degradada por meio de projeto de recuperação (prad), bem como o pagamento de indenização por danos materiais e morais causados à coletividade.</p>
<p>Para os danos materiais, o Ministério Público calculou o valor de R$ 8.571.793,74, considerando a área de 797,97 hectares e o parâmetro de R$ 10.742 por hectare indicado em nota técnica do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).</p>
<p>Também foi requerida indenização de R$ 1 milhão por danos morais difusos, em razão dos impactos ambientais e da fumaça que alcançou o município de Manicoré.</p>
<p>O documento prevê, caso os acusados reconheçam a prática e decidam colaborar com a reparação dos danos ambientais causados, a celebração de um termo de ajustamento de conduta (TAC).</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A elevação do mar e seus impactos: o que está em jogo para a humanidade</title>
		<link>https://portalam.com.br/a-elevacao-do-mar-e-seus-impactos-o-que-esta-em-jogo-para-a-humanidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ONU NEWS]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 19:28:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Elevação]]></category>
		<category><![CDATA[humanidade]]></category>
		<category><![CDATA[Oceano]]></category>
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					<description><![CDATA[O oceano está subindo mais rápido agora do que em qualquer outro momento registrado na história. Os impactos já estão sendo sentidos e as ameaças continuam crescendo. Desafio administrável ou crise geracional? Terras estão sendo inundadas, casas estão alagando e meios de subsistência estão sendo perdidos, impondo enormes dificuldades às pessoas que buscam um futuro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O oceano está subindo mais rápido agora do que em qualquer outro momento registrado na história.</p>
<p>Os impactos já estão sendo sentidos e as ameaças continuam crescendo.</p>
<h2><strong>Desafio administrável ou crise geracional?</strong></h2>
<p>Terras estão sendo inundadas, casas estão alagando e meios de subsistência estão sendo perdidos, impondo enormes dificuldades às pessoas que buscam um futuro mais seguro.</p>
<p>Não é apenas o meio ambiente que está sendo afetado. A elevação do nível do mar também tem um impacto significativo sobre os direitos humanos, o desenvolvimento econômico, a saúde, a cultura, o futuro de muitos países e a dignidade humana básica.</p>
<p>Todas as pessoas, e praticamente todos os lugares, são afetadas, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. A capacidade de agir e se adaptar será decisiva para determinar se a subida dos oceanos se tornará um desafio administrável ou uma crise geracional.</p>
<h2><strong>O que é a elevação do nível do mar?</strong></h2>
<p>Em síntese, o nível do mar está aumentando devido aos efeitos das mudanças climáticas provocadas pela ação humana.</p>
<p>Entre 2014 e 2023, o nível médio global do mar subiu <strong>4,7 mm por ano</strong>. Em 2024, o aumento atingiu um recorde de <strong>5,9 mm</strong>.</p>
<p>Mesmo no cenário mais otimista, é provável que os oceanos subam até <strong>0,55 metro até 2100</strong>. No pior cenário, o aumento poderá ultrapassar <strong>um metro</strong>.</p>
<p>Em cenários de altas emissões, existe ainda uma possibilidade pequena, mas de grande impacto, de que o nível do mar aumente <strong>quase 2 metros até o fim do século</strong>.</p>
<h2><strong>O que está causando isso?</strong></h2>
<ul>
<li>Derretimento de geleiras e camadas de gelo.</li>
<li>Expansão térmica: oceanos mais quentes literalmente ocupam mais espaço.</li>
<li>Cerca de <strong>91%</strong> do excesso de calor do planeta está sendo absorvido pelos oceanos. Assim, à medida que o clima aquece devido ao aumento das emissões de gases nocivos, futuras subidas do oceano tornam-se inevitáveis.</li>
</ul>
<h2><strong>O impacto humano</strong></h2>
<p>Cerca de <strong>770 milhões de pessoas</strong>, aproximadamente uma em cada dez no planeta, vivem a menos de cinco metros acima da linha da maré alta.</p>
<p>Essa proximidade é preocupante e seus efeitos já estão sendo sentidos.</p>
<ul>
<li>Poços de água doce e terras agrícolas estão se tornando salinizados.</li>
<li>Inundações estão danificando hospitais, escolas e sistemas de saneamento.</li>
<li>O aumento da exposição a doenças transmitidas pela água ameaça o abastecimento de água potável e contribui para o aumento do estresse psicológico.</li>
<li>A pesca e o turismo, base da economia de muitas regiões costeiras, estão sendo prejudicados.</li>
<li>Algumas projeções indicam que até <strong>1,2 bilhão de pessoas</strong> poderão ser deslocadas em todo o mundo até 2050, à medida que buscam não apenas locais mais seguros, mas também lugares onde possam reconstruir seus meios de subsistência.</li>
<li>Novas evidências sugerem que os riscos associados à elevação do nível do mar podem estar sendo significativamente subestimados em algumas regiões, o que significa que dezenas de milhões de pessoas podem estar mais vulneráveis do que se imaginava anteriormente.</li>
</ul>
<p>Além dos impactos físicos, patrimônios culturais, terras ancestrais e modos de vida tradicionais estão sendo perdidos, provocando um impacto psicológico real.</p>
<h2><strong>O custo econômico</strong></h2>
<ul>
<li>Os danos à infraestrutura costeira já ultrapassam <strong>US$ 1,8 trilhão</strong>.</li>
<li>Sem medidas de adaptação, as perdas globais anuais poderão chegar a <strong>US$ 1,4 trilhão</strong>.</li>
<li>Os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, Sids, perderam <strong>US$ 153 bilhões</strong> devido a eventos climáticos entre 1970 e 2020.</li>
<li>Os prêmios de seguros residenciais nos Estados Unidos aumentaram 33% entre 2020 e 2023 em áreas com risco de desastres.</li>
<li>Portos responsáveis por mais de <strong>80%</strong> do comércio mundial estão cada vez mais expostos a inundações e à elevação do nível do mar, criando riscos para as cadeias globais de abastecimento.</li>
</ul>
<h2><strong>Quais regiões estão mais ameaçadas?</strong></h2>
<p>Muitos dos países que enfrentam os riscos mais imediatos são justamente aqueles que menos contribuem para as emissões de gases do efeito estufa, responsáveis pelo aumento do nível do mar. Essas nações, frequentemente, dispõem de menos recursos para responder a esses desafios.</p>
<ul>
<li><strong>Pequenos Estados Insulares:</strong> alguns países do Pacífico enfrentam uma elevação relativa do nível do mar superior ao dobro da média global e permanecem particularmente vulneráveis a eventos de inundação cada vez mais frequentes.</li>
<li><strong>Cidades em deltas de baixa altitude:</strong> Dhaka, Mumbai e Calcutá, onde mais de 14 milhões de pessoas correm o risco de perder suas casas, meios de subsistência e vidas.</li>
<li><strong>Megacidades costeiras:</strong> Miami, Nova Iorque e Guangzhou enfrentarão perdas de trilhões de dólares caso suas infraestruturas sejam danificadas.</li>
</ul>
<h2><strong>É possível impedir esse processo?</strong></h2>
<p>Não totalmente. Parte do aumento do nível do mar já é inevitável.</p>
<p>Mas o quanto o nível ainda vai subir dependerá da capacidade de reduzir, desde já, as emissões de gases nocivos.</p>
<p>Um dos principais pontos de preocupação é a <strong>Geleira Thwaites</strong>, na Antártida, que cobre cerca de 190 mil km quadrados. Seu colapso, por si só, poderia desencadear uma subida súbita e irreversível do nível do mar de <strong>mais de meio metro</strong>, representando um verdadeiro ponto de inflexão, sem possibilidade de reversão.</p>
<h2><strong>Adaptar-se ao inevitável</strong></h2>
<p>Afastar-se dos combustíveis fósseis que provocam as mudanças climáticas é a principal prioridade mundial para desacelerar o aquecimento global e, consequentemente, a elevação do nível do mar. No entanto, medidas de adaptação também são necessárias desde já. Algumas delas são:</p>
<ul>
<li>Sistemas de alerta precoce para proteger as pessoas antes que os desastres ocorram.</li>
<li>Muros de contenção, recuperação de manguezais, restauração de dunas e a retirada planejada de populações de áreas ameaçadas.</li>
<li>Melhoria dos dados disponíveis, já que muitas regiões ainda carecem de monitoramento básico das condições do mar.</li>
<li>Clareza em relação aos aspectos jurídicos, incluindo questões sobre soberania estatal e zonas marítimas, caso territórios venham a ser submersos.</li>
</ul>
<p>Os países em desenvolvimento necessitam de um montante estimado entre <strong>US$ 310 bilhões e US$ 365 bilhões por ano</strong> para adaptação. No entanto, o financiamento global concreto foi de apenas <strong>US$ 26 bilhões</strong> em 2023.</p>
<h2><strong>Em resumo</strong></h2>
<p>O aumento do nível do mar pode parecer uma força impossível de deter, mas a dimensão dos danos, e quem será mais afetado, ainda depende das escolhas que pessoas, comunidades e governos fizerem hoje.</p>
<p>Em última análise, aumentar o financiamento para adaptação, garantir que a condição de Estado não seja afetada pela elevação do nível do mar e tratar esse fenômeno como uma prioridade global permanente, com a urgência que exige, são medidas essenciais para proteger os lares, a história, os meios de subsistência e a identidade das pessoas.</p>
<table>
<tbody>
<tr class="tr-without-rowspan">
<td>
<h2>Relatório da ONU alerta que nível do mar sobe mais rápido do que nunca</h2>
</td>
</tr>
<tr class="tr-without-rowspan">
<td>O nível do mar está subindo mais rápido do que nunca e representa &#8220;uma das ameaças mais profundas para populações em todo o mundo&#8221;, segundo um <a href="https://docs.un.org/en/A/81/74">relatório </a>da ONU apresentado na segunda-feira, durante o Fórum das Ilhas do Pacífico, em Palau.</p>
<p>O relatório, que analisa as consequências sociais, econômicas e jurídicas da elevação do nível do mar, bem como as formas de enfrentá-la, foi encomendado antes da reunião de alto nível da ONU sobre o tema, marcada para 24 de setembro.</p>
<p>Esta é a segunda vez que o assunto entra na pauta desse importante encontro diplomático, no qual líderes mundiais e parceiros se reúnem na sede da ONU, em Nova Iorque, para tratar das questões globais mais urgentes. A primeira vez foi em 2024.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Brasil cria plano para emergências na saúde por mudanças climáticas</title>
		<link>https://portalam.com.br/brasil-cria-plano-para-emergencias-na-saude-por-mudancas-climaticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2026 11:05:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[AdaptaSUS]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalam.com.br/?p=147017</guid>

					<description><![CDATA[O Brasil desenvolveu o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027, o Plano Setorial de Saúde – AdaptaSUS, com estratégias que reúne medidas voltadas à preparação do setor de saúde, diante dos impactos das mudanças climáticas. O El Niño é um fenômeno climático natural que se caracteriza pelo aquecimento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil desenvolveu o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027, o <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigilancia-ambiental/plano-setorial-de-saude-adaptasus.pdf" target="_blank" rel="noopener">Plano Setorial de Saúde – AdaptaSUS</a>, com <strong>estratégias que reúne medidas voltadas à preparação do setor de saúde, diante dos impactos das mudanças climáticas.</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1700969&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1700969&amp;o=node" /></p>
<p>O El Niño é um fenômeno climático natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o que resulta em mudanças de ventos e chuvas em todo o mundo.</p>
<p>O plano destaca que os impactos sobre a saúde humana devido às mudanças do clima se tornam cada vez mais evidentes.</p>
<blockquote><p>“O principal risco para a saúde e para os serviços de saúde relacionados à mudança do clima é o potencial de aumento da ocorrência de doenças (morbidade), de óbitos (mortalidade), e de ampliação da demanda pelos serviços de saúde”, explicita o plano de adaptação.</p></blockquote>
<p>O documento foi apresentado pelo Ministério da Saúde, na quarta-feira (26), durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília.</p>
<p>O Ministério da Saúde destaca que as situações de mudanças climáticas exigem respostas integradas, sensíveis às desigualdades e orientadas pela justiça climática e equidade, uma vez que as comunidades em situação de vulnerabilidade socioambiental, especialmente aquelas com menor acesso a serviços de saúde, são desproporcionalmente mais afetadas.</p>
<p><strong>O entendimento é que é preciso compreender como fatores socioeconômicos, políticas públicas desiguais e comportamentos culturais influenciam as condições de saúde para, então, adotar as medidas eficazes para a redução das desigualdades.</strong></p>
<h2>AdaptaSUS</h2>
<p>O Plano Setorial de Saúde &#8211; AdaptaSUS tem a missão de estabelecer estratégias de adaptação na esfera federal de gestão do SUS para reduzir os impactos da mudança do clima na saúde das pessoas e nos serviços de saúde e definir diretrizes para orientar a atuação de estados e estadual e municípios.</p>
<p>A preparação para os possíveis impactos do fenômeno está organizada em cinco eixos:</p>
<ul>
<li>      Governança federativa, com Sala de Situação de Emergências Climáticas;</li>
<li>      Governança interna, por meio da Sala de Situação Saúde e Clima;</li>
<li>      Recursos e kits emergenciais de assistência farmacêutica;</li>
<li>      Atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS), com bases regionais capazes de deslocar equipes em até 48 horas;</li>
<li>      Organização de serviços e protocolos técnicos de acordo com as características de cada bioma.</li>
</ul>
<p>No médio prazo, o Plano Setorial de Saúde – AdaptaSUS estabelece 27 metas e 93 ações até 2035.</p>
<p>Entre as ações relacionadas à segurança hídrica em áreas sujeitas à seca e à estiagem, a <strong>Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas, em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões</strong> destinado a unidades de melhoria sanitária.</p>
<h2>Ferramentas</h2>
<p>Entre as ferramentas utilizadas para o monitoramento do clima estão o <a href="http://https//clima.saude.gov.br/?modo=ehf" target="_blank" rel="noopener">Painel Nacional de Excesso de Calor</a>, o <a href="http://https//www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/saude-ambiental/vigiar" target="_blank" rel="noopener">Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos (VigiAR)</a> e o <a href="https://georisk.cemaden.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">GeoRisk</a> do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).</p>
<p>O AdaptaSUS ainda conta com os Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc), projeto-piloto desenvolvido em oito cidades das cinco regiões do país.</p>
<p><strong>A estratégia também prevê a integração dos sistemas oficiais do Ministério da Saúde usados para detecção precoce, registro, monitoramento e investigação de surtos e outros problemas de saúde pública no Brasil (e-SUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan).</strong></p>
<p>Na Amazônia, a preparação considera ainda a organização da rede de atenção e a estrutura disponível para atendimento às populações em áreas de difícil acesso, incluindo equipes de saúde e Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF).</p>
<p>O planejamento define que o Ministério da Saúde também institua um painel de especialistas em clima e saúde, com a função de subsidiar tecnicamente as decisões relacionadas à preparação e à resposta aos impactos dos eventos climáticos.</p>
<p><strong>O risco da mudança do clima para a saúde envolve a ocorrência de óbitos, traumas, aumento de doenças, o comprometimento na prestação dos serviços de saúde, destruição da infraestrutura e até as emergências de saúde pública.</strong></p>
<p>Entre os principais efeitos diretos na saúde estão:</p>
<ul>
<li>as doenças associadas a extremos de temperatura (calor e frio);</li>
<li>doenças transmitidas pelo acesso inadequado à água, saneamento e higiene doenças transmitidas por vetores e zoonoses;</li>
<li>doenças respiratórias;</li>
<li>doenças associadas à poluição atmosférica;</li>
<li>lesões e mortalidade por eventos climáticos extremos;</li>
<li>desnutrição e doenças não transmissíveis, saúde mental e psicossocial.</li>
</ul>
<p>Além das alterações nos padrões das doenças, as mudanças climáticas ainda podem impactar o sistema de saúde com a ampliação das demandas nos serviços de saúde; a emergência em saúde pública; o comprometimento ou interrupção da prestação dos serviços em estabelecimentos de saúde.</p>
<h2>El Niño</h2>
<p>No Brasil, até 2027, o fenômeno climático El Niño está classificado como &#8220;forte&#8221; e pode atingir o patamar &#8220;muito forte&#8221; já em setembro deste ano. A previsão é que a janela crítica ocorrerá no período entre outubro deste ano e março de 2027.</p>
<p>Os efeitos do fenômeno variam de acordo com a região do país:</p>
<ul>
<li>      seca, estiagem e queimadas no Norte e Centro-Oeste;</li>
<li>      aprofundamento da seca e calor no Nordeste;</li>
<li>      clima mais irregular, com ondas de calor e temporais mail distribuídos no Sudeste; e</li>
<li>      chuvas intensas, com risco de inundação, no Sul.</li>
</ul>
<p>O AdaptaSUS integra o Plano Clima Adaptação do governo federal no enfrentamento à mudança do clima, que envolveu em sua elaboração 25 ministérios, contribuições da sociedade civil, do setor empresarial e da comunidade.</p>
<p>Ainda fazem parte do plano, quinze planos setoriais e temáticos, como os dos setores de segurança alimentar e nutricional, energia, transportes e cidades.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
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