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	<title>Meio Ambiente | Portal AM</title>
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	<description>Portal de Notícias do Amazonas</description>
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	<title>Meio Ambiente | Portal AM</title>
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	<item>
		<title>Sem-terra plantam 5 mil mudas na semana do Meio Ambiente</title>
		<link>https://portalam.com.br/sem-terra-plantam-5-mil-mudas-na-semana-do-meio-ambiente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 20:20:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Mudas]]></category>
		<category><![CDATA[Sem-terra]]></category>
		<category><![CDATA[semana]]></category>
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					<description><![CDATA[O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mobilizou, nos últimos dias, cerca de 10 mil pessoas, em 15 estados brasileiros, onde realizou uma série de atividades de defesa do meio ambiente, com críticas ao agronegócio. Segundo a organização, os sem-terra plantaram mais de 5 mil mudas e semearam cerca de 30 toneladas de sementes em Alagoas, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mobilizou, nos últimos dias, cerca de 10 mil pessoas, em 15 estados brasileiros, onde realizou uma série de atividades de defesa do meio ambiente, com críticas ao agronegócio.</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1692485&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1692485&amp;o=node" /></p>
<p>Segundo a organização, os sem-terra<strong> plantaram mais de 5 mil mudas e semearam cerca de 30 toneladas de sementes</strong> em Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Sergipe.</p>
<p>A iniciativa faz parte da Jornada Nacional em Defesa da Natureza e seus Povos, que começou na última segunda-feira (1°) e termina neste domingo (7), marcando a Semana Mundial do Meio Ambiente.</p>
<p>Este ano, a jornada teve como lema o mote “combater o agronegócio é cuidar da natureza!” e serve como plataforma para o MST defender a reforma agrária “como solução para o avanço dos cuidados com o meio ambiente”.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a organização denuncia o que classifica como “crimes ambientais do agro-hidro-minero-negócio” e os “que exploram os bens comuns da natureza em larga escala”, em um momento em que, na avaliação do movimento, “o agronegócio aprova leis que aumentam a destruição ambiental”.</p>
<h2>Incinerador</h2>
<p>Neste sábado (6), em São Paulo, o MST promoveu um ato contra a instalação de um incinerador no bairro de Perus, na zona noroeste da capital paulista. Além dos sem-terra, a manifestação reuniu moradores da região, ambientalistas e integrantes de outras organizações sociais.</p>
<p>O incinerador integra o chamado EcoParque Bandeirantes, que a prefeitura de São Paulo pretende instalar no antigo Aterro Sanitário Bandeirantes, em parceria com uma empresa privada.</p>
<p>O aterro funcionou por 28 anos e teve suas operações encerradas em 2007. Desde então, consta da lista de Áreas Contaminadas em Processo de Remediação (ACRe), da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).</p>
<p>Além do incinerador, o projeto do EcoParque prevê um biodigestor, uma unidade de compostagem, outra de biossecagem, e uma central mecanizada de triagem de resíduos. E, segundo a prefeitura, visa a “otimização da reciclagem dos resíduos sólidos urbanos, a agregação de valor aos diversos subprodutos gerados, a geração de energia com baixa emissão de GEE e a redução dos volumes destinados à disposição final em aterros.</p>
<p>No entanto, de acordo com o MST, o projeto contraria os interesses de diferentes segmentos sociais que coabitam o bairro de Perus e região, incluindo indígenas que vivem no Pico do Jaraguá, próximo ao antigo aterro sanitário.</p>
<blockquote><p>“O projeto de instalação do Incinerador em Perus mostra qual é o projeto da burguesia e do agronegócio para o Brasil: para a periferia, para o povo pobre, para os camponeses, para a classe trabalhadora é sempre a poluição, os detritos. Para deixar bonita a área da burguesia, empurram para nós os detritos”, criticou, em nota, Luciano Carvalho, da direção estadual do movimento.</p></blockquote>
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		<title>Contaminação por mercúrio coloca gestantes e bebês Munduruku em risco</title>
		<link>https://portalam.com.br/contaminacao-por-mercurio-coloca-gestantes-e-bebes-munduruku-em-risco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:15:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Gestantes]]></category>
		<category><![CDATA[munduruku]]></category>
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					<description><![CDATA[Mulheres gestantes da Terra Indígena Munduruku, na região do Médio Tapajós, no Pará, têm mercúrio no corpo em níveis quatro vezes e meio acima do limite seguro estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nenhum organismo deveria possuir mais do que 2 microgramas do metal para cada grama de cabelo (µg/g). Os níveis encontrados nelas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mulheres gestantes da Terra Indígena Munduruku, na região do Médio Tapajós, no Pará, têm mercúrio no corpo em níveis quatro vezes e meio acima do limite seguro estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nenhum organismo deveria possuir mais do que 2 microgramas do metal para cada grama de cabelo (µg/g). Os níveis encontrados nelas são, em média, de 9,1 µg/g.</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1692275&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1692275&amp;o=node" /></p>
<p>Os dados fazem parte do resultado preliminar do <em>Estudo Longitudinal de Gestantes e Recém-Nascidos Indígenas Expostos ao Mercúrio na Amazônia</em>, realizado por pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz).</p>
<p>Os números foram apresentados nesta quarta-feira (3) pelo coordenador da pesquisa Paulo Basta, durante a Rio Nature &amp; Climate Week, a semana do clima do Rio de Janeiro.</p>
<p>Das 195 mulheres monitoradas, 97% têm mercúrio no corpo acima do nível seguro. No caso mais extremo, uma delas apresentou 39,9 µg/g do metal, 20 vezes acima do tolerável.</p>
<p>Deste total, 134 mulheres já deram à luz. Os bebês também são acompanhados pelos pesquisadores. Cerca de 90% deles já nascem contaminados pelo mercúrio. O metal passa da mãe para a criança pela placenta.</p>
<p>Os bebês têm em média concentrações de 5,8 µg/g, três vezes acima do limite. Em um caso extremo, um deles apresentou 30,8 µg/g, 15 vezes acima do nível seguro.</p>
<blockquote><p>“Esse bebê é monitorado ao longo dos primeiros dois anos de vida em diferentes momentos. São acompanhadas as curvas de crescimento, de peso para a idade, de estatura, entre outros. A nossa hipótese é que a exposição durante o período pré-natal ao mercúrio provoca retardo nesses marcos do neurodesenvolvimento”, diz Paulo Basta.</p></blockquote>
<p><strong>“O mercúrio se converte em uma neurotoxina que vai afetar principalmente o tecido do sistema nervoso central. Uma lesão que ocorre no sistema nervoso central é uma lesão irreversível. As pessoas vão ter que lidar com esse problema para sempre”, completa.</strong></p>
<p>O pesquisador cita crescimento de crianças nascendo com doenças neurológicas raras, síndromes, anomalias congênitas e doenças sem um diagnóstico formado ainda. Todas suspeitas de terem relação com a contaminação por mercúrio. Ele também destacou que o distrito sanitário especial indígena Rio Tapajós foi a unidade de saúde que mais demandou cadeiras de rodas para o Ministério da Saúde.</p>
<p>“É importante que esses dados se convertam em estatísticas oficiais, o que não existiam até muito recentemente no Brasil. O nosso sistema ainda não tem disponível uma ficha de notificação para os casos de contaminação específica por mercúrio”, disse Paulo.</p>
<blockquote><p>“Apesar dessas limitações, temos 751 casos identificados de indígenas contaminados por mercúrio com confirmação laboratorial.  Desse conjunto, 318 são do Pará e 378 são de Roraima, ligados ao povo Yanomami”, completa.</p></blockquote>
<h2>Revolta com diagnóstico</h2>
<p>A liderança Alessandra Korap Munduruku conta que houve uma comoção coletiva quando os primeiros resultados de contaminação por mercúrio foram divulgados em 2022. A primeira parte do estudo, que monitorava indivíduos de todas as idades, começou em 2019 em três aldeias da terra Sawré Muybu.</p>
<blockquote><p>“Estávamos doentes, mas sem exames, não sabíamos o que estava acontecendo. Quando tivemos os resultados, fizemos uma reunião e as mulheres estavam bem revoltadas. Perguntavam se deveriam interromper a gravidez porque o útero estaria contaminado e o leite materno também poderia contaminar os filhos”, conta.</p></blockquote>
<p>A região onde vive o povo Munduruku tem sido afetada pelo garimpo ilegal de ouro há décadas. O mercúrio é utilizado no garimpo para separar o ouro da terra. A prática contamina os rios e os seres que vivem nele. O metal entra no organismo humano principalmente pelo consumo de peixes contaminados.</p>
<p><strong>“Nossa principal fonte de alimento é o peixe e não há como fugir disso. Para quem mora na cidade é muito fácil. Vão nas prateleiras, compram frango e carne, tem outras opções. O coração dói quando vê a situação do povo, porque eles não têm como sair do território e ir para outro lugar”, diz Alessandra.</strong></p>
<p>“O lugar é nosso. Porque precisamos dar nosso espaço para empresas, garimpo, mineração, hidrelétricas, ferrovias? Porque que a carne do índio é mais barata? É como se nós não existíssemos. Que progresso é esse que mata rios, florestas e expulsa os povos?”, indaga.</p>
<h2>Rastro do garimpo</h2>
<p><strong>Cerca de 92% da área garimpada legal ou ilegal no Brasil se concentra na Amazônia, segundo dados do <a href="https://brasil.mapbiomas.org/wp-content/uploads/sites/4/2023/09/MapBiomas-FACT_Mineracao_21.09.pdf" target="_blank" rel="noopener">MapBiomas</a>. A estimativa é que 85% dos garimpos no país se dedicam à extração de ouro.</strong></p>
<p>O índice alto de ilegalidade no setor traz impactos socioambientais para além da contaminação por mercúrio: desmatamento, violência, conflito com povos tradicionais trabalho escravo, sonegação de impostos e evasão de divisas.</p>
<p>Estudo divulgado esta semana pelo <a href="https://www.greenpeace.org/brasil/imprensa/lavagem-de-ouro-greenpeace-brasil-denuncia-fraudes-em-permissoes-de-garimpo-na-amazonia-e-revela-esquema-bilionario/" target="_blank" rel="noopener">Greenpeace</a> mostra como Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) são usadas para venda de ouro extraído ilegalmente da Amazônia, com impactos em terras indígenas e áreas protegidas. A estratégia permite escapar do licenciamento ambiental mais rigoroso e das regras da mineração industrial, além de facilitar a lavagem de ouro.</p>
<p>Porém, os impactos negativos do garimpo não decorrem apenas da extração ilegal, segundo análise da Climate Policy Initiative. A atividade é regulamentada no Brasil principalmente pelo Código de Mineração, pela <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7805.htm" target="_blank" rel="noopener">Lei nº 7.805/1989</a> e por normas da Agência Nacional de Mineração (ANM).</p>
<p>Para os analistas, flexibilizações indevidas do licenciamento ambiental em âmbito estadual e falta de transparência para implementar salvaguardas socioambientais enfraquecem o controle da atividade.</p>
<p>A promotora do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), Eliane Moreira, reforça a responsabilidade dos entes públicos de todos os níveis no ciclo que envolve o garimpo e a contaminação dos povos indígenas por mercúrio.</p>
<blockquote><p>“Essa grande contaminação de mercúrio acontece a partir de um licenciamento bastante frágil. Em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), não há estrutura institucional para uma fiscalização suficiente e existe um ambiente propício para toda essa tragédia”, diz a procuradora.</p></blockquote>
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		<item>
		<title>92% dos brasileiros demonstram preocupação com animais silvestres – e unidades do ICMBio mostram como a conservação acontece na prática</title>
		<link>https://portalam.com.br/92-dos-brasileiros-demonstram-preocupacao-com-animais-silvestres-e-unidades-do-icmbio-mostram-como-a-conservacao-acontece-na-pratica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Gov Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 20:05:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[animais silvestres]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[á um Brasil que ainda se emociona quando vê uma onça atravessando a mata, um povo que para ao ver uma arara voando, uma gente que se arrepia com o canto das aves e que reconhece, mesmo em meio ao caos das grandes cidades, que existe algo de essencial na permanência da vida silvestre.  Uma pesquisa recente do Instituto Vida Livre, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">á um Brasil que ainda se emociona quando vê uma onça atravessando a mata, um povo que para ao ver uma arara voando, uma gente que se arrepia </span><span data-contrast="auto">com o canto das aves e que reconhece, mesmo em meio ao caos das grandes cidades, que existe algo de essencial na permanência da vida silvestre.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Uma </span><a style="font-weight: 500;" href="https://quaest.com.br/wp-content/uploads/2026/05/QUAESTVIDA-LIVRE-ANIMAIS-SILVESTRES-RELATO%CC%81RIO-PU%CC%81BLICO-v2026.pdf"><span data-contrast="none">pesquisa recente do Instituto Vida Livre, em parceria com a Quaest</span></a><span data-contrast="auto">, aponta aquilo que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) presencia diariamente em suas unidades de conservação (UCs) federais, centros de pesquisa e ações em campo: os brasileiros demonstram preocupação crescente com os animais silvestres e reconhecem a importância da conservação ambiental. De acordo com o estudo, para 92% dos brasileiros, preservar os animais silvestres é algo “muito importante” (83%) ou “importante” (9%). Além disso, 68% da população acredita que a proteção da fauna deve estar entre as prioridades do país.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Mas existe uma pergunta inevitável por trás dessa sensibilização coletiva: o quanto esse apoio se transforma, de fato, em apoio efetivo à conservação da biodiversidade?</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Mais do que revelar empatia pela fauna, a pesquisa evidencia um desafio central para a conservação no país: transformar este sentimento em participação ativa. Isso envolve desde atitudes cotidianas e engajamento social até o fortalecimento das políticas públicas ambientais, das unidades de conservação e das ações de pesquisa, monitoramento e fiscalização.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Nas unidades de conservação e centros de pesquisa do Instituto Chico Mendes, essa questão é prioritária aos trabalhos de quem atua para evitar o desaparecimento silencioso de espécies ameaçadas.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><em style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">“O resultado dessa pesquisa mostra que a sociedade brasileira compreende algo que a ciência vem alertando há décadas: não existe futuro possível com florestas vazias e espécies desaparecendo diante dos nossos olhos</span></em><span data-contrast="auto"><em style="font-weight: 400;">”</em>, salienta Marcelo Marcelino, diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (DIBIO) do ICMBio.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">“A proteção da fauna silvestre depende de políticas públicas permanentes, investimento em pesquisa, fiscalização, conservação dos habitats e fortalecimento das unidades de conservação”<em style="font-weight: 400;">, destaca Marcelo Marcelino.</em> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Segundo ele, quando uma espécie desaparece, não se perde apenas um símbolo da natureza brasileira. “</span><span data-contrast="auto">Quando uma onça perde território, quando uma arara desaparece de um bioma, não estamos falando apenas da perda de um animal simbólico – estamos falando do enfraquecimento dos ecossistemas que sustentam a vida, a água, o clima e a própria segurança ambiental da população</span><span data-contrast="auto">”, afirma.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Entre os animais silvestres, a pesquisa mostra que a onça-pintada (33%) e a arara (20%) são as espécies que mais representam o Brasil para a população. No ICMBio, projetos desenvolvidos em diferentes biomas ajudam a conservar essas espécies e também muitas outras que, mesmo menos conhecidas, são fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas brasileiros.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong>Onde há onça, há vida</strong></b><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">No Parque Nacional do Iguaçu (PR), o segundo mais visitado do país em 2025, uma das mais importantes populações de onça-pintada da Mata Atlântica sobrevive graças a um esforço contínuo de pesquisa, monitoramento, proteção territorial e cooperação institucional.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><em style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">“A onça-pintada é uma espécie-chave para o equilíbrio dos ecossistemas e sua presença no Parque Nacional do Iguaçu é um importante indicador da qualidade ambiental da unidade de conservação”</span></em><span data-contrast="auto">, coloca o chefe da unidade, Ulisses dos Santos.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Predadora de topo da cadeia alimentar, a onça regula populações de outras espécies e ajuda a manter processos ecológicos fundamentais para a floresta. Sem ela, o equilíbrio ambiental começa a se desfazer em cadeia.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><em style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">“Onde há onça, há vida”</span></em><span data-contrast="auto">, resume Ulisses. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Mas proteger grandes mamíferos exige muito mais do que admiração pública.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">A perda e fragmentação dos habitats, os atropelamentos, os conflitos com atividades humanas e a redução dos remanescentes florestais seguem entre os maiores desafios enfrentados pela espécie. É nesse ponto que se apresentam os trabalhos do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP) do ICMBio.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Embora a onça-pintada seja o animal mais conhecido, o centro atua também na conservação de espécies menos visíveis – e muitas vezes mais vulneráveis – como ariranhas, jaguatiricas, gato-palheiro-pampeano, gato-macambira, raposinha-do-campo e lobos-guará.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Para o coordenador do centro, Rogério Cunha, um dos maiores paradoxos da conservação no país é justamente a distância entre o discurso ambiental e o apoio efetivo às ações de campo.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><em style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">“Todo mundo acha bonito, acha importante proteger, mas quando a gente fala de realmente investir em ações de conservação, em disponibilizar recursos, cadê essas pessoas?”</span></em><span data-contrast="auto"> questiona. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Segundo Rogério, muitos projetos de conservação ainda dependem de redes de apoio externas, parcerias e campanhas de financiamento coletivo para fortalecer iniciativas de proteção da fauna. O desafio, afirma, é fazer com que a grande mobilização emocional que os animais despertam também se converta em maior engajamento da sociedade geral e do setor privado com a conservação.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">O pesquisador também chama atenção para outro desafio crescente: a disseminação de conteúdos sensacionalistas e </span><span data-contrast="auto">fake news</span><span data-contrast="auto"> envolvendo animais silvestres. Vídeos que tratam onças, lobos e outros carnívoros como atrações turísticas ou animais domesticáveis acabam reforçando uma percepção equivocada da fauna e dificultam estratégias de conservação baseadas em ciência e coexistência responsável. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Para ele, apoiar a conservação também significa defender políticas públicas ambientais e cobrar compromisso institucional dos setores que geram impactos sobre os habitats naturais. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong>Araras que ajudam a reconectar a cidade com a floresta<span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></strong></b></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">No coração de uma das maiores metrópoles do país, o Parque Nacional da Tijuca (RJ) convive diariamente com esse encontro entre pessoas e fauna silvestre. Ali, em meio à Mata Atlântica cercada pela cidade, histórias como as das </span><a style="font-weight: 500;" href="https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/noticias/ultimas-noticias/no-parque-nacional-da-tijuca-rj-araras-canindes-voltam-ao-ceu-do-rio-apos-200-anos"><span data-contrast="none">araras Fátima e Sueli</span></a><span data-contrast="auto"> ajudam a aproximar o público urbano da biodiversidade brasileira – e transformam aves em símbolos vivos da conservação.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="none">Além de personagens carismáticas, as araras representam também o trabalho contínuo de conservação, monitoramento e educação ambiental desenvolvido pelo ICMBio. Em uma floresta inserida dentro de uma grande área urbana, proteger a fauna exige pesquisa, manejo, acompanhamento técnico e, principalmente, a construção de uma relação mais consciente entre sociedade e natureza.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="none">A chefe do parque nacional, </span><a style="font-weight: 500;" href="https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/noticias/ultimas-noticias/visitacao-recorde-em-unidades-de-conservacao-injeta-r-20-bilhoes-no-pib-e-gera-mais-de-332-mil-empregos"><span data-contrast="none">o mais visitado do país</span></a><span data-contrast="none">, Viviane Lasmar, vai ao encontro de Marcelino. </span><span data-contrast="none">“Os dados da pesquisa refletem a nossa rotina no Parque Nacional da Tijuca: o brasileiro tem um forte laço afetivo com a fauna silvestre, mas esse sentimento precisa virar cuidado concreto”, </span><span data-contrast="none">diz. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="none">O parque convive com desafios permanentes relacionados à coexistência entre pessoas e vida silvestre. O avanço das construções da cidade, a circulação intensa de visitantes e práticas inadequadas no contato com os animais impactam diretamente a fauna e os ecossistemas protegidos.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="none">É por isso que, segundo Viviane, “p</span><span data-contrast="none">roteger essas espécies e combater a síndrome da floresta vazia é um compromisso urgente que depende diretamente das escolhas práticas de cada cidadão</span><span data-contrast="none">”.  Ela lembra que pequenas atitudes fazem diferença direta na proteção da fauna: não alimentar animais, respeitar trilhas, descartar corretamente o lixo e compreender que espécies silvestres não pertencem ao ambiente doméstico nem ao entretenimento humano.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="none">“O passo a ser dado, além do afeto, é transformar a empatia pelos bichos em respeito real, educação ambiental e engajamento permanente com o habitat deles”</span><em style="font-weight: 400;"><span data-contrast="none">, recomenda Viviane.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></em></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="none">Nesse processo, o trabalho do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE) do ICMBio estrutura estratégias de conservação em escala nacional. Como um dos 14 centros de pesquisa do Instituto, avalia o estado de conservação das espécies, elabora Planos de Ação Nacional (PANs), e atua no monitoramento populacional e em ações voltadas à proteção das aves brasileiras ameaçadas. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="none">A coordenadora do CEMAVE, Priscilla do Amaral, também alerta para o fato de existir uma distância significativa entre sensibilização e ação prática, e destaca que as aves possuem enorme capacidade de aproximar as pessoas da biodiversidade justamente porque fazem parte do cotidiano, inclusive em áreas urbanas.</span><em style="font-weight: 400;"><span data-contrast="none"> “Elas carregam um forte simbolismo cultural associado à liberdade, beleza e equilíbrio ambiental, funcionando como importantes embaixadoras da conservação</span></em><span data-contrast="none"><em style="font-weight: 400;">”</em>, explica. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="none">Além do simbolismo, o monitoramento das aves também funciona como ferramenta de medição da saúde ambiental dos ecossistemas. O desaparecimento ou redução populacional de determinadas espécies pode indicar desequilíbrios ambientais relacionados ao desmatamento, fragmentação florestal, poluição e/ou mudança do clima.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Junho será mais quente do que a média na maior parte do país</title>
		<link>https://portalam.com.br/junho-sera-mais-quente-do-que-a-media-na-maior-parte-do-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 11:30:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[norte]]></category>
		<category><![CDATA[Quente]]></category>
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					<description><![CDATA[A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de junho indica chuva acima da média em áreas das regiões Norte, Nordeste e Sul. As temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do país, principalmente na porção central. Para a Região Sudeste, o prognóstico aponta chuvas abaixo da média no sul [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de junho indica chuva acima da média em áreas das regiões Norte, Nordeste e Sul. As temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do país, principalmente na porção central.</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1691985&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1691985&amp;o=node" /></p>
<p>Para a Região Sudeste, o prognóstico aponta chuvas abaixo da média no sul de Minas Gerais e em grande parte de São Paulo. Nas demais áreas da região, são previstos volumes próximos à média histórica.</p>
<p>Na Região Sul, a previsão indica chuva acima da média em praticamente todo o Rio Grande do Sul. Por outro lado, em boa parte do Paraná e no nordeste de Santa Catarina são previstos volumes na faixa normal ou abaixo da média.</p>
<p>No Norte, são previstos totais de chuva acima da média em praticamente todo o Pará, sudoeste e centro-leste do Amazonas, centro-sul de Roraima e em todo o Amapá. Por outro lado, são esperados volumes abaixo da média no restante do estado de Roraima e extremo noroeste do Pará.</p>
<p>Em relação à Região Nordeste, é prevista chuva acima da média no norte do Maranhão e Piauí, e em grande parte dos estados de Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Nas demais áreas da região, espera-se volumes de chuva próximos à média.</p>
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<h2>Temperatura</h2>
<p><strong>Os termômetros devem registrar temperaturas acima da média para o mês de junho em todas as regiões do país.</strong></p>
<p><strong>No Sudeste, a previsão é de temperaturas acima da média em todos os estados.</strong> Em áreas como o norte de Minas Gerais e o oeste de São Paulo, são previstos aumentos de até 1,5 °C em relação à média do mês.</p>
<p><strong>Na Região Sul, a previsão é de temperaturas até 1 °C acima da média em todos os estados.</strong> Em algumas áreas, como o norte do Paraná e o extremo oeste de Santa Catarina, pode haver aumento de até 1,5 °C em relação à média de junho.</p>
<p><strong>Para o Centro-Oeste, o Inmet indica temperaturas médias até 1 °C acima da climatologia do mês em todos os estados. </strong>Em regiões como o leste de Goiás, noroeste e sudoeste do Mato Grosso e grande parte do Mato Grosso do Sul, são previstos aumentos de até 1,5 °C em relação à média histórica de junho.</p>
<p><strong>Na Região Nordeste, o Inmet prevê temperaturas até 1°C acima da média em grande parte do Matopiba, que reúne os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Mato Grosso, e nos estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe. </strong></p>
<p><strong>No Norte do país, a previsão indica predomínio de temperaturas acima da média de junho em até 1°C.</strong> Exceções ocorrem no extremo noroeste do Pará, centro-sul de Roraima e centro-norte de Rondônia, onde são esperadas temperaturas próximas à média do mês.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Pesquisadores querem criar índice para “traduzir” estresse ambiental</title>
		<link>https://portalam.com.br/pesquisadores-querem-criar-indice-para-traduzir-estresse-ambiental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[índice]]></category>
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					<description><![CDATA[Renato Lino é profeta da chuva, em Quixadá, no Ceará, e aprendeu com o pai que a natureza fala e que dá para traduzir o que ela diz. “É a catingueira que descasca, é a casinha da maria-de-barro, é o angico e muitas coisas que a gente observa”, explica. É observando os seres vivos ao redor, como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Renato Lino é profeta da chuva, em Quixadá, no Ceará, e aprendeu com o pai que a natureza fala e que dá para traduzir o que ela diz.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1691480&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1691480&amp;o=node" /></p>
<blockquote><p>“É a catingueira que descasca, é a casinha da maria-de-barro, é o angico e muitas coisas que a gente observa”, explica.</p></blockquote>
<p><strong>É observando os seres vivos ao redor, como árvores e passarinhos, que o profeta de 78 anos faz previsões climáticas</strong>. “Tudo isso é coisa que a gente vai ajuntando, vai anotando”. Explica o “cientista” do sertão, que só de olhar para que lado está a porta de entrada do Funarius furnus, nome científico do pássaro conhecido como maria-de-barro, ele sabe dizer se vai chover no sertão.</p>
<p>É esse tipo de informação que pesquisadores querem aprender a decodificar usando tecnologia digital e inteligência artificial. A ideia vai começar a ser posta em prática em Recife.</p>
<p><strong>O projeto vai observar seres vivos que fazem parte da cena urbana da cidade para descobrir o que eles estão “falando” sobre o ambiente no qual estão inseridos. Uma espécie de tradutor digital, ou como resume Artur Maia, biólogo e pesquisador do departamento de botânica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): uma Babel reversa.</strong></p>
<p><strong>O projeto vai usar equipamentos para captar os sons emitidos por morcegos, o ritmo de abertura e fechamento das conchas das ostras, a transpiração das aroeiras (árvore nativa da região) e o vôo das abelhas em Recife e comparar com os registros das mesmas espécies em áreas com menor influência humana, como Reserva Ambiental de Saltinho e na APA de Guadalupe, ambas no litoral sul de Pernambuco.</strong></p>
<p>“As respostas metabólicas são particulares de cada organismo, mas muitas vezes isso não é utilizado como informação, simplesmente porque a gente não consegue entender aquela língua”, diz Artur.</p>
<blockquote><p>“As ostras, por exemplo, tendem a abrir com menor frequência em condições adversas. Ela segura a onda, reduz a frequência de filtração e fica sem se alimentar para se manter naquele ambiente e evitar o acúmulo de metal pesado e outras coisas”.</p></blockquote>
<h2>Índice de Resiliência Metabólica</h2>
<p><strong>Artur explica que é a diferença entre o “ritmo de vida” dessa ostra estressada e o da que vive numa área de proteção que mostra a resiliência metabólica da espécie.</strong> “Eu quero verificar o quanto aquele organismo está se esforçando para sobreviver naquele ambiente”, afirma.</p>
<p><strong>A ideia é reunir os dados das respostas metabólicas de cada espécie monitorada para calcular o Índice de Resiliência Metabólica (IRM) do lugar. Algo como um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas com parâmetros ambientais.</strong></p>
<blockquote><p>“O estresse é uma informação que não pode ser fingida.  Essa resposta metabólica existiu, aconteceu. O que a gente quer é, de posse dessa informação, juntar o nervosismo da abelha, a movimentação da ostra mais tranquila, a respiração da aroeira, para ter um índice de resiliência metabólica, que a gente quer padronizar numa escala de 0 a 100”.</p></blockquote>
<p>Batizado como Apeiron, palavra grega que significa ilimitado, a pesquisa vai começar os primeiros testes até novembro, em Recife, e vai ser conduzido pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (CESAR).</p>
<p>E assim como seu Lino, o profeta da chuva que traduz o que vê em previsão, Artur Maia diz que a observação do metabolismo das espécies que convivem com os seres humanos pode se transformar em ações concretas:  “um planejamento urbano pensando na cidade como um organismo vivo, com as suas particularidades”, explica.</p>
<p>“Pode ser que, por exemplo, lá na Mustardinha [bairro de Recife] a pressão térmica para aqueles habitantes não se reflita em desconforto habitacional como se reflete para o habitante da zona norte, no bairro de Casa Forte. Então essa pressão é diferente. Se tem uma coisa que você não pode fingir, é conforto metabólico”, conclui.</p>
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		<title>Cinco lagos amazônicos impactados pelas mudanças climáticas são monitorados por pesquisadores e comunidades tradicionais</title>
		<link>https://portalam.com.br/cinco-lagos-amazonicos-impactados-pelas-mudancas-climaticas-sao-monitorados-por-pesquisadores-e-comunidades-tradicionais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 14:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Lagos]]></category>
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					<description><![CDATA[Desde 2025, o projeto “Lagos Sentinelas da Amazônia” desenvolve oficinas e ações de monitoramento ambiental e climático, aliadas à construção de soluções socioambientais para comunidades de cinco lagos da Amazônia brasileira impactados por eventos extremos climáticos registrados nos últimos anos. Entre eles está o Lago de Tefé, que ganhou repercussão internacional ao se tornar o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde 2025, o projeto “Lagos Sentinelas da Amazônia” desenvolve oficinas e ações de monitoramento ambiental e climático, aliadas à construção de soluções socioambientais para comunidades de cinco lagos da Amazônia brasileira impactados por eventos extremos climáticos registrados nos últimos anos. Entre eles está o Lago de Tefé, que ganhou repercussão internacional ao se tornar o epicentro da mortandade de botos decorrente da seca extrema de 2023.</p>
<p>Além das oficinas realizadas com moradores dos cinco territórios, o projeto instalou quatro estações meteorológicas no Amazonas e uma no Pará. A iniciativa também implantou sensores para monitoramento do nível da água, oxigênio dissolvido e temperatura nos cinco lagos, além de realizar o acompanhamento contínuo da qualidade da água.</p>
<p>Ao todo, 69 pesquisadores e 200 comunitários participam das atividades do projeto, que realiza oficinas e ações socioambientais e monitoramento ambiental em quatro lagos do Amazonas e um do Pará: Lago de Tefé, em Tefé; Lago de Coari, em Coari; Lago de Janauacá, em Manaquiri; Lago de Serpa, em Itacoatiara; e Lago Grande de Monte Alegre, em Monte Alegre (PA).</p>
<p>Viabilizado pela chamada CNPq/MCTI/FNDCT nº 19/2024 – Pró-Amazônia, o projeto tem como principais apoiadores o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de reunir 15 instituições nacionais e internacionais parceiras.</p>
<p>Oficinas fortalecem participação comunitária e ampliam alcance do projeto</p>
<p>Entre outubro de 2025 e março de 2026, o projeto realizou oficinas de diagnóstico participativo nos cinco lagos monitorados, reunindo representantes de 52 comunidades ribeirinhas, quilombolas e tradicionais. As atividades foram coordenadas por pesquisadores do Instituto Mamirauá, da Universidade Federal do Amazonas, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e da Universidade Federal do Oeste do Pará.</p>
<p>As oficinas colaborativas tiveram como principal objetivo envolver os moradores para um diagnóstico socioambiental a partir das próprias percepções das comunidades. Por meio de rodas de conversa, escuta ativa e construção coletiva do conhecimento, comunitários e pesquisadores compartilharam experiências relacionadas ao saneamento, saúde, mudanças climáticas, governança local e monitoramento ambiental.</p>
<p>Segundo Heloísa Pereira, pesquisadora do Instituto Mamirauá e coordenadora das oficinas, a proposta é aproximar a pesquisa científica da realidade vivida pelas populações amazônicas. “A meta principal foi identificar percepções sobre mudanças ambientais, desafios relacionados ao saneamento, uso da água, recursos naturais e condições de vida, além de fortalecer o engajamento comunitário nas etapas iniciais do projeto Lagos Sentinelas da Amazônia”, afirmou.</p>
<p>Os encontros também evidenciaram os impactos das mudanças climáticas no cotidiano das comunidades. Moradores relataram dificuldades enfrentadas durante as secas extremas dos últimos anos, como escassez de água, mortalidade de peixes e dificuldades no transporte e na produção local.<br />
Durante as oficinas, os comunitários desenvolveram um documento de diagnóstico socioambiental. Mediado pelo projeto, o material reúne demandas, propostas de soluções e melhorias voltadas à construção de novas políticas públicas para seus territórios.</p>
<p>No Lago de Tefé, o morador Sr. Ediney, da comunidade São Raimundo de Cima, relembrou os impactos da estiagem extrema registrada em 2024. “Esses anos que morei aqui, o lago seca, mas nunca tinha ficado como ficou no ano passado. Então isso pra mim não foi motivo nem de alegria, foi de tristeza de ver tantos peixes morrendo”, contou. O comunitário também destacou as dificuldades enfrentadas pelas famílias para manter a produção e o deslocamento na região durante a seca.</p>
<p>Para os pesquisadores envolvidos, um dos principais resultados das oficinas foi a construção conjunta entre ciência e conhecimento tradicional. “As oficinas tiveram um forte envolvimento dos comunitários. A preocupação das lideranças comunitárias do Lago de Tefé sobre a crise ambiental atual é bastante clara, e ressalta a relevância do nosso projeto em construir junto a eles propostas de soluções concretas para os desafios vigentes”, destacou o pesquisador do Instituto Mamirauá e coordenador do projeto, Ayan Fleischmann.</p>
<p>Além de elaborar documentos específicos para cada lago, o material produzido durante as oficinas deverá orientar futuras ações do projeto e fortalecer a capacidade das comunidades de reivindicar políticas públicas adequadas às realidades locais.</p>
<p>Sentinelas das mudanças climáticas: unindo conhecimento científico local e acadêmico</p>
<p>A realização das oficinas busca aproximar os ribeirinhos das estratégias do projeto para que, posteriormente, passem a integrar o monitoramento ao lado dos pesquisadores parceiros. A proposta é transformá-los em “sentinelas”, vigilantes dos lagos, por meio de treinamentos previstos para ocorrer ainda em 2026. A atuação operacional deve começar em 2027, com acompanhamento contínuo dos pesquisadores.</p>
<p>Entre fevereiro e maio de 2026, cinco estações meteorológicas foram instaladas no Amazonas e no Pará: na comunidade Bom Jesus da Ponta da Castanha, no Lago de Tefé; na comunidade São Thomé do Patoá, no Lago de Coari; na comunidade Trilheiro, em Manaquiri, no Lago de Janauacá; e na comunidade Sagrado Coração de Jesus, no Lago de Serpa. No Pará, a instalação ocorreu no Lago Grande de Monte Alegre, na comunidade Aldeia, em abril de 2026.</p>
<p>As estações irão coletar dados essenciais para a compreensão das condições climáticas em cada lago, como temperatura e umidade do ar, direção e velocidade do vento, radiação solar e volume de chuvas. A iniciativa deve transformar os grandes lagos monitorados em importantes “termômetros” dos efeitos das mudanças climáticas na Amazônia.</p>
<p>Desde o início do ano, os pesquisadores do projeto já monitoram os níveis dos cinco lagos por meio de sensores e realizam coletas de água para verificar a qualidade e a temperatura em cada um deles.</p>
<p>Sobre o projeto Lagos Sentinelas da Amazônia</p>
<p>O projeto “Lagos Sentinelas da Amazônia: Centro Transdisciplinar para Compreensão das Dinâmicas Socioambientais e das Águas Amazônicas sob Mudanças Climáticas” é uma iniciativa que reúne pesquisadores, gestores públicos e comunidades ribeirinhas com o objetivo de compreender e monitorar, de forma colaborativa, os impactos das mudanças climáticas nos lagos da Amazônia Central e possíveis soluções, especialmente para comunidades que vivem no entorno.</p>
<p>A iniciativa teve início diante dos cenários alarmantes enfrentados pela população e pelos ecossistemas amazônicos nos últimos anos. Lagos da região se mostraram particularmente sensíveis às mudanças climáticas, sendo impactados por secas extremas que ocasionaram a morte de diversas espécies, entre elas centenas de botos nos lagos de Tefé e Coari, no Amazonas, além de afetar a população que vive nessas regiões. Nesse contexto, devido ao fato de os lagos estarem em posições mais baixas na paisagem, eles funcionam como “sentinelas” porque recebem, abrigam, acumulam e refletem tudo o que está em seu entorno.</p>
<p>O projeto é coordenado pelo pesquisador do Instituto Mamirauá, Ayan Fleischmann e é financiado pela chamada CNPq/MCTI/FNDCT nº 19/2024 – Pró-Amazônia, voltada à criação de Centros Avançados em Áreas Estratégicas para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia. O projeto também conta com apoio da Fundação Gordon e Betty Moore e WCS por meio da parceria com a Aliança Águas Amazônicas, da Fapeam, Sedecti e Governo do Amazonas, além da participação de 15 instituições nacionais e internacionais.</p>
<p>Entre as instituições parceiras do projeto, estão: Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), Instituto Tecnológico Vale (ITV), Serviço Geológico do Brasil (SGB), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade de Brasília (UnB), Sociedade para a Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (Sapopema), Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), Instituto Cary e Universidade Bangor e Universidade da Califórnia em Santa Bárbara (UCSB).</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Estudo prevê secas acima da média no Brasil e na Amazônia nos próximos 5 anos</title>
		<link>https://portalam.com.br/estudo-preve-secas-acima-da-media-no-brasil-e-na-amazonia-nos-proximos-5-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 12:25:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo. ONU]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalam.com.br/?p=142488</guid>

					<description><![CDATA[As temperaturas médias globais provavelmente continuarão em níveis recordes ou próximo deles até 2030, de acordo com um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial, OMM, produzido pelo Met Office do Reino Unido. O estudo, divulgado nesta quinta-feira, afirma que as temperaturas médias globais próximas à superfície durante 2026 a 2030 devem variar entre 1,3°C e 1,9°C acima [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As temperaturas médias globais provavelmente continuarão em níveis recordes ou próximo deles até 2030, de acordo com um novo <a class="ext" title="(opens in a new window)" href="https://library.wmo.int/viewer/69882/download?file=WMO-GADCU-2026-2035_en.pdf&amp;type=pdf&amp;navigator=1" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-extlink="">relatório</a> da Organização Meteorológica Mundial, OMM, produzido pelo Met Office do Reino Unido.</p>
<p>O estudo, divulgado nesta quinta-feira, afirma que as temperaturas médias globais próximas à superfície durante 2026 a 2030 devem variar entre 1,3°C e 1,9°C acima da média de 1850-1900, a era pré-industrial.</p>
<h2><strong>86% de chance de um novo recorde de calor</strong></h2>
<p>Os dados revelam ainda uma chance de 86% de que um dos anos de agora até 2030 ultrapasse 2024 como o ano mais quente já registrado.</p>
<p>O autor principal do relatório, Leon Hermanson, ressaltou que há um El Niño previsto para o final deste ano, o que aumenta as chances de que 2027, seja o próximo ano recorde.</p>
<p>Os especialistas afirmam ser excepcionalmente improvável que, nos próximos cinco anos, a temperatura ultrapasse 2°C acima da média pré-industrial.</p>
<h2><strong>Condições de seca afetam o Brasil</strong></h2>
<p>E o estudo cita o Brasil, ao afirmar que previsões de chuvas para as estações, de maio a setembro, sugerem anomalias úmidas na região do Sahel, norte da Europa, Alasca e Sibéria, e anomalias secas sobre a Amazônia entre 2026 e 2030.</p>
<p>O estudo ressalta ainda que partes do Brasil provavelmente ficarão mais secas do que o habitual.</p>
<p>Já em latitudes altas do Hemisfério Norte, as previsões de chuva favorecem condições mais úmidas que a média para as próximas cinco estações de inverno.</p>
<p>O padrão de aumento da precipitação nos trópicos e latitudes altas em comparação com o período de referência de 1991 a 2020, e a redução das chuvas nos subtrópicos, especialmente no Hemisfério Sul, é considerado consistente com as expectativas de um clima em aquecimento.</p>
<h2><strong>Temperaturas árticas 2,8°C acima da média</strong></h2>
<p>As temperaturas árticas nos próximos cinco invernos do Hemisfério Norte, de novembro a março, devem ser 2,8°C acima da média registrada de 1991 a 2020.</p>
<p>Esta alta é 3,5 vezes superior à anomalia global de temperatura no mesmo período, segundo o informe.</p>
<p>Além disso, as previsões para março de 2026 a 2035 sugerem novas reduções na concentração de gelo marinho nos Mares de Barents, Bering e Okhotsk.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Povos tradicionais lançam aliança inédita para defender Mata Atlântica</title>
		<link>https://portalam.com.br/povos-tradicionais-lancam-alianca-inedita-para-defender-mata-atlantica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 12:35:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Povos Indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[Representantes de territórios ancestrais lançaram nesta quarta-feira (27), em São Paulo, a Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiões da Mata Atlântica. O lançamento ocorreu na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Dia Nacional da Mata Atlântica. Formada por povos indígenas, caiçaras, quilombolas, caboclos, marisqueiras, povos de terreiro e pescadores artesanais de várias [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Representantes de territórios ancestrais lançaram nesta quarta-feira (27), em São Paulo, a Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiões da Mata Atlântica. </strong>O lançamento ocorreu na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Dia Nacional da Mata Atlântica.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1691232&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1691232&amp;o=node" /></p>
<p><strong>Formada por povos indígenas, caiçaras, quilombolas, caboclos, marisqueiras, povos de terreiro e pescadores artesanais de várias partes do país, a aliança foi organizada para representar e defender a Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do país. </strong>A coalizão também luta pela garantia dos direitos territoriais desses povos e comunidades.</p>
<blockquote><p>“Somos povos e comunidades tradicionais, guardiãs e guardiões de saberes ancestrais que nos permitem cuidar de nossa mãe natureza, suas florestas, rios, lagoas e mares”, diz o manifesto de lançamento da aliança.</p></blockquote>
<p>Em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>, a coordenadora da Comissão Guarani Yvyrupa e habitante da Aldeia Rio Bonito, no Sertão de Itamambuca, em Ubatuba (SP), Ivanildes Kerexu, disse que a aliança é um projeto de união dos povos e que busca também reforçar a luta por esse território.</p>
<blockquote><p>“Precisamos fazer essa Aliança da Mata Atlântica para que a gente possa ter o direito de políticas públicas e, claro, também para a preservação ambiental”, disse a coordenadora.</p></blockquote>
<p>“O que manteve até hoje a Mata Atlântica sempre foram as comunidades tradicionais que nela vivem e que estão ali resistindo”, reforçou.</p>
<p>Para os povos indígenas, contou Ivanildes, a Mata Atlântica tem um significado muito especial, por incorporar “uma espiritualidade muito forte”. “Nossa crença do povo Guarani sempre foi que essa é uma região que para gente seria uma terra sem mal. Essa é a visão que o nosso povo sempre teve.”</p>
<p>Presente ao ato de lançamento, a deputada federal Sonia Guajajara (PSOL-SP), ex-ministra dos Povos Indígenas, ressaltou a importância do movimento como espaço de diálogo, de denúncias e de construção.</p>
<p>“Para nós é óbvio: o que para nós é o dia a dia de enfrentamento que a gente faz nem sempre é compreendido pelas estruturas legais. Por isso se fazem necessárias essas vozes todos os dias para que essa mensagem chegue em todos os lugares. E não só chegue, mas que seja compreendida”, disse durante o evento.</p>
<p>Segundo Guajajara, além das consequências da exploração, da mineração e do desmatamento, o Brasil enfrenta agora uma ameaça internacional relacionada à exploração de <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/terras-raras-minerais-estrategicos-e-criticos-entenda-diferencas" target="_blank" rel="noopener">terras raras e minerais críticos</a>.</p>
<blockquote><p>“Se as terras raras forem exploradas da mesma forma, sem considerar direitos, sem considerar salvaguardas, sem considerar consulta livre, prévia e informada, as consequências não serão diferentes do que é a exploração do petróleo para nossos povos”, disse ela.</p></blockquote>
<p>Por isso, destacou a ex-ministra, a criação dessa articulação nasce em momento bastante oportuno. “A gente enfrenta estruturas muito poderosas, como a econômica e a política, que não querem de forma alguma compreender o que a gente faz enquanto contribuição para a vida no planeta. Então, esse fórum de comunidades dos povos tradicionais em defesa da Mata Atlântica se fortalece num momento muito necessário, que é esse momento em que mais da metade da Mata Atlântica já se perdeu.”</p>
<h2>Rede de proteção</h2>
<p>A Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiões da Mata Atlântica nasceu como uma grande rede de proteção desse bioma, considerado o berço comum da história e da biodiversidade brasileira.</p>
<p><strong>Primeiro bioma a sofrer os impactos da colonização, atualmente a Mata Atlântica é ameaçada pelos grandes empreendimentos e pela especulação imobiliária.</strong> Outros fatores que também têm contribuído para a sua destruição, dizem os integrantes da aliança, é o turismo exploratório – principalmente com a construção de novos <em>resorts</em>, além do uso de agrotóxicos e da exploração do petróleo e de combustíveis fósseis.</p>
<p><strong>Dados sobre a Mata Atlântica revelam que restam hoje apenas cerca de 12,4% de sua vegetação original, que originalmente cobria 15% do território brasileiro em 17 estados.</strong></p>
<p>Apesar disso, a floresta ainda abriga mais de 20 mil espécies de plantas e mais de 2 mil espécies de animais vertebrados, sendo que muitas delas não existem em nenhum outro lugar do mundo.</p>
<p>Além disso, o bioma é vital para a economia e a vida humana, sendo responsável pelo abastecimento de água de mais de 145 milhões de brasileiros, o que representa cerca de 70% da população do país.</p>
<p>“O tema da Mata Atlântica é recorrente em todo país. Praticamente entre todas as comunidades tradicionais do país passa-se pela necessidade de um cuidado maior com a Mata Atlântica. É por conta da Mata Atlântica que nós temos o nosso de comer e o nosso modo de viver”, disse José Wellington Fontes Nascimento, mais conhecido como Wellington Quilombola. Ele é coordenador do Movimento Quilombola de Sergipe, além de pesquisador e agora coordenador executivo da aliança.</p>
<p>“A Mata Atlântica vem sendo atacada. Em cada estado a gente encontra situações bem parecidas. Por exemplo, na nossa comunidade Quilombo Porto d&#8217;Areia já se tornou comum encontrarmos nas ruas animais como cobra, paca, tatu e outros que estão tendo seu habitat destruído. Por conta disso, eles procuram abrigo nas residências”, relatou.</p>
<blockquote><p>“Então, nossa intenção é que a gente possa, com essa aliança, chamar atenção não só do governo nas três esferas, mas dos movimentos sociais e do próprio povo para necessidade da preservação da nossa mata e do nosso bioma, que é o nosso modo de ser e de viver.”</p></blockquote>
<p>Segundo o líder quilombola, o movimento pretende não só dar visibilidade para o papel que essas comunidades desempenham no manejo sustentável e na conservação ambiental, mas também propor mudanças políticas para evitar a exploração predatória desse bioma.</p>
<p>“A política que nós precisamos é a política da boa vivência entre as comunidades tradicionais e os povos que também precisam dela. E não será com tanta exploração e com tanta destruição que a gente vai conseguir vencer. Então a gente precisa mudar essa política”, disse ele à <strong>Agência Brasil</strong>. “A gente quer chamar atenção [para esse problema] e queremos sentar à mesa para conversar [com as autoridades] para tentar mudar essa situação”, reforçou.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pesquisa amplia conhecimento sobre biodiversidade e impactos ambientais na Amazônia</title>
		<link>https://portalam.com.br/pesquisa-amplia-conhecimento-sobre-biodiversidade-e-impactos-ambientais-na-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 12:05:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Sapos]]></category>
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					<description><![CDATA[Pesquisadores do Amazonas descobriram duas novas espécies de sapos (Allobates sp. e Pristimantins sp.) e uma possível nova espécie de bactéria produtora de mucilagem (Mucilaginibacter sp.), que estão associadas às posturas de ovos de sapos ao longo da rodovia BR-319. A pesquisa feita no âmbito do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (Peld) conta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisadores do Amazonas descobriram duas novas espécies de sapos (Allobates sp. e Pristimantins sp.) e uma possível nova espécie de bactéria produtora de mucilagem (Mucilaginibacter sp.), que estão associadas às posturas de ovos de sapos ao longo da rodovia BR-319. A pesquisa feita no âmbito do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (Peld) conta com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).</p>
<p>O projeto intitulado Peld Sudoeste do Amazonas (Psam) é desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e buscou compreender os processos ecossistêmicos, as interações biológicas e os impactos das atividades humanas sobre a biodiversidade no sudoeste da Amazônia.</p>
<p>Entre os organismos encontrados, desde 2020, estão herbáceas, morcegos, fungos, formigas, borboletas, peixes, anfíbios, répteis, aves e insetos. Alguns grupos estudados encontrados no interflúvio Purus-Madeira estão passando por uma fase de testes inédita para identificação de espécies, por meio de tecnologias de baixo custo. Esse processo inclui o uso do equipamento NIR (Near Infrared Spectroscopy), que permite a identificação autônoma e precisa das espécies, tornando o processo taxonômico mais eficiente e ágil.</p>
<p>Os estudos foram realizados por meio de seis módulos Rapeld (Rapid Assessment of Biodiversity in Long-Term Ecological Research), distribuídos de forma perpendicular à rodovia BR-319, no Amazonas e em Rondônia, o que permitiu avaliar, com precisão, os efeitos da estrada sobre a fauna, a flora e as variáveis ambientais.</p>
<p>A pesquisa é coordenada pelo doutor em Ciências Biológicas William Ernest Magnusson, do Inpa, e amparada via Chamada Pública nº 021/2020, articulada pelo Confap, com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), CNPq, e a Fapeam.</p>
<p>Os resultados foram divulgados em 20 artigos publicados em periódicos científicos, 6 livros, 4 livros traduzidos em línguas de etnias indígenas Mura-Pirahã e Tupi-Kagwahiva, e 14 trabalhos apresentados em eventos científicos.</p>
<p>Módulos de Rapeld</p>
<p>Os módulos de Rapeld são revisitados periodicamente por equipes multidisciplinares, que realizam coletas padronizadas e comparáveis a outras regiões da Amazônia e do Brasil. A metodologia garante análises em diferentes escalas espaciais e temporais.</p>
<p>“O intuito da pesquisa é compreender questões relacionadas às mudanças da biodiversidade ao longo do tempo, além de abordar temas mais acessíveis à pesquisa brasileira, como eventos de alteração no uso e cobertura da terra ou a delimitação da distribuição espacial de espécies. Essa capacidade de avaliar as mudanças da biodiversidade no tempo e no espaço é o que torna os Pelds tão importantes para a produção científica brasileira”, destacou William Magnusson.</p>
<p>Experimentos ecológicos</p>
<p>O projeto busca incorporar as comunidades locais das áreas onde é desenvolvido, promovendo o engajamento por meio do envolvimento de ajudantes que conhecem e compreendem a região. Além disso, contribui para a produção científica no interior do Amazonas.</p>
<p>Em 2024, foi conduzido um experimento com formigas para avaliar a atratividade do sódio. Os resultados foram transformados em artigos educativos que explicam o papel ecológico do sódio na nutrição mineral de espécies neotropicais, contribuindo para a popularização da ciência.</p>
<p>Apoio da Fapeam</p>
<p>O apoio da Fapeam é considerado essencial para a execução do Peld Psam. O financiamento viabiliza expedições de campo, integra pesquisas relacionadas à BR-319 e fortalece a presença científica em uma região historicamente pouco estudada.</p>
<p>Além dos recursos, a flexibilidade administrativa da Fundação facilita a contratação de serviços locais e a inclusão da mão-de-obra regional, promovendo transferência de conhecimento e fortalecimento das comunidades envolvidas.</p>
<p>Ao unir ciência de longo prazo, tecnologia, participação social e produção de dados estratégicos, o Peld Psam consolida-se como uma das principais iniciativas para compreender e proteger a biodiversidade do sudoeste da Amazônia em um momento decisivo para o futuro da região.</p>
<p>Sobre o Peld</p>
<p>O Peld tem o objetivo de apoiar financeiramente projetos de rede de sítios de pesquisa distribuídos nos diferentes biomas brasileiros, no desenvolvimento de projetos que abrangem estudos sobre efeitos de um amplo escopo, como, por exemplo: mudanças climáticas, perda, fragmentação e degradação de ambientes naturais, destruição de hábitats, super exploração, invasão de espécies, assim como ações de conservação e/ou restauração de ecossistemas nativos, tendo em vista a sustentabilidade ambiental.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mudanças climáticas já afetam 85% dos brasileiros, diz pesquisa</title>
		<link>https://portalam.com.br/mudancas-climaticas-ja-afetam-85-dos-brasileiros-diz-pesquisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso. O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, obtida com exclusividade pela Agência Brasil e que será lançada [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso.</strong> O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, obtida com exclusividade pela <strong>Agência Brasil </strong>e que será lançada na próxima quarta-feira (27), em São Paulo. <img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1690645&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1690645&amp;o=node" /></p>
<p><strong>Como resultado das mudanças climáticas, as principais reclamações dos 2.630 participantes ouvidos foram: </strong></p>
<ul>
<li>Ter que arcar com um custo maior de vida &#8211; 53%</li>
<li>Problemas de saúde física &#8211; 45%</li>
<li>Obstáculos ao acesso a seu local de trabalho &#8211; 40%</li>
<li>Adoecimento mental &#8211; 32%</li>
<li>Perda de renda &#8211; 17%</li>
<li>Perda de emprego &#8211; 10%</li>
</ul>
<p><strong>A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%).</strong> Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).</p>
<p>A preferência pelo Estado como o agente mais adequado para apresentar soluções de mitigação e outras medidas pertinentes surpreendeu os pesquisadores.</p>
<blockquote><p>&#8220;Também é um dado muito preocupante, porque ele tira ou não coloca a responsabilidade em cima dos empregadores. Cada vez mais a gente vai ter eventos climáticos extremos e eles têm um papel muito importante em garantir a proteção dos trabalhadores no processo de transição também&#8221;, complementa a diretora-executiva do Aurora Lab, Gabriela Vuolo.</p></blockquote>
<p><strong>O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. </strong>No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação.</p>
<p>Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.</p>
<p>As entrevistas também sondaram a avaliação das pessoas sobre a ligação entre a transição e a configuração social do país. A maioria (45%) acredita que a passagem para outros estágios energéticos promoverá redução das desigualdades sociais, contra 40% que acreditam que haverá uma manutenção ou, então, um aumento das desigualdades (23% acham que vão aumentar + 17% que não vão mudar).</p>
<p>Segundo Gabriela Vuolo, parte dos respondentes imagina que até mesmo os salários poderão aumentar.</p>
<p>De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de <em>fake news</em>, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima.</p>
<p>A pesquisa <em>Clima, Trabalho e Transição Justa </em>será compartilhada no encontro “Quem move o Brasil? Debates sobre Trabalho, Energia e Desenvolvimento”.</p>
<p>As entrevistas realizadas para a análise contaram com a participação de pessoas com 16 anos de idade ou mais, de nove capitais: Belém, Brasília, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O questionário foi aplicado entre maio e setembro de 2025.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Países discutem solução para combustível fóssil e desmatamento ilegal</title>
		<link>https://portalam.com.br/paises-discutem-solucao-para-combustivel-fossil-e-desmatamento-ilegal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 13:10:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento ilegal]]></category>
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					<description><![CDATA[As presidências da 30ª e da 31ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP) apresentaram, na Dinamarca, na última semana, a proposta preliminar para o Acelerador Global de Implementação Climática. A iniciativa lançada em novembro de 2025, em Belém, durante a COP30 sob a presidência do Brasil, prioriza ações com maior potencial, com capacidade de ganhar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>As presidências da 30ª e da 31ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP) apresentaram, na Dinamarca, na última semana, a proposta preliminar para o Acelerador Global de Implementação Climática.</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1690692&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1690692&amp;o=node" /></p>
<p><strong>A iniciativa lançada em novembro de 2025, em Belém, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/tags/cop30" target="_blank" rel="noopener">durante a COP30 sob a presidência do Brasil</a>, prioriza ações com maior potencial, com capacidade de ganhar escala global e com mais velocidade de entrega de soluções de combate às mudanças do clima.</strong></p>
<p>Na prática, a intenção é transformar o debate de textos jurídicos em execução de soluções rápidas e reais na próxima conferência do clima, a ser promovida em conjunto com Turquia e Austrália (copresidentes da COP31), em Antália (Turquia), em novembro deste ano.</p>
<p>A apresentação a representantes de cerca de 40 países deste diferencial estratégico, com maior pragmatismo econômico, ocorreu durante a reunião Ministerial do Clima de Copenhague, tradicionalmente realizada na capital dinamarquesa.</p>
<p><strong>O encontro de alto nível é o último antes das sessões de meio de ano da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Bonn, na Alemanha, preparatórias para as COPs.</strong></p>
<p>Integrante da delegação brasileira, a CEO da COP30, Ana Toni, explicou, que o Acelerador é um mecanismo cooperativo e voluntário com o maior potencial de desencadear e produzir efeitos em cadeia.</p>
<blockquote><p>“A proposta é acelerar soluções, como tecnologias, procedimentos e metodologias, incluídas em Planos de Aceleração de Soluções nas diferentes iniciativas e objetivos da Agenda de Ação”, disse Ana Toni.</p></blockquote>
<h2>Mapas do Caminho</h2>
<p>Os chefes de delegação também debateram temas como os Mapas do Caminho (Roadmaps) da Presidência da CPO30 sobre combustíveis fósseis e desmatamento até 2030, como acordado na COP28, em Dubai, em 2023.</p>
<p>Ao todo, a Presidência da COP30 recebeu 444 contribuições para os mapas do caminho internacionais sobre combustíveis fósseis e desmatamento, após consulta realizada entre fevereiro e abril.</p>
<p><strong>O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, garante que são conhecidas as soluções científicas e de invenção de novas tecnologias necessárias para limitar o aquecimento global à meta mais segura do Acordo de Paris (1,5°C acima dos níveis pré-industriais), mas que o desafio da crise climática envolve financiamento e transferência de tecnologia que permitam aos países implementar essas mudanças a tempo.</strong></p>
<blockquote><p>“A Presidência da COP30 está se esforçando para trazer as melhores informações para que os debates sobre desmatamento e combustíveis fósseis tenham o melhor embasamento possível. Assim, os caminhos que forem traçados serão viáveis e permitirão acelerar o combate à mudança do clima&#8221;, disse o diplomata André Corrêa do Lago.</p></blockquote>
<p>Durante os dois dias de sessões, também foram abordados temas como a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), o futuro do regime climático e adaptação aos impactos da mudança do clima.</p>
<h2>Autocrítica</h2>
<p>Sobre o chamado “regime climático&#8221;, que é o conjunto de regras, tratados e conferências internacionais que gerenciam a crise climática global, a diretora de Clima da Secretaria de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, a embaixadora Liliam Chagas, entende que há um movimento de amadurecimento dos países para que as negociações durante as COPs sejam mais focadas.</p>
<p><strong>A autocrítica dessas nações tem feito, de forma mais organizada, que estes países se concentrem em avançar, efetivamente em temas relativos à redução das emissões de gases de efeito estufa.</strong></p>
<blockquote><p>“O regime está passando por uma fase de transição, da negociação, dos compromissos, para uma fase de implementação daquilo que já foi acordado”, destaca a embaixadora brasileira.</p></blockquote>
<p>A diretora ressalta que dez anos após o Acordo de Paris, adotado em 2015, durante a COP21, os países ainda mantêm e reforçam os compromissos de desenvolver políticas de combate à mudança do clima, planos nacionais de adaptação e de trabalhar para ter recursos financeiros globais que custeiem a transição para uma economia de baixo carbono.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Brasil registrou sete ondas de calor e seca extrema em diversas regiões em 2025</title>
		<link>https://portalam.com.br/brasil-registrou-sete-ondas-de-calor-e-seca-extrema-em-diversas-regioes-em-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 13:35:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalam.com.br/?p=142093</guid>

					<description><![CDATA[Sinais da mudança climática estão cada vez mais presentes na América Latina e Caribe. A região registrou em 2025 temperaturas de calor de até 52,7°C, um furacão de categoria 5, ciclones tropicais, secas extremas e chuvas intensas. O relatório o Estado do Clima da América Latina e no Caribe, divulgado nesta segunda-feira, em Brasília, pela Organização Meteorológica [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sinais da mudança climática estão cada vez mais presentes na América Latina e Caribe. A região registrou em 2025 temperaturas de calor de até 52,7°C, um furacão de categoria 5, ciclones tropicais, secas extremas e chuvas intensas.</p>
<p>O relatório <a class="ext" title="(opens in a new window)" href="https://wmo.int/resources/publication-series/state-of-climate-latin-america-and-caribbean/state-of-climate-latin-america-and-caribbean-2025" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-extlink="">o Estado do Clima da América Latina e no Caribe</a>, divulgado nesta segunda-feira, em Brasília, pela Organização Meteorológica Mundial, OMM, revela ainda que na costa atlântica da região, o nível do mar está subindo mais rápido que a média global.</p>
<h2><strong>Temperaturas acima de 40 °C</strong></h2>
<p>Houve calor recorde em toda a região, incluindo 52,7 °C em Mexicali, no México e múltiplas ondas de calor acima de 40 °C a 45 °C em toda a América Central.</p>
<p>O Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil, Inmet, informou que sete ondas de calor afetaram o país no ano passado. No estado do Rio Grande do Sul e em partes do Rio de Janeiro, as temperaturas ultrapassaram os 40 °C de janeiro até o início de março. Muitas escolas adiaram o retorno às aulas após os feriados.</p>
<p>O verão de 2024 a 2025 foi o mais quente desde 1961 no Brasil.</p>
<h2><strong>Seca incomum na Amazônia</strong></h2>
<p>Secas intensas também afetaram diversas partes do país. A região amazônica teve estações secas mais longas e frequentes, especialmente no sul e no leste. As partes sul e oeste da bacia amazônica, bem como a região da Serra dos Parecis, registraram um volume total de precipitação inferior ao habitual.</p>
<p>Durante o primeiro semestre de 2025, algumas dessas localidades apresentaram uma seca incomum, incluindo a região do Estuário Amazônico, o que prolongou as condições de estiagem do ano anterior.</p>
<p>O nordeste e sudeste do Brasil também viveram seca extrema a moderada nas bacias dos rios Paraná e São Francisco.</p>
<h2><strong>Abastecimento urbano sob pressão</strong></h2>
<p>No primeiro semestre de 2025, condições de seca severa estenderam-se do Norte e Nordeste até os estados agrícolas centrais, incluindo São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.</p>
<p>Os rios atingiram níveis extremamente baixos, o abastecimento urbano ficou sob pressão, e comunidades indígenas e rurais enfrentaram dificuldades devido ao acesso limitado à água potável e à queda nas colheitas.</p>
<p>Grandes áreas do Planalto Brasileiro ficaram mais secas do que o normal, e a região circundante à Serra da Mantiqueira recebeu volumes de precipitação excepcionalmente baixos, de 10% a 20% abaixo do normal.</p>
<h2><strong>Perda da pesca</strong></h2>
<p>A América Latina e o Caribe também sofre com contínua acidificação e aquecimento dos oceanos, que estão agravando os riscos para os ecossistemas marinhos e as pescas.</p>
<p>A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que &#8220;os sinais de um clima em mudança são inconfundíveis em toda a América Latina e no Caribe, desde a aceleração da perda de geleiras e o aumento do nível do mar até ciclones tropicais que se intensificam rapidamente, calor extremo, enchentes e secas&#8221;.</p>
<p>De acordo com ela, este relatório mostra que, embora os riscos estejam crescendo, também está aumentando a capacidade de antecipação e ação para salvar vidas e proteger meios de subsistência.</p>
<h2><strong>Tornados e furacões</strong></h2>
<p>Saulo declarou que isso foi exemplificado pelo furacão Melissa em outubro de 2025, o primeiro furacão de categoria 5 registrado na Jamaica. A tragédia resultou em 45 mortes e perdas econômicas de aproximadamente US$ 8,8 bilhões, mais de 41% do Produto Interno Bruto, PIB, jamaicano.</p>
<p>Embora tenha sido um evento extremo sem precedentes, as autoridades locais usaram modelagem de risco de alta qualidade para informar medidas financeiras avançadas e preparação para desastres, o que limitou o custo humano e ajudou a ilha a lidar com a crise.</p>
<p>Em 2025, o Brasil registrou dois tornados Tornados em Rio Bonito do Iguaçu, no sul do país, que causaram sete mortes e deixaram 1,5 mil casas danificadas.</p>
<p>O relatório o<a class="ext" title="(opens in a new window)" href="https://wmo.int/resources/publication-series/state-of-climate-latin-america-and-caribbean/state-of-climate-latin-america-and-caribbean-2025" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-extlink=""> Estado do Clima da América Latina e no Caribe</a>  traz informações sobre os principais impactos e riscos climáticos, bem como os grandes eventos extremos regionais, incluindo ciclones, ondas de calor, chuvas intensas, secas e ondas de frio.</p>
<p>Fonte: ONU NEWS</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo global vê contradição em política para carvão mineral no Brasil</title>
		<link>https://portalam.com.br/estudo-global-ve-contradicao-em-politica-para-carvao-mineral-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 14:15:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[carvão]]></category>
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					<description><![CDATA[Pela primeira vez, o Brasil eliminou todas as propostas de novas usinas termelétricas a carvão mineral. Ao mesmo tempo, ampliou contratos e incentivos para manter em funcionamento empreendimentos já existentes até, pelo menos, 2040.  A contradição é apontada no relatório Boom and Bust 2026, da organização internacional Global Energy Monitor (GEM), que estuda a expansão do combustível fóssil [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pela primeira vez, o Brasil eliminou todas as propostas de novas usinas termelétricas a carvão mineral. Ao mesmo tempo, ampliou contratos e incentivos para manter em funcionamento empreendimentos já existentes até, pelo menos, 2040. </strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1690168&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1690168&amp;o=node" /></p>
<p><strong>A contradição é apontada no relatório <em>Boom and Bust</em> <em>2026</em>, da organização internacional Global Energy Monitor (GEM), que estuda a expansão do combustível fóssil pelo mundo.</strong></p>
<p>Segundo o relatório, a capacidade global de carvão cresceu 3,5% em 2025. O dado se refere ao volume total de energia que pode ser gerado pelas usinas. Por outro lado, a geração efetiva caiu 0,6%.</p>
<p>O resultado indica distanciamento entre a capacidade de produção e a quantidade do mineral efetivamente utilizado.</p>
<p>A China concentrou novos projetos e reativações, somando 161,7 gigawatt (GW) no ano passado. Já a Índia registrou 27,9 GW em novas propostas. Por outro lado, o número de países com projetos para criar usinas caiu de 38 para 32 no último ano.</p>
<p><strong>Em todo o mundo, quase 70% das unidades a carvão programadas para desativação em 2025 não foram desativadas, o que inclui 69% de desativações programadas na União Europeia e 59% nos Estados Unidos.</strong></p>
<p>Com a saída de Brasil e Honduras da lista de novos empreendimentos, a América Latina ficou sem projetos inéditos de usinas a carvão mineral em desenvolvimento.</p>
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<h2>Disputa em torno de usinas a carvão</h2>
<p>Em fevereiro de 2025, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encerrou o licenciamento da usina Nova Seival, com potência de 726 megawatts (MW), nos municípios de Candiota e Hulha Negra, no Rio Grande do Sul.</p>
<p>Em novembro, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-11/ibama-arquiva-ultimo-projeto-de-usina-carvao-mineral-no-pais" target="_blank" rel="noopener">foi arquivado o processo</a> da usina Ouro Negro, com potência prevista de 600 MW, em Pedras Altas (RS).</p>
<p>Para Gregor Clark, gerente de projetos do Portal de Energia da América Latina do Global Energy Monitor, <strong>o futuro energético do país deveria ser pautado pelo abandono dos combustíveis fósseis.</strong></p>
<blockquote><p>“Os impactos negativos do carvão mineral sobre o clima, a saúde e a economia são evidentes, e os custos são, em última análise, repassados aos consumidores brasileiros. Os abundantes recursos de energia renovável do Brasil oferecem um caminho muito mais seguro, acessível e sustentável”, diz Clark.</p></blockquote>
<p>Ainda assim, segundo o relatório, uma série de decisões recentes aponta para outra direção.</p>
<p><strong>Em 24 de novembro de 2025, um dia após o encerramento da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, a Câmara dos Deputados <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/lei-n-15.269-de-24-de-novembro-de-2025-670727120" target="_blank" rel="noopener">aprovou a Lei nº 15.269</a>, que prorrogou até 2040 as compras obrigatórias de energia elétrica gerada por usinas a carvão.</strong></p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left">
<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" title="Paulo Pinto/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/L7VR-uqZ9ZdwSxFySSdAeRzUnpQ=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/03/18/pint9807.jpg.jpeg?itok=ex6uPl2C" alt="São Paulo (SP), 18/03/2026 - Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participa de entrevista coletiva para falar sobre Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência de 2026 - UTEs a Gás Natural, Carvão Nineral e UHEs, realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e Ministério das Minas e Energia. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil" /></div>
<div class="dnd-caption-wrapper">
<h6 class="meta">Ministro de Minas e Energia, no Leilão de Reserva de Capacidade, em março &#8211; <strong>Paulo Pinto/Agência Brasil</strong></h6>
</div>
</div>
<p>Em janeiro de 2026, o governo federal contratou o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina, até 2040, com custo anual estimado em R$ 1,8 bilhão.</p>
<p>Em março, o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 (LRACP 2026) <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/leilao-contrata-19-mil-mw-em-leilao-historico-para-reserva-energetica" target="_blank" rel="noopener">contratou 1,4 GW de capacidade de carvão importado</a> para as usinas Itaqui, no Maranhão; e Pecém I e Pecém II, no Ceará.</p>
<p>Em abril, o Ministério de Minas e Energia (MME) aprovou a renovação até 2040 do contrato da usina Candiota II, no Rio Grande do Sul, com custo anual estimado em R$ 859 milhões.</p>
<p><strong>A unidade enfrenta disputas judiciais e questionamentos ambientais. Segundo o relatório da GEM, a estimativa é de R$ 125 milhões em multas ambientais não pagas.</strong></p>
<p>O documento também cita decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, emitida em maio de 2026, que <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-05/justica-suspende-licenca-de-operacao-da-usina-de-carvao-candiota-iii" target="_blank" rel="noopener">suspendeu a renovação da licença de operação</a> de Candiota III em ação movida pelo Instituto Internacional Arayara.</p>
<p><strong>A decisão determinou que futuras autorizações dependam da análise dos impactos climáticos, das emissões de gases de efeito estufa e do passivo ambiental acumulado.</strong></p>
<p><strong>O estudo afirma que a geração de energia a carvão no Brasil segue sustentada por contratos e subsídios embutidos nas tarifas de energia elétrica.</strong> Com a prorrogação aprovada em 2025, os custos acumulados podem superar R$ 100 bilhões até 2040.</p>
<p>Para Juliano Bueno, diretor executivo do Instituto Arayara e fundador do Observatório do Carvão Mineral, é preciso considerar também os custos ampliados da escolha pelo combustível, que incluem danos à saúde pública e ao meio ambiente.</p>
<blockquote><p>“O Brasil está construindo um Mapa do Caminho rumo ao abismo climático com a inclusão do carvão mineral até 2055, conforme publicações do Plano Nacional de Transição Energética (Plante) do Ministério de Minas e Energia que está em processo de consulta pública”, diz Juliano.</p></blockquote>
<h2>Transição energética</h2>
<p>Um estudo do Centre for Research on Energy and Clean Air (Crea) estima que o <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-03/minas-e-usinas-de-carvao-podem-causar-13-mil-mortes-ate-2040-diz-estudo" target="_blank" rel="noopener">complexo carbonífero de Candiota possa causar até 1,3 mil mortes</a> e gerar custos de saúde de R$ 11,7 bilhões até 2040. Os impactos atingiriam Argentina, Paraguai e Uruguai.</p>
<p><strong>O relatório também analisa a situação dos planos estaduais de transição energética justa e sustentável no Sul do país. O Paraná aparece como o único estado da região sem iniciativas concretas para áreas carboníferas, </strong>mesmo após o encerramento da Usina Termelétrica de Figueira, há três anos.</p>
<p>No Rio Grande do Sul, uma consultoria foi contratada em março de 2024 para elaborar a estratégia estadual. O documento foi concluído em fevereiro deste ano, com estratégia de continuidade da mineração e da queima do carvão. Porém, até maio de 2026, o plano ainda não havia sido apresentado oficialmente.</p>
<p>Santa Catarina realiza audiências públicas para discutir diretrizes do plano de transição com a comunidade e o setor produtivo.</p>
<h2>Posicionamento</h2>
<p><strong>O Ministério de Minas e Energia tem defendido, reiteradamente, o uso do carvão mineral e de outros combustíveis fósseis (petróleo e gás natural) na matriz brasileira para garantir a segurança energética do país.</strong></p>
<p>Na realização do LRCAP 2026 em março deste ano, a contratação de potência de gás natural e carvão foi justificada como forma de trazer mais confiabilidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN).</p>
<p>Isso porque permitiria “potência adicional para atender à demanda em momentos críticos do sistema elétrico brasileiro, ampliando a flexibilidade”.</p>
<p><em>A <strong>Agência Brasil</strong> entrou em contato com o Ministério do Minas e Energia e mantém espaço aberto para incluir um posicionamento do órgão sobre as conclusões do estudo.</em></p>
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		<title>MPF reforça pedido de anulação de licenciamento do Projeto Potássio Autazes no Amazonas por violação de direitos</title>
		<link>https://portalam.com.br/mpf-reforca-pedido-de-anulacao-de-licenciamento-do-projeto-potassio-autazes-no-amazonas-por-violacao-de-direitos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 16:05:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[MPF]]></category>
		<category><![CDATA[Potássio]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público Federal (MPF) reforçou o pedido de anulação das licenças concedidas para o Projeto Potássio Autazes, no Amazonas. Em manifestação enviada à Justiça Federal, o MPF pede o reconhecimento da competência exclusiva do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para conduzir o licenciamento ambiental do projeto, além da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério Público Federal (MPF) reforçou o pedido de anulação das licenças concedidas para o Projeto Potássio Autazes, no Amazonas. Em manifestação enviada à Justiça Federal, o MPF pede o reconhecimento da competência exclusiva do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para conduzir o licenciamento ambiental do projeto, além da suspensão imediata de atividades de pesquisa e exploração mineral da região. A manifestação traz histórico dos acontecimentos e violações dos últimos 10 anos no caso.</p>
<p>De acordo com o documento, o licenciamento conduzido pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) é invalido pois a atividade afeta diretamente terras indígenas, que são de propriedade da União. O MPF ainda aponta que o empreendimento está localizado a apenas 2,52 quilômetros da aldeia Soares e faz limite com a Terra Indígena Jauary, impactando o território tradicional do povo Mura.</p>
<p>Além disso, a manifestação destaca que foram violados os direitos de consulta livre, prévia e informada às comunidades indígenas afetadas, conforme prevê a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo o MPF, as reuniões com os indígenas foram feitas de forma tardia, após a concessão da Licença Prévia pelo órgão estadual.</p>
<p>O órgão também relata que houve episódios de interferência e pressão por parte da mineradora dentro das aldeias para obter a concordância dos indígenas, o que invalida o processo de escuta.</p>
<p><b>Ação – </b>A manifestação (alegações finais) foi em ação civil pública ajuizada pelo MPF em 2016 contra a empresa Potássio do Brasil, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e outros órgãos envolvidos no processo de licenciamento do empreendimento minerário em Autazes.</p>
<p>Na ação, o MPF questiona a legalidade do licenciamento ambiental conduzido pelo estado do Amazonas e pede a suspensão do projeto até que as determinações sejam cumpridas.</p>
<p>Em maio de 2024, o MPF entrou com outra ação pedindo que a Justiça suspendesse a licença de instalação da Potássio do Brasil que foi concedida, mas não houve decisão da Justiça Federal até o momento.</p>
<p>Nesse contexto, em agosto de 2025, <a href="https://www.mpf.mp.br/o-mpf/unidades/pr-am/noticias/mpf-faz-novo-pedido-de-suspensao-do-projeto-potassio-autazes-por-impactos-a-povos-indigenas-no-amazonas">o MPF apresentou novo pedido de suspensão das licenças para o projeto</a>. Na ocasião, o órgão apresentou novos laudos periciais antropológicos e ambientais, nas áreas de geologia, engenharia florestal e biologia. Os laudos, finalizados no segundo semestre de 2024, demonstraram um cenário de irregularidades e graves defeitos no procedimento, nos estudos ambientais e no respeito aos direitos dos povos afetados.</p>
<p><a title="Íntegra da manifestação do MPF com histórico dos acontecimentos dos últimos 10 anos no caso" href="https://www.mpf.mp.br/o-mpf/unidades/pr-am/noticias/alegacoes-finais_caso-postassio.pdf">Íntegra da manifestação do MPF com histórico dos acontecimentos dos últimos 10 anos no caso</a></p>
<p><a href="https://www.mpf.mp.br/atuacao/grandes-casos/caso-potassio/linha-do-tempo">Linha do tempo sobre o caso e outras informações</a></p>
<p>A Ação Civil Pública nº 0019192-92.2016.4.01.3200 tramita na 1ª Vara da Justiça Federal no Amazonas</p>
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		<item>
		<title>Como uma escola no interior do Amazonas transformou a floresta em ferramenta de ensino</title>
		<link>https://portalam.com.br/como-uma-escola-no-interior-do-amazonas-transformou-a-floresta-em-ferramenta-de-ensino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 12:10:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Floresta]]></category>
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					<description><![CDATA[Enquanto boa parte das escolas brasileiras ainda separa ensino e território, uma escola no interior do Amazonas vem construindo o caminho contrário. Na comunidade Igapó-Açu, às margens da BR-319, a floresta, o rio, as brincadeiras e os saberes tradicionais ocupam cada vez mais a centralidade dentro da sala de aula. Tais práticas, já presentes no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto boa parte das escolas brasileiras ainda separa ensino e território, uma escola no interior do Amazonas vem construindo o caminho contrário. Na comunidade Igapó-Açu, às margens da BR-319, a floresta, o rio, as brincadeiras e os saberes tradicionais ocupam cada vez mais a centralidade dentro da sala de aula.</p>
<p>Tais práticas, já presentes no cotidiano escolar, foram fortalecidas e valorizadas durante o 2º Encontro de Formação Pedagogia da Floresta, realizado pela Casa do Rio com financiamento da Katia Francesconi Foundation, responsável pelo apoio integral à iniciativa.</p>
<p>A formação ocorreu entre os dias 16 e 18 de abril de 2026, na Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental, que funciona dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Igapó-Açu, no município de Manicoré, a 260 quilômetros de Manaus. A ação deu continuidade ao trabalho iniciado em 2023, quando a primeira edição do encontro reuniu mais de 300 professores da rede municipal de ensino.</p>
<p>Desta vez, o foco esteve na própria escola e durante três dias, professores, gestores, auxiliares, merendeiras, comunitários e parceiros participaram de atividades construídas a partir das vivências do território. Ao todo, 21 participantes integraram a formação, conduzida por cinco consultoras.</p>
<p>Pedagogia da Floresta<br />
Para Lia Mandelsberg, coordenadora do projeto, a segunda edição representa um amadurecimento da forma como a Casa do Rio trabalha a Pedagogia da Floresta junto aos educadores e à educação pública.</p>
<p>“Enquanto a primeira edição alcançou uma ampla rede de escolas e atuou em diferentes frentes, o segundo aprofundou o trabalho dentro de uma única escola, localizada em uma área de conservação ambiental e que já possui longo histórico de parceria com a instituição”, explicou.</p>
<p>Pedagogia da Floresta é uma metodologia que compreende a floresta como espaço de produção de conhecimento, cultura e convivência. Nesse contexto, aprender não se limita à sala de aula. O conhecimento também está nos modos de plantar, pescar, colher, cozinhar, brincar, cuidar e viver em comunidade.</p>
<p>Esse modo de ensinar e aprender já faz parte da realidade da escola desde 2017, quando a Casa do Rio contribuiu para a construção da escola, pensando o espaço e as práticas em diálogo direto com os modos de vida da comunidade.</p>
<p>“A formação foi construída a partir de um planejamento participativo intenso, pensado para dialogar com as principais necessidades da Escola Igapó-Açu. E a Pedagogia da Floresta parte justamente desse princípio: valorizar os saberes locais e a vida construída com, para e da floresta”, detalhou Lia.</p>
<p>Práticas pedagógicas e brincadeiras<br />
As atividades reuniram práticas artísticas, corporais, lúdicas e conceituais, em um processo que alternou teoria e prática e dialogou com os ritmos da floresta, das águas e da vida amazônida.</p>
<p>As metodologias foram conduzidas pelas consultoras Carla do Carmo, Ceane Simões, Annie Martins e Renata Peixe-Boi. Entre os conteúdos trabalhados estiveram a Pedagogia da Onça Pintada, práticas inspiradas no Teatro do Oprimido e atividades voltadas à compreensão das infâncias e das identidades construídas no território.</p>
<p>A consultora Annie Martins destacou que a experiência ampliou reflexões sobre educação e pertencimento dentro da floresta amazônica.</p>
<p>“Como mulher, mãe e indígena Tikuna em retomada, vivenciar e estimular trocas sobre uma educação mais sensível foi profundamente transformador. Nesse contexto, o Teatro do Oprimido entrou como metodologia para potencializar práticas que professoras, professores e estudantes do Igapó já desenvolvem, mas agora com mais consciência” afirmou Annie, que é docente de Teatro na Universidade do Estado do Amazonas.</p>
<p>“Com os jogos teatrais, redescobrimos nosso corpo-bicho, corpo-rio, corpo-território, impregnado pela floresta e pelo modo de viver no Igapó. O Teatro do Oprimido potencializou retomadas indígenas, costumes ancestrais e escutas sensíveis”, completou.</p>
<p>Além das práticas pedagógicas, o encontro promoveu brincadeiras, vivências e atividades de memória das infâncias. Na comunidade, brincar faz parte do aprendizado. Pular n’água, remar, subir em árvores, brincar com sementes e reconhecer plantas, bichos e caminhos do rio integram o cotidiano das crianças e ajudam a construir formas de aprender ligadas à floresta.</p>
<p>Com isso, a formação promoveu a integração entre escola, comunidade e saberes tradicionais, aproximando o currículo escolar das experiências vividas pelos moradores.</p>
<p>Alimentação, cuidado e apoio<br />
O encontro também abordou alimentação, cuidado e cultura alimentar amazônica. A Cozinha Boca da Mata, conduzida pela consultora Renata Peixe-Boi, encerrou a programação com uma atividade voltada ao preparo de alimentos com ingredientes locais e sem uso de agrotóxicos, dentro da realidade da escola. A participação das merendeiras reforçou o entendimento de que o cuidado e a alimentação também fazem parte dos processos educativos.</p>
<p>“O envolvimento de toda a equipe escolar no processo formativo reconhece que todas as pessoas da escola participam da formação das crianças e que cada função tem importância na educação”, enfatizou Lia.</p>
<p>“Vale destacar que o apoio de Katia Francesconi Foundation tem sido fundamental para a continuidade do trabalho, possibilitando que a formação aconteça de forma aprofundada, fortalecendo práticas já existentes na comunidade”, pontuou.</p>
<p>Em Igapó-Açu, onde crianças aprendem entre rios, árvores e saberes compartilhados entre gerações, a experiência aproxima escola e território para que o aprendizado permaneça vivo nas práticas cotidianas, nas memórias da comunidade e perpetue para as próximas gerações.</p>
<p>“Se o primeiro encontro expandiu em quantidade, o segundo cresceu como árvore: para baixo, fortalecendo as próprias raízes”, concluiu Lia Mandelsberg.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Após mais de um século sem registros, periquito-cara-suja volta a se reproduzir na Serra da Ibiapaba, divisa entre Ceará e Piauí</title>
		<link>https://portalam.com.br/apos-mais-de-um-seculo-sem-registros-periquito-cara-suja-volta-a-se-reproduzir-na-serra-da-ibiapaba-divisa-entre-ceara-e-piaui/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Gov Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 17:50:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Parque]]></category>
		<category><![CDATA[periquito]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalam.com.br/?p=142036</guid>

					<description><![CDATA[Parque Nacional de Ubajara (CE) registrou neste ano, 2026, o nascimento de 43 filhotes de periquito-cara-suja (Pyrrhura griseipectus), uma das aves mais raras e ameaçadas do Brasil. O resultado marca um avanço histórico na conservação da espécie e simboliza seu retorno à Serra da Ibiapaba, na divisa dos estados do Ceará e do Piauí, após mais de um século sem registros na região.  [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Parque Nacional de Ubajara (CE) registrou neste ano, 2026, o nascimento de </span><span data-contrast="auto">43 filhotes de periquito-cara-suja</span><em style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto"> (Pyrrhura griseipectus)</span></em><span data-contrast="auto">, uma das aves mais raras e ameaçadas do Brasil. O resultado marca um avanço histórico na conservação da espécie e simboliza seu retorno à Serra da Ibiapaba, na divisa dos estados do Ceará e do Piauí, após mais de um século sem registros na região.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">O feito é resultado direto de um projeto de reintrodução específico para a espécie na unidade de conservação, executado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) por meio do Parque Nacional do Ubajara e do </span><span data-contrast="auto">Centro Nacional de Conservação de Aves (Cemave), junto à organização não governamental Aquasis.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">A iniciativa integra o conjunto de ações do Plano de Ação Nacional para a Conservação das Aves da Caatinga (PAN Aves da Caatinga), instrumento estratégico que orienta e articula esforços em nível nacional para a proteção de espécies ameaçadas e seus habitats no bioma Caatinga.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">O projeto vem sendo desenvolvido com base em técnicas modernas de manejo e conservação, envolvendo etapas como translocação de indivíduos de vida livre, ambientação em recintos controlados, soltura branda, monitoramento contínuo dos indivíduos reintroduzidos e instalação de caixas-ninho para estímulo à reprodução.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Segundo a equipe técnica envolvida, o nascimento dos filhotes indica que a espécie não apenas conseguiu se adaptar ao ambiente, mas já apresenta sinais consistentes de estabelecimento de uma população reprodutiva na região.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Mais do que um resultado numérico, o registro representa a retomada de um processo ecológico interrompido há décadas. A ausência histórica da espécie na Serra da Ibiapaba estava associada principalmente à perda de habitat e à captura ilegal de aves silvestres — fatores que ainda representam desafios para sua conservação.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">O</span><span data-contrast="auto"> <em style="font-weight: 400;">Pyrrhura griseipectus</em> </span><span data-contrast="auto">depende diretamente de ambientes florestais bem preservados. Nesse contexto, o Parque Nacional de Ubajara desempenha papel estratégico, funcionando como área-chave para a proteção da biodiversidade e para a recuperação de espécies ameaçadas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Para o chefe da unidade, Diego Rodrigues, o resultado reforça a importância de políticas públicas ambientais aliadas a parcerias institucionais. Segundo ele, a atuação conjunta com organizações especializadas e centros de pesquisa tem sido fundamental para o sucesso das ações de conservação e reintrodução da espécie.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Apesar dos avanços, especialistas destacam que a espécie ainda requer acompanhamento contínuo. A manutenção das ações de </span><span data-contrast="auto">translocação para reforço populacional, monitoramento, proteção e engajamento social serão essenciais para garantir a consolidação da população reintroduzida ao longo dos próximos anos e assegurar a permanência da espécie</span><span data-contrast="auto"> na região.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong>Sobre o Parque Nacional de Ubajara</strong></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:281,&quot;335559739&quot;:281}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Localizado no noroeste do Ceará, o </span><a style="font-weight: 500;" href="https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/biodiversidade/unidade-de-conservacao/unidades-de-biomas/caatinga/lista-de-ucs/parna-de-ubajara"><span data-contrast="none">Parque Nacional de Ubajara</span></a><span data-contrast="auto"> é uma unidade de conservação federal que protege importantes remanescentes de biodiversidade da região, incluindo áreas de mata úmida, cavernas e recursos hídricos estratégicos. A unidade também se destaca pelo desenvolvimento de ações voltadas à conservação da fauna e flora, pesquisa científica, educação ambiental e uso público sustentável. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Em 2025, o parque recebeu cerca de 240 mil visitantes, figurando entre os </span><a style="font-weight: 500;" href="https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/noticias/ultimas-noticias/visitacao-recorde-em-unidades-de-conservacao-injeta-r-20-bilhoes-no-pib-e-gera-mais-de-332-mil-empregos"><span data-contrast="none">dez parques nacionais mais visitados no período.</span></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Projeto mapeia fauna marinha da Bahia por meio do DNA ambiental</title>
		<link>https://portalam.com.br/projeto-mapeia-fauna-marinha-da-bahia-por-meio-do-dna-ambiental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 13:46:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Marinha]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma nova etapa do projeto Genômica da Biodiversidade Brasileira (GBB), desenvolvido pelo Instituto Tecnológico da Vale (ITV), busca identificar espécies da fauna marinha a partir de amostras de água que são coletadas em reservas do sul da Bahia. A coordenação é do Centro Tamar, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com as [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Uma nova etapa do projeto Genômica da Biodiversidade Brasileira (GBB), desenvolvido pelo Instituto Tecnológico da Vale (ITV), busca identificar espécies da fauna marinha a partir de amostras de água que são coletadas em reservas do sul da Bahia. A coordenação é do Centro</strong><strong> Tamar, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com as reservas extrativistas (Resex) de Corumbau e Cassurubá.</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1689600&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1689600&amp;o=node" /></p>
<p><strong>Para esse trabalho, os pesquisadores utilizam uma nova técnica, mais moderna, chamada de DNA Ambiental <em>metabarcoding</em>, que permite a identificação de múltiplas espécies simultaneamente, a partir de amostras ambientais que são colhidas, por exemplo, na água.</strong></p>
<p>Segundo a coordenadora do GBB pelo ICMBio, Amely Branquinho Martins, a técnica de DNA Ambiental se baseia na coleta de amostras ambientais do solo, da água e do ar e na identificação de todas as espécies que passaram por aquele ambiente a partir do sequenciamento do DNA deixado na amostra.</p>
<blockquote><p>“Todo animal que passa por um ambiente deixa pedacinhos de pelo, de escama, de fezes ou de urina que contém o seu DNA. Vários animais passando por aquele ambiente vão deixando rastros de sua passagem e, dentro desse rastro, temos as moléculas de DNA. Quando a gente pega essa amostra, sequenciamos todo o DNA [dessa amostra] e o comparamos com os bancos de dados de referência. E, a partir daí, conseguimos identificar as espécies”, detalhou a coordenadora do GBB.</p></blockquote>
<p>Segundo Amely, essa técnica já vem sendo utilizada por outros países e agora o GBB pretende analisar a sua eficácia, em comparação aos métodos tradicionais, para o monitoramento de tipos da biodiversidade nas unidades de conservação federais.</p>
<p><strong>No projeto-piloto que vem sendo desenvolvido no sul da Bahia foram coletadas amostras de água do mar em 20 pontos diferentes da Reserva Extrativista de Corumbau e em dez pontos nas porções estuarina e marinha da Reserva Extrativista de Cassurubá.</strong></p>
<p>“A definição destes pontos pelas equipes envolvidas considerou as espécies de interesse e os locais de realização das atividades de pesca e extrativismo pelos beneficiários das RESEXs, as áreas relevantes para conservação das espécies ameaçadas, e a possível ocorrência de espécies exóticas invasoras”, explicou o analista ambiental do ICMBio Roberto Sforza.</p>
<p>As amostras foram coletadas no mês de março e já passaram por um processo de filtragem e conservação até serem transportadas para o laboratório do ITV, em Belém (PA), onde o DNA será extraído, analisado e sequenciado.</p>
<p><strong>Além de identificar os tipos da fauna marinha presentes nessa região, a iniciativa quer contribuir para a detecção de espécies ameaçadas, exóticas e invasoras presentes nessas áreas protegidas.</strong></p>
<p>Entre os animais que se pretende mapear nesta região estão os peixes e invertebrados de interesse social e econômico das populações beneficiárias das RESEXs, com especial atenção para espécies ameaçadas de extinção, como os budiões.</p>
<p>Segundo Sforza, também devem ser mapeados animais que são os principais alvos de pescaria como peixes recifais, camarões, moluscos e caranguejo-uçá, como também espécies exóticas invasoras, como o peixe-leão e o coral sol.</p>
<h2>DNA Ambiental</h2>
<p><strong>Uma das vantagens da utilização do DNA Ambiental é que ele permite a identificação de múltiplas espécies de forma simultânea, sem a necessidade da captura dos organismos.</strong></p>
<p>“Por não necessitar isolar e capturar os organismos, essa abordagem é considerada uma alternativa não invasiva para estudos de biodiversidade. O eDNA <em>metabarcoding </em>também tem se mostrado complementar aos métodos tradicionais de identificação de espécies, em alguns casos superando limitações destes e permitindo o registro de espécies raras ou de hábitos elusivos, requerendo menos esforço e tempo para a obtenção das amostras”, disse Sforza.</p>
<p>Para isso, é preciso apenas amostras ambientais, que podem ser retiradas da água, do solo e do ar, por exemplo. “O DNA ambiental é muito variável. Praticamente, tudo que você vê num ambiente, como folha, solo, tronco e ar, tem como coletar [o DNA]”, afirmou o pesquisador e coordenador do GBB pelo Instituto Tecnológico Vale (ITV), Alexandre Aleixo.</p>
<p>“Você não precisa ter nenhum conhecimento específico para coletar, além de realmente seguir um protocolo. A gente coloca luvas, máscaras e saímos com um tubo na mão, coletando água nos rios e igarapés, mas também no solo, com pinça. Também há equipamentos especiais que sugam o ar”, disse Aleixo.</p>
<blockquote><p>“Outra técnica conhecida é a do filme Jurassic Park, [de retirar o] genoma do dinossauro dentro da barriga de um mosquito. A gente também faz isso, só que não com dinossauros”, brincou. “Pegamos mosquitos e, a partir do sangue que foi ingerido por eles, é possível identificar e saber se eles estão com o sangue de anta ou de capivara, por exemplo”, explica.</p></blockquote>
<p>Esse trabalho se torna possível porque todo ser vivo deixa rastros de DNA no ambiente. “Não são só os vírus que se espalham quando a gente espirra ou urina, mas também o DNA vai junto. A gente está o tempo todo emitindo partículas de DNA que vão para o ambiente. E estando no ambiente, podemos capturá-lo, isolá-lo e sequenciá-lo”, explicou o coordenador do GBB.</p>
<p>Nessas amostras coletadas nas águas do sul da Bahia, por exemplo, os pesquisadores poderão determinar quais espécies estão presentes nesse ambiente. Inclusive, animais que são de difícil detecção por terem hábitos noturnos ou serem raras. “O DNA ambiental encurta um pouco o caminho para a detecção dessas espécies”, completou Aleixo.</p>
<h2>GBB</h2>
<p><strong>Em funcionamento desde 2023, o GBB é a maior iniciativa de sequenciamento genômico da biodiversidade já realizada no Brasil.</strong> O projeto tem o objetivo de gerar dados genéticos e genômicos de espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção, exóticas, endêmicas ou de interesse econômico, com potencial para gerar renda para agricultores envolvidos com projetos de bioeconomia, por exemplo.</p>
<p>A ideia é realizar esse mapeamento para apoiar a conservação e o uso sustentável da biodiversidade brasileira.</p>
<blockquote><p>“Ao conhecer todo o mapa genético de uma espécie, conseguimos, a partir dali, desenvolver aplicações seja para a conservação seja para [o desenvolvimento] de novos produtos”, explicou Aleixo.</p></blockquote>
<p>Segundo Amely, o GBB trabalha atualmente com dois eixos principais, um de genômica para conservação de espécies e outro de código de barras, que trabalha com a geração de marcadores genéticos e com o DNA Ambiental <em>metabarcoding</em>. “Até o momento, mais de 40 genomas de referência foram gerados e esperamos que, até o final do projeto, tenhamos pelo menos 80 espécies da biodiversidade brasileira, com foco principal em espécies ameaçadas”, disse a coordenadora.</p>
<p>“Dentro dos genomas mais informativos, que são os de referência, a gente já gerou [o mapeamento] da onça, da arara-azul, da anta, da ararajuba, do queixada e do próprio açaí”, destacou Aleixo.</p>
<p>Além dos genomas de referência, explicou Amely, também já foram sequenciadas 613 espécies para o código de barras e 479 amostras ambientais por meio do DNA Ambiental, sendo que cada amostra ambiental pode identificar uma diversidade de animal.</p>
<p>“O foco principal é a utilização desses dados de genética e genômica para atender ou subsidiar processos institucionais do ICMBio voltados para a conservação da biodiversidade”, destacou Amely. Segundo ela, a utilização do DNA Ambiental pelo GBB busca também testar o uso dessa técnica para o Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Programa Monitora).</p>
<h2>Mudanças climáticas</h2>
<p><strong>Além da importância para a conservação das espécies, os genomas podem contribuir para o melhoramento genético.</strong></p>
<blockquote><p>“O genoma é uma cápsula do tempo. Então, a partir do genoma eu consigo saber de onde um determinado indivíduo veio e se ele veio de uma população que era geneticamente diversificada ou não”, afirmou Aleixo.</p></blockquote>
<p>Com essa informação, esclareceu o pesquisador do ITV, seria possível, inclusive, entender como as espécies lidaram com as mudanças climáticas ocorridas ao longo da história. E, assim, oferecer bases para o futuro.</p>
<p>“A gente sabe que, por exemplo, há 20 mil anos teve a Era do Gelo, que também aconteceu no Brasil, mas de outra forma. São mudanças climáticas bastante significativas que impactaram o planeta todo. Queremos entender, via genoma, sobre o que aconteceu, quais populações sofreram, quais populações se adaptaram e por que se adaptaram. Será que essa adaptação que aconteceu no passado poderia ser usada para adaptar para as mudanças climáticas futuras? Nosso único guia é a cápsula do tempo do genoma”, disse Aleixo.</p>
<p>Segundo ele, isso já vem sendo feito em outros países do mundo. Na Europa, por exemplo, eles desenvolvem uma iniciativa chamada de resgate evolutivo com plantas.</p>
<p>“Eles identificam partes dos genomas que são adaptativos e vão conferir, por exemplo, sobre uma resistência à seca e entender aonde que isso está no genoma. E daí pode-se até mesmo propiciar cruzamentos para que indivíduos que tenham essas características espalhem isso para a espécie como um todo.”</p>
<p><strong>Depois de ser desenvolvido no bioma amazônico e estar centrado nos ecossistemas marinho-costeiros, no futuro os pesquisadores do GBB pretendem executar ações nos demais biomas brasileiros como Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal. </strong></p>
<p>O resultado do projeto pode ser acessado por meio da <a href="https://genrefbr.itv.org/plataforma/overview">plataforma GenRefBR</a>.</p>
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		<item>
		<title>Desmatamento da Mata Atlântica tem queda de 28% em um ano</title>
		<link>https://portalam.com.br/desmatamento-da-mata-atlantica-tem-queda-de-28-em-um-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 12:20:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[queda]]></category>
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					<description><![CDATA[A área de desmatamento na Mata Atlântica registrou queda de 28% em 2025, na comparação com os monitoramentos realizados em 2024, passando de 53.303 há dois anos, para 38.385 hectares (ha) no ano passado.  Este é o menor nível da série histórica e confirma a trajetória de desaceleração no desmatamento do bioma, segundo avaliação da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A área de desmatamento na Mata Atlântica registrou queda de 28% em 2025, na comparação com os monitoramentos realizados em 2024, passando de 53.303 há dois anos, para 38.385 hectares (ha) no ano passado. </strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1689467&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1689467&amp;o=node" /></p>
<p>Este é o menor nível da série histórica e confirma a trajetória de desaceleração no desmatamento do bioma, segundo avaliação da Fundação SOS Mata Atlântica.</p>
<p>A entidade divulgou nesta quarta-feira (13) os resultados do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, que realiza em parceria com a MapBiomas e Arcplan, desde 2022.</p>
<p>De acordo com o SAD, houve redução das derrubadas em 11 dos 17 estados do bioma, com destaque para Bahia e Piauí. No entanto, ambos ainda aparecem entre os maiores responsáveis pela perda florestal em 2025: Bahia (17.635 ha), Minas Gerais (10.228 ha), Piaui (4.389 ha) e Mato Grosso do Sul (1.962 ha). Esses quatro estados concentraram 89% da área total desmatada.</p>
<p><strong>Nos demais estados, as perdas ficaram abaixo de 1 mil hectares:</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Quase toda a destruição registrada pelo sistema (96%) foi convertida para uso agropecuário, grande parte com indício de ilegalidade&#8221;, destacou a SOS Mata Atlântica.</p></blockquote>
<h2>Atlas</h2>
<p><strong>Já o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mala Atlântica indicou a mesma tendência, com um dado ainda mais expressivo: houve redução de 40% no desmatamento, que passou de 14.366 ha em 2024 para 8.668 ha em 2025.</strong></p>
<p>O Atlas é realizado em parceria da Fundação SOS Mata Atlântica com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que desde 1985 monitora os grandes fragmentos de florestas maduras do bioma. Em 40 anos de monitoramento, a entidade informou que esta é a primeira vez que o desmatamento anual ficou abaixo de 10 mil hectares.</p>
<p>De acordo com a SOS Mata Atlântica, os resultados refletem ações como pressão pública, mobilização da sociedade, políticas ambientais e fiscalização.</p>
<p>Entre elas, estão a Operação Mata Atlântica em Pé, a aplicação de embargos remotos e a restrição de crédito a áreas desmatadas ilegalmente, além da afirmação da Lei da Mata Atlântica como principal instrumento de proteção da vegetação nativa do bioma.</p>
<h2>Risco concreto</h2>
<p>Apesar da queda anual de área desmatada, Luis Fernando Guedes Pinto, diretor executivo da SOS Mata Atlântica, alerta para a necessidade de manter a vigilância sobre o bioma:</p>
<blockquote><p>&#8220;O desmatamento continua acontecendo e, na Mata Atlântica, cada fragmento perdido faz diferença. O desafio é manter essa trajetória até zerarmos o desmatamento.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Ele apontou que há um risco concreto ao bioma em discussão no âmbito do Legislativo. Isso porque, em 2025, o Congresso Nacional aprovou a Lei Geral do Licenciamento Ambiental e a Lei da Licença Ambiental Especial.</strong></p>
<p>A SOS Mata Atlântica avalia que essas leis enfraquecem mecanismos de controle do desmatamento justamente quando eles demonstram resultados concretos:</p>
<p>&#8220;É uma distorção que leva o Brasil na contramão do Acordo de Paris e potencializa tragédias climáticas. Os números apontam que o desmatamento cai quando a lei é aplicada com rigor e critérios técnicos. Enfraquecer os instrumentos de proteção agora é arriscar o que levamos anos construindo&#8221;, disse Malu Ribeiro, diretora de políticas públicas da SOS Mata Atlântica.</p>
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		<item>
		<title>Governo vai monitorar presença de agrotóxico em bacias hidrográficas</title>
		<link>https://portalam.com.br/governo-vai-monitorar-presenca-de-agrotoxico-em-bacias-hidrograficas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 May 2026 12:35:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[agrotóxicos]]></category>
		<category><![CDATA[bacias hidrográficas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[O governo federal lançou hoje (11) um painel de monitoramento de agrotóxicos nos recursos hídricos, com dados coletados nas diversas bacias hidrográficas do país, para identificar e mostrar o grau de presença desses pesticidas na vida aquática.  Entre outras informações, o painel mostra a quantidade de pontos de monitoramento distribuídos em todos os estados brasileiros, o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O governo federal lançou hoje (11) um painel de monitoramento de agrotóxicos nos recursos hídricos, com dados coletados nas diversas bacias hidrográficas do país, para identificar e mostrar o grau de presença desses pesticidas na vida aquática. </strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1689033&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1689033&amp;o=node" /></p>
<p>Entre outras informações, o <strong>painel mostra a quantidade de pontos de monitoramento distribuídos em todos os estados brasileiros, o número de agrotóxicos rastreados, percentuais de detecção e outros detalhes.</strong></p>
<p>Segundo o governo federal, o objetivo é ampliar a transparência e o acesso à informação, fortalecer o debate e auxiliar na construção de políticas públicas, além de identificar riscos e orientar ações preventivas.</p>
<p>Durante o lançamento, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco destacou que os agrotóxicos representam um dos grandes desafios ambientais e sanitários do mundo, impactando organismos aquáticos, polinizadores, o solo e os seres humanos, especialmente quando há uso inadequado, excesso de aplicação ou persistência ambiental das substâncias.</p>
<p>“Esse é um tema que nós temos que trabalhar com muita responsabilidade, por que o Brasil é uma potência agrícola global, mas sabemos que, no século XXI, a competitividade e sustentabilidade não podem mais caminhar separadas. Produzir alimentos exige também proteger as águas, bioinsumos, os territórios e a saúde humana”, afirmou.</p>
<h2>Pronara</h2>
<p>A ferramenta foi desenvolvida no âmbito do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), tendo como base o monitoramento realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).</p>
<p>“Após mais de uma década de mobilização de pesquisadores, movimentos sociais, órgãos e setores comprometidos com a transição ecológica da agricultura, o Pronara recoloca o Brasil em uma trajetória estratégica para redução de risco e fortalecimento da agroecologia que deixou de ser uma coisa de bicho grilo e passou a ser uma coisa amplamente comprovada de sucesso e de bons resultados e promoção de sistemas produtivos mais sustentáveis”, defendeu.</p>
<p>Capobianco disse ainda que a ferramenta está em uma fase inicial. <strong>Atualmente, 49 tipos de agrotóxicos são monitorados, mas esse número deve crescer.</strong></p>
<p><strong>O ministro afirmou que a ferramenta também traz informações sobre a representatividade agrícola, o uso predominante da terra e a vulnerabilidade ambiental das bacias hidrográficas monitoradas. </strong></p>
<p>“É importante destacar que estamos diante de iniciativa ainda em fase inicial de consolidação. O painel representa um primeiro esforço estrutural do governo federal para entregar e dar transparência aos dados nacionais de monitoramento ambiental de agrotóxicos, sua importância crescerá progressivamente à medida que ampliarmos a cobertura territorial”, disse.</p>
<p>Os dados iniciais do painel mostram que foram realizadas mais de 10 mil análises de agrotóxicos, com uma frequência de detecção de 7,2%. <strong>O S-Metolacloro foi o agrotóxico que mais apareceu, tendo sido observado em 69,48%</strong>.</p>
<p>O ministro frisou ainda que antes do painel, o cenário era de fragmentação de informações a respeito do monitoramento de agrotóxicos e que isso dificultava a tomada de decisão por parte de gestores e agentes públicos.</p>
<blockquote><p>“Os dados existiam, mas estavam dispersos, dificultando a análise integrada e a formulação de políticas públicas consistentes”, lembrou.</p></blockquote>
<p>“Estamos agora oferecendo à sociedade brasileira uma plataforma pública de transparência e inteligência ambiental que permitirá acompanhar tendências, identificar riscos, orientar ações preventivas e corretivas”, ressaltou.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fragmentos de vegetação nativa cresceram no país 163% em 38 anos</title>
		<link>https://portalam.com.br/fragmentos-de-vegetacao-nativa-cresceram-no-pais-163-em-38-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 12:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[vegetação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalam.com.br/?p=141847</guid>

					<description><![CDATA[As porções isoladas de vegetação nativa cresceram de 2,7 milhões, em 1986, para 7,1 milhões, em 2023, em todo o país, conclui um novo estudo do Mapbiomas divulgado nesta quarta-feira (13). O aumento de 163%, em 38 anos, demonstra como o desmatamento no Brasil transformou grandes extensões contínuas de cobertura verde em pequenos fragmentos remanescentes. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>As porções isoladas de vegetação nativa cresceram de 2,7 milhões, em 1986, para 7,1 milhões, em 2023, em todo o país, conclui um novo estudo do Mapbiomas divulgado nesta quarta-feira (13).</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1689270&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1689270&amp;o=node" /></p>
<p>O aumento de 163%, em 38 anos, demonstra como o desmatamento no Brasil transformou grandes extensões contínuas de cobertura verde em pequenos fragmentos remanescentes.</p>
<p>Os dados são do Módulo de Degradação, uma plataforma desenvolvida pelo MapBiomas, que permite a análise, integração de dados e monitoramento das transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil. Pela primeira vez, a fragmentação &#8211; processo de divisão de grandes extensões de vegetação nativa – foi analisada.</p>
<p>Além do aumento na quantidade, os pesquisadores também constataram a diminuição do tamanho dos fragmentos. Enquanto no início da série histórica a média de tamanho dos fragmentos era de 241 hectares, em 2023 eles encolheram para um tamanho médio de apenas 77 hectares.</p>
<p>Segundo o pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Dhemerson Conciani, que coordena o Módulo de Degradação, os dados preocupam porque o tamanho dos fragmentos de vegetação nativa tem relação direta com a quantidade e variedade da fauna e da flora presente.</p>
<blockquote><p>“Cada vez que diminui o tamanho de um fragmento de vegetação nativa, mais problemas aparecem: aumenta o risco de extinções locais das espécies, diminui a chance de recolonização por indivíduos vindos de outros fragmentos vizinhos e maior é a proporção do efeito de borda [perda de características naturais mais presentes nas margens próximas às áreas degradas]”, analisa Conciani.</p></blockquote>
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<h2>Biomas</h2>
<p><strong>De acordo com o estudo, quase 5% da vegetação nativa do Brasil, o equivalente a 26,7 milhões de hectares, está em fragmentos menores que 250 hectares</strong>. E as pequenas porções isoladas estão mais presentes na Mata Atlântica, onde elas respondem por quase 28% da vegetação nativa remanescente &#8211; ou 10 milhões de hectares.</p>
<p>Em quantidade absoluta de fragmentos, a Mata Atlântica e o Cerrado são os que mais possuem porções isoladas de vegetação nativa, sendo 2,7 milhões em cada bioma. Para Natalia Crusco, coordenadora técnica de Mata Atlântica no MapBiomas, o avanço da fragmentação nos dois biomas ocorre por razões diferentes.</p>
<blockquote><p>“Enquanto no Cerrado o aumento no número de fragmentos está associado ao avanço do desmatamento e à divisão de grandes remanescentes de vegetação nativa em áreas menores; na Mata Atlântica, parte desse aumento também pode ser explicada por um processo no sentido oposto ao desmatamento, ou seja, pelo surgimento de múltiplas áreas de recuperação da vegetação secundária”.</p></blockquote>
<p>Nos biomas Amazônia, Caatinga, Pampa e Pantanal o número de fragmentos foi de respectivamente quase 662 mil, 600 mil, 324 mil e 45 mil, em 2023.</p>
<p>Ao longo dos 38 anos observados, Pantanal e a Amazônia foram os que sofreram mais fragmentação, com aumento de 350% e 332%, respectivamente. No Pampa, o número de porções isoladas cresceu 285% e no Cerrado aumentou 172%.</p>
<p>Caatinga e Mata Atlântica variaram menos, mas ainda tiveram aumento de fragmentação de suas vegetações com crescimentos de 90% e 68%, respectivamente.</p>
<p>Em redução de fragmentos, a Amazônia foi a mais impactada. As porções de vegetação nativa no bioma encolheram 82% ao longo do período estudado.</p>
<p><strong>Enquanto em 1986, a média de tamanho dos fragmentos era de 2.727 hectares; em 2023, essa média caiu para 492 hectares.</strong></p>
<h2>Novidade</h2>
<p>Os dados trazidos pelo Módulo de Degradação permitiram uma nova análise aos pesquisadores: a identificação de distúrbios no dossel de formações florestais &#8211; cobertura formada pelas copas das árvores mais altas &#8211; em toda a Amazônia Legal.</p>
<p>Entre 1988 e 2024, foi detectado algum sinal de distúrbio, ao longo de, pelo menos, um mês, em 24,9 milhões de hectares, área equivalente a 7% da cobertura de floresta na Amazônia Legal. Na prática, são clareiras resultantes de secas, ventos, incêndios, corte seletivo de madeira, efeito de borda ou outras perturbações.</p>
<p><strong>Segundo os pesquisadores, o corte seletivo de madeira é uma das principais causas de distúrbio de dossel na Amazônia Legal</strong>. Durante o período estudado, foram identificados 9,7 milhões de hectares com indícios de corte seletivo.</p>
<h2>Degradação</h2>
<p>Fatores como fragmentação, efeito de borda, fogo e corte seletivo nem sempre resultam em desmatamento com a terra exposta, mas degradam os biomas. O detalhamento da plataforma do Mapbiomas aponta que 24% de toda a vegetação nativa remanescente do Brasil está exposta a pelo menos um vetor de degradação, uma área equivalente a 134 milhões de hectares.</p>
<p>Segundo Dhemerson Conciani, o maior entendimento desses dados fortalece a formulação e implementação de políticas públicas para redução das emissões de gases do efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação.</p>
<blockquote><p>“Ao detectar a degradação de forma precoce é possível reverter esse processo e estabelecer áreas prioritárias para recuperação da vegetação nativa e consequente conservação das funções e serviços ambientais de ecossistemas”, conclui o pesquisador.</p></blockquote>
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