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	<description>Portal de Notícias do Amazonas</description>
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		<title>Afegãs sofrem restrições mais abusivas adotadas durante o último ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jun 2024 11:06:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No Conselho de Direitos Humanos, vice alta comissária fala de decretos que retiraram mulheres e meninas da vida pública; relator aponta gravidade e dimensão de possíveis “crimes contra a humanidade, incluindo perseguição de gênero”. Em sessão interativa do Conselho de Direitos Humanos realizada nesta terça-feira, as mulheres e meninas afegãs estiveram em foco pelo “sistema [&#8230;]</p>
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<p>No Conselho de Direitos Humanos, vice alta comissária fala de decretos que retiraram mulheres e meninas da vida pública; relator aponta gravidade e dimensão de possíveis “crimes contra a humanidade, incluindo perseguição de gênero”.</p>
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<p>Em sessão interativa do Conselho de Direitos Humanos realizada nesta terça-feira, as mulheres e meninas afegãs estiveram em foco pelo “sistema institucionalizado de discriminação, segregação, desrespeito à dignidade humana e exclusão”.</p>
<p>Falando em Genebra, a vice alta comissária de Direitos Humanos, Nada Al-Nashif disse que as autoridades do país asseguram que estes grupos têm proteção dentro da estrutura da lei Sharia, mas aplicaram “restrições mais abusivas às vidas delas” em 2023.</p>
<h2><strong>Decretos das autoridades de facto </strong></h2>
<p>Al-Nashif enumerou efeitos de decretos que retiraram mulheres e meninas da vida pública, “confinando-as em suas casas e negando seus direitos e liberdades fundamentais, sua autonomia individual e as oportunidades mais básicas da vida”.</p>
<p>A ONU estima que desde junho do ano passado, as autoridades de facto emitiram pelo menos 52 decretos relativos às afegãs.</p>
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<div class="field__item">© ONU Mulheres/Sayed Habib Bidell</div>
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<div class="field field--name-field-title field--type-string field--label-hidden field__item">Medidas confinam mulheres em suas casas e negam seus direitos e liberdades fundamentais</div>
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<p>O relator especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos no Afeganistão Richard Bennett, defendeu que tais medidas “intensificam as restrições às mulheres e meninas afegãs, que são cada vez mais aplicadas, às vezes violentamente”.</p>
<p>No mais recente informe ao Conselho, o especialista destaca que a privação institucionalizada causa danos profundos de gênero. O efeito “espalha-se pela sociedade afegã e repercute-se por gerações”.</p>
<h2><strong>Possíveis crimes contra a humanidade</strong></h2>
<p>Com mulheres e meninas excluídas do sistema educacional, Bennet defende que aumentam os riscos de casamento forçado e servidão por dívidas.</p>
<p>Na avaliação do especialista, as violações contra mulheres e meninas no Afeganistão “são tão graves e extensas que “podem ser consideradas crimes contra a humanidade, incluindo perseguição de gênero.”</p>
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<div class="field field--name-thumbnail field--type-image field--label-hidden field__item"><img decoding="async" title="Relator da ONU aponta gravidade e dimensão de possíveis “crimes contra a humanidade, incluindo perseguição de gênero" src="https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/Libraries/Production%20Library/10-06-2024-IOM-Afghanistan-04.jpg/image1024x768.jpg" alt="Relator da ONU aponta gravidade e dimensão de possíveis “crimes contra a humanidade, incluindo perseguição de gênero" width="1024" height="768" /></div>
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<div class="field__item">OIM/ Mohammad Osman Azizi</div>
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<div class="field field--name-field-title field--type-string field--label-hidden field__item">Relator da ONU aponta gravidade e dimensão de possíveis “crimes contra a humanidade, incluindo perseguição de gênero</div>
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<p>Os sobreviventes afegãos, em particular mulheres, “enfatizam que o termo apartheid de gênero descreve com mais precisão sua experiência e estão pedindo seu reconhecimento como um crime contra a humanidade.”</p>
<p>Ele considera o “sistema de dominação e opressão de mulheres e meninas deve impulsionar a discussão sobre a codificação do apartheid de gênero como um crime contra a humanidade e como uma violação dos direitos humanos, definida de forma inclusiva de gênero”.</p>
<h2><strong>Afegãos com identidades marginalizadas</strong></h2>
<p>O relator declarou ainda que as afegãs sofrem restrições sistemáticas ao direito ao trabalho e à liberdade de movimento “que as roubaram de sua autonomia financeira, forçando a dependência de parentes do sexo masculino.”</p>
<p>Com essa realidade, as famílias “mergulharam mais fundo na pobreza, com relatos crescentes de depressão e suicídio entre mulheres e meninas.”</p>
<p>O informe destaca que a alta de discriminação e violência ainda maiores com afegãos com identidades marginalizadas, incluindo pessoas com deficiência, pessoas Lgbtqia+ e de minorias étnicas, religiosas, linguísticas e outras.</p>
<p>O relator pede que a comunidade internacional garanta que todas as vítimas e sobreviventes possam ter acesso à justiça pela totalidade dos crimes cometidos contra elas.</p>
<p class="text-align-justify"><em>*Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem salário pelo seu trabalho.</em></p>
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<p>Fonte: ONU</p>
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