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	<title>Ainda Estou Aqui | Portal AM</title>
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	<description>Portal de Notícias do Amazonas</description>
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	<title>Ainda Estou Aqui | Portal AM</title>
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		<title>Filme &#8220;Ainda Estou Aqui&#8221; inspira busca por informações sobre deputado Rubens Paiva e a ditadura militar</title>
		<link>https://portalam.com.br/filme-ainda-estou-aqui-inspira-busca-por-informacoes-sobre-deputado-rubens-paiva-e-a-ditadura-militar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2025 12:57:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Ainda Estou Aqui]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Deputado]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[O sucesso do filme brasileiro “Ainda Estou Aqui” fez com que muitas pessoas buscassem informações sobre o período da ditadura militar entre 1964 e 1985 e especificamente sobre o deputado Rubens Paiva (PTB-SP), morto pelo regime após ser levado de casa em 1971. A história da família de Paiva após o desaparecimento, principalmente de sua [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sucesso do filme brasileiro “Ainda Estou Aqui” fez com que muitas pessoas buscassem informações sobre o período da ditadura militar entre 1964 e 1985 e especificamente sobre o deputado Rubens Paiva (PTB-SP), morto pelo regime após ser levado de casa em 1971. A história da família de Paiva após o desaparecimento, principalmente de sua esposa, Eunice Paiva, é retratada no filme.</p>
<p>Paiva assumiu como deputado em 1963 e foi cassado em 1964. Em 2014, após a denúncia pela Comissão da Verdade de que sua morte foi promovida pelo Estado brasileiro, a Câmara inaugurou um busto de Paiva, que está hoje em um espaço entre as comissões da Casa e o Plenário. Após o filme, o interesse pelo homenageado aumentou e visitantes passaram a tirar selfies e até a levar flores ao local.</p>
<p>Para o deputado licenciado Paulo Teixeira (PT-SP), atual ministro do Desenvolvimento Agrário e autor da homenagem em 2014, o busto serve como inspiração permanente. “Esse busto foi inaugurado nesta Casa como uma lembrança de um lutador pela democracia e uma luz para todo momento em que o País estiver vivendo riscos autoritários.”</p>
<p>O escritor Jason Tércio, autor do livro Segredo de Estado: O Desaparecimento de Rubens Paiva, afirma que o deputado fez um trabalho rigoroso como relator de uma <span id="4077" class="termoGlossario" title="" contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top" data-original-title="Comissão de caráter temporário destinada a investigar fato de relevante interesse para a vida pública e para a ordem constitucional, legal, econômica ou social do País. A CPI tem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais e pode ser criada no âmbito de cada uma das Casas, por requerimento de 1/3 dos respectivos parlamentares.">CPI</span> que investigou o financiamento de entidades que atuavam contra os governos eleitos até 1964.</p>
<div id="image-container-1137584" class="image-container" data-midia="1137584">
<div class="midia-creditos">
<p>Um dos pontos altos do livro são entrevistas com duas mulheres presas no mesmo local em que Rubens Paiva ficou. “Uma delas menciona que ele realmente tentou discutir com os torturadores e aí foi duramente espancado. Isso ainda no CISA. O CISA era o Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica, era o órgão da Aeronáutica para onde o Rubens foi levado inicialmente. Depois dali que ele foi levado para o Doi-Codi”.</p>
<p>Para o neto de Rubens Paiva, Chico Paiva, é importante responsabilizar as pessoas que mataram o seu avô, bem como finalizar tantos outros casos.  “Mesmo que postumamente, mesmo que tardiamente. Mas que, pelo menos, fique registrado que aqueles crimes foram cometidos por aquelas pessoas, a mando do Estado brasileiro, na época capturado por um golpe militar.”</p>
<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar nos próximos dias se a Lei da Anistia se aplica aos crimes de sequestro e cárcere privado com grave violação dos direitos humanos cometidos durante a ditadura militar. Os casos julgados são exatamente de Rubens Paiva, do jornalista Mário Alves e do militante Helber Goulart, da Ação Libertadora Nacional.</p>
<p>A Lei da Anistia perdoou os crimes políticos cometidos entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979.</p>
<p>Também a jornalista Juliana Dal Piva tem um livro recente sobre as investigações relacionadas ao deputado Rubens Paiva. O título é Crime Sem Castigo: Como os Militares Mataram Rubens Paiva.</p>
<p>Fonte: Agência Câmara de Notícias</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ancine reúne dados inéditos do impacto de &#8216;Ainda estou aqui&#8217; no mercado de exibição</title>
		<link>https://portalam.com.br/ancine-reune-dados-ineditos-do-impacto-de-ainda-estou-aqui-no-mercado-de-exibicao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2025 04:18:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ainda Estou Aqui]]></category>
		<category><![CDATA[Ancine]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
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					<description><![CDATA[O cinema brasileiro celebra uma conquista histórica com a vitória de “Ainda Estou Aqui” no Oscar 2025. O filme, que vinha acumulando prêmios internacionais e quebrando recordes de bilheteria, reafirma a força da produção audiovisual brasileira ao levar a estatueta mais cobiçada do cinema mundial. A Secretaria de Regulação da Ancine reuniu dados inéditos que demonstram [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema brasileiro celebra uma conquista histórica com a vitória de “Ainda Estou Aqui” no Oscar 2025. O filme, que vinha acumulando prêmios internacionais e quebrando recordes de bilheteria, reafirma a força da produção audiovisual brasileira ao levar a estatueta mais cobiçada do cinema mundial.</p>
<p>A Secretaria de Regulação da Ancine reuniu dados inéditos que demonstram o impacto do filme no mercado de exibição. Com mais de 5 milhões de espectadores e R$ 104,7 milhões em renda, “Ainda Estou Aqui” se consolidou como a terceira maior bilheteria nacional desde 2018, atrás apenas de “Minha Mãe é uma Peça 3” (2018) e “Nada a Perder” (2019).</p>
<p>O sucesso nas bilheteiras também se refletiu no desempenho do mercado audiovisual como um todo. Apenas em 2025, o filme foi responsável por 32% do público de filmes nacionais, contribuindo para um market share de 30,1% do cinema brasileiro no período. Sem a sua presença, a participação cairia para 22,1%.</p>
<h4><strong>Uma trajetória de sucesso</strong></h4>
<p>Desde sua estreia mundial no Festival de Veneza, onde venceu o prêmio de Melhor Roteiro, “Ainda Estou Aqui” construiu uma jornada notável. No Brasil, iniciou sua exibição em setembro de 2024 e logo ganhou projeção nacional. Com a vitória de Fernanda Torres no Globo de Ouro, o longa registrou um crescimento expressivo de público, com um aumento de 57% na semana seguinte e um impressionante salto de 122% na semana subsequente.</p>
<p>A indicação ao Oscar, anunciada em 23 de janeiro, foi outro ponto de virada, gerando um novo aumento de 89% no público semanal. A Semana do Cinema, em fevereiro, impulsionou ainda mais os números, com um crescimento de 174%, marcando a segunda melhor semana de exibição do filme desde a estreia.</p>
<p>Abaixo, a Ancine preparou, com dados do Sistema de Controle de Bilheteria &#8211; SCB, a cronologia do filme e seu desempenho de bilheteria, alavancado pelas sucessivas premiações.</p>
<h4><strong>Cronologia &#8211; lançamento e premiações:</strong></h4>
<ul>
<li>07/09/2024 &#8211; Festival de Veneza (2024): Prêmio de Melhor Roteiro.</li>
<li>19/09/2024 &#8211; Lançamento inicial no Brasil – em apenas 1 sala (Salvador/BA).</li>
<li>23/09/2024 &#8211; Escolhido pela Academia Brasileira de Cinema como o representante oficial do Brasil para concorrer a uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025.</li>
<li>14/10/2024 &#8211; Festival Internacional de Cinema de Vancouver: Prêmio do Público.</li>
<li>14/11/2024 – Lançamento nacional em 765 salas de cinema. Público de 578.153 na 1ª semana.</li>
<li>21/11/2024 – Segunda semana de exibição com ampliação do circuito para 893 salas e aumento de 38% de público: 796.776 espectadores.</li>
<li>17/12/2024: Incluído na Shortlist (Pré-seleção) do OSCAR. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a lista dos 15 filmes pré-selecionados para a categoria de Melhor Filme Internacional, incluindo &#8220;Ainda Estou Aqui&#8221;.</li>
<li>05/01/2025 &#8211; Globo de Ouro (2025): Fernanda Torres venceu na categoria de Melhor Atriz em Filme de Drama.</li>
<li>02 a 08/01/2025 (9ª semana) – O filme encerra sua 9ª semana com aumento de 57% do público (121.909), impulsionado pela premiação no Globo de Ouro no domingo. A segunda-feira após o prêmio registrou aumento de público em relação ao final de semana, atingindo público de 16.000, trajetória que seguiu em alta até o final de semana seguinte.</li>
<li>09 a 15/01/2025 (10ª semana) – Em sua décima semana novo aumento de público em 122% (271.110) já fortemente relacionado à premiação no Globo de Ouro.</li>
<li>16 a 22/01/2025 (11ª semana) – O filme tem uma queda de 34% de público (177.931).</li>
<li>23 de janeiro de 2025 – Foram anunciados os indicados oficiais ao Oscar 2025; &#8220;Ainda Estou Aqui&#8221; recebeu três indicações: Filme, Filme Internacional e Atriz.</li>
<li>26/01/2025 &#8211; Satellite Awards – Melhor Atriz em Filme de Drama para Fernanda Torres.</li>
<li>23 a 29/01/2025 (11ª semana) – Com a indicação ao Oscar ocorre nova alta expressiva de 89% atingindo 336.059 espectadores, melhor público desde a quarta semana. Com a renda desta semana o filme se tornou a TERCEIRA MAIOR BILHETERIA NACIONAL DESDE 2018.</li>
<li>30/01 a 05/02/2025 (12ª semana) – Queda de 26%, ainda com público expressivo de 247.757.</li>
<li>06 a 12/02/2025 (14ª semana) – “Semana do Cinema”:</li>
</ul>
<p>Salto de público de 174% (De 248.883 para 682.202);<br />
Segundo maior público semanal desde a estreia.<br />
Maior nº de sessões (9.552) desde 05/12/2024.<br />
Terceiro maior nº de salas desde a estreia (896).</p>
<ul>
<li>08/02/2025 &#8211; Prêmio Goya: Melhor Filme Ibero-Americano e Festival de Cinema de Roterdã (2025): Prêmio do Público.</li>
<li>10/02/2025 &#8211; Gold Derby Film Awards: Venceu em quatro categorias (Melhor Filme, Filme Internacional, Roteiro e Atriz).</li>
<li>20 a 26/02/2025 (16ª semana) – Filme ultrapassa 5 milhões de espectadores e passa a figurar entre as 15 maiores bilheterias nacionais de todos os tempos.</li>
<li>2 de março de 2025 – “Ainda estou aqui” ganha o Oscar de Melhor Filme Internacional.</li>
</ul>
<dl class="image-inline captioned caption-center">
<dt><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/noticias/imagem1.jpeg/@@images/2803f835-ce32-4cd5-b7d8-c23b6fe55bf7.jpeg" alt="Público semanal" width="1259" height="449" /></dt>
<dd class="image-caption">Público semanal</dd>
</dl>
<dl class="image-inline captioned caption-center">
<dt><img decoding="async" src="https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/noticias/imagem2.jpeg/@@images/de3f07ca-95df-4e99-9556-e628c4d8b893.jpeg" alt="Público diário" width="1529" height="218" /></dt>
<dd class="image-caption">Público diário</dd>
</dl>
<dl class="image-inline captioned caption-center">
<dt><img decoding="async" src="https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/noticias/imagem3.jpeg/@@images/2bc84b8d-09bb-4690-9352-6cf9a2ea01a7.jpeg" alt="Comparação de público" width="1543" height="310" /></dt>
<dd class="image-caption">Comparação de público</dd>
</dl>
<h4><strong>Impacto no mercado<br />
</strong></h4>
<p>O desempenho de “Ainda Estou Aqui” reflete um momento positivo para o cinema brasileiro, destacando a importância de políticas públicas de incentivo ao audiovisual. A Ancine, por meio do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual &#8211; OCA, disponibiliza painéis interativos com dados sobre o mercado de exibição no Brasil, permitindo o acompanhamento em tempo real do impacto de produções como essa.</p>
<p>Para mais informações sobre o desempenho do filme e o mercado audiovisual brasileiro, acesse os painéis interativos do OCA <a href="https://www.gov.br/ancine/pt-br/oca/Paineis%20Interativos" target="_blank" rel="noopener">aqui </a>.</p>
<h4><strong>Um novo encontro do cinema brasileiro com a sociedade</strong></h4>
<p>O sucesso de &#8220;Ainda Estou Aqui&#8221; confirma o potencial da indústria audiovisual brasileira.</p>
<p>A trajetória desse sucesso aumenta a visibilidade do nosso mercado, amplia a repercussão artístico-cultural da nossa indústria, e, principalmente, marca o novo encontro do cinema brasileiro com a sociedade, consolidando o retorno do público às salas de cinema, que crescem para o interior e para novas cidades.</p>
<p>“Ainda Estou Aqui” é um filme de cinema para cinema, de brasileiros para brasileiros, do Brasil para o mundo. O filme representa o talento e a maestria do cinema brasileiro, e consagra esse grandioso momento do nosso cinema.</p>
<p>A Ancine parabeniza Walter Salles, Fernanda Torres, Selton Mello e toda a equipe técnica de “Ainda Estou Aqui” por toda a trajetória de sucesso do filme e pela premiação inédita em nossa cinematografia.</p>
<p>Viva o cinema brasileiro!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ainda Estou Aqui vence Oscar de melhor filme estrangeiro</title>
		<link>https://portalam.com.br/ainda-estou-aqui-vence-oscar-de-melhor-filme-estrangeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2025 23:09:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ainda Estou Aqui]]></category>
		<category><![CDATA[melhor filme estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[oscar]]></category>
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					<description><![CDATA[O cinema brasileiro fez história na noite de hoje (3) na 97ª edição do Oscar, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, foi o grande vencedor na categoria de melhor filme internacional. Uma conquista inédita para o cinema brasileiro.  O filme brasileiro superou Emilia Pérez (França), A Semente do Fruto Sagrado (Alemanha), A Garota da Agulha (Dinamarca) e Flow (Letônia). Walter [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema brasileiro fez história na noite de hoje (3) na 97ª edição do Oscar, em Los Angeles, nos Estados Unidos. <em>Ainda Estou Aqui,</em> de Walter Salles, foi o grande vencedor na categoria de melhor filme internacional. Uma conquista inédita para o cinema brasileiro. <img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1632705&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1632705&amp;o=node" /></p>
<p>O filme brasileiro superou <em>Emilia Pérez</em> (França), <em>A Semente do Fruto Sagrado</em> (Alemanha), <em>A Garota da Agulha</em> (Dinamarca) e <em>Flow</em> (Letônia).</p>
<p>Walter Salles dedicou a conquista para Eunice Paiva, esposa do ex-deputado Rubens Paiva desaparecido na ditadura, cuja busca em saber o destino do marido norteou o roteiro do filme. Em seu discurso de agradecimento, o cineasta brasileiro também ressaltou os trabalhos de Fernanda Torres, e sua mãe, Fernanda Montenegro.</p>
<p>Indicado também para a estatueta de melhor filme, <em>Ainda Estou Aqui</em> perdeu para <em>Anora,</em> maior vencedor da festa com cinco estatuetas no total.</p>
<p>Fernanda Torres, indicada ao prêmio de melhor atriz, não levou a estatueta, que acabou nas mãos de Mikey Madison, de <em>Anora.</em> Mesmo assim Fernanda Torres entra na história do cinema repetindo sua mãe, Fernanda Montenegro, que foi indicada na edição de 1999 do Oscar como melhor atriz, mas a laureada foi a estadunidense Gwyneth Paltrow.</p>
<h2>Clima de Copa do Mundo</h2>
<p>A coincidência das datas da maior premiação do cinema com o carnaval brasileiro acabou em clima de torcida da Copa do Mundo. Máscaras de Fernanda Torres e de Selton Mello (intérprete de Rubens Paiva), fantasias da estatueta dourada do prêmio, boneco gigante de Olinda, entre outras referências ao Oscar, estiveram presentes em desfiles e blocos carnavalescos pelo país inteiro.</p>
<p>Com suas indicações, o filme de Walter Salles sobre o desaparecimento do deputado Rubens Paiva (1929-1971) e a saga de sua esposa Eunice Paiva (1929-2018) já chegou vitorioso à festa da indústria cinematográfica.</p>
<p>Especialistas consultados pela Agência Brasil disseram que, entre as qualidades do filme, estão a capacidade de abordar o passado de uma forma diferente e a maneira como a obra conseguiu dialogar com os tempos atuais.</p>
<p>O livro autobiográfico que nomeia o filme, de autoria de Marcelo Rubens Paiva, filho de Rubens e Eunice,  foi para o topo das listas dos mais vendidos. O próprio caso Rubens Paiva ganhou novos desdobramentos recentemente. Por determinação da Justiça, em janeiro deste ano a certidão de óbito do ex-deputado foi corrigida. Na versão original do documento, ele foi tido como “desaparecido político”. Na nova redação, consta agora que sua morte foi violenta, causada pelo Estado brasileiro.</p>
<p>Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu analisar se a Lei da Anistia, adotada com o fim do regime de exceção, se aplica ou não a crimes de sequestro e cárcere privado cometidos na época da ditadura militar brasileira.</p>
<p>Os premiados nas 23 categorias foram:</p>
<p><strong><em>Ator coadjuvante</em></strong> – Kieran Culkin, em A verdadeira dor</p>
<p><strong><em>Animação</em></strong> – Flow</p>
<p><strong><em>Curta-metragem animado</em></strong> – In The Shadow of Cypress</p>
<p><strong><em>Figurino</em></strong> – Wicked</p>
<p><em><strong>Roteiro original</strong></em> – Anora</p>
<p><strong><em>Roteiro adaptado</em></strong> – Conclave</p>
<p><strong><em>Maquiagem e penteado</em></strong> – A substância</p>
<p><strong><em>Edição</em> </strong>– Anora</p>
<p><strong><em>Atriz coadjuvante</em></strong> – Zoe Saldaña, por Emília Pérez</p>
<p><strong><em>Design de produção</em></strong> – Wicked</p>
<p><strong><em>Canção original</em></strong> – El Mal, de Emilia Pérez</p>
<p><strong><em>Documentário de curta-metragem</em></strong> – A única mulher na orquestra</p>
<p><strong><em>Documentário</em></strong>   &#8211; No other land</p>
<p><strong><em>Som</em></strong> – Duna: Parte 2</p>
<p><strong><em>Efeitos visuais</em></strong>: Duna: Parte 2</p>
<p><strong><em>Curta-metragem em live-action</em></strong> – I´m not a robot</p>
<p><strong><em>Fotografia</em></strong> – O Brutalista</p>
<p><strong><em>Filme internacional</em></strong> – Ainda estou aqui</p>
<p><strong><em>Trilha sonora </em></strong> – O Brutalista</p>
<p><strong><em>Ator</em></strong> –Adrien Brody, em O Brutalista</p>
<p><strong><em>Direção – </em></strong>Sean Baker, de Anora</p>
<p><strong><em>Atriz – </em></strong>Mikey Madison, em Anora</p>
<p><strong><em>Filme</em> </strong>– Anora</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Túmulo de Eunice Paiva vira ponto turístico após Ainda Estou Aqui</title>
		<link>https://portalam.com.br/tumulo-de-eunice-paiva-vira-ponto-turistico-apos-ainda-estou-aqui/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Feb 2025 06:09:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ainda Estou Aqui]]></category>
		<category><![CDATA[Eunice Paiva]]></category>
		<category><![CDATA[Túmulo]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma lápide colocada em uma capelinha azul no Cemitério do Araçá, na capital paulista, lembra dela com carinho: “Exemplo para a família e para a democracia brasileira”. É ali, ao lado de diversas capelinhas de famílias italianas, que está enterrada a advogada e um dos símbolos da luta contra a ditadura brasileira e pelos direitos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma lápide colocada em uma capelinha azul no Cemitério do Araçá, na capital paulista, lembra dela com carinho: “Exemplo para a família e para a democracia brasileira”. É ali, ao lado de diversas capelinhas de famílias italianas, que está enterrada a advogada e um dos símbolos da luta contra a ditadura brasileira e pelos direitos humanos Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva, mais conhecida como Eunice Paiva (1929-2018).<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1629452&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1629452&amp;o=node" /></p>
<p>A história dela ficou ainda mais célebre após a atriz Fernanda Torres tê-la interpretado no filme <em>Ainda Estou Aqui</em>, dirigido por Walter Salles. Indicado aos prêmios de melhor filme, melhor filme estrangeiro e melhor atriz no <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2025-01/fernanda-torres-e-ainda-estou-aqui-sao-indicados-ao-oscar-2025" target="_blank" rel="noopener">Oscar deste ano</a>, o longa é uma adaptação do livro de mesmo nome escrito por Marcelo Rubens Paiva. Neste livro, o autor narra a história real de sua família, centrada na luta da mãe logo após o desaparecimento do pai, o deputado Rubens Paiva, levado por policiais em 1971, durante a ditadura militar brasileira. O corpo de Rubens Paiva jamais foi encontrado.</p>
<p>O sucesso da produção gerou ainda mais curiosidade sobre a vida da advogada e sobre onde ela foi enterrada, principalmente após a atriz Fernanda Torres, vencedora do Globo de Ouro pela interpretação de Eunice no cinema, ter feito uma visita ao cemitério. “Há um ano, se encerravam as filmagens de <em>Ainda Estou Aqui</em> e fui sozinha agradecer a essa grande brasileira, pela honra de tê-la encarnado no cinema. Obrigada, Eunice&#8221;, escreveu a atriz em novembro do ano passado, postando uma foto ao lado da lápide em seu perfil no Instagram.</p>
<p><iframe id="instagram-embed-0" class="instagram-media instagram-media-rendered" src="https://www.instagram.com/p/DCzI2T2uhQC/embed/captioned/?cr=1&amp;v=14&amp;wp=540&amp;rd=https%3A%2F%2Fagenciabrasil.ebc.com.br&amp;rp=%2Fcultura%2Fnoticia%2F2025-02%2Ftumulo-de-eunice-paiva-vira-ponto-turistico-apos-ainda-estou-aqui#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A1551.1000001430511%2C%22ls%22%3A280.90000009536743%2C%22le%22%3A1531.8000001907349%7D" height="906" frameborder="0" scrolling="no" allowfullscreen="allowfullscreen" data-instgrm-payload-id="instagram-media-payload-0" data-mce-fragment="1"></iframe></p>
<h2>Visitas</h2>
<p>Desde então, as visitas guiadas ao Cemitério do Araçá &#8211; que passaram a incluir uma visita ao túmulo de Eunice Paiva – tem passado a reunir centenas de visitantes. O passeio é organizado pelo projeto de necroturismo O Que Te Assombra?,  que já promovia rotineiramente visitas gratuitas a cemitérios e túmulos de personalidades históricas no estado de São Paulo. A próxima visita guiada, por exemplo, está planejada para a manhã do dia 16 de fevereiro.</p>
<p>“O Que Te Assombra? é um projeto que eu idealizei e que nasceu para contar a história de assombração. Ele é muito inspirado no livro Assombrações do Recife Velho, de Gilberto Freire, que faz um paralelo interessante entre o desenvolvimento sócio-urbano da cidade do Recife e as histórias da assombração”, contou o pesquisador e advogado Thiago de Souza.</p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" title="Paulo Pinto/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/-Fi5ZN1SoOnNznSiMwNetlmoKCU=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2025/02/06/tumulo_eunice_paiva_12.jpg?itok=CTXbym8a" alt="São Paulo (SP), 06/02/2025 - .Capela com os restos mortais de Eunice Paiva, no cemitério do Araçá, no Pacaembu, conta com passeio guiado e recebe inúmeros visitantes após o sucesso do filme Ainda estou aqui, indicado para o Oscar em três categorias. Pesquisador Thiago de Souza.Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil" /></div>
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<h6 class="meta">São Paulo (SP), 06/02/2025 &#8211; .Pesquisador Thiago de Souza fica feliz com o interessa da população pelo túmulo de Eunice Paiva &#8211; <strong>Paulo Pinto/Agência Brasil</strong></h6>
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<p>Em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>, ele explicou que essas histórias acabaram levando-o, inevitavelmente, aos cemitérios. E daí surgiu a ideia de desenvolver um novo projeto, Saudade e Suas Vozes, que tem o foco no Cemitério do Araçá. Esse projeto trabalha o cemitério como um lugar de memória, cultura, patrimônio e histórias.</p>
<blockquote><p>“Eu nunca imaginei que um cemitério tivesse tantas potencialidades e fosse um instrumento tão importante para contar histórias. Eu gosto de dizer que o cemitério é o lugar que melhor conta as nossas histórias. Todo mundo que construiu a nossa história descansa em algum cemitério. Eles são grandes contadores de história das nossas comunidades e das nossas cidades”, acrescentou o pesquisador.</p></blockquote>
<p>A inclusão do túmulo de Eunice Paiva nas visitas guiadas que já eram realizadas naquela necrópole aconteceu no final do ano passado, logo após a postagem de Fernanda Torres, quando o pesquisador finalmente descobriu que ela estava enterrada no Araçá. E a decisão por incluí-la nessa visita foi motivada porque sua história representa não somente a luta pela democracia, mas também reflete sobre a importância das memórias e do luto.</p>
<p>“A história dela dialoga com dois aspectos interessantes: o primeiro é a memória, a importância da gente se lembrar e da gente buscar a verdade, da mesma forma que foi para ela a busca por respostas sobre o paradeiro do deputado Rubens Paiva. Mas um segundo aspecto que é muito importante para a gente é entender a importância dos processos de luto, que é algo que talvez não fique muito perceptível na história. A grande busca da Eunice era para ter o direito de saber o que tinha acontecido com o seu marido, quem eram os responsáveis pela sua morte e onde ele estava sepultado”, reflete.</p>
<p>Para o pesquisador, é muito bom ver o interesse das pessoas por Eunice porque, a partir disso, são feitas reflexões sobre a importância da memória e sobre se reencontrar um sentido de compadecimento por pessoas que sofreram grandes violências.</p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" title="Paulo Pinto/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/ZQ84GfPMIRvBcAoxY1H-IXSo5s4=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2025/02/06/tumulo_eunice_paiva_09.jpg?itok=h0eeBLct" alt="São Paulo (SP), 06/02/2025 - .Capela com os restos mortais de Eunice Paiva, no cemitério do Araçá, no Pacaembu, conta com passeio guiado e recebe inúmeros visitantes após o sucesso do filme Ainda estou aqui, indicado para o Oscar em três categorias. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil" /></div>
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<h6 class="meta">São Paulo (SP), 06/02/2025 &#8211; .Capela com os restos mortais de Eunice Paiva, no cemitério do Araçá, no Pacaembu &#8211; <strong>Paulo Pinto/Agência Brasil</strong></h6>
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<h2>Cemitério do Araçá</h2>
<p>Inaugurado em 1897, o Cemitério do Araçá foi criado devido à superlotação do Cemitério da Consolação e pelo crescimento da imigração italiana em São Paulo. O nome Araçá deriva da antiga Estrada do Araçá, que era cercada por uma planta de mesmo nome. Atualmente, essa estrada se tornou a Avenida Doutor Arnaldo.</p>
<p>Além de abrigar o túmulo de Eunice Paiva, o Cemitério do Araçá guarda outras personalidades importantes da história do Brasil, como as atrizes Cacilda Becker e Nair Bello e o empresário Assis Chateaubriand. É também onde fica o mausoléu da Polícia Militar e um ossário onde antigamente foram organizados os restos mortais de pessoas assassinadas pela ditadura militar e que haviam sido enterradas na vala clandestina de Perus. O local também se destaca por obras de arte, assinadas por artistas como Victor Brecheret.</p>
<p>Para participar da visita guiada ao Cemitério do Araçá não é preciso pagar nada. Os organizadores só pedem a contribuição de um quilo de alimento que depois é encaminhado para um projeto de distribuição de marmitas para moradores em situação de rua. As inscrições podem ser feitas por meio do perfil O que te assombra? (<a href="https://www.instagram.com/oqueteassombra/" target="_blank" rel="noopener">@oqueteassombra</a>) no Instagram.</p>
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		<title>Cinema brasileiro celebra indicações de Ainda Estou aqui ao Oscar</title>
		<link>https://portalam.com.br/cinema-brasileiro-celebra-indicacoes-de-ainda-estou-aqui-ao-oscar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 22:08:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ainda Estou Aqui]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[Fernanda Torres]]></category>
		<category><![CDATA[oscar]]></category>
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					<description><![CDATA[As três indicações de Ainda Estou Aqui ao Oscar – melhor filme, melhor filme estrangeiro e melhor atriz – foram muito celebradas no Brasil. De atrizes consagradas a críticos de cinema, de famosos a anônimos, não faltou quem ficasse feliz com o grande feito deste filme brasileiro, dirigido por Walter Salles. Uma delas foi a atriz Fernanda Montenegro, que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2025-01/fernanda-torres-e-ainda-estou-aqui-sao-indicados-ao-oscar-2025" target="_blank" rel="noopener">três indicações de <em>Ainda Estou Aqui </em>ao Oscar</a> – melhor filme, melhor filme estrangeiro e melhor atriz – foram muito celebradas no Brasil. De atrizes consagradas a críticos de cinema, de famosos a anônimos, não faltou quem ficasse feliz com o grande feito deste filme brasileiro, dirigido por Walter Salles.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1627666&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1627666&amp;o=node" /></p>
<p>Uma delas foi a atriz Fernanda Montenegro, que já foi indicada ao Oscar de melhor atriz em 1999, por Central do Brasil, filme que também teve direção de Salles. Desta vez, ela tem uma razão ainda mais especial para celebrar: a indicada ao Oscar de melhor atriz neste ano de 2025 foi sua filha Fernanda Torres, que interpretou a protagonista Eunice Paiva em <em>Ainda Estou Aqui</em>.</p>
<blockquote><p>“Eu, Fernanda Montenegro e Fernando Torres – onde quer que ele esteja – estamos felizes e realizados, em estado de aleluia, pelas indicações de Fernanda Torres e Walter Salles ao importante prêmio do Oscar. Um ganho cultural para o Brasil. Meu coração de mãe em estado de graça”, escreveu nas redes sociais.</p></blockquote>
<h2>Feito inédito</h2>
<p>Em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>, o crítico de cinema Chico Fireman, sócio na distribuidora Michiko Filmes, responsável pelo lançamento no Brasil do filme Sol de Inverno, destacou o fato de<em> Ainda Estou Aqui</em> ter conquistado um feito inédito: foi a primeira vez que um filme brasileiro conquistou indicação na categoria de melhor filme, em 97 anos do prêmio.</p>
<blockquote><p>“É imenso para o Brasil e para o cinema brasileiro. Joga os holofotes para nossa arte como nunca aconteceu. Estamos falando de visibilidade e não de importância em si. O cinema brasileiro não precisa do aval internacional, mas quando ele vem ajuda e muito. As pessoas vão se interessar mais pelo filme, pelo diretor, pela atriz e pelos filmes brasileiros como um todo. Coloca a gente no mapa de uma outra forma, com uma outra projeção”, defende.</p></blockquote>
<p>O crítico ressaltou que a conquista se torna ainda mais impactante porque o enredo  ajuda a trazer reflexões sobre as violências provocadas pela ditadura militar brasileira. “As indicações, de uma certa maneira, também são por causa disso. O tema político, tão universal neste momento da história do mundo, tem tocado muito as pessoas, inclusive fora do país”.</p>
<p>Para Fireman, também foi muito simbólica a indicação de Fernanda Torres ao Oscar de melhor atriz, feito que já havia sido conquistado por sua mãe. “É um ciclo completo fechado”.</p>
<h2>Um marco</h2>
<p>Já para Sérgio Machado, diretor e roteirista de filmes como <em>Cidade Baixa</em> e <em>Abril Despedaçado</em>, o filme representa um marco para a cultura brasileira.</p>
<p>“Vi o Ainda Estou Aqui nascer. É um marco no cinema e na cultura brasileira. Não apenas pelas indicações, que são importantíssimas, nem pelos prêmios que estão vindo e virão muito mais. Mas porque marca um reencontro dos brasileiros com os nossos filmes. E que lindo ver isso acontecer com uma obra que trata de assuntos tão fundamentais e que revisita o nosso passado sombrio. Ver o Waltinho, a Nanda e a equipe maravilhosa que fez o filme &#8211; amigos tão queridos &#8211; tendo o reconhecimento que merecem me traz uma felicidade que não consigo nem descrever”, comemora.</p>
<p>“Essas indicações e a marca histórica de o Brasil integrar a categoria de melhor filme no Oscar são de mérito da obra e atuação de Walter Salles e Fernanda Torres, grandes representantes da riqueza cultural do Brasil na cinematografia mundial e devem ser celebrados por toda a indústria audiovisual brasileira. É um marco de valorização da nossa indústria e reconhecimento da qualidade de nosso cinema. <em>Viva Ainda Estou Aqui</em> e viva o cinema brasileiro!”, celebra Joana Henning, CEO do Estúdio Escarlate, responsáveis por filmes como Monica e Sequestro do Voo 375.</p>
<h2>Copa do Mundo</h2>
<p>Em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>, Renata de Almeida, diretora da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, lembrou que a primeira apresentação do filme no Brasil aconteceu dentro do festival, ocorrido em outubro do ano passado.</p>
<p>“Isso [a indicação ao Oscar] é uma maravilha não só para o filme, mas para todo o cinema brasileiro, até para o cinema latino-americano. Quando eu vi o filme, achei que ele ia fazer história mesmo. Conversei com o Walter e falei a ele sobre a complexidade dos personagens. São muitos personagens e esse não é um filme simples de se fazer. A gente está fazendo história e ele ter escolhido a Mostra para a estreia do filme foi muito bacana. A gente ficou muito emocionada. Era um filme que precisava ser feito”, destaca.</p>
<blockquote><p>“Além da excelência do filme &#8211; porque o Walter é um diretor que busca sempre a excelência e que é perfeccionista &#8211; tem esse fato que é histórico: um filme que traz temas que ainda são muito sobre o passado, mas que são temas que são também sobre o nosso presente e o nosso futuro”, acrescentou.</p></blockquote>
<p>Para a diretora da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o filme também teve o poder de resgatar o orgulho brasileiro e aquele clima de torcida, com as pessoas comemorando como se fosse uma vitória da seleção brasileira em Copa do Mundo.</p>
<p>“Essas indicações provocaram essa emoção toda e a gente vê a cultura e o cinema nesse lugar do esporte, que tem muito esse lugar da torcida. O filme conquistou esse lugar de orgulho, ainda mais por tudo o que o Brasil passou recentemente, com as perseguições contra o cinema e a cultura brasileira. Agora vemos o cinema sair desse lugar e ir para um lugar onde as pessoas têm orgulho. É muito bonito a gente colocar a nossa cultura, o nosso cinema, nesse lugar também”.</p>
<h2>Indicado</h2>
<p>Ainda Estou Aqui é um filme baseado em uma autobiografia, de mesmo nome, escrita por Marcelo Rubens Paiva. A trama retrata o desaparecimento do político <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-01/morte-de-rubens-paiva-completa-54-anos-com-legado-de-luta-reconhecido" target="_blank" rel="noopener">Rubens Paiva</a>, pai de Marcelo Rubens Paiva, durante a ditadura militar brasileira.</p>
<p>O foco da trama é Eunice Paiva. Casada com Rubens Paiva e mãe de cinco filhos, ela passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso, torturado e assassinado por agentes da ditadura.</p>
<p>Na manhã desta quinta-feira (23), o filme recebeu três indicações. A primeira delas foi ao Oscar de melhor filme estrangeiro, repetindo o feito de <em>O Pagador de Promessas</em> (1963), <em>O Quatrilho</em> (1996), <em>O que é Isso, Companheiro?</em> (1998) e <em>Central do Brasil</em> (1999). Neste ano, o filme concorre com <em>A Garota da Agulha</em> (Dinamarca), <em>Emilia Pérez</em> (França), <em>A Semente do Fruto Sagrado</em> (Alemanha) e<em> Flow</em> (Letônia).</p>
<p>Na indicação de melhor atriz, Fernanda Torres concorre com Cynthia Erivo, Karla Sofía Gascón, Mikey Madison e Demi Moore. Já na categoria de melhor filme, os concorrentes são Anora, O Brutalista, Um Completo Desconhecido, Conclave, Duna: Parte 2, Emilia Pérez, Nickel Boys, A Substância e Wicked.</p>
<p>“Agora, tudo é batalha. Em filme internacional, Emilia Pérez é o franco favorito. Teve 13 indicações, quase um recorde geral – e um recorde para filmes estrangeiros. Então é meio complicado enfrentar esse favoritismo. Tem uma reação contrária a este filme pela comunidade LGBT e dos mexicanos, o que pode nos favorecer se o negócio ficar muito grande. Mas é difícil mensurar isso”, explicou o crítico Chico Fireman.</p>
<p>“Em melhor atriz, a Demi Moore tem uma narrativa de comeback muito forte e o filme é popular mas, ao mesmo tempo, estar num <em>body horror</em> (A Substância) não deixa o caminho tão fácil assim. Nisso, a Fernanda, uma interpretação mais clássica, sóbria, unanimemente elogiada, pode surpreender. Mas é raríssimo acontecer um prêmio para uma estrangeira nesta categoria. Foram apenas duas em 97 anos de Oscar. Em melhor filme, a indicação acho que já é um grande prêmio. Mas, enfim, agora é uma nova votação. As coisas ficam meio zeradas”, acrescentou.</p>
<p>Para Renata de Almeida, o filme tem chances de conquistar o primeiro Oscar brasileiro.</p>
<p>“Se está aí concorrendo é porque tem chance. Acho que tem chance como filme estrangeiro. Na categoria de melhor filme, acho que é mais difícil. Mas a Fernanda também tem chance. Ela está fantástica no filme, e além disso, ela tem esse carisma todo. E eles estão se dedicando muito, muito, para a promoção do filme [no exterior]. Mas eu acho que a gente já tem que comemorar desde hoje porque eles fizeram um filme lindo”.</p>
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		<title>‘Ainda Estou Aqui’: filme conecta público à Comissão sobre Mortos e Desaparecidos</title>
		<link>https://portalam.com.br/ainda-estou-aqui-filme-conecta-publico-a-comissao-sobre-mortos-e-desaparecidos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Nov 2024 10:07:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ainda Estou Aqui]]></category>
		<category><![CDATA[cemitério]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Desaparecidos]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[mortos]]></category>
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					<description><![CDATA[Estreia nesta quinta-feira (7) nos cinemas brasileiros o filme ‘Ainda estou aqui’, do diretor Walter Salles, com a narração da história de Eunice Paiva, ativista pelo reconhecimento das vítimas da ditadura militar. Nas telas, famílias brasileiras poderão conhecer a saga da viúva do ex-deputado federal Rubens Paiva, preso pelo Estado em janeiro de 1971. Desde [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira (7) nos cinemas brasileiros o filme ‘Ainda estou aqui’, do diretor Walter Salles, com a narração da história de Eunice Paiva, ativista pelo reconhecimento das vítimas da ditadura militar. Nas telas, famílias brasileiras poderão conhecer a saga da viúva do ex-deputado federal Rubens Paiva, preso pelo Estado em janeiro de 1971. Desde então, o político fora considerado desparecido político até, mais de 40 anos depois, ter sua morte confirmada pela Comissão Nacional da Verdade.</p>
<p>Essa história, que em 2024 ganha repercussão internacional, se cruza com os trabalhos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), responsável por criar mecanismos que impeçam novos períodos sombrios a exemplo da ditadura, quando familiares foram alijados de seus direitos desde o acesso à informação até o de sepultar seus mortos com dignidade.</p>
<p>Criada em 1995, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) atende às reivindicações das famílias de desaparecidos políticos, a exemplo de Eunice Paiva, encarnada no filme pela atriz Fernanda Torres. Relato do filho de Eunice, Marcelo Rubens Paiva, no livro homônimo publicado em 2015, que ora chega aos cinemas, dimensiona o drama vivido pelos familiares. “Depois de vinte e cinco anos, minha mãe pôde enfim se considerar viúva, mexer em aplicações bancárias do meu pai, bens, fazer um inventário”, denuncia.</p>
<p>Após ter sido encerrada no apagar das luzes pela gestão 2019-2022, a CEMDP, que tem apoio administrativo do MDHC, foi reaberta pela atual gestão a fim de garantir o direito à memória, à elucidação da verdade e à reparação a familiares de pessoas vitimadas pela ditadura e demais reivindicações sugeridas pela Comissão Nacional da Verdade em 2014.</p>
<p>Entre elas, o coordenador-geral de Apoio à Comissão, Caio Cateb, rememora a fala de Marcelo no livro sobre a importância da emissão do atestado de óbito como um direito dos familiares. “Se você parar para pensar que, se a pessoa está desaparecida, logo ela não tem uma certidão de óbito, então, se a pessoa morreu, a família precisa abrir um processo de inventário e não tinha um documento de óbito sobre aquelas pessoas”, contextualiza.</p>
<p>Ao detalhar as funções do setor, Caio reforça novamente o relato do livro ao reconhecer a luta da sociedade civil e dos familiares – o que resultou na redação da lei. “Ela é fruto dessa luta e tem, entre as suas atribuições, dois eixos principais: de reconhecer as pessoas desaparecidas enquanto mortas e o de reparação com o pagamento de indenização para todas as famílias”, explica.</p>
<p>Composta por sete membros, a comissão completa três décadas de existência no próximo ano e pretende, além das entregas das certidões de óbito retificadas, intensificar as retomadas dos trabalhos de busca e identificação dos desaparecidos políticos. Um dos casos emblemáticos desse trabalho foi o processo de análise e identificação de restos mortais do cemitério Dom Bosco, em São Paulo, onde 1.049 ossadas foram retiradas de uma vala do cemitério do bairro de Perus.</p>
<p>Eugênia Gonzaga, procuradora regional da República e presidente da CEMDP, espera com a história contada no filme uma contribuição para a luta e a visibilidade pela preservação da memória na sociedade, inclusive das autoridades do judiciário brasileiro. “A arte é a melhor forma possível de explicar, de sensibilizar as pessoas que não fazem ideia do que aconteceu no passado sobre a gravidade desse período”, enfatiza.</p>
<h4><strong>Memórias coletivas</strong></h4>
<p>Paula Franco, pesquisadora e coordenadora-geral de Políticas de Memória e Verdade do MDHC, relembra estudos fundamentados na ciência política que apontam o prejuízo ao não falar sobre o passado ou não criminalizar pessoas que foram violentas. “É por isso que existe uma percepção de que o emprego de políticas públicas visando à memória, construídas a partir do acesso à verdade, têm o potencial de inibir, ou, de fato, barrar novas ondas de violações sistemáticas, porque justamente o Estado vai transitando para um novo lugar”, pontua.</p>
<p>A gestora tem expectativas positivas com a estreia do filme e com o debate público em cima da temática. De acordo com Franco, o longa tem um alinhamento direto com as políticas públicas que norteiam os trabalhos do MDHC de encontrar meios para que as investigações sobre o passado sejam cada vez mais completas, abarquem mais grupos e cheguem a mais pessoas.</p>
<p>Para a pesquisadora, os desafios da luta por memória e facilitação de acesso à verdade é uma realidade para qualquer país. Essa realidade, no entanto, não poderá ser superada sem relatos sobre o passado, calcados em uma narrativa realista, resultado de investigação, com documentações e testemunhas, a fim de construir uma memória social. “A memória carrega uma possibilidade pedagógica, de aprendizado. A gente aprende justamente porque a gente tem memória. Passamos as histórias de geração em geração porque a gente tem memória”, frisa.</p>
<dl class="image-left captioned caption-center">
<dt><a href="https://agenciagov.ebc.com.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2024/novembro/dialogos-a-partir-das-familias-como-o-filme-2018ainda-estou-aqui2019-conecta-a-sociedade-a-comissao-sobre-mortos-e-desaparecidos-politicos/52782495445_9ecdf13936_k.jpg" rel="lightbox"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2024/novembro/dialogos-a-partir-das-familias-como-o-filme-2018ainda-estou-aqui2019-conecta-a-sociedade-a-comissao-sobre-mortos-e-desaparecidos-politicos/52782495445_9ecdf13936_k.jpg/@@images/76e4c78d-77fc-42f8-b593-d8a7478e7615.jpeg" alt="(Foto: Clarice Castro)" width="370" height="246" /></a></dt>
<dd class="image-caption">(Foto: Clarice Castro)</dd>
</dl>
<p>Caio também acredita nessa possibilidade pedagógica e de sensibilização amplificada através da arte. “É uma forma de sensibilizar, mas também de aproximar e humanizar. As pessoas acabam percebendo, nesse tipo de conteúdo, o quão próximo isso é de nós. Quando você aproxima uma história dessas de uma mãe e de seus filhos, você está vendo o impacto disso na vida de uma família e vai encontrar histórias parecidas de pessoas que têm algum marco de uma violência ao seu redor e que impactaram as relações familiares”, relaciona.</p>
<p>Assim como o livro, o filme ‘Ainda estou aqui’ relata violações de direitos a partir de um seio familiar. Para Paula, a projeção da história tem o potencial de conectar, estabelecer pontes e aproximar o debate das novas gerações. “Ela não é [apenas] uma história do Rubens Paiva, de um sujeito que foi perseguido, impactado pela violência. Ela é a história de muitas pessoas. E a gente vai perceber também que essa violência, ocorrida ali na década de 1970, também pode dialogar com violências que ocorreram depois e impactaram famílias”, conclui Paula, refletindo sobre o trabalho desenvolvido pela CEMDP em diálogo com a demanda da sociedade civil para efetivar os direitos à memória e à verdade no país.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ainda Estou Aqui: Fernanda Torres é premiada pelo Critics Choice Award</title>
		<link>https://portalam.com.br/ainda-estou-aqui-fernanda-torres-e-premiada-pelo-critics-choice-award/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Oct 2024 11:15:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ainda Estou Aqui]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Critics Choice Award]]></category>
		<category><![CDATA[Fernada Torres]]></category>
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					<description><![CDATA[A atriz e escritora brasileira Fernanda Torres será homenageada pelo Critics Choice Awards na categoria Atriz – filme internacional por sua atuação em Ainda Estou Aqui. A honraria faz parte da 4ª edição do Celebration of Latino Cinema and Television, que ocorrerá no dia 22 de outubro, no Egyptian Theatre, em Hollywood, nos Estados Unidos. “O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A atriz e escritora brasileira Fernanda Torres será homenageada pelo Critics Choice Awards na categoria Atriz – filme internacional por sua atuação em <em>Ainda Estou Aqui</em>.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1615067&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1615067&amp;o=node" /></p>
<p>A honraria faz parte da 4ª edição do Celebration of Latino Cinema and Television, que ocorrerá no dia 22 de outubro, no Egyptian Theatre, em Hollywood, nos Estados Unidos.</p>
<p>“O evento homenageia performances e trabalhos de destaque, tanto na tela quanto fora dela, da indústria do entretenimento latino”, informa o Critics Choice Awards, em seu perfil no Instagram.</p>
<p>Nas redes sociais, a atriz comemorou o anúncio e disse que a iniciativa proposta pela associação de críticos representa “uma das principais premiações do mundo do cinema”.</p>
<p>Dirigido por Walter Salles, <em>Ainda Estou Aqui</em> é estrelado por Fernanda Torres, Fernanda Montenegro e Selton Mello e baseado no livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva.</p>
<p>No filme, a personagem Eunice Paiva – interpretada por Fernanda Torres – é mãe de cinco filhos e se vê obrigada a se reinventar depois que a família sofre um ato violento e arbitrário por parte do governo durante a ditadura militar.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image">
<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" title="Alile Dara Onawale/Sony Pictures" src="https://imagens.ebc.com.br/THmZp-RDgCh_yO7UE6hksssALdQ=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/09/23/aindaestouaqui.jpg?itok=szylWfTH" alt="Brasília (DF), 23/09/2024 - Cena do filme Ainda estou aqui. Foto: Alile Dara Onawale/Sony Pictures" /></div>
<div class="dnd-caption-wrapper">
<h6 class="meta">Cena do filme Ainda estou aqui &#8211; <strong>Alile Dara Onawale/Sony Pictures</strong></h6>
</div>
</div>
<p>O filme foi escolhido para representar o Brasil na <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2024-09/brasil-escolhe-filme-ainda-estou-aqui-para-disputa-por-vaga-no-oscar" target="_blank" rel="noopener">disputa por uma vaga de Melhor Filme</a> Internacional no Oscar 2025. O anúncio foi feito pela Academia Brasileira de Cinema após decisão unânime da comissão de seleção.</p>
<p><em>Ainda Estou Aqui</em> recebeu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza e foi exibido nos festivais de Toronto e de San Sebastián.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Brasil escolhe filme Ainda Estou Aqui para disputa por vaga no Oscar</title>
		<link>https://portalam.com.br/brasil-escolhe-filme-ainda-estou-aqui-para-disputa-por-vaga-no-oscar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2024 12:23:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ainda Estou Aqui]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[oscar]]></category>
		<category><![CDATA[vaga]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalam.com.br/?p=116043</guid>

					<description><![CDATA[O filme Ainda Estou Aqui, do diretor Walter Salles, foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025. O anúncio foi feito pela Academia Brasileira de Cinema após decisão unânime da comissão de seleção.  Ainda Estou Aqui disputou com mais cinco produções: Cidade Campo, de Juliana Rojas; Levante, de Lillah Halla; Motel Destino, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O filme <em>Ainda Estou Aqui,</em> do diretor Walter Salles, foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025. O anúncio foi feito pela Academia Brasileira de Cinema após decisão unânime da comissão de seleção. <img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1613374&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1613374&amp;o=node" /></p>
<p><em>Ainda Estou Aqui</em> disputou com mais cinco produções: <em>Cidade Campo</em>, de Juliana Rojas; <em>Levante</em>, de Lillah Halla; <em>Motel Destino</em>, de Karim Aïnouz; <em>Saudade Fez Morada Aqui Dentro</em>, de Haroldo Borges; e <em>Sem Coração</em>, de Nara Normande e Tião.</p>
<p>A película ganhou o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza e foi exibido nos festivais de Toronto e San Sebastián, além de selecionado para o Festival de Nova York.</p>
<p>“Estou orgulhosa de presidir essa comissão, que foi unânime na escolha desse grande filme sobre memória, um retrato emocionante de uma família sob a ditadura militar. <em>Ainda Estou Aqui </em>é uma obra-prima, sobre o olhar de uma mulher, Eunice Paiva, e com atuações sublimes das duas Fernandas. Esse é um momento histórico para nosso cinema. Não tenho dúvida que esse filme tem grandes chances de colocar o Brasil de novo entre os melhores do mundo. Nós, da indústria do audiovisual brasileiro, merecemos isso”, disse Bárbara Paz, presidente da Comissão de Seleção, em publicação da Academia Brasileira de Cinema.</p>
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<figure style="width: 463px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" title="Alile Dara Onawale/Sony Pictures" src="https://imagens.ebc.com.br/i8TS0RcvOmC_BtucH83AE2eAeWU=/463x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/09/23/snapinsta.app_461150781_18456494395038906_8029438770046351873_n_1080.jpg?itok=WVeKlm6d" alt="Brasília (DF), 23/09/2024 - Cena do filme Ainda estou aqui. Foto: Alile Dara Onawale/Sony Pictures" width="463" height="309" /><figcaption class="wp-caption-text">Brasília (DF), 23/09/2024 &#8211; Cena do filme &#8220;Ainda Estou Aqui&#8221; com Fernanda Torres. Foto: Alile Dara Onawale/Sony Pictures</figcaption></figure>
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<p>Estrelado por Fernanda Torres, Fernanda Montenegro e Selton Mello, filme é ima adaptação de uma obra autobiográfica de Marcelo Rubens Paiva em que conta a história de sua mãe Eunice Paiva, viúva de Rubens Paiva, que foi levado de casa e morto pelos militares durante a ditadura. Por décadas, Eunice buscou a verdade sobre o que havia ocorrido com o marido, tornando-se uma voz importante contra o regime, abertura dos arquivos e a busca pelo memória dos desaparecidos políticos.</p>
<p>Eunice é interpretada pela atriz Fernanda Torres, que tem sido elogiada por sua atuação pelos críticos de cinema.</p>
<p><em>* Com informações da Academia Brasileira de Cinema </em></p>
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