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	<title>código civil | Portal AM</title>
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	<title>código civil | Portal AM</title>
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		<title>Novo Código Civil: especialistas divergem sobre sucessão e divórcio</title>
		<link>https://portalam.com.br/novo-codigo-civil-especialistas-divergem-sobre-sucessao-e-divorcio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 12:01:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[código civil]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
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					<description><![CDATA[Especialistas presentes em audiência pública no Senado nesta quinta (26) afirmaram que a revisão do Código Civil pode agravar problemas familiares ou até mesmo criar outros. O debate foi promovido pela comissão temporária que analisa o PL 4/2025, projeto de lei do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) que reforma o Código Civil. Ele presidiu a primeira parte [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Especialistas presentes em audiência pública no Senado nesta quinta (26) afirmaram que a revisão do Código Civil pode agravar problemas familiares ou até mesmo criar outros.</p>
<p>O debate foi promovido pela comissão temporária que analisa o <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/166998" target="_blank" rel="noopener">PL 4/2025</a>, projeto de lei do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) que reforma o Código Civil. Ele presidiu a primeira parte da reunião.</p>
<h3><strong>Direito sucessório</strong></h3>
<p>A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que conduziu a parte final da audiência, disse que o projeto de Pacheco trará uma atualização necessária a essa legislação. Soraya, que atuava como advogada antes de entrar no Senado, afirmou que o direito sucessório é um tema “do seu coração”.</p>
<p>— Eu perdi meu pai muito cedo; eu tinha um ano e 11 meses. Nós tivemos muitos dramas familiares em relação à sucessão. [O tema] não foi atualizado em 2002 [quando foi instituído o atual Código Civil]. Precisamos atualizá-lo — declarou ela.</p>
<h3><strong>Cônjuge mulher</strong></h3>
<p>Retirar dos cônjuges o direito automático à herança do parceiro (conforme previsto no PL 4/2025) prejudicará especialmente as mulheres, disse a representante do Instituto Brasileiro de Direito de Família, Ana Luiza Maia Nevares. Ela acrescentou que as propostas de compensação à viúva por outros meios não serão capazes de abranger todos os casos.</p>
<p>— Aquela mulher que foi “obrigada” a largar mais trabalho para cuidar do marido idoso, e cujos filhos não estão cuidando desse idoso, na hora em que ele morrer ela descobrirá que não terá nada. A melhor solução é ela se manter herdeira necessária, mantermos a concorrência e termos uma renúncia que pode ser feita no pacto antenupcial (e, neste caso, ela já saberá que não vai herdar nada) — argumentou Ana Luiza.</p>
<p>O advogado Mário Luiz Delgado, por sua vez, questionou o que chamou de “protagonismo do cônjuge” na sucessão de bens. Segundo ele, os cônjuges hoje têm “mais direitos que os descendentes”.</p>
<p>— Essa posição atende ao modelo de casamento predominante, que talvez não seja mais o do casamento indissolúvel? Cada vez mais, as famílias brasileiras são compostas por pessoas que estão reconstruindo as suas vidas. Muitas vezes o cônjuge que vai ser o titular de todos esses direitos será o último, aquele que passou menos tempo casado — advertiu ele.</p>
<p>Mário participou da elaboração do anteprojeto (especificamente na parte sobre direito sucessório) que deu origem ao PL 4/2025 — o projeto de Rodrigo Pacheco.</p>
<h3><strong>Divórcio impositivo</strong></h3>
<p>Para a presidente da Associação de Direito de Família e das Sucessões, Regina Beatriz Tavares da Silva, o tempo de cinco dias para o divórcio unilateral em cartório, conforme previsto pelo projeto, é muito curto. Esse mecanismo permite a um dos cônjuges dissolver o casamento apenas com a sua própria manifestação no Registro Civil de Pessoas Naturais, sem que seja necessária a manifestação do outro cônjuge.</p>
<p>— É um risco, especialmente para o cônjuge mais fragilizado. Em cinco dias depois da notificação, será averbado o divórcio. Então ele [o marido] pode ir diretamente à empregadora para cancelar o plano de saúde da mulher. Se ela precisar de um tratamento de saúde, será necessária uma ação judicial. Não haverá mais direito a alimento, porque já estarão divorciados — alertou Regina.</p>
<p>O relator-geral do anteprojeto que deu origem ao PL 4/2025, Flávio Tartuce, reconheceu que os trechos sobre o divórcio impositivo podem ser melhorados. Mas, por outro lado, ele destacou que esse mecanismo pode ser necessário em casos de violência doméstica.</p>
<p>— Em muitos casos, o marido não quer dar o divórcio e pratica violência doméstica. O único caminho que as mulheres têm é entrar com uma ação judicial e pedir o divórcio liminar. Não seria o caso de a gente condicionar isso? Em vez de uma denúncia vazia, criar uma denúncia cheia motivada — propôs Tartuce.</p>
<h3><strong>Parentalidade</strong></h3>
<p>A revisão do Código Civil pode gerar conflitos na criação dos filhos ao prever igual autoridade entre pais biológicos e socioafetivos. Essa é a avaliação do professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Paulo Doron Rehder de Araújo.</p>
<p>— O filho vai ganhar celular com qual idade? Em caso de um acidente, vai ser feita uma cirurgia arriscada ou não? Outorgar autoridade para todo mundo ao mesmo tempo tende a gerar mais confusão do que solução. Em geral, a parentalidade socioafetiva supre a ausência do pai ou da mãe biológicos.</p>
<p>Paulo sugeriu que a guarda dos filhos deve ficar com os que convivem mais com eles — enquanto os demais devem ter direito, segundo ele, a um regime de visitas.</p>
<h3><strong>Arquivamento do projeto</strong></h3>
<p>O professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Giordano Bruno Soares Roberto disse que é absurdo um mesmo trecho do projeto apresentar regras de criação compartilhada de animais e de crianças após a separação do casal, sugerindo assim uma equiparação entre animais e crianças.</p>
<p>Ele também alega que, de acordo com o PL 4/2025, os padrastos serão obrigados a pagar pensão e conviver com enteados após o divórcio.</p>
<p>— Considerem a possibilidade de arquivar o projeto. Os notáveis especialistas bem-intencionados [que elaboraram o anteprojeto] extrapolaram o escopo original sem respeito à história nacional. Basta observar os verdadeiros experimentos sociais que o projeto realiza. São hipóteses em que não se resolve problema algum, mas em que há potencial de se criar uma infinidade deles — criticou o professor.</p>
<h3><strong>Sexualidade</strong></h3>
<p>A presidente-executiva do Instituto Isabel, que monitora propostas de lei sobre família, Andrea Hoffman Formiga, avaliou que o projeto desvincula a família da dimensão conjugal ao substituir referências a homens e mulheres por termos neutros.</p>
<p>— É um conceito sem amparo constitucional que desvincula a família da geração de vida. O direito tem o dever de reconhecer a família natural. Não é produto de uma ideologia; ela é uma estrutura na qual a vida humana nasce.</p>
<p>Por outro lado, Rosa Maria de Andrade Nery — que foi relatora-geral do anteprojeto que deu origem ao PL 4/2025, junto com Flávio Tartuce — lembrou que em 2011 o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou as relações entre pessoas do mesmo sexo com uniões estáveis.</p>
<p>— Na Constituição Federal, embora mencionados “homem e mulher” para o casamento, o STF entendeu, de maneira correta, a igualdade de duas pessoas [do mesmo sexo]. Nada mudou — ressaltou ela.</p>
<p>Também participaram do debate desta quinta-feira o professor da FGV Gustavo Kloh Muller Neves e o professor de direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Carlos Affonso de Souza.</p>
<p>Fonte: Agência Senado</p>
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		<item>
		<title>Código Civil: conheça as propostas de juristas para modernizar a legislação</title>
		<link>https://portalam.com.br/codigo-civil-conheca-as-propostas-de-juristas-para-modernizar-a-legislacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Apr 2024 09:25:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[AM]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[código civil]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Portal AM]]></category>
		<category><![CDATA[Senado]]></category>
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					<description><![CDATA[Senadores e deputados terão um ponto de partida avançado para debater e aprimorar o Código Civil (Lei 10.406, de 2002). Uma comissão de juristas criada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, concluiu a revisão do texto em vigor, em uma tentativa de trazê-lo para os dias atuais. O trabalho, coordenado pelo ministro Luis Felipe Salomão, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="link2" class="js-indicator u-spacer--md">
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<p>Senadores e deputados terão um ponto de partida avançado para debater e aprimorar o Código Civil (<a href="https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2002-01-10;10406">Lei 10.406, de 2002</a>). Uma comissão de juristas criada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, concluiu a revisão do texto em vigor, em uma tentativa de trazê-lo para os dias atuais. O trabalho, coordenado pelo ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), durou oito meses.</p>
<p>As mudanças seguem decisões recorrentes tomadas por tribunais Brasil afora. Entre as inovações estão a inclusão de uma parte específica sobre direito digital e a ampliação do conceito de família.</p>
<p>O Código Civil regula toda a vida das pessoas, mesmo antes do nascimento e até depois da morte, passando pelo casamento, sucessão e herança, além das atividades em sociedade, como a regulação de empresas e de contratos. É uma espécie de “constituição do cidadão comum”.</p>
<h4><strong>Conheça as principais mudanças: </strong></h4>
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<div class="eta eta-xs col-md-12">
<hr />
<h1><strong>Família</strong></h1>
<h3><strong>Ampliação do conceito de família</strong></h3>
<p>Prevê a família conjugal (formada por um casal) e o vínculo não conjugal (mãe e filho, irmã e irmão), que passa a se chamar “parental”</p>
<p>Substitui o termo “entidade familiar” por “família”; “companheiro” por “convivente” e “poder familiar” por “autoridade parental”</p>
<h3><strong>Socioafetividade</strong></h3>
<p>Reconhece a socioafetividade, quando a relação é baseada no afeto e não no vínculo sanguíneo</p>
<h3><strong>Multiparentalidade</strong></h3>
<p>Reconhece a multiparentalidade, coexistência de mais de um vínculo materno ou paterno em relação a um indivíduo</p>
<h3><strong>Registro/DNA</strong></h3>
<p>Prevê o registro imediato da paternidade a partir da declaração da mãe quando o pai se recusar ao exame de DNA</p>
<h3><strong>Vida</strong></h3>
<p>Reconhece a potencialidade da vida humana pré-uterina e a vida pré-uterina e uterina como expressões da dignidade humana</p>
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<hr />
<h1><strong>Casamento e divórcio</strong></h1>
<h3><strong>União homoafetiva</strong></h3>
<p>Legitima a união homoafetiva, reconhecida em 2011 pelo Supremo Tribunal Federal (STF)</p>
<p>Acaba com as menções a &#8220;homem e mulher&#8221; nas referências a casal ou família</p>
<h3><em><br />
</em><strong>Divórcio unilateral</strong></h3>
<p>Prevê o divórcio ou dissolução de união estável solicitados por uma das pessoas do casal, sem a necessidade de ação judicial</p>
<p>O pedido deve ser feito no cartório onde foi registrada a união. O cônjuge será notificado e terá um prazo para atender</p>
<h3><em><br />
</em><strong>Regime de bens </strong></h3>
<p>Permite alteração do regime de bens do casamento ou da união estável em cartório; hoje só com autorização judicial</p>
<h3><em><br />
</em><strong>Alimentos gravídicos</strong></h3>
<p>Cria os chamados “alimentos gravídicos”, pensão que será devida desde o início até o fim da gestação</p>
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<hr />
<h1><strong>Reprodução assistida e doação de órgãos</strong></h1>
<h3><strong>Reprodução assistida</strong></h3>
<p>Proíbe o uso das técnicas reprodutivas para criar seres humanos geneticamente modificados, embriões para investigação científica ou para escolha de sexo ou raça</p>
<h3><strong>Óvulos e espermatozoides</strong></h3>
<p>Veda a comercialização de óvulos e espermatozoides</p>
<p>Não reconhece vínculo de filiação entre o doador e a pessoa nascida a partir do seu material genético</p>
<h3><strong>Doação de órgãos</strong></h3>
<p>Dispensa autorização familiar para doação de órgãos quando o doador falecido tiver deixado, por escrito, permissão para o transplante</p>
<p>Sem manifestação prévia, a autorização poderá ser dada por familiares</p>
<h3><strong>Saúde</strong></h3>
<p>Garante o direito de a pessoa indicar antecipadamente quais tratamentos de saúde deseja ou não realizar, caso fique incapaz no futuro</p>
<h3><strong>Barriga solidária</strong></h3>
<p>Proíbe a “barriga de aluguel”</p>
<p>Autoriza a barriga solidária, desde que a gestação não seja possível em razão de causa natural ou em casos de contraindicação médica</p>
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<hr />
<h1><strong>Animais</strong></h1>
<h3><strong>Seres sencientes</strong></h3>
<p>Considera os animais seres capazes de ter sensações e emoções, e com proteção jurídica própria</p>
<h3><strong>Indenização</strong></h3>
<p>Prevê reparação por maus-tratos e indenização a quem sofra dano moral por problemas com seu animal de estimação</p>
<h3><strong>Despesas </strong></h3>
<p>Guarda e despesas de manutenção de animais de estimação podem ser compartilhadas entre ex-cônjuges</p>
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<hr />
<h1><strong>Bens</strong></h1>
<h3><strong>Herança</strong></h3>
<p>Cônjuges deixam de ser herdeiros se houver descendentes (filhos, netos) e ascendentes (pais, avós). Nesse caso, apenas esses terão direito à herança</p>
<h3><strong>Doação de bens</strong></h3>
<p>Doações de pessoa casada ou em união estável a amantes podem ser anuladas pelo cônjuge ou por seus herdeiros até dois anos depois do fim do casamento</p>
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<hr />
<h1><strong>Usucapião</strong></h1>
<h3><strong>Pedido em cartório</strong></h3>
<p>Possuidor de imóvel pode requerer diretamente ao cartório — e não mais ao juiz — a declaração de aquisição da propriedade por meio de usucapião</p>
<h3><strong>Rural</strong></h3>
<p>Para combater a grilagem, o direito ao reconhecimento de propriedade só pode ser exercido uma única vez. Hoje não há limite na lei</p>
<h3><strong>Urbano</strong></h3>
<p>Quem ocupar moradia de até 250m² em área urbana por cinco anos ininterruptos e sem oposição poderá ser seu dono</p>
<h3><strong>Familiar</strong></h3>
<p>Quem exercer a posse de um imóvel urbano de até 250 m² que dividia com ex-cônjuge ou ex-convivente que saiu do local por dois anos ininterruptos terá a propriedade integral</p>
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<hr />
<h1><strong>Dívidas e prescrição</strong></h1>
<h3><strong>Dívidas</strong></h3>
<p>Proíbe penhora de imóvel do devedor e sua família se for o único bem que possuírem</p>
<p>Moradia de alto padrão pode ser penhorada em 50%. A outra metade permanece em posse do devedor</p>
<h3><strong>Prescrição do direito</strong></h3>
<p>Reduz de 10 para 5 anos o prazo geral de prescrição (limite de tempo em que se pode pedir na Justiça o cumprimento de um direito)</p>
<h3><strong>Juros</strong></h3>
<p>Contratos não podem prever taxas de juros por inadimplência maiores que 2% ao mês</p>
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<section>
<div class="eta eta-xs col-md-12">
<hr />
<h1><strong>Empresas</strong></h1>
<h3><strong>Liberdade contratual</strong></h3>
<p>Reforça a ideia de liberdade contratual, principalmente nas contratações em que as partes estejam em igualdades de condições</p>
<h3><strong>Empresa estrangeira</strong></h3>
<p>Exige que sociedades estrangeiras tenham sede e representante no Brasil para atuar no país</p>
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<section>
<div class="eta eta-xs col-md-12">
<hr />
<h1><strong>Direito digital</strong></h1>
<h3><strong>Fundamentos</strong></h3>
<p>Cria o direito digital, estabelecendo direitos e proteção às pessoas no ambiente virtual</p>
<p>Garante a remoção de links em mecanismos de buscas de conteúdos que tragam imagens pessoais íntimas, pornografia falsa, e crianças e adolescentes</p>
<p>Cria possibilidade de indenizações por danos sofridos em ambiente virtual</p>
<p>Plataformas digitais passam a responder civilmente pelo vazamento de dados e devem adotar mecanismos para verificar a idade do usuário</p>
<h3><strong>Patrimônio digital</strong></h3>
<p>Define patrimônio digital como os perfis e senhas de redes sociais, criptomoedas, contas de games, fotos, vídeos, textos e milhas aéreas</p>
<p>O patrimônio digital pode ser herdado e descrito em testamento</p>
<p>Sucessores legais podem pedir a exclusão ou conversão em memorial dos perfis em redes sociais de pessoas falecidas</p>
<h3><strong>Identidade e assinatura digital</strong></h3>
<p>Regulamenta o uso de assinatura eletrônica</p>
<p>Reconhece a identidade digital como meio oficial de identificação dos cidadãos</p>
<h3><strong>Inteligência artificial</strong></h3>
<p>Exige identificação clara do uso de IA</p>
<p>Exige autorização para criação de imagens de pessoas vivas e falecidas por meio de IA</p>
</div>
</section>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<p>Fonte: Agência Senado</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Anteprojeto do novo Código Civil será apresentado na quarta</title>
		<link>https://portalam.com.br/anteprojeto-do-novo-codigo-civil-sera-apresentado-na-quarta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Apr 2024 09:36:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[AM]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[código civil]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
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					<description><![CDATA[O Plenário realiza na quarta-feira (17), às 11h, sessão de debate temático para apresentação e discussão do anteprojeto de atualização do Código Civil, que inclui temas relacionados ao direito digital e direito de família, entre outras inovações. O trabalho de revisão esteve a cargo de uma comissão de juristas criada pelo Senado e presidida pelo ministro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Plenário realiza na quarta-feira (17), às 11h, sessão de debate temático para apresentação e discussão do anteprojeto de atualização do Código Civil, que inclui temas relacionados ao direito digital e direito de família, entre outras inovações. O trabalho de revisão esteve a cargo de uma comissão de juristas criada pelo Senado e presidida pelo ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).</p>
<p>A comissão de juristas foi criada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em agosto de 2023. Desde então, o grupo realizou encontros, audiências públicas e discussões sobre as mudanças no Código Civil. O colegiado também recebeu 280 sugestões da sociedade. Foi a primeira vez que juristas mulheres participaram da elaboração do código.</p>
<p>O Código Civil regula a vida do cidadão desde antes do nascimento e tem efeitos até depois da morte do indivíduo, passando pelo casamento, regulação de empresas e contratos, além de regras de sucessão e herança. É uma espécie de “constituição do cidadão comum”.</p>
<p>Como já adiantou Luis Felipe Salomão, enfrentar as <em>fake news</em> é um dos pontos da parte sobre direito digital que pretende adequar o Código Civil ao entendimento dos tribunais. O texto trata de assuntos como o direito digital à intimidade, liberdade de expressão, patrimônio e herança digital, proteção à criança, inteligência artificial, contratos e assinaturas digitais.</p>
<p>O anteprojeto também trata da regulamentação da inteligência artificial, além da ampliação do conceito de família para incluir vínculos não conjugais, que agora passam a se chamar parentais. A proposta visa a garantir a esses grupos familiares direitos e deveres, e busca reconhecer o parentesco da socioafetividade, quando a relação é baseada no afeto e não no vínculo sanguíneo.</p>
<p>Há ainda a legitimação da união homoafetiva, reconhecida em 2011 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A nova redação acaba com as menções a &#8220;homem e mulher&#8221; nas referências a casal ou família, abrindo caminho para proteger, no texto da lei, o direito de homossexuais ao casamento civil, à união estável e à formação de família. O texto também facilita a doação de órgãos pós-morte e estabelece normas para a reprodução assistida e prevê modificações na maneira com a qual animais são reconhecidos pelo Estado, além de uma nova modalidade de divórcio ou dissolução de união estável, que poderá ser solicitada de forma unilateral, entre outros temas.</p>
<p>Fonte: Agência Senado</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Comissão faz esforço concentrado no Senado para votar Código Civil</title>
		<link>https://portalam.com.br/comissao-faz-esforco-concentrado-no-senado-para-votar-codigo-civil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Mar 2024 21:51:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[AM]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
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		<category><![CDATA[Votar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalam.com.br/?p=104023</guid>

					<description><![CDATA[Brasília (DF) &#8211; A comissão de juristas responsável pela revisão e atualização do Código Civil promove no Senado, na próxima semana, entre 1º e 5 de abril, esforço concentrado para votar o relatório final com propostas de alteração em mais de mil artigos e sobre temas de difícil consenso, como direito da família, dos animais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Brasília (DF)</strong> &#8211; A comissão de juristas responsável pela revisão e atualização do Código Civil promove no <a href="https://www12.senado.leg.br/hpsenado">Senado</a>, na próxima semana, entre 1º e 5 de abril, esforço concentrado para votar o relatório final com propostas de alteração em mais de mil artigos e sobre temas de difícil consenso, como direito da família, dos animais e de propriedade.</p>
<p>Um dos pontos que levanta polêmica no campo conservador, por exemplo, diz respeito ao direito do nascituro &#8211; o feto em gestação. O texto de um dos relatórios apresentados em fevereiro, com um anteprojeto de proposta final, diz que os direitos antes do nascimento são protegidos “para efeitos deste Código Civil”.</p>
<p>A expressão, que aparenta limitar o alcance dos direitos do nascituro, foi usada para alimentar notícias falsas, sobretudo em círculos católicos e de direita, de que a comissão de juristas estaria tentando facilitar o aborto, aponta o professor e jurista Flávio Tartuce, um dos relatores da reforma do Código Civil.</p>
<p>“Não tratamos de aborto no projeto”, enfatizou Tartuce à <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/">Agência Brasil</a>. Ele nega motivações ideológicas na comissão de juristas e assegura que o trabalho é técnico. O professor destaca que ainda não há relatório final aprovado e que muitas emendas e destaques já foram feitos ao anteprojeto apresentado em fevereiro.</p>
<p>Ele acrescenta que “o Código Civil sempre motiva debates, você lida ali com a vida do cidadão desde antes do nascimento até depois da morte, é normal haver discordâncias. Mas há também as polêmicas promocionais, de pessoas que querem se promover, e entre essas a grande maioria não leu nada”.</p>
<p>Organizações como a União de Juristas Católicos chegaram a publicar manifestações contrárias a toda iniciativa de revisão do Código Civil. “A proposta não é uma mera ‘atualização’ – que pressuporia apenas ajustes pontuais em um código relativamente novo, com pouco mais de 20 anos de vigência – , mas a refundação da própria visão de sociedade, de pessoa e de família que normatiza a nossa nação”, disse a entidade, em nota.</p>
<p>Em resposta, Tartuce nega que proponha um &#8220;Novo Código Civil&#8221;, tratando-se de uma &#8220;atualização&#8221;. Ele afirma que a comissão de juristas “está muito longe de querer criar polêmicas ou trazer uma revolução de costumes. Nossa prioridade é destravar a vida das pessoas, ajudar a resolver os problemas”.</p>
<p>O primeiro Código Civil brasileiro, com essa denominação, data de 1916. Ele foi substituído pelo código atual, que entrou em vigor em 2002, após quatro décadas de discussões. Alguns críticos pontuam que o código atual tem somente 22 anos, motivo pelo qual seria cedo para promover uma revisão.</p>
<p>A esse argumento, Tartuce lembra que a velocidade das mudanças na sociedade cresce de modo exponencial, com transformações especialmente intensas ao longo das últimas décadas. Quando o Código Civil atual foi aprovado, por exemplo, sequer havia smartphones no país. “O código atual é analógico, é preciso trazê-lo para o mundo digital”, acentua o professor.</p>
<p>A criação de uma Comissão de Juristas para revisar o Código Civil partiu do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Após ser questionado por senadores conservadores, ele defendeu a iniciativa no plenário da Casa, afirmando que o objetivo não é elaborar um “novo Código Civil”, mas preencher lacunas no código atual. “É um trabalho totalmente independente. A decisão final é do Parlamento”, disse.</p>
<p>A Comissão de Juristas é presidida pelo ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e composta por 36 juristas especializados no assunto. Os relatores são o professor Flávio Tartuce, e a desembargadora Rosa Maria de Andrade Nery. O grupo recebeu 180 dias de prazo para apresentar a Pacheco um projeto de lei com as novas propostas para o Código Civil. Esse prazo vence em 12 de abril.</p>
<p>Com mais de 2 mil artigos, o Código Civil regula todos os direitos relativos à personalidade do indivíduo e às relações em sociedade, incluindo temas como casamentos, contratos, heranças e direitos das empresas, entre muitos outros. Em artigo célebre, o jurista Miguel Reale descreveu a lei como “a Constituição do homem comum”.</p>
<h3>Mudanças</h3>
<p>&#8211; Logo no artigo 1º, um dos relatórios parciais já apresentados propõe um novo parágrafo para inserir no Código Civil os direitos e deveres previstos em tratados internacionais aderidos pelo Brasil, a chamada “personalidade jurídica internacional”.</p>
<p>&#8211; No artigo 2º, o texto da relatoria-geral propõe inserir a previsão de que a personalidade civil “termina com a morte encefálica”, o que é visto como uma tentativa de facilitar a doação de órgãos, por exemplo.</p>
<p>&#8211; Outra proposta prevê que os animais passem a ser considerados “objetos de direitos” de natureza especial, na condição de “seres vivos dotados de sensibilidade e passíveis de proteção jurídica”. O ponto traz para o Código Civil interpretações que já tem sido feitas no dia a dia do Judiciário, que precisa lidar, por exemplo, com a tutela de bichos de estimação no caso de separação de casais.</p>
<p>&#8211; No livro de direito de família foi proposta a mudança de nome para &#8220;das famílias&#8221;, no plural. Foi proposta também a criação de uma nova figura jurídica, chamada de “convivente”, além do “cônjuge”, para descrever as uniões estáveis.</p>
<p>&#8211; Relatório parcial prevê a exclusão do cônjuge ou convivente como herdeiro necessário. Isso significa que o companheiro ou companheira pode ser excluído da herança, sendo obrigatório somente descendentes e ascendentes entre os herdeiros. Segundo justificativas de membros da comissão, a intenção é atualizar o Código Civil em relação aos relacionamentos muito mais fluidos na atualidade.</p>
<p>&#8211; Uma das propostas é a inserção de um livro novo no Código Civil, para tratar de direito digital. Alguns dos artigos, por exemplo, preveem a validade das locações por meio de aplicativo, como de carros, quartos ou casas. Outro ponto é a regulação das assinaturas eletrônicas.</p>
<p>&#8211; O Código Civil atual prevê que todos que possuem alguma propriedade têm o direito de manter a posse sobre ela em caso de turbação ou esbulho, e de ter essa posse protegida. Uma das propostas apresentadas prevê que esses direitos poderão ser exercidos também coletivamente, &#8220;em caso de imóvel de extensa área que for possuído por considerável número de pessoas”.</p>
<p><strong>Leia mais</strong></p>
<p><strong><a href="https://portalam.com.br/stf-julga-os-limites-da-atuacao-e-subordinacao-das-forcas-armadas-2/">STF julga os limites da atuação e subordinação das Forças Armadas</a></strong></p>
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		<title>Rodrigo Pacheco anuncia projetos prioritários para o Senado em 2024</title>
		<link>https://portalam.com.br/rodrigo-pacheco-anuncia-projetos-prioritarios-para-o-senado-em-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Feb 2024 08:39:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[código civil]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[projeto]]></category>
		<category><![CDATA[Senado]]></category>
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					<description><![CDATA[O Senado retoma os trabalhos na próxima semana e deve votar ao longo deste ano matérias consideradas prioritárias pelo presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco. Regulamentação da reforma tributária, revisão do Código Civil, uso de inteligência artificial, reoneração da folha de pagamentos e mudanças no sistema eleitoral são alguns dos projetos na ordem do dia. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Senado retoma os trabalhos na próxima semana e deve votar ao longo deste ano matérias consideradas prioritárias pelo presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco. Regulamentação da reforma tributária, revisão do Código Civil, uso de inteligência artificial, reoneração da folha de pagamentos e mudanças no sistema eleitoral são alguns dos projetos na ordem do dia.</p>
<p>Para Pacheco, Senado e Câmara precisam avançar na <a href="/noticias/materias/2023/12/21/reforma-tributaria-promulgada-principais-mudancas-dependem-de-novas-leis" target="_blank" rel="noopener">regulamentação da reforma tributária</a>. Promulgada em dezembro como Emenda Constitucional 132, a mudança estabelece bases para a unificação de impostos sobre o consumo e para o fim da guerra fiscal.</p>
<p>A aplicação efetiva da reforma depende da aprovação de projetos de lei que ainda nem chegaram ao Parlamento. A estimativa é de que pelo menos 71 dispositivos da Emenda Constitucional 132 carecem de regulamentação.</p>
<p>— Ao longo de 2024, tornaremos real a reforma tributária através da legislação infraconstitucional e da legislação complementar à Constituição Federal. A reforma será enfim uma realidade no Brasil com a simplificação tributária. Vamos nos dedicar muito a essa regulamentação — disse Rodrigo Pacheco.</p>
<p>O Ministério da Fazenda criou um grupo de trabalho para, em 60 dias, sugerir o detalhamento das regras tributárias. O Poder Executivo espera enviar os projetos ao Congresso Nacional em abril. Entre outros pontos, é preciso definir regras sobre:</p>
<ul>
<li>a cobrança do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS);</li>
<li>o funcionamento do comitê gestor para arrecadar, administrar e distribuir os recursos do IBS;</li>
<li>a compensação de eventuais perdas de receita para estados e municípios; e</li>
<li>os regimes diferenciados e reembolsos de créditos previstos na Emenda Constitucional 132.</li>
</ul>
<h3><strong>Código Civil</strong></h3>
<p>Outro tema que o presidente Rodrigo Pacheco pretende incluir na pauta em 2024 é a modernização do Código Civil (<a href="https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2002-01-10;10406" target="_blank" rel="noopener">Lei 10.406, de 2002</a>). O Senado instalou no ano passado uma comissão de juristas para sugerir mudanças na legislação em vigor.</p>
<p>Além da atualização de temas consagrados no direito civil, o colegiado deve sugerir um livro específico dedicado ao direito digital. De acordo com o presidente da comissão de juristas, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Luis Felipe Salomão, <a href="/noticias/materias/2024/01/26/em-artigo-presidente-de-comissao-de-juristas-defende-revisao-do-codigo-civil" target="_blank" rel="noopener">um anteprojeto deve ser entregue a Rodrigo Pacheco em abril</a>.</p>
<h3><strong>Inteligência artificial</strong></h3>
<p>O Senado também deve votar neste ano o marco legal para o uso da inteligência artificial (IA). Rodrigo Pacheco é autor de um projeto de lei (<a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/157233" target="_blank" rel="noopener">PL 2.338/2023</a>) que estabelece balizas para o desenvolvimento e a aplicação desses sistemas. <a href="/noticias/materias/2023/12/14/comissao-sobre-inteligencia-artificial-e-prorrogada-ate-abril" target="_blank" rel="noopener">A matéria aguarda relatório do senador Eduardo Gomes (PL-TO)</a> na Comissão Temporária sobre Inteligência Artificial (CTIA).</p>
<p>O presidente do Senado explica que o texto tem um duplo objetivo. De um lado, assegura direitos ao cidadão diariamente impactado pela inteligência artificial. De outro, fixa ferramentas de governança, fiscalização e supervisão para o desenvolvimento da tecnologia.</p>
<p>“A proposição estabelece uma regulação baseada em riscos e uma modelagem regulatória fundada em direitos. Apresenta instrumentos de governança para uma adequada prestação de contas dos agentes econômicos desenvolvedores e utilizadores da inteligência artificial, incentivando uma atuação de boa-fé e um eficaz gerenciamento de riscos”, justifica Pacheco.</p>
<p>O texto foi proposto após uma comissão de juristas analisar três proposições em tramitação no Senado: <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/138790" target="_blank" rel="noopener">PL 5.051/2019</a>, do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN); <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/147434" target="_blank" rel="noopener">PL 872/2021</a>, do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB); e <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/151547" target="_blank" rel="noopener">PL 21/2020</a>, da Câmara dos Deputados.</p>
<h3><strong>Reoneração da folha</strong></h3>
<p>Outro tema que deve mobilizar os senadores no início do ano é a medida provisória (MP)<a href="https://www.congressonacional.leg.br/materias/medidas-provisorias/-/mpv/161853" target="_blank" rel="noopener"> 1.202/2023</a>. Entre outros assuntos, a matéria restringe o efeitos da <a href="https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2023-12-27;14784" target="_blank" rel="noopener">Lei 14.784, de 2023</a>. A norma, promulgada por Rodrigo Pacheco em dezembro, reduz impostos cobrados sobre a folha de pagamentos de 17 setores da economia.</p>
<p>Parlamentares da oposição chegaram a defender a devolução da medida provisória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, após negociações com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Pacheco anunciou que <a href="/noticias/materias/2024/01/19/pacheco-aponta-compromisso-do-governo-em-reeditar-mp-da-reoneracao" target="_blank" rel="noopener">o Palácio do Planalto deve revogar o trecho específico da MP que trata da reoneração</a>.</p>
<p>— A minha preferência foi pela saída através do diálogo e da construção política com o ministro Haddad e o presidente Lula. Há o compromisso do governo federal de reeditar a medida provisória para revogar a parte que toca a folha de pagamento. Esse é o compromisso político que fizemos — disse.</p>
<h3><strong>Reforma eleitoral</strong></h3>
<p>O presidente do Senado prevê ainda a votação de dois projetos que alteram a legislação eleitoral: o <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/160065" target="_blank" rel="noopener">PL 4.438/2023</a> e o projeto de lei complementar (PLP)<a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/149849" target="_blank" rel="noopener"> 112/2021</a>. As duas matérias aguardam deliberação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).</p>
<p><a href="/noticias/materias/2023/10/06/prazo-vence-e-mudancas-no-modelo-eleitoral-ficam-para-2026" target="_blank" rel="noopener">O PL 4.438/2023 é uma minirreforma eleitoral</a>. Entre outros temas, o texto proíbe as chamadas “candidaturas coletivas”. Isso ocorre quando dois ou mais candidatos buscam ocupar uma mesma cadeira na Câmara dos Deputados ou nas assembleias legislativas e câmaras de vereadores.</p>
<p>O projeto também altera o cálculo das chamadas “sobras eleitorais”: assentos não preenchidos na distribuição de vagas entre partidos ou federações que disputam eleições proporcionais. Pela regra atual, podem participar do rateio das “sobras” as siglas que atingirem 80% do quociente eleitoral. O PL 4.438/2023 restringe a participação apenas às legendas que alcançarem os 100%.</p>
<p><a href="/noticias/materias/2023/09/15/projeto-que-altera-prazos-da-lei-da-ficha-limpa-chega-ao-senado" target="_blank" rel="noopener">O PLP 112/2021 é mais abrangente</a>. A matéria, da Câmara dos Deputados, busca consolidar em um só texto toda a legislação eleitoral e todas as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O relator na CCJ é o senador Marcelo Castro (MDB-PI).</p>
<p>O projeto estabelece uma quarentena de quatro anos para que juízes e policiais possam disputar eleições. O texto também prevê a contagem em dobro dos votos em mulheres ou em negros para a distribuição de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral. O presidente Rodrigo Pacheco defende que a discussão do PLP 112/2021 envolva um outro tema: o fim da reeleição para o Poder Executivo.</p>
<p>— É uma modernização do Código Eleitoral, uma compilação definitiva que envolva todas as regras eleitorais do país e também uma rediscussão acerca do nosso modelo. E aí, um grande questionamento: o instituo da reeleição para presidente, governadores e prefeitos deu certo? Foi algo positivo ou negativo? É uma reflexão que faremos. Meu propósito, particularmente, é colocar fim a reeleição no Brasil com a coincidência de mandatos de cinco anos — afirmou.</p>
<p>Fonte: Agência Senado</p>
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		<title>Conheça os cuidados que os familiares devem ter na hora de fazer o inventário</title>
		<link>https://portalam.com.br/conheca-os-cuidados-que-os-familiares-devem-ter-na-hora-de-fazer-o-inventario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2020 15:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[código civil]]></category>
		<category><![CDATA[Inventário]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[multa]]></category>
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					<description><![CDATA[Após a morte de um ente querido, além do luto, os parentes precisam superar uma série de burocracias antes de seguir adiante, entre as quais a que envolve o cálculo da herança, se houver. Quando uma pessoa falece, a família tem 60 dias corridos para dar entrada no inventário ou no chamado arrolamento dos bens [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1497" src="https://portalam.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logoabr.png" alt="" width="160" height="29" srcset="https://portalam.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logoabr.png 160w, https://portalam.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logoabr-150x27.png 150w" sizes="(max-width: 160px) 100vw, 160px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Após a morte de um ente querido, além do luto, os parentes precisam superar uma série de burocracias antes de seguir adiante, entre as quais a que envolve o cálculo da herança, se houver.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1387823&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1387823&amp;o=node" /></p>
<p style="text-align: justify;">Quando uma pessoa falece, a família tem 60 dias corridos para dar entrada no inventário ou no chamado arrolamento dos bens (processo mais direto de partilha), caso contrário podem ser aplicadas multas.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir daí, o tempo para a conclusão dos procedimentos e a efetiva sucessão dos bens varia bastante, podendo ir de dias, quando tudo é feito de forma amigável e extrajudicial, a até décadas, caso os herdeiros entrem em litígio sobre a divisão do espólio.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de tudo, é preciso verificar a existência de um testamento deixado pelo falecido. Ainda em vida, uma pessoa pode definir o destino de até 50% de seu patrimônio, a chamada parte disponível. A outra metade, chamada parte legítima, deve ficar, obrigatoriamente, com os herdeiros legais.</p>
<p style="text-align: justify;">Para calcular quanto da herança cabe a cada um, é preciso primeiro verificar a existência dos chamados herdeiros necessários, que têm prevalência na sucessão. Pelo Código Civil, têm direito prioritário aos bens: os descendentes (filhos ou netos); o cônjuge sobrevivente; e também os ascendentes (pais ou avós do falecido).</p>
<p style="text-align: justify;">Caso haja cônjuge, o cálculo da divisão depende também do regime de comunhão de bens, se universal ou parcial, e ainda da natureza dos bens, se particulares ou comuns. Se houver filhos, influi na conta se eles foram tidos em comum ou se são fruto de outro relacionamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Com todos esses detalhes, torna-se bastante complexo antecipar o percentual do patrimônio total que ficará com cada herdeiro. “A sucessão tem a regra geral, mas é preciso analisar caso a caso, para saber quem herda o que”, resume a advogada Ana Brocanelo, especialista em direito civil, da família e de sucessões.</p>
<p style="text-align: justify;">Na ausência de herdeiros necessários, podem ser chamados a herdar os colaterais: irmãos, sobrinhos, tios e primos, de diferentes graus. O cálculo da partilha, nesses casos, pode ficar ainda mais complexo, em função de diversas condicionantes previstas no Código Civil.</p>
<p style="text-align: justify;">“Tudo depende de quem herda, se só irmãos, se irmãos e sobrinhos, se tios, se primos. Precisa ser feita uma análise geral de cada caso. Diferentemente dos filhos, que em regra geral, herdarão de forma igualitária”, diz Brocanelo, que lembra ainda não haver distinção entre os tipos de filiação, se biológica, civil (adoção) ou socioafetiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Seja qual for o cálculo de cada quinhão, há custos que são universais, recaindo sobre o total do patrimônio a ser herdado, como as custas judiciais e de cartório, os honorários advocatícios e o imposto de transmissão por causa mortis, que varia de estado para estado, podendo ser de 3% a 8%. Para evitar surpresas, os advogados da área costumam orientar seus clientes a separarem de 15% a 20% do valor total dos bens para esses pagamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale lembrar sempre que se o falecido possuía dívidas, elas devem ser abatidas do patrimônio deixado, podendo até zerar a herança, caso o valor das cobranças supere o dos bens disponíveis. “Nesse caso, o herdeiro só arca até o limite dos bens que receber em herança, a dívida não avança sobre o seu patrimônio particular”, explica Brocanelo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em alguns casos, é possível que os valores herdados não fiquem imediatamente disponíveis, mas permaneçam depositados em uma conta sob responsabilidade da Justiça. Por exemplo, até que menores de idade completem 18 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, a advogada lembra haver situações ainda controversas, como a discussão se companheiros sem casamento ou união estável são herdeiros necessários ou não. Nesses casos, ainda não se consolidou um entendimento jurídico uniforme, tornando-se ainda mais difícil prever o desfecho de uma partilha de herança.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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