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	<title>Conexão | Portal AM</title>
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		<title>O que a ciência já sabe sobre a conexão cérebro e intestino?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 08:38:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A conexão entre intestino e cérebro vem sendo cada vez mais estudada pela comunidade científica e essa comunicação já é reconhecida como um sistema fisiológico fundamental para a regulação homeostática – processo pelo qual o organismo mantém constantes as condições internas necessárias para a vida – do corpo humano. Chamado também de eixo intestino-cérebro, é [&#8230;]]]></description>
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<p>A conexão entre intestino e cérebro vem sendo cada vez mais estudada pela comunidade científica e essa comunicação já é reconhecida como um sistema fisiológico fundamental para a regulação homeostática – processo pelo qual o organismo mantém constantes as condições internas necessárias para a vida – do corpo humano.</p>
<p>Chamado também de eixo intestino-cérebro, é composto de três centros principais: conectoma cerebral, conectoma intestinal e microbioma intestinal, além de amplas e múltiplas redes de comunicação entre eles. Imunidade, metabolismo, ciclo circadiano e comportamento são modulados pelo eixo intestino-cérebro.</p>
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<div class="elementor-widget-container">Quando estamos ansiosos ou estressados, sentimos dores abdominais ou diarreia, por exemplo. Ou aquela sensação de “frio” no estômago que temos antes de passarmos por algo importante. Ou, ainda, quando comemos algo que nos faz mal e instintivamente evitamos ingeri-lo novamente.</div>
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<div class="elementor-widget-container">Pesquisadores de todo o mundo vêm reportando as consequências das alterações nesse sistema, inclusive em transtornos psiquiátricos. Uma rápida passagem pelo Pubmed (uma base de dados de acesso público, criada e mantida pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos) mostra que, em 2023, 1.845 artigos científicos foram feitos tendo como base o eixo intestino-cérebro. Além disso, os estudos abrem perspectivas para novos tratamentos focados nesta conexão.</div>
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<figure class="wp-caption"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="attachment-full size-full wp-image-661575" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/07/20230718_carla_taddei.png" sizes="(max-width: 420px) 100vw, 420px" srcset="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/07/20230718_carla_taddei.png 420w, https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/07/20230718_carla_taddei-300x300.png 300w, https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/07/20230718_carla_taddei-150x150.png 150w, https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2023/07/20230718_carla_taddei-60x60.png 60w" alt="Carla Tadei é uma pesquisadora da USP. Ela tem cabelos curtos e cacheados." width="420" height="420" /><figcaption class="widget-image-caption wp-caption-text">Carla Taddei &#8211; Foto: <a href="https://www.researchgate.net/profile/Carla-Taddei">ResearchGate</a></figcaption></figure>
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<p>O livro <em>Eixo Intestino-Cérebro: teorias e aplicações clínicas</em>, lançado pela Manole Editora, aborda aspectos importantes para o melhor entendimento dessa integração, tais como microbiota e o hospedeiro, sistema nervoso central e neuromodulação, impacto da alimentação e do exercício físico na microbiota e no eixo intestino-cérebro em diferentes momentos da vida. Também discute testes laboratoriais, além do uso de prebióticos e probióticos, transplante de microbiota fecal e suplementos, distúrbios gastrointestinais e transtornos neuropsiquiátricos.</p>
<p>A publicação teve coordenação de Carla Taddei, professora do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, Marcus Vinícius Zanetti, psiquiatra, coordenador científico do Ambulatório de Depressão Resistente ao Tratamento, Autolesão e Suicidalidade do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP (Pro-DRAS) e docente na Faculdade Sírio Libanês, e Emeran Anton Mayer, gastroenterologista, neurocientista e professor pesquisador nos Departamentos de Medicina, Fisiologia e Psiquiatria da David Geffen School of Medicine da UCLA, nos Estados Unidos.</p>
<p>O <strong>Jornal da USP</strong> conversou com Carla Taddei e Marcus Vinícius Zanetti sobre esse tema tão atual e sobre o processo de produção do livro.</p>
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<p><strong>Jornal da USP</strong>: Por que o eixo intestino-cérebro tem chamado tanto a atenção de pesquisadores e médicos?</p>
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<figure class="wp-caption"><img decoding="async" class="attachment-full size-full wp-image-827631" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/11/20241114_Marcus-Vinicius-Zanetti.jpg" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" srcset="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/11/20241114_Marcus-Vinicius-Zanetti.jpg 300w, https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/11/20241114_Marcus-Vinicius-Zanetti-150x150.jpg 150w, https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/11/20241114_Marcus-Vinicius-Zanetti-60x60.jpg 60w" alt="Marcus Zanetti é um médico do Hospital das Clínicas. Ele tem cabelos grisalhos e usa uma camisa branca listrada" width="300" height="300" /><figcaption class="widget-image-caption wp-caption-text">Marcus Vinícius Zanetti &#8211; Foto: <a href="https://www.instagram.com/p/DAqTUMKMyIb/">drmarcuszanetti/Instagram</a></figcaption></figure>
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<p><strong>Marcos Zanetti:</strong> É uma ascendência justamente porque os achados têm destacado como o eixo intestino-cérebro causa alterações em diferentes centros desse eixo, em condições de saúde mais frequentes, com maior impacto na população, inclusive os transtornos mentais. Mas não apenas: síndromes metabólicas, síndromes dolorosas, doenças autoimunes e oncologia. [Com as pesquisas] começa também a ficar mais claro por que os transtornos mentais andam de mãos dadas com os distúrbios metabólicos e com o próprio câncer. Isso não é muito intuitivo, mas a gente sabe que a ansiedade e depressão estão associadas ao aumento de incidência de câncer, de doenças gastrointestinais, não apenas intestino irritável, mas doenças inflamatórias intestinais. Antigamente se falava em distúrbios gastrointestinais funcionais e, atualmente, essas condições foram rebatizadas para interação cérebro-intestino. Observamos que alterações deste eixo [da microbiota intestinal e do intestino-cérebro] vão repercutir na saúde de maneiras diferentes e em diferentes áreas da medicina.</p>
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<p><strong>Carla Taddei</strong>: As interações entre intestino e cérebro são muito, muito complexas. Assim como o microbioma [conjunto de microrganismos e as atividades que desempenham em um ecossistema ou organismo] depende de cada indivíduo, essa interação também vai acontecer dessa forma porque esbarra na questão de como a sua microbiota está conversando com o seu cérebro. O que estamos vendo com os estudos ômicos [conjunto de técnicas moleculares que auxiliam na compreensão das diferentes moléculas biológicas que dão funcionalidades a um organismo], a metabolômica [base de todos os processos catabólicos e anabólicos de um organismo, refletindo suas vias bioquímicas e metabólicas], o transcriptoma [conjunto de RNAs expressos em uma célula ou grupo de células] e o metagenoma [conjunto de material genético de uma amostra ambiental que contém uma mistura de diferentes organismos microbianos] é que a resposta é mediada por metabólitos [produto do metabolismo das mais diversas substâncias em organismos vivos, ou seja, os resíduos que sobram depois que o organismo aproveita a parte útil de um alimento, por exemplo] comuns. Você pode ter uma microbiota diferente do outro, mas a resposta pode ser muito semelhante porque os metabólitos são comuns. Por outro lado, ainda estamos no caminho de entender o porquê, e o metaboloma está revolucionando esse entendimento, trazendo informações sobre a conexão entre a microbiota e o hospedeiro.</p>
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<p class="elementor-blockquote__content">Ansiedade e depressão estão associadas ao aumento de incidência de câncer, de doenças gastrointestinais, não apenas intestino irritável, mas doenças inflamatórias intestinais”</p>
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<p><strong>JUSP</strong> – A primeira seção do livro é focada na microbiologia e em metodologias ômicas. Que tipo de conteúdo o leitor vai encontrar?</p>
<p><strong>CT</strong>: Esses temas são muito pouco conhecidos no meio médico, mas os nutricionistas estão bem envolvidos por conta das dietas. São assuntos pouco explorados: o que é microbioma? Como se diferencia microbiota de microbioma? O que são os metabólitos? Como é essa conexão na produção de metabólitos? Como se estuda o microbioma, como se interpretam resultados? Quais são as ferramentas de bioinformática disponíveis? Essa primeira parte vai trazer um pouco de luz para entender o resto do livro. Depois vem o eixo microbiota, intestino e cérebro.</p>
<p><strong>MZ</strong> – A gente fala muito do eixo microbiota-intestino-cérebro, porque microbiota é uma protagonista, né? Ao longo da nossa evolução, o nosso organismo, de forma muito elegante, foi descentralizando e delegando funções para esses microrganismos. O genoma da microbiota excede o genoma humano por um fator de mil: são mais de 22 milhões de genes em comparação aos cerca de 23 mil genes do genoma humano. Estamos falando de uma série de genes e sistemas enzimáticos que codificam proteínas que o nosso corpo não codifica mas que, de certa forma, estão associados a funções das quais a gente depende hoje. Isso mostra como dependemos simbioticamente da nossa microbiota, do nosso microbioma. Em um estudo do microbioma intestinal com ratos<i> germ-free</i> (livres de germes e parasitas, tanto internos como externos) o parto é feito de uma forma séptica. Quando se elimina a microbiota, o organismo se degenera. Então, precisamos da microbiota, mesmo para se desenvolver e para manter funções. Existe todo um paralelo da evolução, da composição e da diversidade da microbiota intestinal ao longo da vida e os vários processos muito importantes do desenvolvimento, amadurecimento e envelhecimento tanto do sistema nervoso como do sistema imune (e, certamente de outros órgãos). Eu diria que a microbiota é fundamental para a vida. Ela faz parte de nós, não conseguimos nos livrar dela e, por isso, temos que cuidar bem dela.</p>
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<p><strong>JUSP</strong> – As seções seguintes abordam o impacto da atividade física na microbiota intestinal e exames laboratoriais. Qual foi o perfil dos profissionais que vocês escolheram para colaborar nesses capítulos?</p>
<p><strong>CT – </strong>Na parte da atividade física, nós chamamos um pesquisador da USP que já estudou bastante o impacto do exercício físico, da atividade física, na saúde. Obviamente, por causa do meu trabalho, tenho proximidade com nutricionistas com conhecimento muito vasto sobre a importância da dieta na modulação do microbioma.</p>
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<div class="elementor-widget-container"><strong>JUSP</strong> – Já existem exames complementares disponíveis para avaliar a saúde gastrointestinal?</p>
<p><strong>CT</strong> – O exame para a detecção do microbioma é uma coisa muito específica e se não for bem feita não serve para nada. Por que o paciente quer saber se você tem uma bactéria x, y, z, se ele não sabe interpretar o exame? Precisa ser uma coisa muito bem direcionada e com indicação médica. Nós temos vários exames complementares: bioquímicos, voltados para a saúde intestinal, que acabam sendo mais importantes do que de fato o da microbiota.</div>
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<p><strong>MZ</strong> – Como toda a área nova, às vezes existe o interesse comercial, que anda mais rápido do que o conhecimento científico subjacente. As coisas vão acontecendo em paralelo. Por um lado, temos um exame que é muito precioso, amplamente disponível e os convênios cobrem. O único problema é que existe uma baixa padronização entre os diferentes laboratórios. O [exame] coprológico funcional, que avalia o processo digestivo e o PH fecal, também varia bastante. Eu diria que você hoje pedir um exame que dê ali uma estimativa de composição da microbiota intestinal, sem um coprológico funcional, vai ser difícil de interpretar. Agora, existem vários exames já comercialmente disponíveis e que ainda não fazem parte do rol de procedimentos da ANS [Agência Nacional de Saúde]. Um dos objetivos do nosso livro é também instrumentalizar profissionais de saúde para entenderem e interpretarem melhor essa tecnologia e a qualidade de um exame, até porque hoje nós falamos que uma microbiota saudável tem características específicas. Por outro lado, ainda não temos assinaturas bem definidas de doenças específicas. No caso dos transtornos mentais graves, eles parecem estar associados a um padrão alterado com redução de bactérias benéficas e excesso de bactérias que têm um potencial inflamatório. Mas o microbioma intestinal não é formado só de bactérias: temos os vírus, os fungos, as arqueas e essas relações ecológicas são uma fronteira muito inexplorada. A ciência já sabe bastante sobre o bacterioma, mas muito pouco ainda dos outros biomas. Então, é importante olharmos para esse conhecimento com um pouco de humildade e entender que ainda existem limitações.</p>
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<figure class="wp-caption"><a href="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/11/20241114_eixo-intestino-cerebro.jpg" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="20241114_eixo-intestino-cerebro" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6ODI3NjM5LCJ1cmwiOiJodHRwczpcL1wvam9ybmFsLnVzcC5iclwvd3AtY29udGVudFwvdXBsb2Fkc1wvMjAyNFwvMTFcLzIwMjQxMTE0X2VpeG8taW50ZXN0aW5vLWNlcmVicm8uanBnIn0%3D"><img decoding="async" class="attachment-full size-full wp-image-827639" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/11/20241114_eixo-intestino-cerebro.jpg" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" srcset="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/11/20241114_eixo-intestino-cerebro.jpg 700w, https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/11/20241114_eixo-intestino-cerebro-195x300.jpg 195w, https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/11/20241114_eixo-intestino-cerebro-664x1024.jpg 664w" alt="Foto de um livro com a frase destacada &quot;Eixo Intestino-Cérebro&quot; e uma imagem de um cérebro com tons de vermelho junto de um intestino com tons de azul" width="700" height="1079" /></a><figcaption class="widget-image-caption wp-caption-text">Capa do livro &#8220;Eixo Intestino-Cérebro&#8221; &#8211; Foto: <a href="https://www.manole.com.br/eixo-intestino-cerebro-1-edicao-teoria-e-aplicacoes-clinicas/p?utm_source=google&amp;utm_medium=cpc&amp;utm_campaign=Pmax_BFEsquentaOnda3CursoEletrocardiograma&amp;utm_term=keyword&amp;utm_content=&amp;gad_source=1&amp;gclid=Cj0KCQiAlsy5BhDeARIsABRc6Zs8QjSFGwsRLK0cyVnpafYU3-Qvp_lPx9xEmoRJRnKBV8HFDe2QH7YaApfrEALw_wcB">Divulgação/Manole Editora</a></figcaption></figure>
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<p class="elementor-blockquote__content">No caso dos transtornos mentais graves, eles parecem estar associados a um padrão alterado com redução de bactérias benéficas e excesso de bactérias que têm um um potencial inflamatório. Mas o microbioma intestinal não é formado só de bactérias: temos os vírus, os fungos, as arqueas e essas relações ecológicas são uma fronteira muito inexplorada”</p>
</blockquote>
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<p><strong>JUSP – </strong>O que já se sabe sobre a associação da microbiota com transtornos psiquiátricos?</p>
<p><strong>MZ –</strong> Transtornos mentais graves parecem estar associados a um padrão inespecífico de redução de bactérias benéficas, principalmente as chamadas produtoras de uma classe de metabólitos bacterianos sabidamente muito importante para a adição dos ácidos graxos de cadeia curta e enriquecimento. Quando a gente compara esquizofrenia, depressão maior, transtorno bipolar, parece ter alguns microrganismos que querem caracterizar uma assinatura específica, mas isso ainda é muito preliminar, muito incipiente, porque o que temos é um padrão inespecífico de uma alteração, mas uma alteração que pode contribuir para neuroinflamação e neuroprogressão, que a gente observa em todos os transtornos mentais graves. Mas de onde vem esse padrão?<br />
Quando olhamos para os estudos com autismo, vemos alguns padrões semelhantes, mas a própria alteração comportamental, a seletividade alimentar associada ao próprio quadro do autismo, por si só vai impactar a composição da microbiota intestinal e vai se refletir em uma menor diversidade de flora, que também vamos observar nos transtornos alimentares, como a anorexia nervosa. Sabemos, também, que o estresse crônico influencia a microbiota intestinal. Pacientes com transtornos mentais graves, na média, têm hábitos de vida poucos saudáveis, eles se alimentam mal, são sedentários. A atividade física tem uma influência positiva sobre a microbiota intestinal. Observamos, também, que existe uma relação recíproca entre a microbiota intestinal e o nosso ritmo circadiano: desequilíbrios da microbiota podem contribuir para a insônia. Os estudos do eixo intestino-cérebro nos transtornos mentais reforçam a importância das intervenções no estilo de vida. Temos que atuar em várias frentes: crenças, medicações quando indicadas, psicoterapia, gerenciamento de estresse, melhora na alimentação, atividade física e técnicas de integração mente-corpo tais como yoga e tai-chi. Precisamos melhorar o estresse crônico, independente de sobre qual transtorno mental específico estejamos falando.<br />
Atualmente, está em andamento uma série de estudos com transplante de microbiota fecal. O que temos de bem definido? Por enquanto nada! Mas essa linha de investigação parece muito promissora. Já existe uma série de casos publicados. Quando pesquisamos no clinicaltrials.gov vemos vários estudos controlados em andamento para diferentes transtornos mentais: transtorno fecal para autismo, depressão maior, bipolaridade, transtornos neurodegenerativos… é um campo muito quente hoje da medicina e da literatura médica.</p>
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<p class="elementor-blockquote__content">Os estudos do eixo intestino-cérebro nos transtornos mentais reforçam a importância das intervenções no estilo de vida (…) Precisamos melhorar o estresse crônico, independente de sobre qual transtorno mental específico estejamos falando”</p>
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<p><strong>JUSP –</strong> O livro é voltado apenas para profissionais de saúde?</p>
<p><strong>CT –</strong> Alguns conceitos podem ser interpretados de uma forma muito simplista por pessoas leigas. As pessoas da área de saúde sabem, pelo menos, alguns conceitos básicos que vão norteá-las melhor.</p>
<p><strong>MZ –</strong> Procuramos escrevê-lo de uma forma acessível, até porque tem conceitos bioquímicos que mesmo para o profissional de saúde não são fáceis. Temos capítulos profundos em bioquímica realmente muito técnicos, outros que são mais acessíveis, mas eu tenho recebido na minha rede social muitos comentários positivos de pessoas que são pacientes que sofrem com algum distúrbio intestinal, compraram e estão gostando.</p>
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<p><strong>Serviço</strong><br />
<i>Eixo Intestino-Cérebro – Teorias e Aplicações Clínicas</i><br />
Coordenadores: Marcus Vinicius Zanetti, Carla Romano Taddei, Emeran Mayer<br />
640 páginas<br />
Editora Manole</p>
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<p><em>Fonte: <a href="https://jornal.usp.br/ciencias/o-que-a-ciencia-ja-sabe-sobre-a-conexao-cerebro-e-intestino/">Jornal da USP</a> *Estagiária sob supervisão de Moisés Dorado</em></p>
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		<title>BNDES aprova R$ 56,7 mi para conexão à internet de 500 mil alunos de escolas públicas do Norte e Nordeste</title>
		<link>https://portalam.com.br/bndes-aprova-r-567-mi-para-conexao-a-internet-de-500-mil-alunos-de-escolas-publicas-do-norte-e-nordeste/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Nov 2024 14:31:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES]]></category>
		<category><![CDATA[Conexão]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portal AM]]></category>
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		<category><![CDATA[Região Norte]]></category>
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					<description><![CDATA[O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou operações do programa BNDES Fust – Escolas Conectadas, parceria do Banco com os ministérios das Comunicações e Educação, no valor total de R$ 56,7 milhões. Os recursos, não reembolsáveis, oriundos de orçamento da União do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), são para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou operações do programa BNDES Fust – Escolas Conectadas, parceria do Banco com os ministérios das Comunicações e Educação, no valor total de R$ 56,7 milhões. Os recursos, não reembolsáveis, oriundos de orçamento da União do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), são para as empresas Rix Internet (R$ 34,4 milhões), Norte Brasil Network (R$ 20,4 milhões) e Instituto Tecnológico Inovação – ITI (R$ 1,9 milhões), selecionadas por meio de chamada pública em agosto deste ano.</p>
<p>A empresa Rix Internet realizará solução completa de infraestrutura, além de serviço de conexão e manutenção por 24 meses nos estados de Amapá, Pará, Bahia, Maranhão e Paraíba. A Norte Brasil Network será responsável pela implantação e fornecimento do serviço no Acre e no Amazonas. Já o Instituto Tecnológico Inovação acompanhará remotamente a velocidade e qualidade da conexão e o funcionamento da rede interna de todas as escolas atendidas, com elaboração de relatórios periódicos para o BNDES.</p>
<p>Serão beneficiados mais de 500 mil alunos de 1.396 escolas públicas nas regiões Norte e Nordeste, regiões com os menores índices de conectividade na educação básica do país. As operações reforçam a estratégia do Governo Federal para universalização do acesso à internet nas escolas e para promoção da inclusão e da transformação digital, objetivos da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec).</p>
<p>“A conectividade é tão fundamental quanto a luz no século XXI. Em reforço ao compromisso do presidente Lula de levar educação a todo povo brasileiro, queremos dar ao estudante da escola pública as mesmas condições de conectividade de um estudante de escola particular”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.</p>
<p>“Temos que investir em infraestrutura digital para que a internet chegue para todos os alunos de escolas públicas. E o Fust é uma ferramenta fundamental para alcançarmos esta meta. Nós vamos manter a aplicação desses recursos para melhorar cada vez mais a nossa educação”, disse Juscelino Filho, ministro das Comunicações. Das 1.396 instituições de ensino beneficiadas, 76% estão no Norte e 24% no Nordeste: 529 delas nos estados do Amapá e Pará; 526 no Acre e Amazonas; e 341 na Bahia, Maranhão e Paraíba.</p>
<p><strong>Educação – </strong>A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), instituída pelo Decreto nº 11.713/2023, busca coordenar, executar e monitorar ações para promoção da equidade no acesso às tecnologias na escola. No eixo de conectividade, estão previstos investimentos da ordem de R$ 6,5 bilhões até 2026. Eles são parte do eixo de Inclusão Digital e Conectividade do novo PAC, com monitoramento de sua execução realizado pela Casa Civil.</p>
<p>Segundo o MEC, as políticas até então existentes não garantiam o acesso à conectividade significativa para uso pedagógico, nem enfrentavam as questões de necessidade de melhoria da infraestrutura de telecomunicação em regiões mais remotas e a Enec pretende qualificar o acesso à internet.</p>
<p>Dados do Censo Escolar 2023 apontam que cerca de 88% das escolas públicas declaram ter internet. Mas o escopo e qualidade da conexão variam de instituição para instituição: há aquelas sem nenhuma conexão, outras para uso de gestores, outras para uso de gestores e professores, com uso ocasional para alunos em laboratórios de informática e outras com uso ocasional para estudantes em sala de aula. Desse modo, uma região urbana de uma grande cidade da Região Sudeste não têm o mesmo acesso à internet que uma escola ribeirinha possui, via satélite, na Amazônia.</p>
<p><strong>Fust – </strong>Com a chamada pública Escolas Conectadas, o BNDES adiciona o instrumento não reembolsável aos programas reembolsáveis de apoio financeiro com recursos do Fust. O Banco é o agente financeiro dos recursos do fundo, a serem aplicados em programas e projetos definidos por seu Conselho Gestor.</p>
<p>Instituído pela Lei nº 9.998/2000, o Fust tem como finalidades estimular a expansão, o uso e a melhoria da qualidade das redes e dos serviços de telecomunicações, reduzir as desigualdades regionais e estimular o uso e o desenvolvimento de novas tecnologias de conectividade para promoção do desenvolvimento econômico e social.</p>
<p>Os recursos poderão ser aplicados nas formas reembolsável, não reembolsável e garantia. Eles têm como destinação empresas prestadoras de serviços de telecomunicações regularmente constituídas e outras entidades públicas ou privadas cuja atividade seja compatível com a finalidade dos projetos.</p>
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		<item>
		<title>Internet: rede comunitária é alternativa de conexão para comunidades</title>
		<link>https://portalam.com.br/internet-rede-comunitaria-e-alternativa-de-conexao-para-comunidades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Sep 2022 16:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades]]></category>
		<category><![CDATA[Conexão]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Comunitária]]></category>
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					<description><![CDATA[Levantamento inédito produzido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), lançado hoje (5), em São Paulo, revela o perfil de redes comunitárias de internet no país. São experiências que, muitas vezes, não recebem apoio do Poder Público e de empresas, mas que modificam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Levantamento inédito produzido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), lançado hoje (5), em São Paulo, revela o perfil de redes comunitárias de internet no país. São experiências que, muitas vezes, não recebem apoio do Poder Público e de empresas, mas que modificam realidades por meio da conexão digital.</p>
<p>Quatro em cada cinco redes mapeadas (83%) estão em localidades de povos tradicionais, como comunidades quilombolas, aldeias indígenas ou áreas ribeirinhas.</p>
<p>“A rede [de internet] não chega lá, onde chega é nos morros, então era muito difícil. Tinha que fazer a lista de oferta [dos produtos], subir o morro para ofertar e depois tinha que marcar um horário para subir o morro de novo para receber o pedido [das consumidoras]”, relata a agricultora Vanilda Aparecida, do Quilombo Ribeirão Grande/Terra Seca, no município Barra do Turvo, em São Paulo. Primeiro, em 2019, foi instalada a rede de intranet para comunicação local e, depois, com a pandemia, foi implantada a internet.</p>
<p>A pesquisa, que teve uma etapa qualitativa e quantitativa, foi coordenada pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). O mapeamento listou 63 redes comunitárias, sendo que 40 delas foram entrevistadas. Essas redes podem ser definidas como arranjos de conectividade que não têm como finalidade o lucro, são desenvolvidas por meio de autogestão e pressupõem algum grau de autonomia das decisões e apropriação tecnológica.</p>
<p>As entrevistas com os gestores foram feitas entre 25 de novembro de 2021 e 10 de março de 2022. No momento da coleta, 24 (60%) das redes comunitárias ouvidas estavam ativas, 14 (35%) encontravam-se paralisadas momentaneamente ou em implementação e duas (5%) delas haviam sido encerradas definitivamente.</p>
<p>No Quilombo Ribeirão Grande/Terra Seca, o ponto de internet foi instalado na casa da Vanilda Aparecida com o apoio de organizações da sociedade civil. Melhorou a vida na comunidade e ampliou a comunicação das mulheres agricultoras.</p>
<p>“Pagamos R$ 200 a R$ 300. E esse ponto foi colocado na rede, que é onde a comunidade inteira ficou acessando. Começamos a fazer a nossa reunião online, a criançada [começou a] estudar. Mas isso ainda não está 100%, porque são 15 megas. Para uma comunidade inteira, o pessoal reclama. ‘Tem que melhorar essa internet’”, relata.</p>
<p><strong>Dados</strong></p>
<p>Sobre o perfil dos usuários, o estudo mostrou que os principais beneficiários são os moradores do entorno (58%), visitantes (48%) e associações (43%), além de outras instituições, como escolas e igrejas (35%) e comerciantes locais (25%).</p>
<p>Os gestores são 55% pretos ou pardos e 20% indígenas – proporção superior à média da população nacional. Já em relação à escolaridade, 40% deles têm ensino superior e 33% pós-graduação, mas não relacionada à especialidade técnica. Em 45% das redes comunitárias, os beneficiários participam das decisões sobre o funcionamento.</p>
<p>O levantamento mostrou, também, que 23% das redes comunitárias fazem um investimento médio mensal de mais de R$ 1 mil para se manter ativas, e 38% têm um custo de até R$ 1 mil. Das experiências ouvidas, 38% contam com doações voluntárias de pessoas da própria comunidade, e igual proporção tem financiamento de organizações não governamentais. Em 28% delas são cobradas mensalidades ou anuidades dos usuários.</p>
<p>“É uma política barata de se manter, então pensar que há muito espaço para se fazer em termos de políticas específicas, ou para incentivar a construção de redes comunitárias, apoiar funcionamento; e também aspectos regulatórios. Na pesquisa qualitativa, tivemos muitas contribuições para facilitar a implementação dessas redes”, disse Fábio Storino, do Cetic.br. “Essa pesquisa, pra gente, que é de rede comunitária, é importante porque começa a dar mais força para visibilizar as iniciativas de redes comunitárias no Brasil”, acrescentou Daiane Araujo, da organização não governamental Casa dos Meninos.</p>
<p>Sobre a manutenção do funcionamento da rede nos próximos 12 meses, 53% dos entrevistados, ou 21 das 40 entrevistadas, afirmam estar muito seguros ou seguros de que a rede continuará operando. Quase um quarto das redes analisadas (23%) disseram estar pouco ou nada seguros da continuidade da experiência. Outros 18% declararam estar “nem seguros, nem inseguros”. Quanto à tecnologia de conexão, 18% usavam rádio, 18% satélite e 13% fibra óptica.</p>
<p>Em relação às principais atividades proporcionadas pelo acesso à internet, figuram a promoção de festividades locais e a mobilização dos membros sobre temas de interesse e campanhas, indicadas por 50% das redes.</p>
<p>Entre os serviços oferecidos estão espaços para gravar, compartilhar online arquivos e documentos (28%), a disponibilização de intranet (23%) e o oferecimento de mural de avisos da comunidade pela internet (18%). Também foram citados serviços de rádio comunitária própria, com 13%, e TV comunitária própria, com 8%.</p>
<p><strong>Agenda</strong></p>
<p>A publicação do estudo traz uma agenda com dez pontos com os principais resultados da pesquisa, sinaliza questões críticas e propõe possibilidades de ação. Entre elas, está o fato de que o modelo empresarial não foi suficiente para prover acesso para todos.</p>
<p>O documento também indica que uma política pública de redes comunitárias deve considerar fontes de recursos financeiros de longo prazo. Também identifica, por exemplo, que a capacidade de organização da comunidade e uma boa governança são elementos principais no êxito de uma rede comunitária.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Doze capitais já estão aptas a receber novas redes 5G</title>
		<link>https://portalam.com.br/doze-capitais-ja-estao-aptas-a-receber-novas-redes-5g/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jan 2022 17:30:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[5G]]></category>
		<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Conexão]]></category>
		<category><![CDATA[Portal AM]]></category>
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					<description><![CDATA[Brasil &#8211; O Ministério das Comunicações informou nesta quarta-feira (26) que 12 capitais brasileiras já estão totalmente prontas &#8211; tanto em infraestrutura quanto em legislação &#8211; para receber a quinta geração de internet móvel, o 5G. Leiloado em novembro do ano passado, o padrão 5G oferecerá internet de alta velocidade em todas as capitais brasileiras [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Brasil &#8211; O Ministério das Comunicações informou nesta quarta-feira (26) que 12 capitais brasileiras já estão totalmente prontas &#8211; tanto em infraestrutura quanto em legislação &#8211; para receber a quinta geração de internet móvel, o 5G.</p>
<p>Leiloado em novembro do ano passado, o padrão 5G oferecerá internet de alta velocidade em todas as capitais brasileiras até 31 de julho deste ano.</p>
<p>Para as demais localidades, é importante que haja adequação de leis municipais e da instalação de infraestrutura adequada para o funcionamento da tecnologia. De acordo com os termos do leilão do 5G, empresas que arremataram as concessões de uso das bandas também firmaram o compromisso de ampliar para 100% do território nacional a cobertura do padrão atual, o 4G.</p>
<p>“Nossa missão é garantir a tecnologia 5G conectando o Brasil e levando a internet para todos os brasileiros&#8221;, afirmou em nota o ministro das Comunicações, Fábio Faria. &#8220;Ao longo dos anos, faremos com o que o país tenha assegurado a cada um o direito de acesso à internet; todos nós sabemos a importância que isso tem&#8221;, complementou.</p>
<p>Para que a tecnologia chegue a todas as cidades, é ideal a adequação da Lei Geral das Antenas. O prazo para o processo vai até 2029.</p>
<p>Na parte de infraestrutura, o Decreto nº. 10.480 de 2020 detalha a expedição de licenças para que as operadoras possam realizar a instalação da rede. A instalação das novas antenas do 5G difere das tecnologias anteriores, já que necessitam de densidade maior de replicadores de sinal. Os grandes centros urbanos terão uma antena para cada 100 mil habitantes &#8211; número 10 vezes maior do que o que se usa atualmente no padrão 4G. “Este é mais um dispositivo que contribui para a expansão das redes 5G, que, em comparação às tecnologias anteriores, requerem maior densidade de antenas (mas de menor tamanho)”, explica o secretário de Telecomunicações Arthur Coimbra.</p>
<p>A responsabilidade de fiscalização e regulamentação das antenas que serão instaladas em todo o Brasil é da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que participará de todo o processo de transição da atual rede de antenas para o novo padrão.</p>
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