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	<title>fungos | Portal AM</title>
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	<description>Portal de Notícias do Amazonas</description>
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		<title>Fungos podem restaurar terras degradadas e combater crise climática</title>
		<link>https://portalam.com.br/fungos-podem-restaurar-terras-degradadas-e-combater-crise-climatica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 12:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Climática]]></category>
		<category><![CDATA[fungos]]></category>
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					<description><![CDATA[Invisíveis a olho nu e espalhados em um sistema subterrâneo complexo, fungos são a aposta de um grupo de cientistas para restaurar terras degradadas, combater a desertificação e a crise climática. A possibilidade foi apresentada pelas pesquisadoras Toby Kiers e Burenjargal Otgonsuren, que lançaram o resultado de estudos recentes, durante encontro na Embaixada da França em Ulaanbaatar, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Invisíveis a olho nu e espalhados em um sistema subterrâneo complexo, fungos são a aposta de um grupo de cientistas para restaurar terras degradadas, combater a desertificação e a crise climática.</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1700263&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1700263&amp;o=node" /></p>
<p><strong>A possibilidade foi apresentada pelas pesquisadoras Toby Kiers e Burenjargal Otgonsuren, que lançaram o resultado de estudos recentes, durante encontro na Embaixada da França em Ulaanbaatar, Mongólia, no contexto da <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/tags/cop17-da-desertificacao" target="_blank" rel="noopener">17ª Conferência das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação (COP17)</a>.</strong></p>
<p>Conhecidos como fungos micorrízicos, por estabelecerem simbiose com raízes das plantas, esses organismos formam extensas redes no solo. Enquanto recebem carbono produzido pelas plantas durante a fotossíntese, ajudam-nas a obter água e nutrientes como fósforo e nitrogênio.</p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" title="Tomas Munita/SPUN" src="https://imagens.ebc.com.br/ts5PC9Do7I87Z12lmMrTmNSUx_g=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/21/fungos_podem_restaurar_terras_degradadas_e_combater_crise_climatica02.jpg?itok=OSNxA7rm" alt="Brasília (DF), 21/08/2026 - Fungos podem restaurar terras degradadas e combater crise climática Foto: Tomas Munita/SPUN" /></div>
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<div class="meta">Pesquisadoras usam fungos para recuperar solo e conter crise climática. <strong>Foto:</strong> <strong>Tomas Munita/SPUN</strong></div>
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<p>As redes também contribuem para agregar as partículas do solo, reduzir a erosão e aumentar a resistência das plantas à seca e a outros estresses ambientais.</p>
<p>A estratégia testada durante os estudos na Mongólia é simples: pequenas áreas de pastagem são cercadas para impedir temporariamente a entrada de animais e a ação humana.</p>
<p>Essas áreas protegidas podem funcionar como refúgios de biodiversidade subterrânea e, no futuro, como fontes de fungos locais para projetos de restauração de terras degradadas, explicou a bióloga evolucionista Toby Kiers, diretora-executiva da Society for the Protection of Underground Networks (SPUN).</p>
<blockquote><p>“É como um banco de sementes, mas de fungos. Eles criam uma infraestrutura viva subterrânea que mantêm o solo unido. São como um sistema circulatório que conecta a vida acima e abaixo do solo.”</p></blockquote>
<p><strong>Um solo mais estável e com uma comunidade microbiana saudável oferece melhores condições para o retorno das plantas, que, por sua vez, alimentam novamente os fungos com carbono.</strong></p>
<p>“É um ciclo. Você perde a diversidade de fungos, perde o carbono que está entrando no solo e perde parte da capacidade de manter o solo unido. Isso dificulta o crescimento das plantas e pode alimentar ainda mais a degradação”, disse Toby Kiers.</p>
<h2>Pastagens em recuperação</h2>
<p>A estratégia ainda está em fase experimental, com a liderança da pesquisadora local Burenjargal Otgonsuren. Ecóloga especializada em micorrizas (associação entre fungos e raízes das plantas), ela cresceu em uma região rural da província de Uvurkhangai e passou parte da infância acompanhando os avós, que eram pastores.</p>
<p>A experiência também influenciou sua escolha profissional. Ela contou que o avô conhecia as plantas das pastagens e sabia identificar aquelas associadas à qualidade do campo ou utilizadas para fins medicinais. “Tornei-me uma ecóloga que pode ajudar a tratar o planeta.”</p>
<p>A especialista instalou seis áreas cercadas em regiões de estepe e deserto para interromper temporariamente a pressão do pastoreio. Os primeiros resultados, obtidos em 2025, são promissores: a vegetação dentro das áreas protegidas já apresentava maior altura do que as plantas encontradas fora das cercas.</p>
<p>A pesquisadora pretende acompanhar os experimentos por pelo menos três anos. Entre as possibilidades futuras está a criação de corredores ou áreas de refúgio mais amplas para conservar os fungos.</p>
<p>Segundo Burenjargal Otgonsuren, pesquisas indicam que até 91% das pastagens degradadas da Mongólia poderiam ser recuperadas em algum grau. Para isso, porém, não basta replantar a vegetação.</p>
<blockquote><p>“Para recuperar a pastagem, a questão mais importante é ter um solo saudável. E, quando falamos de solo saudável, precisamos também proteger a biodiversidade que vive dentro dele.”</p></blockquote>
<h2>Biodiversidade ainda desconhecida</h2>
<p>A dimensão da biodiversidade encontrada nas estepes mongóis surpreendeu as pesquisadoras. Nas amostras coletadas, cerca de 90% das sequências de DNA fúngico analisadas pertenciam a espécies ainda desconhecidas pela ciência.</p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" title="Tomas Munita/SPUN" src="https://imagens.ebc.com.br/6MeqeDnvAaj7TO0zNY0lzWt4F-o=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/08/21/fungos_podem_restaurar_terras_degradadas_e_combater_crise_climatica03.jpg?itok=GqNUm0ob" alt="Brasília (DF), 21/08/2026 - Fungos podem restaurar terras degradadas e combater crise climática Foto: Tomas Munita/SPUN" /></div>
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<div class="meta">Fungos em microscópio. <strong>Foto:</strong> <strong>Tomas Munita/SPUN</strong></div>
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</div>
<p><strong>Foram identificadas 541 unidades taxonômicas associadas aos fungos micorrízicos apenas na região do Gobi. Parte desses organismos parece ser altamente adaptada às condições locais e pode não ocorrer em outras regiões do planeta.</strong></p>
<p>Isso torna a conservação dos fungos locais particularmente importante. A ideia não é simplesmente transportar fungos de outras regiões para áreas degradadas. “Precisamos proteger essas espécies endêmicas e reproduzi-las nós mesmos para depois utilizá-las”, afirmou Otgonsuren.</p>
<h2>Nova agenda de conservação</h2>
<p>Para Toby Kiers, a descoberta reforça a necessidade de mudar a forma como políticas ambientais tratam a biodiversidade. Em geral, esforços de conservação se concentram em plantas e animais visíveis, enquanto os organismos subterrâneos permanecem fora das áreas prioritárias.</p>
<p>“Precisamos superar esse viés em favor do que está acima do solo e começar a proteger aquilo que não conseguimos ver.”</p>
<p>Segundo a pesquisadora, cerca de 90% dos <em>hotspots</em> de biodiversidade microbiana identificados pela SPUN estão fora de áreas protegidas. Ela defendeu que fungos passem a ser incorporados às políticas de combate à desertificação e aos instrumentos de monitoramento da degradação da terra.</p>
<p>A organização já trabalha com pesquisadores e comunidades locais em diferentes partes do mundo para mapear essas redes subterrâneas. A proposta é que o conhecimento produzido localmente seja incorporado a um atlas global e também às políticas públicas.</p>
<p>“Estamos convidando as pessoas a integrar os fungos às políticas”, ressaltou. “Eles são componentes vitais de como monitoramos e combatemos a desertificação”, completou.</p>
<p><em>*O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.</em></p>
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		<title>Embrapa coleta bactérias e fungos com potencial econômico na Amazônia</title>
		<link>https://portalam.com.br/embrapa-coleta-bacterias-e-fungos-com-potencial-economico-na-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jul 2020 18:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[fungos]]></category>
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					<description><![CDATA[Bactérias e fungos encontrados em rios da Amazônia podem apresentar potencial econômico e ser utilizados em setores como o agrícola, químico e até têxtil, é o que apontam pesquisas realizadas por cientistas da Embrapa em Manaus (AM). De acordo com a empresa, esses microorganismos, coletados em sedimentos dos rios, têm potencial biotecnológico com aplicações em processos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1497" src="https://portalam.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logoabr.png" alt="" width="160" height="29" srcset="https://portalam.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logoabr.png 160w, https://portalam.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logoabr-150x27.png 150w" sizes="(max-width: 160px) 100vw, 160px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Bactérias e fungos encontrados em rios da Amazônia podem apresentar potencial econômico e ser utilizados em setores como o agrícola, químico e até têxtil, é o que apontam pesquisas realizadas por cientistas da Embrapa em Manaus (AM). De acordo com a empresa, esses microorganismos, coletados em sedimentos dos rios, têm potencial biotecnológico com aplicações em processos industriais.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1311387&amp;o=node" /></p>
<p style="text-align: justify;">Este é o primeiro estudo em larga escala utilizando microrganismos cultiváveis e não cultiváveis presentes nos sedimentos da Bacia Amazônica. Para realizar a pesquisa, os pesquisadores percorreram aproximadamente 6.850 quilômetros (km) de rios amazônicos. A coleta foi feita a cada 50 km, em quatro rios da região: Madeira, Purus, Solimões e Juruá.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a coleta, o material é analisado no laboratório, onde passa por um processo de isolamento dos microrganismos cultiváveis e as extrações de DNA para estudos de metataxonomia e metagenômia funcional. De acordo com a Embrapa, a estimativa é que apenas 5% dos microrganismos sejam cultiváveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2019, foi realizado o sequenciamento de nove genomas completos de fungos isolados da Amazônia com potencial biotecnológico, dos quais cinco são novas espécies. A meta para este ano é obter o genoma completo de mais de 60 bactérias já selecionadas.</p>
<p style="text-align: justify;">“Esses genomas estão em análise para identificação das vias metabólicas relacionadas à produção de moléculas de interesse, principalmente de ação antimicrobiana, antiparasitária e anticâncer”, informou a Embrapa.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as aplicações, estão o uso desses microorganismos ou de moléculas deles, em atividade antimicrobiana contra fitopatógenos de interesse agrícola. Eles estão sendo usados no controle de fitopatógenos para as culturas do guaranazeiro, fruteiras amazônicas (cupuaçu, cacau) e hortaliças, reduzindo o uso de agrotóxicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Também foram selecionados microrganismos que agem na produção de enzimas que têm aplicação em diversas indústrias, como no amaciamento de fibras de jeans e para a indústria de celulose e também para uso no bioetanol. Outras podem ser usadas na na produção de detergentes, indústria do couro e flavorizantes para alimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">“A futura aplicação desses resultados servirá ao desenvolvimento de bioprodutos com base na microbiota amazônica. Além disso, o trabalho tem importância científica, permitindo avanços nas áreas de biologia molecular, química e genômica aplicadas à microbiologia”, disse a Embrapa.</p>
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