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	<title>Ifood | Portal AM</title>
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	<description>Portal de Notícias do Amazonas</description>
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	<title>Ifood | Portal AM</title>
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	<item>
		<title>Brasil tem 2 milhões de pessoas que trabalham por meio de aplicativos</title>
		<link>https://portalam.com.br/brasil-tem-2-milhoes-de-pessoas-que-trabalham-por-meio-de-aplicativos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 21:28:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[99]]></category>
		<category><![CDATA[Ifood]]></category>
		<category><![CDATA[Uber]]></category>
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					<description><![CDATA[Cerca de 2 milhões de pessoas trabalharam por meio de aplicativos (apps) no país em 2025. A imensa maioria deles por conta própria, com jornadas semanais mais longas que os demais ocupados no setor privado e ganhando menos por hora trabalhada. A constatação faz parte de uma edição sobre trabalho por meio de plataformas digitais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cerca de 2 milhões de pessoas trabalharam por meio de aplicativos (apps) no país em 2025. A imensa maioria deles por conta própria, com jornadas semanais mais longas que os demais ocupados no setor privado e ganhando menos por hora trabalhada.</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1701478&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1701478&amp;o=node" /></p>
<p>A constatação faz parte de uma edição sobre trabalho por meio de plataformas digitais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (<a href="https://www.ibge.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">IBGE</a>).</p>
<p>O IBGE buscou informações de pessoas com 14 anos ou mais que utilizam os aplicativos para realizar serviços de transporte e entregas. <strong>O instituto classifica esses trabalhadores como “plataformizados”.</strong></p>
<p><strong>A pesquisa revela que o contingente de 1,959 milhão de trabalhadores por apps representavam 1,9% do total de ocupados no país.</strong></p>
<p>Cerca de 1,2 milhão de trabalhadores plataformizados utilizam apps de transporte de passageiros. Isso representa praticamente seis em cada dez plataformizados (58,9%).</p>
<p>Desses, 1,1 milhão utilizam as plataformas como Uber e 99, enquanto 232 mil utilizam apps de táxi exclusivamente.</p>
<p>Um em cada cinco (19,2%) dos plataformizados tinha ocupação como entregadores de apps de comida, produtos, etc. Eram 376 mil pessoas que faziam entregas para plataformas como Rappi, iFood, Zé Delivery, entre outros.</p>
<p>O IBGE mapeou ainda a categoria apps de prestação de serviços gerais ou profissionais, que inclui profissões como designers, tradutores e até telemedicina, quando o médico usa a plataforma digital para captar pacientes e realizar consultas, por exemplo. Em 2025 eram 313 mil pessoas nessa categoria (16% dos plataformizados).</p>
<p>A Pnad revela que a atividade econômica classificada como transporte, armazenagem e correios é a que tem maior participação de plataformizados, 75%. Ou seja, de cada quatro trabalhadores desse setor, três utilizam os apps.</p>
<h2>Aumento ao longo dos anos</h2>
<p>O IBGE detalha que a Pnad sobre trabalho por plataforma ainda é experimental, ou seja, em fase de teste e sob avaliação. O <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-10/numero-de-trabalhadores-por-aplicativo-cresce-25-e-chega-17-milhao" target="_blank" rel="noopener">levantamento</a> já foi realizado em 2022 e 2024.</p>
<p>Diferentemente de 2025, as edições anteriores buscaram informação apenas dos trabalhadores que tinham os apps como ocupação principal, ou seja, a pesquisa deixou de fora aquelas que usavam os aplicativos como renda complementar. Por isso, o número de 2 milhões de plataformizados em 2025 não pode ser comparado com anos anteriores.</p>
<p>Ao se levar em consideração apenas os trabalhadores que tinham nos apps a ocupação principal, o número de 2025 chega a 1,8 milhão. Esse dado pode ser comparado com as Pnad anteriores.</p>
<p><strong>Trabalhadores que tinham os apps como ocupação principal:</strong></p>
<ul>
<li><strong>2022: </strong>1,3 milhão</li>
<li><strong>2024:</strong> 1,7 milhão</li>
<li><strong>2025:</strong> 1,8 milhão</li>
</ul>
<p>Dessa forma, o número representa um crescimento de 9,1% em um ano e 36,8% em três anos.</p>
<p>Comparando apenas 2024 e 2025, o número de entregadores de app cresceu 18,6%. Foi a única ocupação que teve variação na casa de dois dígitos.</p>
<h2>Motivação</h2>
<p><strong>Em 2025, de cada 100 pessoas que tinham nos apps a ocupação principal, 84,4 eram do sexo masculino.</strong> Em relação à idade, 47% tinham de 25 a 39 anos.</p>
<p>Ao realizar as entrevistas, o IBGE procurou saber o motivo principal que levou as pessoas a trabalharem por meio das plataformas.</p>
<p><strong>Especificamente entre os que atuam com apps de transporte (exceto táxi) e entregadores, o motivo principal foi não conseguir encontrar outro trabalho.</strong> As outra motivações apontadas foram flexibilidade e<strong> </strong>rendimento maior do que em outros trabalhos disponíveis.</p>
<h2>Jornadas mais longas</h2>
<p>Em 2025, o rendimento médio mensal do trabalho principal do plataformizados foi de R$ 3.147, mesmo patamar dos não plataformizados (R$ 3,148).</p>
<p>Esses valores representaram aumento real (já descontada a inflação) de 4,1% para os não plataformizados e estabilidade para os plataformizados, que ganhavam R$ 3.151 em 2024.</p>
<p>O IBGE explica que os valores são exatamente o que é “retirado” pelos plataformizados, ou seja, o saldo após o motorista pagar custos com gasolina para o carro, por exemplo.</p>
<p><strong>Os trabalhadores por aplicativo tinham em 2025 jornada semanal de 44,7 horas, superior à dos não plataformizados (39,3 horas). São 5,4 horas de diferença.</strong></p>
<p><strong>O fato de as duas classes terem rendimentos no mesmo patamar e diferença na jornada faz com que o rendimento-hora médio do trabalhador de app seja menor. </strong>Eles recebiam R$ 16,2 por hora, 12% menos que os não plataformizados (R$ 18,4/hora).</p>
<h2>Informalidade</h2>
<p>A pesquisa mostra que os trabalhadores por app vivenciavam mais a informalidade e tinham menos cobertura previdenciária.</p>
<p>Plataformizados:</p>
<ul>
<li>72,1% na informalidade</li>
<li>34% com cobertura previdenciária</li>
</ul>
<p>Não plataformizados:</p>
<ul>
<li>42,7% na informalidade</li>
<li>63% com cobertura previdenciária</li>
</ul>
<p>O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. São pessoas sem a garantia de direitos trabalhistas, como férias e 13º salário.</p>
<p>Já ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Conta própria, mas dependente</h2>
<p>Aproximadamente 1,6 mil de pessoas ocupadas por aplicativos se declararam trabalhadores por conta própria. Essa marca representa 86,8% do total de plataformizados. Na economia como um todo, os conta própria são 28,9% dos ocupados no setor privado.</p>
<p>Apesar de trabalharem por iniciativa própria, o IBGE ressalta que “há evidências de certo grau de dependência da maior parte desses trabalhadores em relação às plataformas”.</p>
<p>Entre os que trabalham com apps de transporte de passageiros (exceto táxis), 80,2% afirmam que o valor a ser recebido por cada tarefa depende totalmente das plataformas digitais.</p>
<p>Entre os entregadores, 78,3% disseram que dependem totalmente. Já 65,9% responderam que o prazo para realização da tarefa depende dos apps, e 71,3% afirmaram que a forma de recebimento do pagamento é decidida pela plataforma.</p>
<p>O analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes, aponta que esses trabalhadores têm uma situação “diferente de um conta própria tradicional”.</p>
<blockquote><p>“Apesar de essa pessoa não ter um vínculo formal com a plataforma, ele, na verdade, tem uma dependência em vários aspectos em relação à empresa que controla a plataforma digital”.</p></blockquote>
<h2>Uberização</h2>
<p>A divulgação do IBGE acontece cerca de uma semana depois de o <a href="http://(https//agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-08/stf-adia-retomada-do-julgamento-sobre-uberizacao" target="_blank" rel="noopener">Supremo Tribunal Federal (STF) adiar </a>a retomada do julgamento sobre a chamada “uberização”.</p>
<p>Representante de categorias que trabalham para aplicativos, como motoristas, buscam o reconhecimento de vínculo empregatício com as plataformas digitais para evitar o que consideram precarização do trabalho, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-10/no-stf-plataformas-negam-vinculo-trabalhadores-alegam-precarizacao" target="_blank" rel="noopener">alegação que as principais empresas do setor discordam</a>.</p>
<p>Um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) defende que o STF <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-09/pgr-e-contra-vinculo-trabalhista-entre-motoristas-e-aplicativos" target="_blank" rel="noopener">não reconheça o vínculo</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>iFood anuncia mudanças, mas representantes de entregadores criticam</title>
		<link>https://portalam.com.br/ifood-anuncia-mudancas-mas-representantes-de-entregadores-criticam/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 10:39:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Entregadores]]></category>
		<category><![CDATA[Ifood]]></category>
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					<description><![CDATA[No celular, o aviso sonoro anuncia o pedido de uma nova entrega de refeição. Aquele som praticamente se funde ao barulho do motor da motocicleta, das buzinas e do vento que atravessa o corredor interminável de carros nas avenidas do Recife (PE).  Enquanto se equilibra em duas rodas e na vida, o entregador do iFood Rodrigo Lopes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No celular, o aviso sonoro anuncia o pedido de uma nova entrega de refeição. Aquele som praticamente se funde ao barulho do motor da motocicleta, das buzinas e do vento que atravessa o corredor interminável de carros nas avenidas do Recife (PE). <img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1647877&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1647877&amp;o=node" /></p>
<p>Enquanto se equilibra em duas rodas e na vida, o entregador do <em>iFood</em> Rodrigo Lopes Correia vive mais de 10 horas por dia sentindo o cheiro da comida que entrega, para sustentar os dois filhos adolescentes, à espera de que a vida melhore. <strong>Aos 35 anos, ele já contabiliza seis acidentes com sua moto. </strong></p>
<h2>Bônus</h2>
<p>Rodrigo é um dos mais de 400 mil trabalhadores cadastrados no <em>iFood</em>, que lidam com mais de 120 milhões de pedidos mensais dos clientes da plataforma.</p>
<p><strong>Na semana passada, a empresa anunciou um pacote de ações voltadas aos entregadores</strong>, o que inclui bônus para a frequência de entregas, funcionalidade com escolha de destino e antecipação de pagamentos pelos serviços. Segundo a plataforma, trata-se de um benefício exclusivo para “profissionais mais frequentes no aplicativo”.</p>
<p>De acordo com o diretor de impacto social do <em>iFood</em>, Johnny Borges, o programa “Super Entregadores” pretende premiar profissionais “que se destacam na operação”, com ganhos estimados em até 30% acima da média da base. Os bônus anuais podem chegar a R$ 3 mil, segundo o diretor. Ele explica que o ganho bruto médio por hora trabalhada na plataforma em 2024 foi de R$ 28.</p>
<p>“Hoje, o entregador recebe semanalmente, toda quarta-feira. Agora, ele vai decidir o momento que ele quer receber o pagamento (&#8230;) Ele ganhou hoje e pode receber hoje”, afirmou o diretor. A respeito do programa de bônus, “o objetivo é valorizar os entregadores mais engajados na plataforma”.</p>
<p>Ele afirma que 90% dos entregadores trabalham em torno de 20 horas semanais. “Mas existe um grupo que é dedicado e que está exclusivamente na plataforma”. O diretor salienta que o entregador de moto ou carro recebe, no mínimo, R$ 7,50 pelo serviço. Quem está de bicicleta, R$ 7.</p>
<h2>Remuneração</h2>
<p>Rodrigo, que é morador de Olinda, esperava que a remuneração fosse “mais justa”. Além de entregador, ele é presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Empregados e Autônomos de Moto e Bicicleta por Aplicativo do Estado de Pernambuco (Seambape), entidade com 3 mil profissionais cadastrados.</p>
<blockquote><p>“Tirando os custos que eu tenho todo mês, fico com R$ 1,5 mil”, conta Rodrigo, que trabalha com entrega de alimentos há cinco anos.</p></blockquote>
<p>Antes, ganhou a vida como gari, mas quis encontrar outros “corres” que fizessem sobrar “um qualquer” no final do mês. “Consegui tirar minha habilitação, comprei minha moto e comecei a trabalhar com entregas de alimentos por aplicativo. É o que tem”. Rodrigo acredita que as melhorias anunciadas pelo <em>iFood</em> se devem à mobilização dos trabalhadores que atuam para a empresa.</p>
<h2>Armadilha</h2>
<p>Pensa assim também o presidente da Associação dos Motofretistas Autônomos e Entregadores do Distrito Federal, Alessandro Sorriso, de 32 anos, e que atua na atividade desde 2016. Mas ele avalia que o pacote do <em>iFood</em> ficou aquém do que a categoria esperava. <strong>Para o dirigente sindical, os benefícios buscam “prender” o trabalhador em uma única plataforma. </strong></p>
<blockquote><p>“Eles estão vendo a concorrência vir em peso, e eles querem, de alguma forma, segurar os motoboys”.</p></blockquote>
<p>Para o profissional, o programa de bônus vai fazer com que os trabalhadores não possam recusar entregas, e será necessário trabalhar aos finais de semana e feriados para cumprir as metas, o que pode representar uma “armadilha”.</p>
<p>“Estão prometendo 30% a mais nos ganhos, mas vão ter que trabalhar longos períodos”.</p>
<h2>Efeito da greve</h2>
<p>A respeito da antecipação dos pagamentos, ele diz que essa era, de fato, uma demanda de uma boa parte da categoria, visto que entregadores iniciavam a semana sem dinheiro para colocar gasolina na moto.</p>
<p><strong>Alessandro Sorriso avalia que o atendimento das reivindicações tem relação com o <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-04/entregadores-mantem-paralisacao-por-melhores-condicoes-de-trabalho" target="_blank" rel="noopener">movimento grevista realizado nos dias 31 de março e 1º de abril deste ano</a></strong>.</p>
<p>“O iFood foi o único que noticiou que iria reajustar os valores. Mas, na prática, a gente não sentiu esse reajuste”. No DF, há pelo menos 400 motoboys associados. <strong>Alessandro trabalha diariamente das 7h às 22h.</strong></p>
<h2>“Não é empreendedorismo”</h2>
<p>O professor de direito Antônio Sérgio Escrivão Filho, da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), considera fundamental observar que a atividade de entregador de aplicativo deve ser compreendida na relação trabalhista entre empregado e empresa, em jornadas extensas, e não como empreendedorismo.</p>
<p>“Os entregadores, por exemplo, ou qualquer outro trabalhador digital, têm a oferecer a sua mão de obra. O discurso vem tentando incutir essa aparência, como se o entregador fosse um empreendedor”.</p>
<p>O pesquisador da UnB ressalta que, na verdade, <strong>as relações mostram jornadas extensivas, sem a possibilidade de interferir nas regras do contrato, de definir o valor da sua remuneração ou de discutir eventuais sanções contratuais que são impostas unilateralmente.</strong></p>
<blockquote><p>“Os entregadores não têm a possibilidade sequer de conhecer as regras que montam os algoritmos que formulam a equação da remuneração. Ao que tudo indica, são realmente trabalhadores subordinados. E essa é a lógica da relação de emprego”, afirmou Antônio Sérgio Escrivão Filho. O pesquisador enxerga que os trabalhadores têm cada vez mais reconhecido que é necessário lutar por direitos.</p></blockquote>
<h2>Sem direitos</h2>
<p>O professor de direito trabalhista reitera que são trabalhadores sem férias remuneradas e que, em geral, não contribuem para a previdência social, para um dia se aposentarem. Além disso, são submetidos aos riscos do elevado índice de acidentes de motocicletas. “A figura é de um profissional precarizado que trabalha de uma maneira subordinada, porque só responde a demandas”, aponta.</p>
<p>Em relação aos riscos nas ruas, o diretor do <em>iFood</em>, Johnny Borges, defende que a empresa  tem um programa para prevenir acidentes com conscientização e monitoramento da velocidade dos profissionais.</p>
<p>“A gente trabalha para que todo acidente seja evitável”. Outra ponderação do executivo é que a empresa tem o “melhor seguro para a categoria”, tanto para incapacitação para o serviço como morte. “Nesse caso, a família irá receber R$ 120 mil. É o maior seguro que se tem na categoria”, garante.</p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" title="Luiz Cladio Ferreira/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/jK02K0mcagXHOrR41xgkmQNjQWc=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2025/06/21/vanderson_amorim_-_foto.jpeg?itok=Kcv-bEvY" alt="Brasília (DF), 21/06/2025 - Vida de entregador: Ifood anuncia mudanças, mas trabalhadores criticam. Valderson Amorim. Foto: Luiz Cladio Ferreira/Agência Brasil" /></div>
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<h6 class="meta">Entregador Valderson Amorim. <strong>Luiz Claudio Ferreira/Agência Brasil</strong></h6>
</div>
</div>
<p>A família de Vanderson Amorim, de 32 anos, que trabalha de bicicleta motorizada no Distrito Federal, fica “muito preocupada” com a rotina dele nas ruas. Mas ele diz que hoje a situação é melhor do que antes, quando era funcionário formal de uma padaria, da qual foi demitido.</p>
<p>“Eu vi que é possível ganhar R$ 800 em uma semana. Antes, eu ganhava um salário mínimo, e sem direito a comer nada das vitrines”, recorda.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ifood assina compromisso com MPF após tentar desmobilizar entregadores</title>
		<link>https://portalam.com.br/ifood-assina-compromisso-com-mpf-apos-tentar-desmobilizar-entregadores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jul 2023 15:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Assina]]></category>
		<category><![CDATA[Compromisso]]></category>
		<category><![CDATA[Desmobilizar]]></category>
		<category><![CDATA[Entregadores]]></category>
		<category><![CDATA[Ifood]]></category>
		<category><![CDATA[MPF]]></category>
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					<description><![CDATA[A empresa de entrega de comida Ifood assinou um compromisso com o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) em que se compromete a promover ações em favor dos direitos trabalhistas e do respeito ao direito de informação da população. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado na última sexta-feira [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A empresa de entrega de comida Ifood assinou um compromisso com o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) em que se compromete a promover ações em favor dos direitos trabalhistas e do respeito ao direito de informação da população.</p>
<p>O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado na última sexta-feira (7), ocorre em decorrência de reportagem da Agência Pública que revelou que o Ifood contratou as agências de publicidade Benjamim Comunicação e a Promove Serviços de Propaganda e Comunicação (Social QI) para desmobilizar movimento dos entregadores. Os profissionais reivindicavam melhores condições de trabalho. As agências também assinaram o TAC.</p>
<p>De acordo com a reportagem, as agências contratadas criaram perfis falsos e se passavam por entregadores do Ifood para questionar nas redes sociais as reivindicações dos trabalhadores. A matéria, que pode ser lida aqui, foi base para uma investigação do MPF.</p>
<p><strong>Obrigações</strong></p>
<p>O TAC prevê obrigações do iFood para assegurar a liberdade sindical e os direitos de greve e de negociação coletiva dos entregadores. “Esses direitos são fundamentais, sendo parâmetros mínimos, previstos na Constituição Federal e em tratados internacionais de direitos humanos, para que os trabalhadores tenham meios de promover a sua organização, fomentar a solidariedade entre os membros do grupo e expressar adequadamente a voz coletiva de seus integrantes”, destaca o procurador do Trabalho Renan Kalil.</p>
<p>O iFood deverá ainda financiar pesquisas e projetos, no valor de R$ 6 milhões, que analisem as relações de trabalho com entregadores, o mercado publicitário e de marketing digital, e a responsabilidade social dos controladores de plataformas.</p>
<p>“Para que tenham seu direito à informação respeitado, os cidadãos precisam saber se é uma empresa que está postando determinado conteúdo na Internet, em qual contexto e para qual finalidade. Isso é especialmente importante para que eles possam formar livremente sua opinião sobre assuntos de relevância pública e, a partir disso, exercer outro direito fundamental: a liberdade de expressão, que deve ser isenta de interferências indevidas ou ocultas”, destacou o procurador da República Yuri Corrêa da Luz.</p>
<p>Segundo o TAC, o iFood ficará proibido de divulgar, pelos próximos seis meses, anúncios, propagandas e campanhas publicitárias sobre supostas medidas adotadas pela empresa para promoção de direitos fundamentais e trabalhistas. “O objetivo é impedir a publicação, no curto prazo, de informações que possam se mostrar inverídicas ou imprecisas sobre a postura da empresa em relação às demandas de interesse social como as que foram alvo de investigação”, disse o MPF em nota.</p>
<p>O Ifood informou que cumprirá os termos do TAC. “Celebramos o acordo porque as obrigações assumidas pelo iFood no TAC estão alinhadas com nossos valores e princípios, em especial a promoção de um ambiente de maior transparência nas redes sociais, o respeito ao direito de manifestação e de associação dos entregadores e o investimento em pesquisas que colaborem com o desenvolvimento sustentável do país”, disse, em nota, o diretor jurídico da empresa, Lucas Pittioni.</p>
<p>As agências de publicidade Benjamim Comunicação e a Promove Serviços de Propaganda e Comunicação (Social QI) foram procuradas, mas ainda não se manifestaram.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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