O Amazonas contabilizou 104.957 unidades locais de empresas, com e sem pessoas assalariadas, em 2022. Desse total 25.474 tinham pessoas assalariadas e 79.483 eram unidades locais sem pessoas assalariadas. As informações estão nas Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) referentes ao ano de 2022, divulgadas hoje (20) pelo IBGE.
O CEMPRE reúne dados de empresas e outras organizações (com natureza jurídica de administração pública e entidades sem fins lucrativos) formalmente constituídas no país.
No país, o CEMPRE é composto, atualmente, por 10,6 milhões de unidades locais de unidades locais (endereços de atuação), sendo 3,2 milhões com pessoas assalariadas (30,4%) e 7,3 milhões com pessoas não assalariadas (69,6%). Para a divulgação das Estatísticas do CEMPRE 2022, foram selecionadas somente as unidades ativas no ano de referência, com endereço de atuação no Brasil e com fundação até 31 de dezembro de 2022.

Mais de 20% das unidades locais de empresas do Norte no Amazonas
Na comparação com o total nacional de unidades locais (10.607.102), o Amazonas tinha 0,99% das unidades locais (104.957). Já na região Norte, o percentual do Estado representou 21,2% das unidades locais de empresas.
Entre os Estados do Norte, o Amazonas ficou com a segunda posição em número de unidades locais (104.957), perdendo apenas para o Pará (190.834). O Estado do Norte com a menor quantidade de unidades locais em 2022 foi Roraima (68.471).
Em 2022, no Amazonas, assim como no país e em todas as cinco grandes regiões, as empresas sem pessoas assalariadas, ou seja, formadas apenas por sócios e proprietários tinham o maior quantitativo de unidades locais. No Estado, elas representaram 75,7% do total. As unidades locais com pessoas assalariadas, a exemplo do que aconteceu em nível nacional e regional, eram apenas 24,3% das empresas e organizações formais ativas.

Na região Norte, 22 % do pessoal ocupado era do Amazonas
O total do pessoal ocupado no Amazonas, em 2022, foi de 797.807 pessoas, sendo que 688.033 (86,2%) eram assalariados. Entre os Estados do Norte, o Amazonas ficou na segunda posição em número de pessoas ocupadas (797.807), perdendo apenas para o Pará (1.496.345). No Norte, o Estado de Roraima foi o que contabilizou menor quantidade de pessoas ocupadas no mesmo ano (139.224).
Em relação ao país (62.746.860 pessoas ocupadas), o Amazonas representou 1,3% do total de pessoas ocupadas, em 2022 e 1,4% do total do país (50.223.399) de pessoas assalariadas. Na comparação com o resultado da região Norte (3.588.831 pessoas ocupadas), o percentual do Estado subiu para 22,2%.
Confrontando com o resultado do país, o pessoal ocupado, na região Norte, representou 5,7%. O Norte totalizou também 3.059.271 pessoas assalariadas (6,1% do total nacional).

Atividades
“Administração do Estado e da política econômica e social” foi a atividade com maior número de pessoal ocupado
Os dez maiores grupos de atividade econômica, com maior quantidade de pessoal ocupado, no Amazonas, foram, respectivamente, “Administração do Estado e da política econômica e social” (119.735 pessoas ocupadas); “Atividades de atendimento hospitalar” (35.557 pessoas ocupadas); “Ensino médio” (33.510 pessoas ocupadas); “Comércio varejista não-especializado” (31.245 pessoas ocupadas); “Comércio varejista de produtos novos não especificados anteriormente e de produtos usados” (21.542 pessoas ocupadas); “Educação infantil e ensino fundamental” (21.513 pessoas ocupadas); “Serviços coletivos prestados pela Administração Pública” (17.640 pessoas ocupadas); “Atividade de limpeza” (17.114 pessoas ocupadas); “Fabricação de equipamentos de transporte não especificados anteriormente” (16.650 pessoas ocupadas); e “Restaurantes e outros serviços de alimentação e bebidas” (14.290 pessoas ocupadas). Esses grupos representaram setores com o maior impacto no emprego dentro do Estado, destacando a importância tanto dos Serviços Públicos quanto do Comércio Varejista e da Educação.

Salários e remunerações, no Estado, representaram menos de 2% do total do país e mais de 22% do Norte
O total absoluto em salários e outras remunerações para ao pessoal ocupado, em 2022, foi de R$ 28,9 bilhões ,no Estado, representando 1,3% do total nacional (R$ 2,3 trilhões) e 22,6% do Norte do país (R$128 bilhões). Em relação ao país, o Norte representou 5,6% em salários e remunerações.

O salário médio mensal, no Estado, em 2022, foi de 2,7 salários mínimos, similar à média da região, mas inferior ao do Amapá que apresentou o maior salário médio (3,5 salários mínimos) e ligeiramente abaixo da média nacional de 2,9 salários mínimos, refletindo uma diferença salarial inferior em relação ao padrão nacional.
Apenas 1% das unidades locais do país estavam no Amazonas e, dessas, mais de 25 mil tinham pessoas assalariadas
Em 2022, o Amazonas registrou um total de 104.957 unidades locais, representando 1% das unidades do país. Dentre essas unidades, 25.474 tinham pessoas assalariadas, correspondendo a 0,8% do total nacional, enquanto 79.483 não possuíam pessoas assalariadas, o que representou 1,1% do total nacional. Isso indicou predominância de unidades sem pessoas assalariadas no Estado.
A região Norte contabilizou, no mesmo ano, 495.750 unidades locais, representando 4,7% do total do Brasil. Desse total, 154.237 unidades (4,8%) tinham pessoas assalariadas e 341.513 unidades (4,6%) não tinham. O Pará destacou-se com 190.834 unidades (1,8%) , sendo o Estado com maior quantidade de unidades na região Norte, seguido pelo Amazonas ,com 104.957 unidades (1%). Rondônia, Tocantins, Acre, Roraima e Amapá apresentaram participações menores, cada um com menos de 0,6% do total nacional.
Comparando o Amazonas com os demais Estados do Norte, observou-se que ele teve a segunda maior quantidade de unidades locais, ficando atrás apenas do Pará. No entanto, a proporção de unidades com pessoas assalariadas ,no Estado, foi menor (0,8%) em comparação ao Pará (1,9%). Além disso, o Amazonas teve uma maior proporção de unidades sem pessoas assalariadas (1,1%) em relação ao total nacional, refletindo uma estrutura econômica onde a informalidade e as pequenas empresas sem empregados predominam, um padrão comum na região, mas com variações significativas entre os Estados.

Norte fica na última posição entre as regiões brasileiras com mais unidades locais
Em 2022, o Brasil contabilizou um total de 10.607.102 unidades locais. A região Norte foi a que totalizou menos unidades (495.750). Já a região Sudeste liderou com 5.469.892 unidades, representando 51,6% do total nacional. O Estado de São Paulo se destacou, nessa região, com 3.539.337 unidades (33,4%), a maior quantidade entre todos os Estados. Em seguida aparece, na pesquisa, a região Sul, com 2.091.354 unidades (19,7%), com destaque para o Paraná (796.413 unidades, representando 7,5% do total nacional).
A região Nordeste veio em terceiro lugar com 1.652.791 unidades (15,6%), sendo a Bahia o Estado com maior representatividade (469.986 unidades, ou 4,4% do total nacional). O Centro-Oeste registrou 897.315 unidades (8,5%) , onde o Estado de Goiás liderou com 361.097 unidades (3,4%). Por fim, veio a região Norte com 495.750 unidades (4,7% do total nacional), sendo o Pará o Estado com maior número de unidades locais (190.834 unidades ou ainda 1,8% do total nacional). Os Estados com o menor número de unidades foram Roraima (17.755 unidades, 0,2%) e Acre (24.171 unidades, 0,2%), ambos Estados do Norte.

Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas liderou com maior quantidade de empresas
A atividade com maior quantidade de empresas e outras organizações, em 2022, no Amazonas, foi a de “Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas”, com 34.962 empresas. A atividade representou a maior fatia do setor empresarial no Estado. Em seguida destacaram-se “Outras atividades de serviços”, com 8.152 organizações e “Atividades profissionais, científicas e técnicas”, com 7.806 empresas. A indústria de transformação também teve presença significativa, contabilizando 4.496 empresas. Além disso, o setor da “Construção” somou 4.832 empresas, enquanto os setores de “Saúde humana e Serviços sociais” e “Educação” totalizaram, respectivamente, 5.282 e 4.161 organizações. Esses números refletem a diversidade de concentração das atividades econômicas no Amazonas, com destaque das áreas de Comércio e Serviços.

No Amazonas, em 2022, as cinco maiores classificações nacionais de atividades econômicas, com mais empresas, foram: “Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas” (34.962); “Atividades profissionais, científicas e técnicas” (7.806) , “Outras atividades de serviços” (8.152), “Atividades administrativas e serviços complementares” (6.592) e “Saúde humana e serviços sociais” (5.281). Manaus se destacou como o município na concentração dessas atividades, possuindo 22.220 empresas no setor de “Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas”, 7.041 empresas de “Atividades profissionais, científicas e técnicas”; 4.165 empresas de “Outras atividades de serviços”, 5.805 unidades empresariais de “Atividades administrativas e serviços complementares ” e 4.413 empresas de “Saúde humana e serviços”. Em seguida, Itacoatiara e Manacapuru mostraram participação significativa nas classificações supracitadas, porém com números substancialmente menores.
Municípios
Dez municípios se destacaram em “Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas”
Na seção de classificação de atividades, dez municípios amazonenses se destacaram, com a maior quantidade de empresas e organizações na classificação “G”, referente a atividades de “Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas”, entre os quais estavam: Manaus (22.220 unidades), Itacoatiara (1.013 unidades), Parintins (874 unidades), Manacapuru (870 unidades), Coari (576 unidades), Humaitá (564 unidades), Tabatinga (471 unidades), Manicoré (440 unidades), Maués (396 unidades) e Iranduba (334 unidades).

Esses números revelaram a concentração significativa de empresas de “Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas” em Manaus, evidenciando sua predominância econômica no Estado, enquanto os demais municípios, apesar de apresentarem números expressivos, ficam consideravelmente atrás. Isso demonstra que existe distribuição ainda pouco moderada no Estado.
Dez municípios apresentaram maior quantidade de empresas com menor faixa de pessoal ocupado
No Amazonas, segundo o Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), as quatro faixas de pessoal ocupado, com maior concentração de empresas foram as de 0 a 4 pessoas ocupadas, as de 5 a 9 pessoas ocupadas, de 10 a 19 pessoas ocupadas e de 20 a 29 pessoas ocupadas. Essas faixas englobaram a maioria das empresas listadas, indicando que a maior parte das empresas tinha um número relativamente pequeno de funcionários.
Os dez municípios com as maiores concentrações de empresas na faixa de 0 a 4 pessoas ocupadas foram, em 2022, Manaus, Manacapuru, Coari, Itacoatiara, Iranduba, Parintins, Manicoré, Maués, Tabatinga e Tefé. Esses municípios não só apresentavam um número mais expressivo de empresas, como também concentravam muitas delas em faixas menores de pessoal ocupado, refletindo uma distribuição significativa de micro e pequenos negócios na região.

Com quase 65 mil unidades, Manaus lidera em número de empresas
Em 2022, Manaus liderou expressivamente, no Amazonas, em número de empresas, com 64.384 unidades. Em seguida, destacou-se Itacoatiara com 2.191 unidades e Manacapuru com 2.090 unidades. Os municípios de Parintins (1.789 unidades) e Humaitá (1.398 unidades) também mostraram representatividade entre os com maior quantidade de unidades. Na outra extremidade, os municípios com menor número de empresas foram Guajará (99 unidades), Amaturá (108 unidades) , Anamã e Ipixuna, ambos com 113 unidades. Santa Isabel do Rio Negro, com 117 empresas, também aparece com o menor quantitativo entre os municípios amazonenses. Essa distribuição evidenciou a concentração de atividades econômicas em Manaus e uma menor presença empresarial em municípios mais isolados ou com menor densidade populacional no Estado.

Mais sobre o Cadastro Central de Empresas (CEMPRE)
O Cadastro Central de Empresas – CEMPRE constitui um importante acervo de dados sobre o universo das empresas e outras organizações formais e suas respectivas unidades locais existentes no Brasil, ao reunir informações cadastrais e econômicas oriundas de pesquisas anuais do IBGE nas áreas de Indústria, Construção, Comércio e Serviços, além de registros administrativos como o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ, a Relação Anual de Informações Sociais – RAIS e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED. Esses dois últimos registros estão sendo substituídos, gradativamente, pelo Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas – e-Social.
Foram incorporados nesta pesquisa, pela primeira vez, todos os estabelecimentos com situação ativa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ, da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, em 31.12, exceto os microempreendedores individuais (MEIs). A incorporação desse conjunto de registros ao levantamento modificou o critério de seleção das unidades ativas, configurando uma nova forma de apresentação da estrutura empresarial brasileira, o que, em conjunto com outros fatores, resultou em uma nova série histórica a partir do ano-base 2022.
As análises traçam um panorama geral das organizações formais ativas e suas variáveis econômicas, como número total de empresas e outras organizações; pessoal ocupado total e assalariado; salários e outras remunerações; e salários médios mensais, no ano de referência. O enfoque regional, por sua vez, fornece informações sobre as unidades locais e suas variáveis econômicas, com o objetivo de mostrar a distribuição geográfica dessas unidades no território brasileiro.
Informações sobre a quebra de série
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, a introdução do Grupo 3 (Pessoas Jurídicas: empregadores optantes pelo Simples Nacional e entidades sem fins lucrativos), que corresponde a 77% dos estabelecimentos declarantes da RAIS/eSocial, ocasionou um aumento de cobertura das declarações desses estabelecimentos e, consequentemente, um aumento virtual no número de vínculos. Essa mudança contribuiu para uma quebra de série para as informações da RAIS/ eSocial (BRASIL, 2024), como também impactou as estatísticas do CEMPRE, que utiliza a RAIS como fonte de dados, culminando, similarmente, em uma quebra de série nas estatísticas do CEMPRE. Dada essa quebra de série ocorrida com a substituição dos registros oriundos da RAIS pelo eSocial, o CEMPRE passou a incorporar todos os estabelecimentos com situação ativa no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ da Receita Federal.









