A variação do custo médio da construção civil no Amazonas em abril foi de -0,05%. No ano, a variação acumulada foi de 0,44%, e em 12 meses, a variação foi de 1,38%. No Brasil, a variação foi de 0,46%, em abril, enquanto a variação acumulada ficou em 1,56% e a variação em 12 meses ficou em 4,74%. Os dados são do Sistema Nacional de Preços e Índices da Construção Civil – SINAPI, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE nesta sexta-feira, 9 de maio.

Custo médio do m² no mês
Com variação de 0,05%, o Amazonas foi o quinto estado com a menor variação no custo médio do metro quadrado (m²) da construção civil em abril, enquanto no mesmo período a variação nacional ficou em 0,46%. A variação apresentou um pequeno aumento em relação ao mês de março, quando o estado obteve a variação de -0,03%. Os estados da Paraíba e Acre tiveram as menores variações, com 0,01%, seguidos por Goiás e São Paulo, com 0,02%, enquanto Bahia (2,32%), Rio de Janeiro (1,22%) e Espírito Santo (0,69%) tiveram os maiores aumentos.
A variação do custo médio no estado representa um aumento de quase R$ 1,00 no custo médio da construção em moeda corrente, com o componente mão-de-obra sendo o grande responsável pela variação. Em março, o custo médio do m² no componente mão-de-obra no estado era de R$ 728,77, passando para R$ 737,10 em abril, um aumento de quase R$ 9,00. O componente material, em contrapartida, caiu de R$ 1.102,39 em março para R$ 1.095,05 em abril, uma redução de pouco mais de R$ 7,00, o que ajudou a contrabalancear o aumento da mão-de-obra.
No ranking nacional dos maiores custos médios, o estado ficou na 13ª posição com R$ 1.832,15, e um pouco acima da variação nacional, que ficou em R$ 1.818,64. Os estados de Acre, Santa Catarina e Roraima foram os que tiveram o maior custo médio em moeda corrente, com R$ 2.070,01, R$ 2.061,75 e R$ 2.008,11, respectivamente. Os estados de Sergipe (R$ 1.609,51), Pernambuco (R$ 1.619,32) e Espírito Santo (R$ 1.633,89) tiveram os menores custos médios do país.

Custo médio do m² no ano
O variação acumulada no ano do custo médio do m² da construção civil no Amazonas ficou em 0,044%, a terceira variação acumulada mais baixa do índice em abril. A variação acumulada nacional alcançou, em 4 meses, o triplo da variação do estado e ficou em 1,56%. Os estados com as maiores variações acumuladas foram Acre (4,95%), Amapá (3,43%) e Bahia (2,97%), enquanto Maranhão (0,40%) e Espírito Santo (0,42%) tiveram as mais baixas variações do custo médio, seguidos pelo Amazonas.
Em moeda corrente, o custo médio da construção no estado saiu de R$ 1.825,66 em janeiro para R$ 1.832,05 em abril, um aumento de R$ 6,39, sendo o componente mão-de-obra o responsável pelo aumento, enquanto o componente material apresentou redução. Apenas no componente material, o aumento desde janeiro foi de R$ 8,33.

Custo médio do m² em 12 meses
A variação do custo médio do m² em 12 meses chegou a 1,38% no estado em abril, a mais baixa do país. A variação nacional em 12 meses chegou a três vezes o valor da variação amazonense, ficando em 4,74%. Depois do Amazonas, Mato Grosso (2,29%) e Tocantins (3,17%) tiveram as menores variações. Os estados do Acre (9,25%), Rondônia (9,07%) e Paraná (6,74%) tiveram os maiores aumentos do custo médio.
Em 12 meses, o aumento do custo médio em moeda corrente no estado chegou a R$ 25,18. Em abril de 2024, o custo médio no estado era de R$ 1.806,97, e em abril de 2025 ficou em R$ 1.832,15. Durante o período, houve redução no componente material, enquanto no componente mão-de-obra, o aumento chegou a R$ 50,99. Em abril de 2024, o custo médio no componente mão-de-obra era de R$ 686,11, e chegou a R$ 737,10 em abril de 2025.
Mais sobre o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI)
Criado em 1969, o Índice Nacional da Construção Civil tem como objetivo a produção de informações de custos e índices de forma sistematizada e com abrangência nacional, visando a elaboração e avaliação de orçamentos, como também acompanhamento de custos.









