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Aliança de ciência e conhecimentos tradicionais fortalece a conservação de quelônios na Amazônia

Projeto une comunidades locais, institutos de pesquisa e órgãos públicos para proteger espécies ameaçadas e fortalecer a gestão sustentável na floresta amazônica

Redação por Redação
19 de maio de 2025
em Meio Ambiente
Foto: Miguel Monteiro/Instituto Mamirauá

Foto: Miguel Monteiro/Instituto Mamirauá

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ma parceria estratégica entre o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) está impulsionando o cenário da conservação de quelônios na região do médio curso do Rio Solimões, Amazônia.  

Com foco na Floresta Nacional de Tefé (Flona Tefé) e na Reserva Extrativista (Resex) do Baixo Juruá, a iniciativa promove ações integradas de proteção, pesquisa e geração de renda junto às comunidades tradicionais com foco em quelônios amazônicos.

As tartarugas-da-amazônia (Podocnemis expansa), tracajás (P. unifilis), iaçás (P. sextuberculata) e outras espécies de quelônios têm papel vital tanto para a ecologia dos rios quanto para a segurança alimentar das comunidades locais. Porém, décadas de caça ilegal e coleta de ovos colocaram essas espécies em situação crítica, o que mobilizou os esforços comunitários e institucionais pela conservação desses animais. 

 

Foto: Miguel Monteiro/Instituto MamirauáFoto: Miguel Monteiro/Instituto MamirauáSistemas comunitários ganham novo fôlego

 

Desde 2009, comunidades da Flona de Tefé vêm se organizando para proteger os ninhos de quelônios, por meio da vigilância das praias e da translocação de ninhos para locais seguros. Em 2023, o Instituto Mamirauá, por meio de seu Programa de Manejo da Fauna, iniciou uma colaboração mais estreita com o ICMBio e a UEA, visando apoiar essas práticas com base técnica, organizacional e científica. 

O coordenador do Programa de Manejo da Fauna do Instituto Mamirauá, Diogo Lima, explica que essas atividades têm raízes profundas na região. “Desde os anos 90, o Instituto já atua na conservação de quelônios, em projetos que começaram na Reserva Mamirauá e se expandiram por outras regiões da Amazônia. Agora, queremos fortalecer ainda mais esses sistemas, respeitando o saber tradicional e integrando a ciência e a legislação”.

Segundo Lima, a atuação conjunta visa não apenas aumentar o número de animais devolvidos à natureza, mas também apoiar a autonomia comunitária. “Estamos ajudando desde o mapeamento participativo até a capacitação em boas práticas de criação e soltura. E o mais importante: tudo parte da demanda das próprias comunidades” .

A escuta comunitária como base da ação

Uma das ferramentas utilizadas para entender melhor as realidades locais foi a aplicação da matriz FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) em encontros com cinco comunidades da Flona de Tefé: Cacautuba, Itaúba, Boa Vista, Tauary e Bom Jesus. Os levantamentos revelaram um total de 50 citações, com destaque para as fraquezas, que representaram 33% a mais que os outros elementos, evidenciando os desafios enfrentados pelas comunidades. 

Entre os pontos fortes, os participantes destacaram a riqueza dos ambientes disponíveis para a conservação, o aumento perceptível das populações de quelônios e a ampla participação comunitária. Por outro lado, questões como falta de apoio externo contínuo, consumo excessivo de ovos e invasões ilegais das áreas protegidas foram apontadas como obstáculos significativos. 

O servidor do ICMBio, Afonso José Cruz Gonçalves Pereira, vê na mobilização comunitária o caminho para reverter esse cenário. “Nesse programa, a ideia geral é trabalhar a conservação desse grupo animal junto aos comunitários da Flona Tefé e Resex do Baixo Juruá, tentando empoderá-los e capacitá-los para atuarem na proteção dos bichos e, consequentemente, do território”. 

 

Foto: Miguel Monteiro/Instituto MamirauáFoto: Miguel Monteiro/Instituto MamirauáProtagonismo comunitário e liderança feminina no centro da retomada

 

Para a analista ambiental do ICMBio em Tefé, Júlia Barbosa, a revitalização do Programa de Conservação de Quelônios teve origem nas próprias comunidades locais. “O resgate do Programa de Conservação de Quelônios se deu por iniciativa e solicitação dos próprios comunitários. Esse, na minha opinião, é o principal fator no processo de retomada, pois eles são os protagonistas dessa história. Nesse contexto, o grande objetivo do programa é buscar alternativas para que as comunidades conquistem cada vez mais autonomia e organização social para conduzir as atividades.”

Ela destaca ainda o caráter inclusivo e integrador do programa.

“É importante reconhecer que a troca de experiência entre as comunidades, as solturas dos animais, assim como as reuniões do programa, são momentos de importante integração e troca de experiências, pois estão presentes crianças, jovens, adultos e lideranças comunitárias. Esse espaço promove também a construção de um ambiente diverso e inclusivo, enfatizando, sobretudo, o fortalecimento da participação de mulheres, tendo em vista a atuação de diversas lideranças femininas na proteção de praias e nas tomadas de decisão”.

Educação ambiental como semente para o futuro

A formação das novas gerações é considerada uma das bases do programa. A agente temporária ambiental do ICMBio em Tefé e licenciada em pedagogia, Keila Meireles, atua como ponto focal do programa. “Atuo diretamente na frente da Educação Ambiental, crucial na promoção da conscientização, incentivando as práticas sustentáveis e o respeito aos ciclos de vida dos animais. Nosso foco está nas crianças e jovens das comunidades assistidas pelo projeto, considerando que eles são o(a)s futuro(a)s replicadores e protagonistas da cultura de conservação dos quelônios, para que essa prática não se acabe com os pioneiros, e sim, que se propague por meio das novas gerações”, ressalta. 

 

Foto: Miguel Monteiro/Instituto MamirauáFoto: Miguel Monteiro/Instituto MamirauáSolturas e geração de renda: um ciclo de sustentabilidade

 

Em janeiro e março de 2025, foram realizadas importantes solturas de quelônios nas comunidades Cumaru (Resex Baixo Juruá) e Bom Jesus (Flona de Tefé), com a devolução de mais de 3 mil animais à natureza. Essas ações se somam às capacitações em translocação de ninhos e boas práticas de manutenção em berçários. 

A geração de renda, aliás, é uma preocupação central para garantir a sustentabilidade dos projetos. “Essas ações demandam recursos. Temos custos com combustível, alimentação, infraestrutura”, explica Diogo Lima. “Por isso, buscamos viabilizar alternativas como o turismo de base comunitária e, no longo prazo, o manejo legal para comercialização”. 

Algumas comunidades da Flona de Tefé já começaram a explorar o turismo como alternativa econômica. “Elas têm buscado parcerias com agências locais para oferecer experiências de soltura aos visitantes. Isso gera receita e aumenta o engajamento na conservação”, acrescenta Lima. 

A educação como aliada da proteção

O programa também prevê a realização de atividades de educação ambiental voltadas ao público infantojuvenil das comunidades. Em 2025, o ICMBio planeja capacitações sobre práticas de conservação comunitária a serem realizadas na Flona Tefé, com oficinas de organização comunitária, vigilância, educação ambiental e soltura de filhotes. 

“Paralelamente, durante a mesma atividade, estamos pretendendo trabalhar ações de educação ambiental voltadas ao público infanto-juvenil dentro da temática de preservação e proteção comunitária, com atividades lúdicas e minipalestras”, informa Afonso Pereira.

Conhecimento tradicional, ciência e legislação: um tripé eficaz

A colaboração com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) reforça o elo entre o conhecimento acadêmico e o saber tradicional. Para o professor e biólogo Rafael Bernhard, da UEA, a união entre comunidade, ciência e órgãos públicos é essencial. 

“A Amazônia é um bioma gigantesco, continental. Dentro dele, os quelônios sofrem intensamente com a pressão de caça e coleta dos ovos. Eles só não se encontram num nível maior de ameaça graças às ações para a sua proteção realizadas há décadas pelos órgãos de proteção ambiental federais, estaduais e municipais. A eles somam-se iniciativas de pessoas que vivem no interior e que estão dispostas a colaborar na proteção dos quelônios. Algumas são anteriores à chegada dos órgãos ambientais. Iniciativas que unem o conhecimento tradicional, científico e da legislação através da parceria dos comunitários com órgãos públicos e ONGs tendem a produzir um efeito sinérgico que aumenta a eficiência das ações de conservação”, afirma Bernhard. 

 

Foto: Miguel Monteiro/Instituto MamirauáFoto: Miguel Monteiro/Instituto MamirauáO futuro da conservação comunitária de quelônios

 

A consolidação desse esforço coletivo caminha para a formalização de um projeto estruturado, com previsão de submissão a editais de financiamento para projetos complementares. A perspectiva é expandir o modelo para outras áreas da Amazônia, respeitando a especificidade de cada comunidade e promovendo a cogestão das Unidades de Conservação.

Diogo Lima reforça que o protagonismo comunitário é a chave para o sucesso de qualquer iniciativa de conservação. “Os projetos que deram certo são aqueles que nasceram da própria comunidade. Nosso papel é apoiar, orientar, mas sempre reconhecendo que o maior conhecimento sobre o território está com quem vive ali”.

Com base em uma atuação integrada, adaptada às realidades locais e voltada ao empoderamento das populações tradicionais, a parceria entre o Instituto Mamirauá, ICMBio e UEA aponta caminhos promissores para a conservação de quelônios na Amazônia. Em um bioma onde os desafios são tão vastos quanto os rios que o cortam e alimentam, a união entre saberes e forças se mostra não apenas eficaz, mas indispensável. 

Tags: AmazonaAmazôniaICMBioMeio Ambientequelônio

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