A médica Juliana Brasil Santos admitiu, em documento interno do Hospital Santa Júlia, ter errado na prescrição de adrenalina para o menino Benício Xavier de Freitas, 6 anos, que morreu após receber o medicamento no último fim de semana, em Manaus. A criança deu entrada na unidade particular com tosse seca e suspeita de laringite.
Segundo registros do hospital, a médica recomendou lavagem nasal, soro e três doses de adrenalina de 3 mg cada, a serem aplicadas por via endovenosa, em intervalos de 30 minutos. A equipe de enfermagem seguiu a prescrição.

Benício não resistiu e morreu na madrugada de domingo (23). Nesta sexta-feira (28), o delegado Marcelo Martins, do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), afirmou que o menino sofreu uma overdose de adrenalina. A autoridade policial chegou a pedir a prisão da médica, mas a Justiça concedeu habeas corpus preventivo, permitindo que ela responda à investigação em liberdade.
O Hospital Santa Júlia informou que afastou a médica e a técnica de enfermagem envolvidas no caso. O Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CREMAM) abriu procedimento para apurar as circunstâncias da morte da criança.









