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Manaus utilizará nova estratégia para monitoramento e controle do Aedes aegypti em 2026

Redação por Redação
19 de janeiro de 2026
em Amazônia
Fotos - Divulgação/Semsa

Fotos - Divulgação/Semsa

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Com uma redução de 52,7% dos casos de dengue em 2025, em comparação com 2024, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), vai utilizar neste ano uma nova estratégia para o controle e monitoramento do Aedes aegypti, mosquito transmissor de arboviroses, em especial dengue, zika e chikungunya.

A titular da Semsa, Shádia Fraxe, destaca que a nova tecnologia vai começar a ser implementada a partir de fevereiro, tendo o apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Ministério da Saúde, e consiste na instalação de ovitrampas, recipientes que vão permitir contabilizar e mapear digitalmente os locais com maior presença do mosquito em Manaus.

“As doenças transmitidas pelo Aedes são uma preocupação permanente da Prefeitura de Manaus, por isso a Semsa atua de maneira sistemática no combate ao mosquito e busca inovações para aprimorar os processos e o resultado das medidas de controle”, destaca a gestora.

O chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Semsa, Alciles Comape, explica que as ovitrampas são recipientes de plástico com palhetas de madeira Eucatex que, no caso de já existirem mosquitos circulando na comunidade, servem para que as fêmeas do Aedes coloquem os ovos.

Após alguns dias da instalação, os agentes de saúde fazem a retirada da palheta para que seja possível verificar a quantidade de ovos produzida em cada área.

“Depois da instalação, as ovitrampas devem ser retiradas pelos agentes de saúde no prazo de cinco a seis dias, ou seja, antes do nascimento das larvas do mosquito, evitando que se torne um criadouro do Aedes. As palhetas com os ovos são encaminhadas ao laboratório para contagem e o registro do quantitativo no aplicativo Conta Ovos, disponibilizado com o apoio do Ministério da Saúde e Fiocruz”, informa Alciles Comape.

De acordo com o planejamento da Semsa, serão instaladas 240 ovitrampas em cada uma das quatro zonas urbanas de Manaus (Norte, Sul, Leste e Oeste), em bairros ou localidades selecionadas, incluindo os 18 bairros em Alta Vulnerabilidade identificados do 4º Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado em novembro de 2025.

O planejamento para 2026 envolve a instalação das ovitrampas por no mínimo 26 semanas, representando 50% das semanas epidemiológicas ao longo do ano, como recomendado pelo Ministério da Saúde.

“Cada ovitrampa será instalada em um imóvel que esteja localizado na área central entre nove quarteirões, tornando possível a avaliação da situação de infestação do mosquito em cada localidade. Os locais de instalação poderão ser modificados ao longo do ano, de acordo com a necessidade identificada pelos serviços de vigilância epidemiológica e ambiental”, informa Alciles.

A instalação não será feita dentro das residências, mas na área externa dos imóveis, em uma altura preferencialmente de até 80 centímetros ou, dependendo do caso, no máximo de 120 centímetros. Também deverá ficar ao abrigo da chuva e da luz do sol, e fora do alcance de crianças e animais domésticos, e a ovitrampa não deve ser movimentada até o dia da coleta.

“Para isso, precisamos do apoio da população para que a nova estratégia de monitoramento e controle do Aedes aegypti possa ser efetivada. As informações obtidas vão gerar mapas de calor, indicando os bairros com maior risco e ajudando as equipes de saúde a agir de forma mais rápida e eficiente nas ações de controle. É uma estratégia moderna que fortalece a prevenção das arboviroses e contribui para a proteção da saúde da população”, destacou Alciles Comape.

Em 2026, a Semsa pretende realizar um LIRAa no mês de novembro, quando poderá identificar os bairros vulneráveis que servirão de indicador para as novas instalações das ovitrampas no ano de 2027.

Casos

No ano passado, o município de Manaus registrou 1.237 casos confirmados de dengue, o que representou uma redução de 52,7% em comparação com 2024, quando foram registrados 2.615 casos. A Semsa ainda registrou no ano passado 10 casos confirmados de zika e 79 de chikungunya.

No último LIRAa realizado em 2025, Manaus manteve o indicador de médio risco para as doenças transmitidas pelo Aedes, com um nível de infestação predial de 1,8%, considerando que médio risco compreende valores entre 1,0 e 3,9.
O levantamento indicou seis bairros com alto risco no índice de infestação predial (índices acima de 4% de infestação): Tarumã, Da Paz, Alvorada, Lírio do Vale, Nova Esperança e Santo Agostinho.

A partir dos indicadores de infestação, associados com o número de notificações de dengue, zika e chikungunya, a Semsa elaborou um Mapa de Vulnerabilidade, que mostrou 18 bairros considerados como em alta vulnerabilidade: Tarumã-Açu, Tarumã, Cidade Nova, Parque 10 de Novembro, Flores, Aleixo, Jorge Teixeira, Gilberto Mestrinho, Zumbi, São José Operário, Compensa, Centro, Santa Etelvina, Colônia Terra Nova, Alvorada, Nova Esperança, Santo Antônio e Petrópolis.

“Os dados do LIRAa permitem o direcionamento das ações de controle para as áreas de maior vulnerabilidade, buscando a prevenção das doenças. A utilização de ovitrampas vai reforçar o trabalho utilizando novas tecnologias. Apesar disso, a população deve manter a atenção para evitar depósitos de água que possam virar criadouros do mosquito, como forma de colaborar com o controle do mosquito e prevenção de doenças”, orienta Alciles Comape.

Tags: AmazonasdengueDoençaManaus

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