A atriz Paolla Oliveira, de 37 anos, falou recentemente no programa Saia Justa Verão, no GNT, sobre sua decisão de congelar óvulos e adiar a maternidade. “Não foi uma coisa do tipo ‘eu quero congelar’, foi uma recomendação médica”, disse. “Eu cheguei no consultório em um estado de estresse e a médica me falou: ‘você está toda desequilibrada e com um corpo que não condiz com a sua idade. Provavelmente terá um problema x, y ou z com seus óvulos”. O procedimento não é mais novidade para os especialistas em reprodução assistida e muito menos para as mulheres que desejam engravidar após os 35 anos.
Fertilidade x idade
Estima-se que, ao nascer, a mulher tenha por volta de 7 milhões de óvulos, quantidade que se reduz aos 500 mil quando ocorre a primeira menstruação – e que chega a menos de 25 mil aos 42 anos. Além do número de óvulos, com o envelhecimento acontece também a perda da sua qualidade, já que os óvulos podem acumular efeitos do ambiente, como poluição, radiação, medicações e outros.
60% de chance
Se uma mulher congelar os óvulos aos 35 anos, mesmo que venha a descongelá-los e engravidar aos 40 anos, a chance de gravidez permanece a mesma que a de uma mulher de 35 anos. Ou seja, em torno de 60% por tentativa de tratamento – e não de 20%, porcentagem que se refere às chances de gravidez de uma mulher de 40 anos que realiza fertilização in vitro.
Propósitos possíveis
Aumentar a eficácia da fertilização in vitro; como alternativa ao congelamento de embriões, principalmente para casais com restrições éticas ou religiosas a esse método.
Aumentar a eficácia da fertilização in vitro; como alternativa ao congelamento de embriões, principalmente para casais com restrições éticas ou religiosas a esse método.
Programa de doação compartilhada de óvulos.
Preservação da fertilidade em mulheres com necessidade de cirurgia para retirada do ovário, radioterapia ou quimioterapia para tratamento de câncer que pode causar menopausa precoce.
Postergação da maternidade.
Fonte: Clínica Huntington









