Operação contra garimpeiros no território Yanomami marca retorno das operações de fiscalização após anos de sufocamento, diz atual presidente e diretor de Proteção Ambiental do órgão.
“O Ibama está de volta”, resume Jair Schmitt, atual presidente e diretor de Proteção Ambiental no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), sobre o retorno das grandes operações de fiscalização.
Depois de quatro anos de diversos casos de perseguição e retrocessos dentro do órgão, promovidos por ministros do governo de Jair Bolsonaro, o servidor com mais de duas décadas de carreira diz que o instituto está se reorganizando internamente para combater os crimes ambientais no país de forma mais ostensiva.
A primeira delas, sob a nova gestão da ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, ocorre na Terra Indígena (TI) Yanomami, onde pelo menos 20 mil garimpeiros atuavam livremente na extração de ouro. Apesar das seguidas denúncias de lideranças yanomami junto a órgãos públicos, do adoecimento da população e da contaminação ambiental causada pelo mercúrio, nenhuma providência efetiva para retirada dos invasores fora tomada até então.
*com informações DW Brasil









