O palco do icônico Teatro Amazonas é cenário escolhido para receber a estreia nacional da turnê da peça de “Parabéns Senhor Presidente, abrilhantada pelas atrizes Danielle Winits, como Marilyn Monroe e Christine Fernandes, como Maria Callas, texto de Fernando Duarte e Rita Elmôr e direção de Fernando Philbert. As apresentações estarão em cartaz nos dias 15 e 16 de novembro (sexta-feira e sábado), às 20h, no Teatro Amazonas.Os bilhetes já estão à venda pelo site https://www.bilheteriadigital.com e na bilheteria do teatro.
O espetáculo
A comemoração do 45º aniversário de John Kennedy, no dia 19 de maio de 1962, ficou marcada na vida de duas grandes divas: Marilyn Monroe, que cantou um “Happy Birthday” tão sexy quanto histórico, e Maria Callas, ovacionada minutos antes, ao cantar “Habanera” da ópera “Carmen”, sem imaginar que a aproximação em relação à família Kennedy levaria, anos mais tarde, ao fim de seu romance com Aristóteles Onassis. Nessa histórica noite, Callas e Monroe se encontraram nos bastidores do Madison Square Garden. Essa conversa é o ponto de partida de “Parabéns senhor presidente”, texto de Fernando Duarte e Rita Elmôr, com direção de Fernando Philbert.
Com patrocínio da Vivo e protagonizado por Danielle Winits e Christine Fernandes, o espetáculo transporta a plateia para o ano de 1962. Quem nunca viu a cena clássica de Marilyn Monroe cantando Happy Birthday Mr. President? A loira fez a versão de “Parabéns pra Você”, entrar para a história ao cantar para Kennedy, chocando a sociedade da época. Antes dela subir ao palco, com seu vestido de sereia rosa chá e fazer a performance que entrou para a mitologia dos anos 1960, grandes artistas se apresentaram, entre eles, Maria Callas, a atração mais aplaudida da noite.
Escrito por Fernando Duarte e Rita Elmôr, o texto organiza um diálogo que expõe, ao mesmo tempo, as distâncias e as proximidades entre as duas, ressaltando a beleza do universo feminino em sua complexidade. Em cena, dois dos maiores mitos da feminilidade do século XX: Marilyn Monroe, a mais absoluta encarnação da carência afetiva, e Maria Callas, uma voz de diamante em forma de mulher. Apesar das diferenças entre elas, perceptíveis de imediato, a mesma prisão sombria as aproxima, a dificuldade de se afirmar com autonomia em um mundo controlado pelos homens e a impossibilidade de encarar a vida sem afeto.
As duas estão no topo, mas os motivos e os meios através dos quais elas chegaram lá foram diferentes.
Dividindo o mesmo espaço por uma hora, as duas mulheres mais famosas do mundo, conversam sobre o universo particular de cada uma, sem imaginar que Marilyn, iria falecer dois meses depois.
Ambas falam de suas inquietações com seus relacionamentos, suas aparências e suas competências para exercer suas profissões, entre outras coisas.
São duas pessoas fascinantes, que, por motivos diferentes, tiveram grande projeção e fins trágicos. A grande questão é como duas pessoas de universos tão distintos se relacionariam e o olhar diferente que tinham sobre uma série de situações. Callas era extremamente técnica e rigorosa, enquanto Marilyn era intuitiva e até um pouco irresponsável, graças a sua instabilidade emocional. Ao mesmo tempo, Callas, antes de Onassis, foi casada com um homem muito mais velho e não teve vida sexual até os 32 anos. Já Marilyn casou sempre por paixão e traiu todos os maridos, não ficando um dia sequer ao lado deles sem estar feliz.
Mais do que falar de Callas e Monroe, o texto aborda temas relevantes sobre o universo feminino. Em cena, as duas mulheres – independentes e bem-sucedidas – o que era raro nos anos 1960, falam com franqueza sobre assuntos ainda em pauta nos dias de hoje. O espetáculo explora, graças ao duelo verbal entre as duas, o drama feminino dos tempos recentes, a divisão entre afeto e realização, o conflito diante do papel a desempenhar em um mundo ainda regido pelos homens. A partir da diferença inicial entre os dois perfis – a intelectual e a sensual – o espetáculo desnuda, com humor, ironia e deliciosas sutilezas de raciocínio, o drama único que envolve muitas mulheres em nosso tempo. Mais do que falar de Callas ou de Marilyn, ela fala de nós, hoje. Ela funciona a favor de uma defesa da humanidade cotidiana, aquela que, em geral, atribuímos às mulheres, afinal um valor a cultivar. Não fala, portanto, apenas de figuras célebres: este drama está na esquina dos dias de todos os que enfrentam a luta da vida.
*Com informações da Assessoria de Comunicação









