Em novembro, a variação na produção industrial do Amazonas foi de queda de -4,2%, em relação ao mês de outubro. O percentual também não superou o patamar pré-pandemia de fevereiro de 2020, que foi de -2,2%. Na variação mês/mesmo mês do ano anterior a retração foi de -10,3%; no acumulado ano o estado ficou com taxa positiva de 2,4% e no acumulado em 12 meses, o resultado de novembro ficou em 1,5%.

Destaques
-Novembro, com índice de -4,2% na produção industrial, trouxe queda no setor pelo terceiro mês seguido para o Amazonas;
-Na comparação com novembro de 2022, estado fica com o maior resultado negativo (-10,3%) entre 15 Unidades da Federação investigadas pela pesquisa;
– Indústrias de fabricação de coque, de produtos derivados de petróleo e de biocombustíveis impulsionam resultado do índice acumulado no ano.
Apesar do saldo negativo em novembro, resultado da produção foi melhor que o mês anterior
Mesmo com resultado de -4,2% na variação mensal da produção industrial de novembro, o Amazonas teve leve melhora no índice, na comparação com outubro (-4,5%) e setembro (-7,2%) do ano passado. Em 2023, foi a sexta vez que o Estado apresentou resultado negativo. O menor foi o do mês de abril (-14,9%).

Na comparação com novembro de 2022, Amazonas fica com a maior variação negativa entre os estados
Na comparação com o mesmo mês de 2022, o estado registrou variação de -10,3%, sendo esta a segunda maior variação negativa do ano, perdendo apenas para o mês de julho quando o índice alcançou -11,1%. O resultado de novembro é oriundo de atividades com equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (televisores, telefones celulares, aparelhos para recepção, conversão e transmissão de imagens ou dados, placas de circuito impresso montadas, receptor-decodificador de sinais de vídeo codificados e rádios para veículos automotores.

Amazonas fica em posição intermediária na variação acumulada no ano
O Amazonas alcançou a nona posição entre as Unidades da Federação investigadas pela Pesquisa Industrial Mensal Regional na variação acumulada no ano, que foi de 2,4%, em novembro. O melhor desempenho ficou com o Rio Grande do Norte (12,2%) e o pior com o Ceará (-5,8%).
Os melhores desempenhos do setor no Amazonas foram das indústrias de fabricação de coque, de produtos derivados de petróleo e de biocombustíveis (24,6%); fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (13,2%); e fabricação de produtos químicos (8,8%).

Variação de 1,5%, acumulada em 12 meses, posiciona Amazonas entre os oito estados com melhores resultados
A variação de novembro, acumulada em 12 meses, foi de 1,5%. O resultado deixou o estado na oitava posição no ranking nacional. O melhor desempenho ficou com o Espírito Santo (6,8%) e o pior com o Ceará (-6,0%).
Os principais setores que contribuíram para o índice foram o de fabricação de coque, de produtos derivados de petróleo e de biocombustíveis (25,3%); fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (11,3%); e o de fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (7,7%).

Sobre a Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM-Regional)
A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Tem, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional e por estados (Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás).
Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no SIDRA, o banco de dados do IBGE. A próxima divulgação da PIM Regional será em 8 de fevereiro.









