Com o primeiro dia de provas do Enem (Exame do Ensino Médio) marcado para este domingo (8/11), 80% dos estudantes da rede pública inscritos vão realizar o exame na própria escola onde têm aulas. O dado foi destacado pelo ministro da Educação, Leonardo Branchini, durante o programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira (4/11), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
80% dos estudantes vão fazer na própria escola, alguns deles até na própria sala de aula. Isso visa facilitar o acesso ao Enem. O estudante já sabe praticamente onde acessar, mas tem alguns casos específicos, principalmente pessoas com deficiência, em que às vezes a escola não tem acessibilidade, e a gente precisa colocar esse estudante numa escola mais próxima da casa”.
“Aí tem esses 20% que não vão fazer a prova na própria escola, mas para os concluintes do ensino médio, da rede pública, 80% deles vão fazer na própria escola. Agora, é fundamental que você acesse a página do participante, que você veja o seu local de prova, confira o seu local de prova, não ache que todo mundo vai fazer na própria escola”, alertou o ministro
Nos dois dias do Enem, os participantes devem ficar atentos aos horários, que seguem a hora oficial de Brasília. Os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, com início das provas às 13h30. No primeiro domingo, o exame terminará às 19h. Já no segundo, o encerramento será às 18h30.
No primeiro domingo, os participantes farão as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; e Redação, com duração de 5 horas e 30 minutos. Já no segundo domingo (15/11), serão aplicadas as provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias, com duração de 5 horas.
As mulheres são maioria entre os 5.051.345 participantes com inscrições confirmadas no Enem deste ano 2026, representando 63,98% do total.
“Havia uma dívida histórica do Brasil na educação, onde as mulheres historicamente frequentavam menos a escola até mais ou menos 30, 40 anos atrás. Depois com a expansão e com a universalização da educação básica brasileira, que ocorreu fundamentalmente depois da criação do Fundeb, que é o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica, que foi criado em 2006, ainda no primeiro governo Lula, é que a gente conseguiu expandir e universalizar a educação. E nisso as mulheres viraram maioria e, desde então, elas ingressaram de vez na escola, na universidade, e hoje são maioria em todos os níveis educacionais”, explicou o ministro.
Tema da redação
Durante o programa, Branchini destacou que o tema da redação sempre faz referência a um tema atual e é formulado sem interferência por uma comissão do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).
“O que menos a gente quer é que esse tema seja distribuído. Então ele é feito, elaborado no ambiente seguro, por uma comissão que elabora a prova. E esse tema fica sempre guardado a sete chaves, para que a gente possa ter isonomia na aplicação do exame”.
Os temas das redações do Enem, todo ano, eles têm uma certa polêmica, mas são temas muito aderentes ao que a gente está vivendo na época, ao nosso tempo. E assim que tem que ser, porque o Enem é uma prova que testa também os conhecimentos gerais, e testa aquilo que o estudante está vivendo. Então a gente tem evoluído nos temas da redação. Estamos aí na 18ª edição do Enem. Mas é um tema que o ministro da Educação normalmente fica bastante afastado”, declarou







