Do total de 3.805.728 pessoas residentes, de 2 anos ou mais de idade, no Amazonas, 266.814 tinham algum tipo de deficiência. O número, de 2022, representa 7,01% da população total do Estado. Na capital do estado, naquele ano, de 2.005.340 pessoas, 147.873 portavam algum tipo de deficiência (7,4%). No país, entre as 198.348.756 pessoas residentes, de 2 anos ou mais, 14.400.869 tinham algum tipo de deficiência (7,3%). Já na região Norte, do total de 16.814.796 pessoas residentes, de 2 anos ou mais, em 2022, 1.198.421 foram identificadas com algum tipo de deficiência (7,1%).
Em 2022, o Censo revelou que 43.983 pessoas foram diagnosticadas com autismo no Amazonas (1,1% da população residente) e 27.636 em Manaus (1,3%), evidenciando uma prevalência ligeiramente maior na capital. A análise por idade destaca uma concentração significativa de diagnósticos nas faixas etárias mais jovens, especialmente entre 5 e 9 anos, tanto no Amazonas (17,8% com 7.814 pessoas) quanto em Manaus (17,5% com 4.830 pessoas), seguida pelos grupos de 0 a 4 anos e 10 a 14 anos.
As informações são do “Censo 2022 – Pessoas com deficiência e pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista”, divulgada hoje,23, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Destaques
-Norte é a segunda região do país em ocorrência de pessoas com múltiplas dificuldades funcionais;
No ranking nacional, Amazonas fica em posição intermediária na quantidade de pessoas com deficiência. População feminina é mais atingida;
–Maior grupo identificado de pessoas com deficiência tinha de 45 a 49 anos ;
–Amazonas tem mais de 180 mil pessoas pardas com algum tipo de deficiência no estado.
-O município de Japurá tem menor quantitativo de pessoas com deficiência;
–Em 26% dos domicílios amazonenses havia pessoas com deficiência em 2022;
–Maior percentual de pessoas sem instrução e fundamental incompleto foi a de indígenas.
Norte foi a segunda região do país com maior percentual de pessoas com deficiência
A investigação sobre deficiência alcançou cinco domínios funcionais que são: enxergar (dificuldade permanente de visão, mesmo utilizando óculos ou lentes de contato); ouvir (dificuldade permanente na audição, mesmo usando aparelhos auditivos); mobilidade com os membros inferiores (dificuldade permanente em andar ou subir degraus, mesmo usando prótese, bengala ou aparelho de auxílio); coordenação motora fina (dificuldade permanente para pegar pequenos objetos ou abrir e fechar tampas de garrafas, mesmo usando aparelhos de auxílio); funções mentais (alguma limitação nas funções mentais ou dificuldade permanente em se comunicar, realizar atividades de autocuidados, trabalhar ou estudar).
Entre as grandes regiões brasileiras, a com maior percentual de pessoas, de 2 anos ou mais, com algum tipo de deficiência, em 2022, foi a região Nordeste (8,6%), seguida pela Norte (7,1%), Sudeste (6,8%), Sul (6,6%) e Centro-Oeste (6,5%).
Norte aparece como a segunda região do país em ocorrência de pessoas com múltiplas dificuldades funcionais
A pesquisa “Censo 2022 – pessoas com deficiência e pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista” considerou a ocorrência de múltiplas dificuldades funcionais na população com deficiência. A prevalência foi identificada na região Nordeste (2,4%, seguida pela Sudeste (1,9%), Norte (1,8%) e Sul e Centro-Oeste (1,7%). No país, 2% da população declarou ter duas ou mais dificuldades funcionais.

No ranking nacional, Amazonas fica em posição intermediária na quantidade de pessoas com deficiência. População feminina é mais atingida
Entre as Unidades da Federação, o Amazonas (7%) ficou na décima nona posição na comparação do ranking nacional referente a quantitativo de pessoas ,de 2 anos ou mais de idade, com deficiência. Alagoas (9,6%), Piauí (9,3%) e Pernambuco (8,9%) foram os estados com maior percentual de pessoas com deficiência. Os menores percentuais apareceram em Roraima (5,6%), Mato Grosso (5,7%) e Santa Catarina (6%). Entre as pessoas com deficiência, no Amazonas, o maior percentual identificado pela pesquisa censitária foi de mulheres (7,5%) contra 6,5% dos homens.

Maior grupo identificado de pessoas com deficiência tinha de 45 a 49 anos
Entre as 266.814 pessoas com deficiência que residiam no Amazonas, em 2022, a pesquisa verificou que a maioria (25.502) estava na faixa etária de 45 a 49 anos, seguida por pessoas com 50 a 54 (23.857) e de pessoas de 55 a 59 (23.329). O menor quantitativo foi verificado entre as pessoas de 100 anos ou mais (462) e pessoas de 95 a 99 anos (1.117).

Cor ou Raça – Amazonas tem mais de 180 mil pessoas pardas com algum tipo de deficiência no estado
Entre os 3,8 milhões de pessoas residentes, no Amazonas, em 2022, 2,6 milhões se identificaram como pardas, 683 mil como brancas, 186 mil como pretas, 6.405 como amarelas e 293.555 como indígenas. Dos 3,8 milhões, 266.814 tinham alguma deficiência e, dentro deste total, 180.178 eram pessoas pardas, 52.601 brancas, 18.983 pretas, 14.483 indígenas e 559 amarelas.
Em Manaus, do total de 2 milhões de residentes, 147.873 tinham alguma deficiência e entre as pessoas com deficiência 99.826 eram pardas, 35.074 brancas, 10.898 pretas, 1.703 indígenas e 373 amarelas.

Manaus, Manacapuru e Itacoatiara com maior quantidade de pessoas com deficiência. Japurá ficou com menor quantitativo.
O Censo de 2022, apresenta o número de pessoas ,com 2 anos ou mais de idade, com deficiência em municípios do estado. Manaus se destaca com o maior número, registrando 147.873 pessoas nessa condição. Os demais municípios listados possuem um número significativamente menor de pessoas com deficiência, como Manacapuru (8.320), Itacoatiara (7.022), Tefé (6.030), Parintins (6.026) e Iranduba (4.777). Na outra ponta da lista, municípios como Barcelos (618), Alvarães (541), Santa Isabel do Rio Negro (507), Amaturá (452) e Japurá (436) apresentam as menores quantidades de pessoas com deficiência, entre os dados fornecidos pela pesquisa.

Tipos de dificuldades funcionais
A dificuldade funcional permanente dominante e que foi identificada, em 2022, no Amazonas, entre pessoas de 2 anos ou mais de idade, foi a de enxergar, mesmo com uso de óculos ou lentes de contato, afetando 180.608 indivíduos. Isto que representa 4,7% da população total nessa faixa etária. Em seguida, a dificuldade permanente para andar ou subir degraus atingia 72.304 pessoas (1,9%). Já dificuldades para se comunicar, realizar cuidados pessoais ou estudar; para ouvir (mesmo com aparelhos auditivos); e para pegar pequenos objetos, apresentaram valores próximos, com 41.142 (1,1%), 38.442 (1,0%) e 40.579 (1,1%)de indivíduos afetados, respectivamente.
Na cidade de Manaus, em 2022, a distribuição das dificuldades funcionais segue um padrão similar ao do estado, com a dificuldade permanente para enxergar sendo a mais comum, afetando 101.827 pessoas e correspondendo a 5,1% da população, de 2 anos ou mais. A dificuldade para andar ou subir degraus foi a segunda mais expressiva, com 40.054 pessoas (2,0%). As demais dificuldades, como para pegar pequenos objetos (23.771 pessoas ou 1,2%); para ouvir (21.890 pessoas ou 1,1%); e para se comunicar, realizar cuidados pessoais, trabalhar ou estudar (21.975 pessoas ou 1,1%), apresentaram percentuais semelhantes.

Grau de dificuldade funcional das pessoas com deficiência
O Censo também classificou os graus de dificuldades das pessoas deficientes. Analisando as pessoas que têm deficiência e não conseguem de modo algum executar atividades corriqueiras. No Amazonas, em 2022, entre as pessoas residentes, de dois anos ou mais, com algum grau de dificuldade funcional, a pesquisa verificou que 16.421 não conseguiam, de modo algum, enxergar, mesmo usando óculos ou lentes de contato; 9.433 tinham dificuldade permanente e não conseguiam de modo algum ouvir, mesmo usando aparelho auditivo; 15.033 não conseguiam de modo algum andar ou subir degraus, mesmo usando prótese ou outro aparelho de auxílio; 11.019 não conseguiam de modo algum pegar pequenos objetos, abrir ou fechar tampas de garrafas, mesmo usando aparelho de auxílio; e 13. 608 pessoas com deficiência não conseguiam de modo algum se comunicar, realizar cuidados pessoais, trabalhar ou estudar por causa de alguma limitação nas funções mentais.

Em 26% dos domicílios amazonenses havia pessoas com deficiência em 2022
O Amazonas tinha, em 2022, 1,08 milhão de domicílios particulares permanentes ocupados e neles residiam 3,9 milhões de moradores.
Considerando o tipo de domicílio e a presença de morador com deficiência, a pesquisa identificou que em 801.264 domicílios havia adultos ou crianças com deficiência, sendo que ,em 713.355, tinham apenas adultos e ,em 50.207, somente crianças. Em ambos os casos eram pessoas com deficiência. Já os domicílios que tinham tanto adultos quanto crianças com deficiência, somaram, naquele ano, 37.703 domicílios.

Domicílios, com pelo menos um morador com deficiência, por existência de banheiro ou sanitário
Dos 1.079 milhão de domicílios particulares permanentes ocupados, no estado, 200.706 (18,6%) eram domicílios com pelo menos um morador com deficiência. Entre estes domicílios, 181.394 tinham banheiro de uso exclusivo; em 11.056 havia apenas sanitário ou buraco para dejeções, inclusive localizados no terreno; em 5.459 havia apenas banheiro de uso comum a mais de um domicílio; e em 2.797 não havia banheiro e nem sanitário.

Indígenas
Entre as 3,5 milhões de pessoas residentes no Amazonas, em 2022, 266.814 tinham algum tipo de deficiência, o que representa um percentual de 7,5% dos residentes. Em Manaus, entre 1,9 milhão de pessoas, 147.873 tinham deficiência, o que equivale a 7,96% do total.
A pesquisa censitária identificou, ainda que, no estado, havia 473.201 pessoas indígenas, sendo 441.074 sem deficiência e 32.127 pessoas indígenas com deficiência ou ainda 12% do total de pessoas indígenas. Entre o este total de indígenas com deficiência, 8.258 (5,6%) residia em Manaus.

Pessoas de 25 anos ou mais e com deficiência: Maior percentual de pessoas sem instrução e fundamental incompleto foi a de indígenas
Considerando a variável cor ou raça, a pesquisa censitária de 2022 identificou que, no Amazonas, o maior grupo de pessoas, com deficiência, sem instrução e fundamental incompleto, foi o de pessoas indígenas (73,26%); seguidas pelas pessoas de cor preta (63,33%); de pessoas de cor parda (55,78%); de pessoas brancas (49%) e por pessoas de cor amarela (44,63%). Já os grupos com superior completo foram o das pessoas brancas (12,41%), seguido pelas pessoas de cor amarela (9,54%), pelas pardas (7,40%), pelas pretas (5,45%) e pelas pessoas indígenas (3,25%).

Analfabetismo
No ano da pesquisa, 2022, residiam no Amazonas, 2,9 milhões de pessoas, de 15 anos ou mais de idade. Deste total, 196.443 eram analfabetas, representando uma taxa de analfabetismo de 6,86%,mno estado.
A pesquisa censitária verificou que, no mesmo período, havia 29.555 pessoas indígenas, de 15 anos ou mais de idade. Entre estas, 8.661 eram pessoas com deficiência e analfabetas, o que equivale a uma taxa de analfabetismo de 29,30% do total de pessoas indígenas, de 15 anos ou mais.

Nível de instrução
No estado, do total de 2,1 milhões de pessoas, de 25 anos ou mais de idade, 219.241 tinham algum tipo de deficiência. Entre os 2,1 milhões de pessoas, 708.592 não tinham instrução alguma e fundamental incompleto e, deste total, 122.805 eram pessoas com deficiência, o que representou 17,3% do total das pessoas sem instrução alguma ou fundamental incompleto. Por sua vez, 794.851 pessoas, de 25 anos ou mais, tinham o ensino médio completo e superior incompleto. Deste total, 51.454 (6,5%) eram pessoas com deficiência. Em se tratando de ensino superior completo, apenas 321.199, de 25 anos ou mais, tinham esta graduação, em 2022, no Amazonas e, deste total, 17.486 (5,4%) eram pessoas com deficiência.
Entre as pessoas indígenas, de 25 anos ou mais, e com deficiência, havia, no ano da pesquisa, 18.461 pessoas indígenas sem instrução e fundamental incompleto. Isso equivale a 68,28% dos indígenas, da faixa etária supracitada, e com deficiência. Por outro lado, 4.735 (17,51%) tinham ensino médio completo e superior incompleto e 1.018 indígenas com deficiência (3,76%) tinham ensino superior completo.

Dados essenciais sobre o autismo no Amazonas são revelados em pesquisa censitária
O Censo do IBGE, de 2022, revelou que 43.983 pessoas foram diagnosticadas com autismo no Amazonas (1,1% da população residente) e 27.636 em Manaus (1,3%), evidenciando uma prevalência ligeiramente maior na capital. A análise por idade destaca uma concentração significativa de diagnósticos nas faixas etárias mais jovens, especialmente entre 5 e 9 anos, tanto no Amazonas (17,8% com 7.814 pessoas) quanto em Manaus (17,5% com 4.830 pessoas), seguida pelos grupos de 0 a 4 anos e 10 a 14 anos. Quanto ao sexo, a prevalência de autismo diagnosticado é notavelmente maior em homens, representando 64,5% (28.361), no estado, e 65,0% (17.969) na capital. Em relação a cor ou raça, a população parda foi a mais representativa entre os diagnosticados, com 66,4% (29.221) no Amazonas e 65,1% (17.988) em Manaus, seguida pela população branca. No contexto educacional, a maioria dos estudantes com autismo frequentava o ensino fundamental regular, tanto no Amazonas (69,2% com 11.163) quanto em Manaus (65,9% com 6.919). Por fim, entre as pessoas indígenas diagnosticadas com autismo no Amazonas (total de 4.368), Manaus concentrava o maior número (959), enquanto municípios como Apuí (1) e Urucará (3) registram as menores quantidades.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o transtorno do espectro autista é caracterizado por déficits persistentes na habilidade de iniciar e manter interações sociais e comunicação social recíprocas, e por uma gama de padrões de comportamento, interesses ou atividades restritos, repetitivos e inflexíveis, que são claramente atípicos ou excessivos para a idade e o contexto sociocultural do indivíduo.
No Censo 2022, o quesito perguntado foi: “Já foi diagnosticado(a) com autismo por algum profissional de saúde?”, com abertura para respostas de “Sim” ou “Não”.
Destaques
- Manaus tem maior percentual de autistas – A capital Manaus apresentou 1,3% da população com autismo, ligeiramente acima dos 1,1% do Amazonas;
- Diagnósticos jovens – A maioria dos casos se concentrou nas faixas etárias mais jovens, especialmente entre 0 e 14 anos;
- Mais homens diagnosticados com autismo – A pesquisa mostrou predominância de diagnósticos em homens, cerca de 65% tanto no Amazonas quanto em Manaus;
- População parda em destaque – A maior parte dos diagnosticados, aproximadamente dois terços, era de cor/raça parda;
- Ensino fundamental – O ensino fundamental regular concentrava, em 2022, a maioria dos estudantes com autismo (cerca de 69% no Amazonas e 66% em Manaus).
Pessoas com autismo
Os resultados do Censo 2022 mostram população residente, total e diagnosticada com autismo, para o Brasil, o estado do Amazonas e o município de Manaus, revelando uma população residente total de 203.080.756 no Brasil, 3.941.613 no Amazonas e 2.063.689 em Manaus. Dentre estes, 2.405.337 pessoas foram diagnosticadas com autismo no Brasil, 43.983 no Amazonas e 27.636 em Manaus. Consequentemente, o percentual da população residente diagnosticada com autismo, em relação ao total, foi de 1,2% para o Brasil, 1,1% para o Amazonas e 1,3% para Manaus, indicando uma prevalência relativamente consistente de autismo diagnosticado nas três esferas geográficas, com Manaus apresentando um percentual ligeiramente superior ao do Amazonas.

Autismo por idade
No Amazonas, a população total diagnosticada com autismo ,em 2022, foi de 43.983 pessoas. Os cinco grupos de idade com os maiores percentuais de pessoas com autismo foram de 5 a 9 anos (17,8%, correspondendo a 7.814 pessoas); 0 a 4 anos (12,9%, com 5.694 pessoas); 10 a 14 anos (13,8%, com 6.053 pessoas); 15 a 19 anos (10,9%, com 4.809 pessoas); e 20 a 24 anos (7,8%, com 3.424 pessoas). Nota-se uma concentração significativa de diagnósticos nas faixas etárias mais jovens.
Em Manaus, a população total diagnosticada com autismo , em 2022, foi de 27.636 pessoas. Os cinco grupos de idade com os maiores percentuais de pessoas com autismo foram de 5 a 9 anos (17,5%, correspondendo a 4.830 pessoas); 0 a 4 anos (14,5%, com 3.998 pessoas); 10 a 14 anos (13,8%, com 3.805 pessoas); 15 a 19 anos (11,3%, com 3.128 pessoas); e 20 a 24 anos (7,6%, com 2.095 pessoas). A distribuição por idade em Manaus segue um padrão muito similar ao do Amazonas, com os grupos mais jovens apresentando os maiores percentuais de casos diagnosticados.

Autismo por sexo
De acordo com o Censo, no Amazonas, o total de pessoas diagnosticadas com autismo foi de 43.983. Deste total, 28.361 eram homens (64,5%) , enquanto 15.622 eram mulheres (35,5%). Essa distribuição indica que a prevalência de autismo diagnosticado é significativamente maior entre os homens ,no estado, quase o dobro da prevalência entre as mulheres.
Já em Manaus, o total de pessoas diagnosticadas com autismo foi de 27.636. A análise por sexo revela que 17.969 eram homens (65%) do total de casos na cidade, e 9.667 eram mulheres (35%). Os dados de Manaus espelham a tendência observada em todo o estado, com uma clara predominância de diagnósticos de autismo em homens.

Autismo por cor ou raça
No estado, do total de 43.983 pessoas diagnosticadas com autismo, a maior parte era parda e somava 29.221 indivíduos, o que representa aproximadamente 66,4% do total. A população branca diagnosticada correspondia a 10.652 pessoas (cerca de 24,2%), seguida pela indígena com 2.144 pessoas (aproximadamente 4,9%), preta com 1.928 pessoas (cerca de 4,4%) e amarela com 38 pessoas (aproximadamente 0,1%). Esses dados, dentro da composição étnica da região, revelam a população parda como sendo a mais presente entre os diagnósticos de autismo.
Na capital, dos 27.636 indivíduos diagnosticados com autismo, a maioria também era parda, totalizando 17.988 pessoas, o que correspondia a aproximadamente 65,1% dos casos na capital. A população branca diagnosticada em Manaus era de 8.180 pessoas (cerca de 29,6%), a preta com 1.220 pessoas (aproximadamente 4,4%) e a indígena com 248 pessoas (cerca de 0,9%). A pesquisa não registra casos de pessoas de cor ou raça amarela diagnosticadas com autismo em Manaus. Assim como no estado, a população parda é a mais representativa entre os diagnosticados com autismo na capital, seguida pela branca.

Estudantes com autismo
No Amazonas, o total de estudantes com autismo foi de 16.135, no ano da pesquisa. A grande maioria, 11.163 pessoas (69,2%), frequentava o ensino fundamental regular. Em seguida, apareceram 2.184 estudantes (13,5%) no ensino médio regular e 1.009 (6,3%) no ensino pré-escolar. Outros níveis de educação como creche, com 110 pessoas (0,7%); alfabetização de jovens e adultos, com 376 pessoas (2,3%); educação de jovens e adultos do ensino fundamental, com 355 pessoas (2,2%); educação de jovens e adultos do ensino médio, com 51 pessoas (0,3%); superior de graduação, com 801 pessoas (5,0%); e especialização de nível superior, com 87 pessoas, (0,5%), apresentaram números menores.
Em Manaus, dos 10.496 estudantes com autismo, a maior parte, 6.919 pessoas (65,9%), estava matriculada no ensino fundamental regular. O ensino médio regular veio em segundo lugar com 1.603 estudantes (15,3%), seguido pelo pré-escolar com 671 pessoas (6,4%). Os demais cursos como creche, com 47 pessoas (0,4%); alfabetização de jovens e adultos, com 204 pessoas (1,9%); educação de jovens e adultos do ensino fundamental, com 289 pessoas (2,8%); educação de jovens e adultos do ensino médio, com 16 pessoas (0,2%); superior de graduação, com 660 pessoas (6,3%) e especialização de nível superior, com 87 pessoas (0,8%) também apresentaram estudantes com autismo. A distribuição em Manaus ficou bastante similar a do estado, com o ensino fundamental regular sendo o principal nível de escolaridade para estudantes com autismo.

Indígenas com autismo
A pesquisa do IBGE detalhou a quantidade de pessoas indígenas diagnosticadas com autismo ,em 2022, por município do Amazonas, onde o total para o estado ficou em 4.368 casos e para o Brasil em 17.463. Os dez municípios do Amazonas com a maior quantidade de pessoas indígenas diagnosticadas com autismo foram, em ordem decrescente: Manaus (959), São Gabriel da Cachoeira (546), Coari (389), Autazes (243), Tefé (229), Borba (188), Santa Izabel do Rio Negro (121), Benjamin Constant (115), Tonantins (101) e Santo Antônio do Içá (97). Por outro lado, os dez municípios com a menor quantidade são, em ordem crescente: Apuí (1), Urucará (3), São Sebastião do Uatumã (6), Rio Preto da Eva (7), Uarini (7), Canutama (8), Nova Olinda do Norte (9), Tapauá (10), Maraã (11) e Manacapuru (12).









