Em 2023, o Amazonas possuía 566 empresas atuantes com atividades voltadas para indústria da construção e 23.534 pessoas empregadas no setor. O montante de salários, retiradas e outras remunerações do setor no estado totalizou R$ 723,4 milhões. Os custos com obras e/ou serviços da construção alcançaram R$ 2,1 bilhões e o valor das incorporações, obras e/ou serviços da construção totalizaram R$ 5,6 bilhões. Os dados são da Pesquisa Anual da Indústria da Construção – PAIC, referente ao ano de 2023, divulgada hoje, 22, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
Destaques
- Em 2023, número de empresas ativas (566) apresenta considerável redução em relação a 2014 (725);
- Entre 2014 e 2023, houve redução de 26,3% no número de pessoas ocupadas na indústria da construção do Amazonas;
- Os custos com obras e serviços de construção em 2023 chegaram a R$ 2,1 bilhão, um aumento de 11,5% em relação a 2014;
- O valor de incorporações chegou a R$ 5,6 bilhões em 2023, um aumento de 22,6% em relação a 2014.
Número de empresas ativas e de pessoas ocupadas
O setor de construção do Amazonas englobava 566 empresas atuantes em 2023, um número muito inferior a 2014, quando havia 725 empresas no Amazonas. A diminuição de 21,9% em 10 anos do número de empresas atuantes no estado só foi menor que no Acre, que apresentou diminuição de 34,3%. Dentre os estados do Norte, apenas Pará, Amapá e Tocantins apresentaram crescimento no número de pessoas atuantes entre 2014 e 2023, com destaque para Tocantins, que apresentou um crescimento de 44,8%, saindo de 395 empresas atuantes em 2014 para 572 em 2023.
No período entre 2014 e 2023, o momento em que o número de empresas atuantes atingiu seu menor valor no Amazonas foi em 2017, quando chegou a 457 empresas. Desde então, o número seguiu em ascensão, com leve redução em 2021, quando perdeu 16 empresas em relação a 2020.

Em 2023, as empresas de construção ocupavam 23.534 pessoas no Amazonas, contingente 26,3% menor do que em 2014, quando eram 31.937. Ao todo, o setor perdeu na região Norte mais de 80 mil postos de trabalho entre 2014 e 2023, uma redução de 38,8%. O auge da redução de pessoal ocupado no setor ocorreu em 2016, quando o setor perdeu 6.621 (26,2%) postos de trabalho em um ano, e atingiu seu menor valor do período em 2017, quando chegou a 17.125 pessoas ocupadas no estado. O número voltou a crescer até 2022, quando apresentou pequena perda, e no ano seguinte, em 2023, o setor apresentou crescimento de 11,7% em pessoal ocupado, totalizando um aumento de 2.475 pessoas.
Salários e custos
As empresas da indústria da construção no Amazonas pagaram um total de R$ 723,4 milhões em salários, retiradas e outras remunerações, em 2023. Em 2014, esse valor foi de R$ 740 milhões, ou seja, R$ 16,6 milhões a mais. Em 2015, o setor do estado pagou o maior montante registrado no período, R$ 795,3 milhões; nos dois anos seguintes, o montante sofreu redução e culminou no menor valor do período em 2017: R$ 494 milhões. Somente em 2022 o montante de salários pagos e retiradas voltou a superar os R$ 700 milhões, quando chegou a R$ 711 milhões.

Enquanto o valor dos salários, retiradas e outras remunerações foi menor em 2023 em relação a 2014, os custos de incorporação e das obras e/ou serviços da construção apresentou um cenário diferente. Em 2014, esses custos alcançaram R$ 1,9 bilhão, e em 2023, os custos somaram 2,1 bilhão, ou seja, um aumento de cerca de R$ 200 milhões. Entre 2015 e 2021, os custos se mantiveram em patamares bem inferiores, chegando a R$ 908 milhões em 2017, cerca de 50% a menos que 2014. Somente em 2022 os valores voltaram a se aproximar dos níveis registrados em 2014.
Valor de incorporações
A atividade da construção no Amazonas gerou R$ 5,6 bilhões em valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção em 2023, valor superior ao registrado em 2014 em 22,6% (R$ 4,6 bilhões).
De 2014 a 2023, o Amazonas ganhou representatividade na Região Norte em valor de incorporações, obras e/ou serviços de construção, aumentando sua participação na região de 18,1% para 19,9% em valor de incorporações e obras. O estado do Pará, por sua vez, apresentou o maior ganho em participação, indo de 51,9% em 2014 para 58,8% em 2023.

Sobre a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC)
A PAIC Retrata as características estruturais do segmento empresarial da atividade da construção no país, analisando o valor das incorporações, obras e/ou serviços da construção, o número de empresas, empregos e salários, receitas, custos e despesas, produtos da construção nas empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas e distribuição regional nas empresas com 5 ou mais pessoas ocupadas. São selecionadas para responder à pesquisa as empresas ativas do Cadastro Central de Empresas – CEMPRE que tenham como atividade principal compreendida na seção F (Construção) da CNAE 2.0, sediadas no Território Nacional, e que tenham pelo menos uma pessoa ocupada em 31 de dezembro do ano de referência.
Para empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas ou receita bruta da construção acima de R$ 19,4 milhões, a pesquisa é censitária.









