As Nações Unidas realizaram uma cerimônia, em Nova Iorque, para lembrar os funcionários da organização mortos no ano passado.
A lista inclui 136 nomes de 32 países. Deste total, 80 serviam à Agência da ONU de Assistência a Refugiados Palestinos, Unrwa, como informou a leitura de seus nomes e funções na ONU.
Minuto de silêncio
Ao assumir a palavra, o secretário-geral das Nações Unidas falou do legado dos funcionários e da presença dos familiares das vítimas, na sala em Nova Iorque, e em outras partes do globo, conectados por internet.
António Guterres pediu um minuto de silêncio e depois ressaltou que os pensamentos de todos na ONU estão com as famílias enlutadas, todos os dias.
Em 2025, 97 civis foram mortos em serviço e 39 militares e policiais que serviam como boinas-azuis.
Mortes em Gaza, um recorde na história da ONU
O secretário-geral lembrou que mais funcionários da ONU foram mortos em Gaza que em qualquer outro país ou zona de conflito e desastre da história da organização.
Alguns servidores das Nações Unidas morreram ao lado de toda a família em suas casas ou locais onde se abrigavam da violência. Outros perderam a vida em ação enquanto serviam às comunidades.
António Guterres voltou a afirmar que os empregados da ONU não podem ser alvos de ataques e que alvejar um boina-azul e trabalhadores humanitários é uma violação do direito internacional incluindo do direito internacional humanitário.
Multilateralismo sob ataque
O líder das Nações Unidas reafirmou o apoio e compromisso com a segurança dos empregados em qualquer parte do mundo e disse que jamais deixará de cobrar prestação de contas.
Ele lembrou que as pessoas que morreram em Gaza eram professores, médicos, motoristas e que faziam muito mais para cuidar das vítimas da violência.
Guterres concluiu dizendo que o multilateralismo está sob ataque.









