Representantes do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), de municípios do interior e da Associação Amazonense de Municípios (AAM) se reuniram nesta segunda-feira (28) para discutir medidas de prevenção e combate às queimadas, à fumaça e aos impactos ambientais no Amazonas.
O encontro ocorreu na sede do MP-AM e reuniu a procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, promotores de Justiça, representantes de Anamã, Silves, Maués, Paulino, Borba, Envira e Nova Olinda do Norte, além da Associação Amazonense de Municípios.
Entre as propostas discutidas está a ampliação de ações de conscientização ambiental, fiscalização e monitoramento de áreas com ocorrência de queimadas. A iniciativa também prevê a construção de um termo de cooperação entre as instituições para fortalecer a atuação conjunta.
A mecanização rural foi apresentada como uma das alternativas para reduzir o uso do fogo no preparo de áreas agrícolas. A estratégia prevê a utilização de máquinas para a supressão e trituração da vegetação, além do fornecimento de mudas, insumos e treinamento técnico aos produtores.
Outro ponto destacado durante a reunião foi a necessidade de ampliar as ações de educação ambiental junto às comunidades, escolas, crianças e adolescentes. A proposta é levar informações sobre os riscos das queimadas e os impactos da degradação ambiental, fortalecendo medidas preventivas tanto na capital quanto nos municípios do interior.
O MP-AM também apresentou uma plataforma de monitoramento de focos de calor no Amazonas. A ferramenta permite acompanhar informações como localização, persistência e severidade dos focos, além de cruzar dados ambientais para auxiliar os órgãos públicos na fiscalização e na adoção de medidas de prevenção e combate às queimadas.
A arborização urbana também integrou as discussões. Em 2026, foram registradas mais de 45 mil árvores plantadas em Manaus, superando o recorde anterior. A previsão é que novos projetos de obras públicas incluam medidas de plantio e preservação de árvores.
A articulação entre as instituições deverá priorizar ações preventivas, campanhas de conscientização, monitoramento e fiscalização ambiental. A expectativa é que as medidas também sejam ampliadas para os municípios do interior, com apoio técnico e integração entre os órgãos públicos.
A iniciativa busca fortalecer uma atuação coordenada diante dos impactos provocados pelas queimadas e pela fumaça, envolvendo poder público, comunidades e produtores rurais na adoção de alternativas ao uso do fogo e na preservação ambiental.








