Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) saíram-se melhores que os demais candidatos à Presidência da República no debate realizado, na noite deste domingo (28), pelo UOL, a Folha de S.Paulo, a TV Bandeirantes e a TV Cultura, de acordo levantamento da Quaest realizado com base no alcance do tema no Facebook, no Instagram e no Twitter.
O ex-governador teve 51% de menções positivas, enquanto a senadora contou 41%.
Na sequência, vieram o ex-presidente Lula (PT), com 39%, o presidente Jair Bolsonaro (PL), com 35%, o cientista político Luiz Felipe D’Avila (Novo), 34%, e a senadora Soraya Tronicke (União Brasil), 32%.
“No debate digital, os coadjuvantes da eleição foram protagonistas. Já os protagonistas da eleição saíram como coadjuvantes”, afirmou à coluna Felipe Nunes, diretor da Quaest.
Segundo a avaliação do cientista político, “Lula moderou o discurso para não aumentar sua rejeição. Bolsonaro agiu como desafiante e atacou Lula de forma dura e direta, mas deve ter aumentado rejeição das mulheres com o ataque a Vera Magalhães”.
O presidente da República atacou a jornalista, de forma misógina, no debate após ela ter feito uma pergunta sobre cobertura de vacinas.
“Vera, eu acho que eu não podia esperar outra coisa de você. Acho que você dorme pensando em mim. Você tem alguma paixão em mim. Não pode tomar partido num debate como esse. Fazer acusações mentirosas a meu respeito. Você é uma vergonha para o jornalismo brasileiro”, afirmou. O candidato não respondeu a pergunta.
Bolsonaro, que havia escalado a primeira-dama, Michelle, para tentar reduzir a rejeição que ele ostenta entre as mulheres, enfrentou, após a declaração, uma onda de críticas nas redes e no próprio debate.
De acordo com a Quaest, que faz o levantamento com base em interações nas redes sociais, a média de alcance das postagens sobre o debate foi de 19 milhões no primeiro bloco, 13 milhões no segundo e 13 milhões, novamente, no terceiro.
O desempenho de Simone Tebet foi crescendo ao longo do tempo e o de Ciro se manteve bem nos três blocos, segundo a Quaest. Para o diretor do instituto, Lula não empolgou como na entrevista ao Jornal Nacional, na última quinta, e Bolsonaro falou principalmente para o seu eleitorado.
*com informações Leonardo Sakamoto, Colunista do UOL









