• Sobre
  • Anuncie
  • Contato
18 de janeiro de 2026
Dólar Hoje
booked.net
Portal AM
  • Home
    • Sobre
    • Anuncie
    • Contato
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Cultura
  • Brasil
  • Mundo
Nada Encontrado
Ver Tudo
Portal AM
  • Home
    • Sobre
    • Anuncie
    • Contato
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Cultura
  • Brasil
  • Mundo
Nada Encontrado
Ver Tudo
Portal AM
Nada Encontrado
Ver Tudo
Home Esportes

Gramado nos estádios vira tema de debate no Brasil e no mundo

Durante onda de calor, campos sintéticos chegaram a 70º Celsius no Rio

Agência Brasil por Agência Brasil
24 de novembro de 2023
em Esportes
Foto: Vítor Silva/Botafogo

Foto: Vítor Silva/Botafogo

171
VIEWS
CompartilheTuiteEnvie no ZapCompartilhe

Três notícias chamaram a atenção nos últimos dias. A primeira foi a decisão da Eridivisie CV, entidade que comanda o futebol nos Países Baixos, de banir do Campeonato Holandês os gramados sintéticos a partir de 2025. A segunda surgiu em Belo Horizonte: o gramado da nova arena do Atlético-MG, possivelmente, será sintético. E a terceira veio embalada pela onda de calor no Rio de Janeiro: o Flamengo mediu a temperatura em quatro campos de futebol no seu Centro de Treinamento (CT) – o Ninho do Urubu, em Vargem Grande, na zona oeste. Os termômetros nos dois campos de grama sintética chegaram a marcar 70 graus Celsius.

Não é de hoje que o futebol brasileiro se envolve nessa discussão. E tudo começou em 2016, quando o Athletico Paranaense adotou o gramado sintético na Arena da Baixada, Naquele ano, com mais de 80% de aproveitamento nos jogos disputados em casa, o Furacão garantiu vaga na Copa Libertadores do ano seguinte.

O desempenho incomodou e, então, teve início um movimento entre os clubes, liderados pelo então presidente do Vasco Eurico Miranda, para que todos os gramados da Série A fossem naturais. No entanto, na reunião do Conselho Técnico de Clubes, em fevereiro de 2018, o clube paranaense conseguiu a adesão de outros times participantes do Brasileirão e garantiu votos suficientes para que a grama sintética fosse aceita.

Atualmente, há mais dois gramados sintéticos no país e, curiosamente, diferentes entre si. No Allianz Parque o Palmeiras mudou o piso em 2020 e, na primeira temporada, teve aproveitamento superior a 70% em casa, faturando os títulos estadual e o da Copa Libertadores. Este ano, a mudança aconteceu no estádio Nílton Santos, casa do Botafogo. O Alvinegro carioca venceu todos os adversários em casa, no primeiro turno do Brasileirão, o que lhe deu, então, uma vantagem inédita na liderança do campeonato.

Mas além da disparidade de desempenho em casa dos times que adotaram o gramado sintético, duas outras questões são debatidas: o jogador fica mais suscetível à lesão? E por que as principais ligas europeias não permitem o gramado sintético em seus jogos? Além disso, vale ressaltar que a Fifa, entidade que regula o futebol no mundo, até autoriza jogos em grama artificial, mas nas competições por ela organizadas, o gramado precisa ser, no mínimo, 90% natural.

Segundo o fisiatra Robson de Bem, especialista em Medicina do Exercício e do Esporte, nenhum estudo europeu ou americano mostra diferenças significativas entre os dois tipos de gramados. Mas ele ressalta que, nos dois últimos anos, nos três gramados sintéticos na Série A, houve sete jogadores com lesões graves, enquanto nos outros 17 (gramados naturais ou híbridos) foram 16.

“É sabido que na grama sintética o impacto nas articulações é maior, a bola corre mais rápido e isso exige mais do atleta, nos aspectos metabólico e físico. Por conta disso, a recuperação no pós-jogo demanda mais tempo”, ressalta o médico.

Já o fisioterapeuta Antonio Ricardo, que trabalhou na Copa da Alemanha (2006) com a seleção do Japão, faz uma alerta.

“O atleta precisa adequar o treinamento ao piso, para se adaptar ao máximo ao controle da bola e à velocidade da partida. Com isso, ele minimiza a possibilidade da lesão”.

O jornalista Tim Vickey, da BBC de Londres, lembra que, quando jovem, viu muitos jogos da Premier League, o Campeonato inglês, serem disputados em “lama total”.

“Era lastimável, principalmente no período de novembro a março”, recorda Vickey.

Mesmo assim, os ingleses não buscaram a solução na adoção da grama sintética, mas sim na profissionalização do cuidado com os gramados.

“Bastou contratarem profissionais, adotar tecnologia, e os campos viraram tapetes. Se lá foi possível, porque não aqui, com condições climáticas bem mais favoráveis? Basta que se adote o bom estado do gramado como uma prioridade para o espetáculo”, defende o jornalista britânico.

E o jogador não precisa estar lesionado para deixar de jogar na Série A. Uma das principais contratações do futebol brasileiro na atual temporada, o uruguaio Luis Suárez, do Grêmio, não entra em campo quando o gramado é sintético. Em coletiva, ele mesmo confessou evitar esse encontro.

“Todos sabem do problema que tenho no joelho e jogar no campo sintético, para mim, é muito difícil, eu sofreria muito e, por isso, procuro sempre evitar”, atacante uruguaio, deixando bem claro que jamais pediu qualquer privilégio no clube, nem tratamento diferenciado.

A tecnologia tem sido a arma mais utilizada pelos clubes para fazer de seus estádios arenas multiuso sem prejuízo ao campo de futebol. O Schalke 04 (Alemanha) foi o primeiro a inovar, apresentando um gramado que desliza para fora do estádio, que é coberto, para receber a luz do sol. A novidade foi adotada pelo Saporo Dome (Japão). Na Inglaterra, o Tottenham guarda o gramado no subsolo e, com isso, consegue receber jogos da NFL (liga de futebol americano) em um piso sintético. O novo estádio do Real Madrid (Espanha)  também resguarda a grama natural para realizar show no Santiago Bernabéu.

O Maracanã adota a grama híbrida. Em tese, o campo possui 90% de gramado natural e 10% de fibras sintéticas, mas esse percentual varia de acordo com o crescimento da grama. No processo de mudança do piso, foram colocados 30 centímetros de areia e  neles foram plantados os estolões (tipo de caule) de grama natural, da variedade Bermuda Celebration (espécie com tolerância a ser pisoteada e rápida regeneração), já cultivada em fazendas na Região dos Lagos, no estado do Rio.  Após 50 dias de adubação, irrigação e corte, com o campo já todo verde, uma máquina holandesa foi adquirida para “costurar” o gramado. As 180 agulhas injetaram a fibra sintética, a cada dois centímetros de extensão e a 18cm de profundidade, o que garante mais resistência ao campo.

O ortopedista José Luiz Runco, campeão do mundo com a seleção no Mundial do Japão e da Coreia do Sul (2002), acredita que o gramado híbrido é melhor alternativa.

“Para mim, o gramado híbrido será a grande solução para o futebol, pois ele permite um futebol de qualidade, com menos exposição do atleta às lesões”.

Insatisfeito com o atual cenário, o goleiro Romero, do Boca Juniors ( Argentina), não vê a hora de uma solução definitiva ..

“É lamentável que a essa altura da vida eu tenha de me preocupar em jogar em gramado sintético. A Conmebol e a Fifa deveriam definir : ou se joga em gramado natural ou em híbrido. Gramado sintético é para hóquei”, sintetiza.

Tags: debateEsportesEstádiosfutebolGramadoTemaVira

Postagens Relacionadas

Fotos: Divulgação/Sedel
Esportes

Atividades da Colônia de Férias do Pelci são prorrogadas até o dia 23 de janeiro

18 de janeiro de 2026
Foto: Mauro Neto/Sedel
Esportes

Barezão 2026 e Vila Aberta Para Todos agitam praças esportivas neste fim de semana

17 de janeiro de 2026
Foto: Assessoria de Imprensa – MANAUSFC
Esportes

Com estreia positiva, MANAUSFC foca no confronto contra o Manauara, no próximo domingo

16 de janeiro de 2026
Próximo
Foto: José Cruz / Agência Brasil

Investimentos no Tesouro Direto somam R$ 3,325 bilhões em outubro

Especial Publicitário

  • Especial Publicitário
Especial Publicitário

Passe Livre e Meia-Passagem Estudantil 2023

por Redação
26 de janeiro de 2023

Leia mais
Destaque

Janeiro Roxo: Hanseníase tem Cura

por Redação
13 de janeiro de 2023

Leia mais
Divulgação
Especial Publicitário

Natal das Águas: Um brilho de solidariedade e esperança para todos

por Redação
23 de dezembro de 2022

Leia mais

Sobre

Portal de Notícias do Estado do Amazonas.

Compartilhe

Categorias

  • Amazônia
  • Brasil
  • Cultura
  • Destaque
  • Economia
  • Entretenimento
  • Especial Publicitário
  • Esportes
  • Interior
  • Meio Ambiente
  • Mundo
  • News
  • Opinião
  • Pet
  • Polícia
  • Política
  • Selva
  • Viral

Postagens Recentes

  • MPAM instaura procedimento para fiscalizar saneamento básico em escolas de Guajará
  • Comissão aprova criação de política para o tratamento do lipedema no SUS
  • Falta um mês para o fim do prazo de contestação de descontos indevidos
  • Locações de ‘O Agente Secreto’ compõem rota cinematográfica apoiada pela Embratur
  • Sobre
  • Anuncie
  • Contato

© 2024 Portal AM — Desenvolvimento WordPress Web Designer

Nada Encontrado
Ver Tudo
  • Home
    • Sobre
    • Anuncie
    • Contato
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Cultura
  • Brasil
  • Mundo

© 2024 Portal AM