A atividade industrial de junho, no Amazonas, teve variação de 1,5%, melhorando em 1,7 ponto percentual (p.p) em relação ao mês anterior e ficando acima 1,4 p.p. do resultado nacional (0,1%).

O IBGE identificou que a alternância entre queda em um mês e crescimento em outro, que muitos estados têm apresentado, evidencia uma menor intensidade no ritmo da produção industrial, indicando ligação com a política monetária mais contracionista ou restritiva por meio de aumento de taxas de juros.
Na comparação interanual, o resultado da indústria, no estado, foi de 7,2%; no acumulado do ano o índice ficou em 0,3% e no acumulado em 12 meses a taxa foi de 2,7% . Os indicadores regionais são da Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), divulgada hoje, 08, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Variação mês/mês anterior – Amazonas tem variação de 1,5% na produção industrial
Em junho o Amazonas teve aumento na produção industrial. É o que indica a variação de 1,5% no crescimento da produção. Entre os dezessete estados pesquisados, o estado ficou com o quarto melhor resultado. Os melhores desempenhos foram de Pernambuco (5,1%), Minas Gerais (2,8%) e Bahia (2,1%). Já os menores percentuais ficaram com Espírito Santo (-5,8%), Mato Grosso (-2,2%) e Pará (-1,9%).

O índice de 1,5% foi a segunda variação positiva em seis meses, na produção industrial do Amazonas, ficando atrás apenas do resultado de março (6%).

Variação interanual – Amazonas fica entre os três melhores resultados entre 17 UFs
No índice que compara o mês de junho com o mesmo período do ano anterior, o Amazonas (7,2%) ficou com o terceiro melhor resultado entre os 17 estados que participaram da pesquisa. Os melhores desempenhos ficaram com Espírito Santo (17,4%), Pernambuco (7,6%) e Amazonas (7,2%). Os piores resultados foram do Rio Grande do Norte (-21,4%), Mato Grosso do Sul (-11,7%) e Mato Grosso (-10,8%).

Variação acumulada no ano – Variação do estado foi a primeira positiva desde janeiro
A variação da produção física industrial acumulada no ano, no Amazonas, foi de 0,3%, colocando o estado na décima posição entre os 15 estados pesquisados. Os melhores resultados ficaram com Pará (6,9%), Paraná (5,2%) e Santa Catarina (4,4%). Já os menores desempenhos ficaram com Rio Grande do Norte (-18,4%), Pernambuco (-10,4%) e Maranhão (-4,5%).

O resultado de 0,3%, no acumulado do ano da produção industrial, foi o primeiro resultado positivo do Amazonas desde janeiro de 2025.

Variação acumulada em 12 meses – índice de 2,7% posiciona o Amazonas em sétimo lugar no ranking nacional da produção industrial
A variação da indústria geral ,no Amazonas, em junho, foi de 2,7%. O índice deu a sétima posição ao estado, entre as Unidades da Federação pesquisadas. Pará (8,4%), Santa Catarina (6,2%) e Paraná (6%) foram os estados com os melhores desempenhos no acumulado em 12 meses. Já Rio Grande do Norte (-12,5%), Maranhão (-2%) e Pernambuco (-1,6%) ficaram com resultados negativos e os menores entre os 15 estados elencados na pesquisa.

Em um ano, resultado trimestral do Amazonas tem ganho de 0,9 ponto percentual
No confronto entre os resultados do primeiro trimestre do ano com o do período abril-junho de 2025,ambas as comparações contra igual período do ano anterior, o Amazonas assinalou ganhos de -3,2% para 4,1%.

Setor de “Outros Equipamentos de Transporte” teve maior variação na produção industrial, no Amazonas
Entre os setores 12 setores de produção industrial investigados, no estado, em junho, os destaques , na comparação interanual, foram os de “Outros equipamentos de Transporte”, com variação de 42,9%; o de “Produtos Químicos”, com variação de 32,2%; e o de “Bebidas”, cujo índice ficou em 9,1%. Em junho, na comparação interanual, os setores com os piores desempenhos foram “Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustível”, com variação de -39,6%; o setor de “Máquinas e Equipamentos”, com retração de -10,5%; e o setor de “Produtos Diversos” que apresentou também variação negativa em -5,9%.

Mais sobre a Pesquisa Industrial Mensal (PIM)
A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional e o Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.
Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE. A próxima divulgação da PIM Regional, relativa a junho de 2025, será em 12 de setembro.









