O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, dentro da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), a receita de prestação de serviços de empresas; o emprego e salários; os indicadores de concentração; o salário médio e a regionalização da receita e salários. As variáveis da PAS retratam as características estruturais da oferta de serviços não financeiros pelas empresas brasileiras.
Perdendo apenas para o Estado do Pará, em 2021, o Amazonas ficou com 39,7% de participação na receita bruta de Serviços, entre as Unidades da Federação do Norte do país. Um aumento de 1,3 ponto percentual, entre 2012 e 2021. A segunda posição ,em crescimento ,no ranking regional, ficou com o Tocantins (8,4%) e a terceira com Roraima (3,4%). Os demais Estados do Norte tiveram queda, no mesmo período, na receita bruta de serviços. O Pará, mesmo alcançando 35,3% na arrecadação bruta da receita, teve queda de 0,1 p.p.; o Amapá , com percentual de 2,7% ,em 2021, teve redução de 0,9 p.p., em nove anos; o Acre, alcançou 3,1% ,mas a receita bruta de serviços, amargou queda de 0,3 p.p, e Rondônia , com 7,4% de receita bruta de serviços, em 2021, teve queda de 2,4 p.p.

Participação dos segmentos da PAS no total da receita bruta de Serviços
O segmento de Transporte, Serviços Auxiliares aos Transportes e Correio, com 47,4% foi o de maior participação na receita bruta de prestação de serviços, no Amazonas, em 2021. Em seguida vieram os Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares (24,3%); os Serviços de Informação e Comunicação (14,8%); os Serviços Prestados principalmente às Famílias (9,3%); Outras Atividades de Serviços (2,5%); as Atividades Imobiliárias (0,9%); e os Serviços de Manutenção e Reparação (0,8%).
Os percentuais, dos mesmos segmentos, reproduziram quase a mesma divisão verificada na região Norte.

Após nove anos o Norte do Brasil continua com a menor participação na receita bruta de Serviços
As regiões Sudeste (65,1%) e a Sul (14,7%) mantiveram, de 2012 a 2021, a maior participação na receita bruta de serviços, no país. Já a região Norte, com 2,7%, permaneceu na mesma posição que ocupava há 9 anos – última posição no ranking entre as regiões brasileiras na participação da receita bruta de serviços.

Variações de receita operacional por segmento de Serviços no Brasil
Em 2021, o setor de Serviços gerou R$ 2,2 trilhões de receita operacional líquida no país e R$ 1,2 trilhão de valor adicionado.
O quadro abaixo apresenta os setores que tiveram variação positiva e negativa no ranking da receita operacional das empresas prestadoras de serviços entre os anos de 2012 e 2021.

Entre outros ganhos importantes em Serviços, no país, em quase 10 anos, houve aumento de 3,2 p.p. na participação de Serviços Auxiliares Financeiros, dos Seguros e da Previdência Complementar.
Em nove anos, Amazonas tem redução de R$ 400,00 na média salarial no setor de Serviços
A média salarial no Amazonas, segundo a PAS, sofreu redução de R$ 400,00. Em 2012 essa média era de R$ 2.100,00 por pessoa e em 2021 ficou em R$ 1.700,00.
Em 2021 o Norte foi o quarto no ranking salarial
Com relação ao salário médio, o setor de Serviços pagou cerca de 2,2 salários mínimos, e o segmento que pagou os maiores salários foi o de Serviços de Informação e Comunicação. Com média de R$ 1.800,00, a região Norte, em 2021, ficou com a quarta posição no ranking Brasil. Todavia, em se tratando de receita bruta de Serviços, o Norte foi a quinta região na concentração da Receita Bruta de Serviços.

Variação do número de pessoas ocupadas entre 2020 e 2021
Apesar da redução no salário, a quantidade de pessoas ocupadas aumentou. Em 2012 havia 122.652 pessoas ocupadas, no setor de Serviços. Nove anos depois o número aumentou para 137.452 pessoas.
Em 2021 o setor de serviços teve aumento de 7,8% no número de pessoas ocupadas no Brasil, O acréscimo foi de mais de 970,5 mil pessoas trabalhando no setor.

Em 2021 o setor de serviços recuperou em 4,5% as perdas do período da pandemia no ano de 2019. Entre 2020 e 2021 ingressaram mais 417,7 mil
pessoas no setor de Serviços no Brasil.

Serviços administrativos e complementares empregou mais em 2021 no Brasil
Há dois anos haviam 13,4 milhões de pessoas empregadas no setor de serviços no Brasil. O segmento com maior quantitativo de pessoas era o de Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares (5 milhões, 855 mil pessoas0; seguido por Serviços Prestados principalmente as Famílias (2milhões, 611 mil pessoas) e Transportes, Serviços Auxiliares aos Transportes e Correios (2 milhões, 478 mil pessoas).



Entre as cinco atividades que mais empregaram em 2021 estavam Serviços e Alimentação; Serviços Técnico-Profissionais; Serviços para Edifícios e Atividades Paisagísticas; Transportes e Cargas; Serviços de Escritório e Apoio Administrativo. Estas atividades que mais empregavam correspondem a 46,8% da mão-de-obra dos Serviços.

Em 2021 o Amazonas ganhou mais empresas de serviços administrativos e voltadas a serviços familiares
O Amazonas concentrou o maior número de empresas de Serviços, em 2021, no segmento de Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares. Ao todo foram 3.616 novas empresas. Com 1.842 novos postos de trabalho, em 2021, outro segmento, no Estado, que teve aumento de empresas foi o de Serviços Prestados Principalmente às Famílias.
Ganhos financeiros no Amazonas foram maiores no segmento Outros Transportes
A maioria das Unidades da Federação do país teve prevalência de serviços profissionais, administrativos e complementares. Já o Amazonas teve como principal atividade, em 2021, o segmento de Outros Transportes, que somou uma receita bruta de prestação de serviços, em 2021, de R$ 6.187.575,00.
O segmento de Transporte Rodoviário liderou em três Unidades da Federação (UFs): Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Serviços de Informação, Comunicação e Transportes de Serviços Auxiliares e Correio tem queda no Brasil
No Brasil, a concentração nas empresas prestadoras de serviços não financeiros, entre 2012 e 2021, caiu de 10,2% para 7,4%. A maior queda foi nos setores de Serviços de Informação e Comunicação (5,1 p.p) e Transporte, Serviços Auxiliares aos Transportes e Correio (4,9 p.p.).
Sobre a PAS 2021
Em 2021 o setor de Serviços contabilizou 1,5 milhão de empresas, registrou 13,4 milhões de pessoas ocupadas, que receberam R$ 432,3 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.
A pesquisa PAS foi feita com empresas de prestação de serviços não financeiros e que estão ativas no Cadastro Central de Empresas do IBGE, o CEMPRE. Na região Norte a pesquisa atingiu apenas os municípios das capitais, porém, no Estado do Pará alcançou os municípios da Região Metropolitana de Belém.
Segmentos analisados pela PAS, no setor de Serviços
O setor de serviços, analisado na PAS, se divide em sete segmentos que englobam 34 atividades em nível nacional e 13 em nível regional. Os segmentos são:
1-Serviços prestados principalmente às famílias;
2-Serviços de informação e comunicação;
3-Serviços profissionais, administrativos e complementares;
4-Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios;
5-Atividades imobiliárias;
6-Serviços de manutenção e reparação;
7- Outras atividades de serviços.








