• Sobre
  • Anuncie
  • Contato
17 de abril de 2026
Dólar Hoje
booked.net
Portal AM
  • Home
    • Sobre
    • Anuncie
    • Contato
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Cultura
  • Brasil
  • Mundo
Nada Encontrado
Ver Tudo
Portal AM
  • Home
    • Sobre
    • Anuncie
    • Contato
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Cultura
  • Brasil
  • Mundo
Nada Encontrado
Ver Tudo
Portal AM
Nada Encontrado
Ver Tudo
Home Meio Ambiente

Amazônia busca novas proteínas veganas

De olho no mercado fitness, startup recebe investimento de empresas do Polo Industrial de Manaus para colocar a proteína da castanha-do-brasil nas formulações de grandes indústrias alimentícias

Redação por Redação
15 de abril de 2023
em Meio Ambiente
Reserva do Desenvolvimento Sustentável de Uatumã_AM- Foto: Fred Rahal

Reserva do Desenvolvimento Sustentável de Uatumã_AM- Foto: Fred Rahal

195
VIEWS
CompartilheTuiteEnvie no ZapCompartilhe

Os hábitos de consumo nos grandes centros estão relacionados aos recursos da Amazônia em vários aspectos. Da madeira para construção civil aos ingredientes para cosméticos, não faltam exemplos já incorporados ao cotidiano e novidades que se preparam para chegar ao mercado.

Na dinâmica de novas demandas da sociedade, uma em especial se destaca no rastro da busca por saúde e bem-estar: a proteína vegana, segmento alimentício que cresce exponencialmente no mundo, com alto potencial de negócios baseados na maior floresta tropical do planeta.

No centro das inovações vindas da biodiversidade está a proteína em pó obtida de resíduos da castanha-do-brasil pela startup Terramazônia, sediada em Manaus com a estratégia de oferecer alternativas de alto valor com a pegada amazônica, causando impacto socioambiental positivo às cadeias econômicas da floresta. “Além da origem regional, o produto contém selênio, bom para a imunidade além de anti-inflamatório, e representa uma nova fonte de proteínas veganas para o mercado, hoje dependente da soja, ervilha, milho e arroz como matéria-prima”, explica o farmacêutico Emerson Silva Lima, à frente do negócio. “Entre as vantagens, a opção a partir da castanha tem sabor bem mais agradável em relação às demais”, completa.

Após realizar por duas décadas diversas pesquisas acadêmicas com extratos de plantas amazônicas, com finalidade farmacêutica, o pesquisador criou a startup para o trabalho de controle de qualidade e validação dos produtos, superando gargalos locais. Até que, há três anos, o projeto foi alterado e passou a focar bioativos de alta importância nutricional: os nutracêuticos, com transformação em pó proteico para vendas à indústria alimentícia e varejo. Com um diferencial: o uso de resíduos do beneficiamento da castanha nas agroindústrias – sobras normalmente descartadas ou vendidas na forma de farinha com baixo valor comercial.

O projeto compõe o portfólio de investimentos do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) – política pública da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) que mobiliza o repasse de recursos obrigatórios de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) como contrapartida das empresas pelos benefícios fiscais, principalmente no âmbito da Lei de Informática. Em quatro anos, a iniciativa reúne mais de 30 empresas investidoras, com previsão de atingir neste ano o marco de R$ 100 milhões em repasses para negócios inovadores em bioeconomia, com fortalecimento de cadeias produtivas na Amazônia.

Entre os destaques estão soluções de produtos para o mercado fitness. “Ser vegano, optar por alimentação saudável e consumir suplementos que ajudam nas atividades físicas pode contribuir para aumentar a renda local e manter a floresta em pé”, ressalta Paulo Simonetti, líder de captação e relacionamento com o investidor do PPBio. A iniciativa é coordenada pelo Idesam, organização da sociedade civil que faz a ponte entre empresas investidoras e startups.

Segundo Carlos Koury, coordenador do programa e diretor de inovação em bioeconomia do Idesam, “na estratégia desenvolvida para o funcionamento PPBio, as proteínas veganas de origem amazônica são de extrema importância, mobilizando a busca do melhor conhecimento disponível na academia para aplicação em soluções comercialmente viáveis”.

No caso do projeto da Terramazônia, o objetivo principal do repasse é o enriquecimento do produto na concentração proteica necessária ao consumo, com fornecimento a grandes indústrias alimentícias para uso, por exemplo, em bebidas lácteas. “Já chegamos a teores de até 60% e agora fazemos o controle para a estabilidade do produto com fins industriais”, revela o empreendedor. Como primeira proteína vegana com castanha-do-brasil do mercado, o plano é – além da venda para indústrias – expandir a novidade diretamente ao consumidor via marketplace, a exemplo do que já faz a startup com a comercialização de blends de açaí em pó e outros frutos, no total de 30 produtos.

“Precisamos de fontes de proteína vegana genuinamente brasileiras”, defende Lima, na expectativa de novos investimentos para a montagem da estrutura própria de beneficiamento, após a validação da tecnologia com a castanha, de olho no mercado externo. No mundo, o mercado de proteína vegana em pó poderá alcançar US$ 8,03 bilhões até 2029, segundo relatório exclusivo da consultoria Meticulous Research.

Ao mesmo tempo, as proteínas alternativas – ao lado dos bioplásticos, enzimas e biocombustíveis, por exemplo – compõem o quadro das principais tecnologias para promover a descarbonização do Brasil, conforme estudo inédito da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI). De acordo com o levantamento, o uso sustentável de recursos biológicos é fundamental para atender tanto as metas climáticas mais restritivas quanto o desenvolvimento econômico do país: a bioinovação tem potencial de injetar mais US$ 284 bilhões ao ano na economia brasileira. Para tanto, diz o estudo, é necessário um investimento da ordem de US$ 45 bilhões.

“Danoninho” de castanha

Entre os negócios apoiados por investimentos via PPBio, a castanha-do-brasil é também alvo da nova sobremesa desenvolvida nos laboratórios da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) – a Petitnut, à base de leite vegetal, sem lactose e alto teor de selênio. “Assim, a academia vai além dos muros em benefício de comunidades rurais e ribeirinhas, devolvendo os resultados da informação cientifica colhida nesses lugares”, afirma Ariane Kluczkovski, farmacêutica com doutorado em ciência dos alimentos, fundadora da startup Tocari.

No conceito “petit suisse”, como o Danoninho, o produto será vendido inicialmente no mercado local de Manaus para supermercados e restaurantes de alto padrão. Com o investimento, o objetivo é a estruturação fabril e compra de equipamentos para produção inicial de 1 mil unidades por mês na atual safra da castanha, obtida prioritariamente de castanhais subutilizados na região de Rio Preto da Eva (AM).

Hambúrguer de tucumã e almôndega de açaí

Bioprodutos funcionais e saudáveis ganham espaço nos investimentos em P&D da Foxconn Brasil, fabricante taiwanesa de componentes para informática e automóveis em Manaus, com R$ 3 milhões de aportes via PPBio em diferentes projetos que olham para o mercado de alimentação de alto valor nutritivo e comercial. Entre os exemplos estão o hamburguer de tucumã (fruto de palmeira amazônica) e almôndega e linguiça de açaí: “Buscamos produtos amazônicos inovadores que valorizassem a nossa cultura e a cadeia regional de suprimentos”, revela Beto Pinto, fundador da Smart Food.

Com o produto congelado, sem glúten, lactose e aditivos artificiais, a estratégia é avançar no mercado fora da Amazônia. Para viabilizar a expansão, o novo investimento permitirá passar da produção artesanal para a comercial, prevendo entre cinco e 10 toneladas mensais. “Vamos agora redimensionar o produto e melhorar processos de modo a aumentar a validade para uso”, diz o chef de cozinha formado em alimentação à base de plantas pelo Le Cordon Bleu Austrália.

A maior parte da proteína do produto vem do feijão-manteiga, com uso do tucumã e açaí para conferir cor e sabor especiais, enquanto no mercado vegano a opção tem sido hamburgueres de soja com aroma artificial de carne. “Há suporte para o desenvolvimento da Amazônia, mas é preciso estruturar soluções viáveis capazes de chegar as populações locais e fortalecer a sociobiodiversidade por meio da formatação de negócios”, observa o empreendedor.

Sobre o PPBio

O Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) é um mecanismo da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) voltado ao repasse de investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para o setor, com base nos recursos obrigatórios da Lei de Informática. A iniciativa é coordenada pelo Idesam, a quem cabe promover ações de divulgação, articulação institucional e avaliação das propostas das Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), startups, universidades, incubadoras e aceleradoras de negócios inovadores habilitadas para receber recursos no âmbito dos requisitos das atividades do Comitê de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (Capda), da Suframa, em benefício de toda a sociedade. Para as empresas de informática do Polo Industrial de Manaus (PIM), o PPBio é uma alternativa descomplicada de investimento da contrapartida dos incentivos fiscais para o desenvolvimento regional, sem risco de glosa ou multas por aplicação indevida de recursos. O programa possui um banco de tecnologias que atuam em diversas cadeias produtivas amazônicas, buscando o match entre as demandas do investidor e dos projetos, com impacto socioambiental positivo na Amazônia (http://bioeconomia.org.br).

Beto Pinto, chef de cozinha que desenvolveu os produtos veganos

 

Paulo Simonetti

Carlos Koury do IDESAM/PPBIO

 

Tags: almôndega de açaíAmazonasAmazôniaCastanhaervilhaHHambúrguer de tucumã eMeio AmbienteMilhoproteínas veganasSmart FoodZFMZona Franca de Manaus

Postagens Relacionadas

Foto: ICMBIO
Meio Ambiente

Renaturalização de rios é estratégia contra enchentes nas cidades

16 de abril de 2026
Foto: Nailson Castro/Idam
Meio Ambiente

Instituto oferece bolsas para estimular bioeconomia amazônica

15 de abril de 2026
Iguana solta na caatinga norte-mineira - Foto: Cetas Montes Claros/Ibama
Meio Ambiente

Destruição da Caatinga pode desertificar o país, alerta ministro

14 de abril de 2026
Próximo
Foto: Agência Brasil

Mega-Sena pode pagar R$ 9 milhões neste sábado

Especial Publicitário

  • Especial Publicitário
Especial Publicitário

Passe Livre e Meia-Passagem Estudantil 2023

por Redação
26 de janeiro de 2023

Leia mais
Destaque

Janeiro Roxo: Hanseníase tem Cura

por Redação
13 de janeiro de 2023

Leia mais
Divulgação
Especial Publicitário

Natal das Águas: Um brilho de solidariedade e esperança para todos

por Redação
23 de dezembro de 2022

Leia mais

Sobre

Portal de Notícias do Estado do Amazonas.

Compartilhe

Categorias

  • Amazônia
  • Brasil
  • Cultura
  • Destaque
  • Economia
  • Entretenimento
  • Especial Publicitário
  • Esportes
  • Interior
  • Meio Ambiente
  • Mundo
  • News
  • Opinião
  • Pet
  • Polícia
  • Política
  • Selva
  • Viral

Postagens Recentes

  • Vendas do comércio varejista do Amazonas tem queda de 3,2% em fevereiro
  • Marinha prorroga inscrição para fuzileiro naval até segunda
  • Papa Leão XIV critica mundo “devastado por tiranos”
  • DNIT emite ordem de serviço e modernização do Porto da Manaus Moderna
  • Sobre
  • Anuncie
  • Contato

© 2024 Portal AM — Desenvolvimento WordPress Web Designer

Nada Encontrado
Ver Tudo
  • Home
    • Sobre
    • Anuncie
    • Contato
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Cultura
  • Brasil
  • Mundo

© 2024 Portal AM