No mês de agosto, o custo da construção no Amazonas registrou queda de 0,2%. Embora ,estatisticamente, seja um dado considerado estável, o índice é significante porque ,desde fevereiro de 2020, o custo médio do metro quadrado da construção não apresentava queda.
O Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), do mês de agosto, no Amazonas, que foi divulgado hoje pelo IBGE, apresentou queda nos valores praticados no Estado, em relação a julho. A variação foi de -0,39 pontos percentuais em relação ao mês anterior. No ano, o percentual acumulado alcançou 4,27%, em agosto, contra 4,48%, em julho. Isso mostra que o custo médio da construção, no ano, diminuiu -0,2% entre os dois meses.
A queda de agosto foi bem inferior ao resultado ,em nível nacional, que somou alta de 0,18%. Assim, o Estado teve a sexta maior queda no mês, entre os Estados do país.

O índice de preços da Construção Civil ,no Amazonas, de -0,2%, em agosto, em relação ao mês anterior, posicionou o Estado ,nas últimas posições, entre aquelas unidades da Federação cujos resultados caíram. Os menores índices foram os do Bahia -0,4%, Distrito Federal -0,44%, e Ceará -0,48%. Os maiores foram os do Mato Grosso do Sul, 2,37%, Paraná, 2,3%, e Rio Grande do Sul, 1,44%. Em agosto, 14 Estados aumentaram o custo e outros doze tiveram queda. São Paulo ficou completamente estável.

O custo médio por metro quadrado da Construção Civil, no Amazonas, reduziu de R$ 1.754,01, em julho, para R$ 1.750,57, em agosto. No Brasil, este custo foi de R$ 1.713,52, em agosto. O custo médio do material de construção (m²), no Estado, reduziu de R$ 1.119,98, em julho, para R$ 1.114,36, em agosto. Já o custo médio da mão de obra (m²) aumentou. Em agosto foi de R$ 636,21.Em julho era de R$ 634,03 . No Brasil, o índice da Construção Civil apresentou o custo médio de R$ 1.710,37, em julho, e passou para R$ 1.713,52, em agosto. O custo médio por metro quadrado dos materiais de construção, no Brasil, reduziu de R$ 1.001,78, em julho, para R$ 1.000,42 ,em agosto. Já o custo médio por metro quadrado da mão-de-obra no Brasil foi de R$ 708,59, em julho, para R$ 713,10 em agosto. Os dados mostram que a elevação ocorreu no preço dos materiais de construção.

O custo médio de R$1.750,57 colocou o Estado em uma posição intermediária em relação as demais Unidades da Federação. Os menores custos foram os do Sergipe (R$ 1.526,81), Alagoas (R$ 1.530,00) e Piauí (R$ 1.565,79). Os maiores, foram de Santa Catarina (R$ 1.975,52), Rio de Janeiro (R$ 1.889,1) e Acre (R$ 1.866,94).
O custo médio do material de construção no Amazonas, de R$1.114,36, posicionou o Amazonas em uma terceira posição entre os mais altos das Unidades da Federação. Os menores custos de material foram observados em Sergipe (R$ 927,58), Bahia (R$ 938,21) e Alagoas (R$ 939,26).Os maiores custos foram do Acre (R$ 1.186,86), Rondônia (R$ 1.121,7) e Amazonas (R$ 1.114,36).
O custo médio da mão-de-obra ,no Amazonas, de R$636,21, colocou o Estado em uma posição intermediária em relação a outras Unidades da Federação. Os menores custos de mão-de-obra foram de Alagoas (R$ 590,74), Piauí (R$ 590,87) e Sergipe (R$ 599,23). Os maiores custos foram de Santa Catarina (R$ 895,20), Rio de Janeiro (R$ 853,8) e São Paulo (R$ 833,40).

Os resultados de agosto mostram que ,para se construir uma casa popular de 46 m2, padrão normal, com um (1) pavimento, varanda, sala, dois (2) quartos, circulação, banheiro e cozinha, o custo seria de R$1.815,42, por m2. Para uma casa residencial, padrão normal, um (1) pavimento, varanda, sala, três (3) quartos, circulação, banheiro, lavabo, cozinha, área de serviço, quarto e banheiro de empregada, o custo ,por m2, seria de R$1.711,77.








