A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), descartou a participação de Ana Julia Azevedo Ribeiro, esposa de Gil Romero Machado Batista, no caso da morte de Débora da Silva Alves, de 18 anos, ocorrido no dia 29 de julho em Manaus.
Ana Júlia foi presa na manhã desta quinta-feira (10) ao se apresentar à delegacia. Segundo a polícia, Ana Julia teve a prisão decretada após mentir em depoimento sobre a morte de Debora. Ela não acredita que o marido tenha ele mesmo matado a jovem. Ela acredita que somente pagou ‘Nego’ para fazer isso.
De acordo com o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a Ana Júlia só chamou atenção da polícia após a prisão do ‘Nego’ porque ela sumiu e começou a se comportar de maneira estranha.
“Não temos a comprovação da participação da Ana Júlia. Ela não acreditava que Gil Romero tivesse sido capaz de matar a jovem. Ela só ficou sabendo o que estava acontecendo após a repercussão do caso”, disse o delegado.
“Gil Romero afirma que a esposa dele não teve nenhuma participação no crime. Ele só avisou ela que havia feito uma besteira e teria que sumir. Claro que com as noticiais a mulher já sabia do que se tratava. Mas em relação ao crime de feminicídio, nesse primeiro momento, não estamos vendo grandes participações de Ana Júlia” concluiu o delegado Ricardo Cunha.
A polícia informou ainda que sabe da existência de uma terceira pessoa identificada apenas como ‘Nóia’. Segundo Gil Romero, essa pessoa estava na usina fazendo furto de cabos. Gil ainda diz que o homem era uma testemunha que estava lá no dia do crime e viu parte do que aconteceu.
As investigações buscam agora saber se ele participou efetivamente, mas acredita que ele não teve tanta relevância na morte de Debora.








