O custo médio da construção civil no Amazonas em junho variou 0,65%. No ano, a variação acumulada foi de 2,63%, e em 12 meses, foi de 5,66%. No Brasil, o índice foi de 1,19% em junho, enquanto a variação acumulada no ano ficou em 4,48% e em 12 meses ficou em 7,26%. Os dados são do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE nesta sexta-feira, 10 de julho.
Custo médio do m² no mês
Com variação de 0,65%, o Amazonas ficou na 15ª posição do ranking das maiores variações do custo médio da construção civil em junho, uma diferença de 0,54 ponto percentual (p. p.) em relação à variação média nacional. O resultado de junho colocou o estado mais distante das Unidades da Federação em que o custo da construção mais subiu. Os estados do Pará (-0,09), do Rio de Janeiro (-0,1) e de Roraima (-0,14) apresentaram deflação. Já os estados de Pernambuco (2,98%), Rondônia (2,63%) e Ceará (2,52%) tiveram as maiores variações no índice.
Com a variação, o custo médio do metro quadrado (m²) da construção civil em junho no Amazonas foi de R$ 1.942,10, um aumento de R$ 12,50. Na componente material, em maio, o custo médio do m² era de R$ 1.116,62, passando em junho para R$ 1.125,23. O custo no componente mão de obra também variou, passando de R$ 812,98 em maio para R$ 816,87 em junho.
No ranking nacional dos maiores custos médios, o estado ficou na 15ª posição dentre as Unidades da Federação, abaixo da média nacional (R$ 1.976,37). Os estados de Acre (R$ 2.285,40), Santa Catarina (R$ 2.239,56) e Rondônia (R$ 2.179,24) foram os que tiveram o maior custo médio em moeda corrente, enquanto os estados de Sergipe (R$ 1.744,67), Pernambuco (R$ 1.778,03) e Espírito Santo (R$ 1.781,01) tiveram os menores custos médios do país.
Custo médio do m² no ano
A variação acumulada no ano do custo médio do m² no Amazonas ficou em 2,63%, enquanto a variação nacional ficou em 4,48%. Com o resultado, o Amazonas ficou na 23ª posição do ranking nacional das maiores variações acumuladas no ano, colocando-o entre as cinco Unidades da Federação com as menores variações acumuladas do custo da construção em junho. Os estados de Roraima (2,0%), Mato Grosso do Sul (2,20%) e Rio Grande do Sul (2,46%) foram os que tiveram as menores variações acumuladas. Os estados com as maiores variações acumuladas foram Acre (7,32%), Maranhão (7,11%) e Bahia (7,7%).

Em moeda corrente, o custo médio da construção no estado saiu de R$ 1.916,68 em janeiro para R$ 1.942,10 em junho, um aumento de R$ 25,42 em 6 meses. A elevação da componente material no período foi de R$ 21,73, enquanto a componente mão de obra subiu R$ 3,89.
Custo médio do m² em 12 meses
A variação acumulada do custo médio do m² em 12 meses chegou a 5,66% no estado, a quarta mais baixa do país no índice em junho, enquanto a variação nacional em 12 meses ficou em 7,26%, uma diferença de 1,6 pontos percentuais. Além do Amazonas, Roraima (4,77%), Pará (5,15%) e Espírito Santo (5,49%) tiveram as menores variações acumuladas em 12 meses. Os estados do Mato Grosso (10,04%), Acre (9,96%) e Ceará (9,63%) tiveram os maiores aumentos do custo médio em 12 meses.

Em 12 meses, o aumento do custo médio em moeda corrente no estado chegou a R$ 103,98. Enquanto em junho de 2025 o custo médio era de R$ 1.838,12, em junho de 2026 chegou a R$ 1.942,10.
Custo de Projeto
Em janeiro, o custo do m² de uma casa popular com um pavimento, dois quartos, sala, circulação, banheiro e cozinha com padrão de acabamento normal era de R$ 2.131,35. Em junho, o mesmo projeto chegou a R$ 2.243,30.
Mais sobre o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI)
Criado em 1969, o Índice Nacional da Construção Civil tem como objetivo a produção de informações de custos e índices de forma sistematizada e com abrangência nacional, visando a elaboração e avaliação de orçamentos, como também acompanhamento de custos.









