O 28º Festival de Cirandas de Manacapuru será realizado nos dias 28, 29 e 30 de agosto, no Parque do Ingá, reunindo as três tradicionais agremiações que protagonizam uma das maiores manifestações culturais do Amazonas: Flor Matizada, Guerreiros Mura e Tradicional.
Reconhecido como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Amazonas, o festival preserva tradições, fortalece a identidade regional e impulsiona a economia criativa, atraindo milhares de visitantes todos os anos para acompanhar um espetáculo marcado pela música, dança, cores e criatividade.
Durante cerimônia realizada no Teatro Amazonas, o público teve um primeiro contato com os espetáculos preparados pelas três cirandas para a edição de 2026, em apresentações que anteciparam a emoção e a rivalidade artística que movimentam o festival.
Além do espetáculo artístico, a disputa entre as agremiações é marcada pela criatividade, inovação e riqueza cultural. As apresentações são avaliadas em critérios como harmonia, originalidade, evolução, alegorias e desenvolvimento do tema, transformando o Parque do Ingá em um grande palco de celebração da cultura popular amazonense.
Cirandas no Largo
Como parte da programação que antecede o festival, moradores de Manaus e turistas poderão acompanhar apresentações gratuitas das três cirandas no Largo de São Sebastião durante o mês de agosto.
As apresentações acontecerão sempre às sextas-feiras: no dia 7 de agosto, a Flor Matizada abre a programação; no dia 14, será a vez da Guerreiros Mura; e, no dia 21, a Ciranda Tradicional encerra a temporada de apresentações na capital.
A iniciativa busca divulgar o festival, valorizar os artistas e ampliar o contato do público com uma das mais importantes expressões da cultura popular do Amazonas.
Temas de 2026
Nesta edição, as três cirandas apresentarão espetáculos inspirados em narrativas amazônicas, saberes ancestrais e reflexões sobre a preservação do território.
A Flor Matizada, que abre o festival no dia 28 de agosto, levará para a arena o tema “Witoriro, o Futuro Ancestral”, propondo uma viagem entre passado, presente e futuro a partir dos conhecimentos dos povos originários, dos encantados e da força da Amazônia.
O presidente da Flor Matizada, Alexandre Queiroz, destacou a importância do festival para a cultura e para a economia local.
“Esse incentivo beneficia não apenas a festa, mas também movimenta a economia e gera oportunidades para muitas pessoas, como costureiras, artistas que produzem as alegorias, trabalhadores dos galpões e tantos outros profissionais envolvidos. Quero convidar toda a população para participar desse grande encontro. Vamos levar a nossa cultura para a capital e também receber um grande público durante o festival”, afirmou.
No dia 29 de agosto, a Guerreiros Mura apresentará “Ykawarù: A Cosmogonia do Bem e do Mal Apuricá”, espetáculo inspirado nos mitos de criação do povo Apuricá, exaltando a ancestralidade indígena e a relação entre o ser humano e a natureza.
Para o presidente da Guerreiros Mura, Renato Teles, a presença das cirandas no palco do Teatro Amazonas representa um momento histórico para a cultura de Manacapuru.
“Ficamos muito felizes porque sempre sonhamos em chegar a este momento, de estar neste palco, que recentemente recebeu o reconhecimento da Unesco. É uma grande honra participar desse momento”, destacou.
Encerrando o festival, no dia 30 de agosto, a Tradicional defenderá o tema “Terricídio: Quando a Terra Enfrenta o Genocídio”, levando à arena uma reflexão sobre os impactos da degradação ambiental, a defesa dos povos tradicionais e a preservação da Amazônia.
O presidente da Ciranda Tradicional, Magal Pinheiro, demonstrou confiança na edição de 2026 e afirmou que a expectativa é realizar um dos maiores festivais da história de Manacapuru.
“Somos os atuais campeões e, com certeza, vamos em busca de mais uma conquista em 2026”, declarou.
Com expectativa de atrair milhares de visitantes, o 28º Festival de Cirandas de Manacapuru reafirma sua importância como uma das maiores expressões da cultura popular do Amazonas, reunindo arte, tradição, identidade e valorização das raízes amazônicas em um espetáculo que atravessa gerações.







