O combate aos incêndios florestais no Amazonas já contabiliza 1.817.600 litros de água lançados por aeronaves desde 10 de outubro. As operações também resultaram em mais de R$ 3,1 milhões em multas por infrações ambientais, conforme balanços divulgados até 22 de outubro.
As ações envolvem o uso de aeronaves para conter as chamas, o transporte de brigadistas e equipamentos e a fiscalização de áreas afetadas pelos incêndios. Em Manaus, os dados de monitoramento também indicam melhora na qualidade do ar após períodos de concentração elevada de poluentes.
De acordo com o balanço operacional, as aeronaves mobilizadas realizaram 547 lançamentos de água, com aproximadamente 493 horas de voo acumuladas. A estrutura do governo federal reúne 14 aeronaves, entre aviões Air Tractor, cargueiros KC-390 e helicópteros.
Os aviões atuam diretamente no lançamento de água sobre as áreas atingidas, enquanto os helicópteros auxiliam no deslocamento de brigadistas e equipamentos para as regiões de difícil acesso.
Aeronaves intensificam combate às chamas
Somente no dia 22 de outubro, os dois aviões KC-390 realizaram oito lançamentos, totalizando 104 mil litros de água. No mesmo dia, os seis aviões Air Tractor lançaram outros 163,2 mil litros.
O apoio aéreo é uma das estratégias utilizadas para reforçar o trabalho das equipes em solo, especialmente em locais onde o acesso terrestre é limitado.
Fiscalização aplica mais de R$ 3 milhões em multas
Entre os dias 14 e 21 de outubro, as ações de fiscalização realizadas no âmbito da Operação Ibirá BR-319 resultaram em 25 autos de infração, que somam R$ 3.128.004,50 em multas.
O município de Autazes concentrou o maior número de autuações, com 14 registros. Careiro da Várzea contabilizou nove, enquanto Careiro teve dois.
No mesmo período, foram emitidos 14 termos de embargo, abrangendo uma área de 336,71 hectares, além de dois termos de apreensão e uma notificação.
O embargo ambiental restringe determinadas atividades nas áreas atingidas pela medida, conforme as determinações dos órgãos fiscalizadores.
Outra frente de atuação foi a notificação, por edital, de 725 propriedades rurais distribuídas em 15 municípios do Amazonas. Os dados divulgados em 21 de outubro apontam Autazes como o município com o maior número de propriedades notificadas.
Qualidade do ar apresenta melhora em Manaus
O monitoramento realizado pela estação FioAres, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indica redução nas concentrações de material particulado fino, conhecido como PM2,5, em Manaus.
Durante os períodos mais críticos, os picos horários chegaram a aproximadamente 320 microgramas por metro cúbico de ar. Em 22 de outubro, as concentrações registradas ficaram entre 5 e 25 microgramas por metro cúbico, com média de 24 horas próxima de 18 microgramas por metro cúbico.
Às 17h daquele dia, o índice de qualidade do ar da estação estava classificado como moderado.
Previsão indica possibilidade de aumento da poluição
A previsão do sistema AlertAr Saúde apontava concentrações de PM2,5 entre 12 e 21 microgramas por metro cúbico no período de 23 a 26 de outubro, com possibilidade de leve aumento ao final do intervalo.
Apesar da melhora observada em Manaus, o monitoramento deve continuar, principalmente diante da previsão de dias mais quentes e secos, condições que podem favorecer a ocorrência e a propagação de incêndios florestais.
As ações de combate, fiscalização e acompanhamento da qualidade do ar seguem como medidas importantes para reduzir os impactos ambientais e os riscos à saúde da população.








