Klinger Araújo, de 51 anos de idade, morreu por volta das 13h desta terça-feira, 29, em consequência de contaminação do coronavírus (covid-19). Ele estava internado em leito de UTI do hospital Samel desde o dia 13, onde venceu a doença, mas teve complicações renais e não resistiu.
O Furacão do Boi, ou simplesmente Mestre, como tratava as pessoas e como era conhecido entre os amigos, é considerado um dos responsáveis pela explosão da toada de Parintins na década de 1990, em Manaus.
Klinger viveu em Manaus desde os 13 anos e foi um dos responsáveis pelo crescimento do movimento boi-bumbá na capital do Amazonas, nos anos 1980 e 1990. Tinha múltiplos talentos: além de músico, compositor e levantador de toadas, fez sua vida profissional como radialista, atuando nas rádios Alvorada (Parintins) e Difusora (Manaus), além de ter se revelado um excelente comediante e imitador.
Klinger Araújo deixa uma família de artistas, a esposa Vanessa Alfaia, o filho Klinger Júnior e a filha Iandiara, de apenas 8 anos.
A morte do cantor foi lamentada por várias autoridades, entre eles o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. “Aos 51 anos, Klinger ou o ‘Furacão do Boi’, como era conhecido, deixa a cidade de Manaus e todo o Amazonas de luto e com o coração entristecido. É mais uma vítima dessa doença nefasta e sai de cena, prematuramente, deixando o sentimento de que ele ainda tinha muito a contribuir com nossas manifestações culturais”, disse o prefeito.









