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MANGARÁ inicia circulação que leva arte, educação e debate sobre crise climática em escolas públicas e indígenas

A intervenção estimula estudantes a refletir sobre floresta e identidade por meio da arte e da criação coletiva

Redação por Redação
18 de julho de 2026
em Cultura
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

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A intervenção performática MANGARÁ dá início, entre os dias 18 e 31 de julho, a uma circulação por escolas públicas e iniciativas educacionais indígenas de Manaus com apresentações e oficinas criativas.

As atividades integram o projeto contemplado pelo Edital nº 09/2025/FEC – Fomento Cultural Multilinguagens, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC/AM) e do Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

O projeto é idealização da artista Tainá Andes, egressa de Universidade de Estado do Amazonas (UEA) e estudante no programa de pós-graduação no mestrado em dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

A circulação tem como objetivo promover encontros entre artistas e estudantes para refletir sobre as relações entre território, ancestralidade, natureza e memória.

A nova etapa ocorre após a participação do grupo no Congresso UFBA 80 Anos, em Salvador (BA), entre os dias 6 e 10 de julho, quando a intervenção integrou a programação do evento por meio da curadoria da Escola de Dança.

Confluência Criativa
A primeira ação da circulação será realizada no dia 18 de julho, às 8h, na Casa de Conhecimento Ancestral Jofo Nimairama, projeto educacional do Instituto Witoto coordenado pelas lideranças indígenas Vanda e Erika Witoto, no Parque das Tribos, zona Oeste da capital. O espaço atende cerca de 75 crianças e adolescentes das etnias Kanamari, Mura, Tikuna, Baré, Kokama, Witoto, Tukano, Tariano, entre outras.

No dia 25 de julho, também às 8h, MANGARÁ será apresentado no Centro Cultural Uka Mbuesara Wakenai Anumarehit, coordenado pela educadora Cláudia Baré, também localizado no Parque das Tribos. A atividade reunirá 30 estudantes das etnias Baré, Baniwa, Karapãna, Kokama, Miranha, Mura, Tukano, Tikuna e Apurinã.

Já nos dias 30 e 31 de julho, a intervenção chegará à Escola Estadual Cacilda Braule Pinto, no bairro Coroado, para estudantes do 7º e 8º anos, a partir das 8h, sob mediação do professor de Arte Robson Ney e da professora de Arte Cláudia Cardoso.

Além das apresentações, a oficina Confluência Criativa propõe experiências coletivas entre artistas e participantes, aproximando os estudantes dos processos de criação, da expressão corporal e da atuação. A atividade convida crianças e adolescentes a compartilhar vivências e a construir, por meio da prática artística, novas formas de perceber o mundo e de se expressar.

Do coração da bananeira à cena
Criada a partir do encontro entre dança, teatro e música, MANGARÁ denuncia os impactos dos crimes ambientais na Amazônia e parte da compreensão de que o território é um ente vivo, atravessado por memórias e pela relação entre natureza e sociedade.

O nome da intervenção tem origem na palavra tupi que designa o umbigo da banana, também conhecido como coração da bananeira. Trata-se da estrutura localizada na extremidade do cacho que, sustentada por um eixo semelhante à coluna vertebral, abriga camadas que protegem seu interior.

A trajetória da terceira edição de MANGARÁ começou no primeiro semestre de 2025, quando a intervenção percorreu os bairros Coroado I, Ramal do Brasileirinho e Centro de Manaus.

Em seguida, o trabalho foi convidado para o encerramento do 4º Encontro dos Profissionais da Dança do Amazonas (ENPRODAM), cuja edição teve como tema “Corpos-Floresta: Dança por Justiça Climática”.

Ninguém existe sozinho
Inspirada no mangará, estrutura que sustenta o desenvolvimento dos frutos da bananeira, a intervenção se desenvolve em diálogo com artistas convidados, que integram diferentes etapas da criação, da pesquisa, da produção e da cena.

A concepção geral, direção e atuação são de Tainá Andes, que também assina o design gráfico ao lado de Cris Desrosiers. A provocação cênica e a produção executiva são de Viviane Palandi. Em cena, Tainá divide a performance com Jaú Tupinambá, estudante de Dança da Escola Superior em Artes e Turismo da UEA (ESAT/UEA), e Vívian di Oliveira, que também responde pela composição musical, sonoplastia e integra a assistência de produção. Designer de formação, Jaú assina ainda a tipografia do material visual.

Completam a equipe Cibele Bentes (figurino); Davi Martins (assessoria de máscaras); Adriano Teixeira (fotografia); Joel Michiles (videomaker); Osvaldo Baré (interpretação em Libras); Carla Wisu (monitoria da oficina); e Elias Costa (assistência de produção).

Além do fomento da PNAB, o projeto conta com o apoio institucional da Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA), que cedeu espaço para uma imersão criativa do elenco antes do início da circulação.

A obra também conta com a parceria do Projeto de Extensão Leitores de Espetáculos Teatrais (LET) e do Laboratório de Pesquisa das Pedagogias da Arte do Espectador (LAPAE), vinculados à Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (ESAT/UEA).

Tags: ArteCulturaEducação

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