Em 2022, no Amazonas, as mulheres dedicaram 20,4 h aos cuidados de pessoas e/ou afazeres domésticos, ou seja, 7,7h a mais que os homens. O número de horas foi maior entre as mulheres de 60 anos ou mais (20,8h) e as mulheres de 30 a 49 anos (21,1h). As pretas e pardas tiveram maior dedicação. Para uma mulher que trabalha empregada, e precisa cuidar de sua casa, marido e filhos, a carga semanal de trabalho chegou a 57,7 horas.
O desemprego atinge maior proporção de mulheres que homens. Entre as docentes do nível superior, o Amazonas está atrás da maioria dos Estados da Região Norte, assim como os nascimentos assistidos por pessoal qualificado.
Nos poderes Legislativo e Executivo, respectivamente, nenhuma mulher do Estado ocupada cadeira na Câmara dos Deputados e há somente cinco prefeitas eleitas em todo Estado. Com relação as mulheres que ocupam cargos gerenciais, elas ganham mais, porém são minoria.
Mais de 80% dos casos de violência contra a mulher são de autoria de pessoas conhecidas.
Essas e outras informações organizadas e sistematizadas sobre as condições de vida das mulheres no país (Conjunto Mínimo de Indicadores de Gênero – GMIG), divulgadas hoje, 08, pelo Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE), fazem parte de um trabalho trienal que também já foi divulgado nos anos de 2018 e 2021. Na análise constam desigualdades de gênero, com dados sobre diferenças anatômicas e diferenças socialmente construídas e que estão associadas ao sexo da pessoa ao nascer. Foram consideradas ainda as desigualdades entre as mulheres (cor ou raça; lugar de residência; idade; renda; deficiência; entre outras.
Destaques
– Amazonas é o terceiro no ranking dos Estados do Norte onde as mulheres dedicam mais horas aos cuidados com as pessoas e aos afazeres domésticos (20,4h);
-Amazonas tem o segundo maior percentual de mulheres não ocupadas no Norte;
-Nível de ocupação é menor entre mulheres de 25 a 54 anos, com criança de até seis anos do que as sem crianças;
-No Norte, Amazonas e Rondônia têm a quinta maior proporção de mulheres docentes no ensino superior
-Razão de mortalidade materna do Amazonas foi a terceira maior do Norte em 2022;
-Taxa de mortalidade de menores de cinco anos, no Amazonas, foi menor na pandemia da Covid;
-Amazonas foi o penúltimo, entre os estados do Norte, no percentual de nascimentos assistidos por pessoal qualificado
-Em 2023 nenhuma mulher, no Amazonas, ocupava cadeira na Câmara dos Deputados;
-O total de mulheres eleitas prefeitas no Amazonas não chegou a 10%, em 2020;
-No Amazonas, mulheres ganhavam mais ,porém, estavam em menos cargos gerenciais que homens em 2022;
-Em 2019 mulheres ocupavam apenas 16,8% do efetivo ativo das polícias, no Amazonas;
-Amazonas liderou posição da maior taxa de fecundidade entre mulheres de 15 a 19 anos, em 2021;
-Mais de 90 mulheres foram vítimas de homicídios, fora do domicílio, no Amazonas em 2021;
-Mais de 80% dos casos de violência contra mulher no Amazonas é de autoria de pessoas conhecida.
Mulheres não ocupadas no Norte
O Estado da região Norte, com maior número de horas dedicadas aos cuidados com pessoas e/ou afazeres domésticos pelas mulheres, foi Rondônia (20,9h) e o com menor quantidade de horas foi o Amapá (16,1h). Em todos os Estados do Norte os homens ficaram com a média de horas bem abaixo que as horas dedicadas pelas mulheres.
Entre as grandes regiões brasileiras foi identificado pela pesquisa Estatística de Gênero – Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil – que na região Nordeste as mulheres dedicaram mais horas a essas atividades (23,5h), sendo essa a região com maior desigualdade em relação aos homens.

Considerando o recorte por cor ou raça, no Amazonas, as mulheres da cor preta ou parda tiveram maior dedicação a afazeres domésticos e cuidados com pessoas (17h) do que as de cor branca (16h).

Não estudam e não trabalham
No Amazonas 30,6% das mulheres, de 15 a 24 anos, não estudam, não estão ocupadas e não estão em treinamento. Para os homens o percentual identificado, no mesmo critério, foi de 18,1%,indicando que maioria dos jovens que não trabalham e nem estudam é composta por mulheres.

As mulheres amazonenses ocupadas dedicam 17,7 horas semanais para cuidar de pessoas ou afazeres domésticos, contra 12,3 horas dos homens. Na Região Norte, entre as pessoas ocupadas, as mulheres rondonienses são as que mais dedicam horas (18,0), seguidas das paraenses com 18,4 horas. No Brasil, entre os ocupados, as mulheres também dedicam mais horas que os homens, para cuidar dos afazeres domésticos (17,8 horas). O dado indica o quanto a carga de trabalho das mulheres é alta, já que além do trabalho normal, elas dedicam várias horas para cuidar da casa e das pessoas. Uma mulher que trabalha 40 horas semanais como empregada, trabalha mais 17,7 horas em casa, totalizando uma carga horária de 57,7 horas semanais.

Considerando a cor das mulheres ocupadas, que dedicam horas semanais para cuidar dos afazeres domésticos ou das pessoas, as amazonenses pretas e pardas dedicam-se um pouco mais que as brancas. São 17,9h contra 17,5 horas. Na Região Norte, essa pequena diferença está presente na maioria dos Estados. A única exceção é o Amapá onde as brancas ocupadas, dedicam mais tempo que as pretas e pardas.

No Amazonas, o desemprego atinge mais mulheres que homens. Entre as mulheres, as de cor branca são mais atingidas (19,1%) que as de cor preta ou parda (16,3%). Na Região Norte, as pretas e pardas, desempregadas, são maioria (13,6%). A diferença se repete em nível nacional. As pardas representam 14,0% e as brancas 9,2% das mulheres desempregadas.

Nível de ocupação das mulheres com e sem crianças de até seis anos no domicílio
A pesquisa, aponta que, no Amazonas, as mulheres de 25 a 54 anos, que cuidam de crianças de até seis anos, têm menor nível de ocupação (51,6%).A diferença é de 4,6 pontos percentuais (p.p.) em relação àquelas sem crianças da mesma idade, em casa (56,2%). Para os homens essa condição interferiu bem menos na ocupação. Enquanto àqueles, de 25 a 54 anos, com crianças de até 6 anos de idade no domicílio alcançaram ocupação de 85,5%, os sem criança de até 6 anos em casa, ficaram com nível de ocupação de 81,6%.
Entre as regiões do país, o maior nível de ocupação de mulheres sem criança de até seis anos no domicílio foi a região Sul (74,4%), seguida pela Sudeste (70,9%), pela Centro-Oeste (70,4%), pela Norte (63,1%) e pela Nordeste (54,5%). A Unidade da Federação com maior ocupação foi o Distrito Federal (76,3%) e a com menor ocupação de mulheres sem crianças de até seis anos no domicílio foi a Paraíba (50,1%).

Educação – Proporção de mulheres docentes no ensino superior
Em 2022, o Amazonas tinha 2.701 mulheres docentes no ensino superior e 3.048 homens. A proporção de mulheres foi de 47%. Entre os Estados da região Norte, o Amazonas, juntamente com Rondônia, ocupou a quinta posição no ranking. O índice fica 0,3 p.p abaixo do nacional e 1,4 p.p. abaixo da proporção da Região.
Apesar do maior acesso ao ensino superior, as mulheres ainda são ligeiramente minoritárias entre os docentes desse nível de ensino, no país. Em 2022, segundo o Censo da Educação Superior, as mulheres representavam 47,3% dos professores de instituições de ensino superior no Brasil. Essa proporção vem crescendo, ainda que lentamente, na última década, tendo avançado 2,0 p.p. entre 2012 e 2022. Desagregada por Unidades da Federação, a proporção de mulheres entre os docentes de ensino superior atingiu extremos de 51,8% na Bahia e 43,7% em São Paulo.

Saúde – Mortalidade materna e de menores de cinco anos
Os indicadores de saúde e serviços visam contribuir para a diminuição de desigualdades entre mulheres e homens, sob a perspectiva de uma vida saudável e promoção do bem-estar. Somadas aos fluxos migratórios, essas estatísticas são relevantes por determinarem a evolução populacional e o número de nascidos vivos, em particular, compõe a definição da taxa de fecundidade que, por sua vez, expressa a situação reprodutiva de uma mulher.
Razão de mortalidade materna do Amazonas foi a terceira maior do Norte em 2022
O Amazonas ficou na terceira posição, no Norte, em razão de mortalidade materna (óbitos por 100.000 nascidos vivos). Em 2022, com uma razão de 82,7 óbitos para cada 100.000 nascidos, o Amazonas teve a terceira maior razão de mortes maternas da Região Norte, perdendo apenas para Roraima (160,4) e Tocantins (102,0). O Acre foi o Estado da região Norte com a menor taxa de mortalidade materna (48,3).
A região Norte liderou na taxa de mortalidade materna (82%) , seguida pelo Nordeste (67,3%), pelo Centro-Oeste (57,1%), pelo Sudeste (50,3%) e pelo Sul (40%). No Brasil, a razão de mortalidade materna ficou em 57,7%, em 2022.

Taxa de mortalidade de menores de cinco anos, no Amazonas, foi a menor, na pandemia da Covid, em uma série de nove anos
Num comparativo de nove anos, tendo como referência os anos de 2013 e 2021, a taxa de mortalidade em menores de cinco anos (entre mil nascidos vivos), no Amazonas, reduziu em 6,4 pontos percentuais (p.p.) para meninas e em 2,4 p.p. para meninos. Porém, nessa mesma série histórica, a taxa foi menor, no Estado, no ano de 2020 (período pandêmico), quando a taxa de mortalidade ficou em 14,9% para meninas e 18,2% para meninos.

A maior causa de óbitos de meninas com menos de cinco anos, no Amazonas, foram afecções originadas no período perinatal (232 casos); seguida pelas malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas (137 casos) e pelas doenças do aparelho respiratório (53 casos). A origem dos óbitos seguiu o mesmo padrão em todas as grandes regiões brasileiras.

No Amazonas, entre os nascidos vivos, por grupos de idades de mães, a faixa etária com maior prevalência, com 36.852 nascidos vivos, foi a de mulheres na faixa etária de 20 a 29 anos, seguida pelas mulheres de 30 a 39 anos (18.090 nascidos vivos).
Entre os Estados do Norte o maior número de nascidos vivos, por grupos de idades de mães, foi do Pará (68.223 nascidos vivos), de mulheres com idades entre 20 e 29 anos. O menor número de nascidos vivos, na mesma faixa etária, foi de Roraima (6.842 nascidos vivos).

Amazonas foi o penúltimo, entre os estados do Norte, no percentual de nascimentos assistidos por pessoal qualificado
Com 96,6%, o Amazonas ficou em penúltimo lugar entre os sete Estados da região Norte na proporção de nascimentos assistidos por pessoal de saúde qualificado. A proporção ficou 2,1 pontos percentuais menor que a nacional (98,7%). Entre os Estados do Norte o maior percentual foi o de Tocantins (99,2%), seguido por Rondônia (98,7%), Amapá (98,6%), Acre (98,4%), Pará (97%), Amazonas (96,6%) e Roraima (90,8%).
No ranking entre as grandes regiões brasileiras, o Norte ficou na última posição com 97,1% em nascimentos assistidos por pessoal qualificado. A liderança ficou com as regiões Sul e Sudeste (99,4%).

Vida pública e tomada de decisão – Em 2023 nenhuma mulher, no Amazonas, ocupava cadeira na Câmara dos Deputados
A proporção de cadeiras ocupadas por mulheres no Poder Legislativo e nos governos locais foi um indicador utilizado para monitorar o alcance da meta de assegurar às mulheres igualdade de acesso às estruturas de poder e aos processos de tomada de decisão, visando o equilíbrio das relações de poder entre mulheres e homens.
No Amazonas, em 2023, havia oito cadeiras na Câmara dos Deputados e nenhuma estava ocupada por mulheres. No Norte, no mesmo ano, apenas Pará se destacou com mulheres ocupando cinco das dezessete cadeiras que o Estado tem direito na Câmara de Deputados.
O maior quantitativo de mulheres ocupando cadeiras no Legislativo foi identificado em São Paulo (14 mulheres entre as 69 cadeiras de deputados), seguido por em Minas Gerais (nove mulheres entre as 53 cadeiras de deputados) e pelo Rio de Janeiro (nove mulheres entre as 47 cadeiras de deputados).

O total de mulheres eleitas prefeitas no Amazonas não chegou a 10% em 2020
Apenas cinco mulheres ocuparam cargos de prefeitas, em 61 municípios do Amazonas, na última eleição (2020), representando uma proporção de 8,2%.
O Pará ,com 29 mulheres prefeitas, e o Tocantins, com 20 mulheres no Poder Executivo local, foram Estados que se destacaram em 2022. Roraima, proporcionalmente, também foi outro destaque com quatro mulheres ocupando prefeituras em um total de 15 municípios.
No país, somente 12,1% das prefeituras, no mesmo ano, estavam ocupadas por mulheres. Dentre as prefeitas, 66,9% eram mulheres brancas.

No Amazonas, mulheres ganhavam mas, porém estavam em menos cargos gerenciais que homens em 2022
Conforme dados Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2022, feita em um universo de 35 mil pessoas, a proporção de mulheres em cargos gerenciais (38%), no Amazonas, também ficou bem abaixo do total ocupado por homens (62%). Em 2012, num universo de 46.000 pessoas investigadas, essa proporção era de 34,1% de mulheres em cargos gerenciais e de 65,9% de homens.
No país, a proporção de mulheres em cargos gerenciais, em 2022, foi de 31% (508 mil cargos), nas Indústrias extrativas; indústrias de transformação; eletricidade e gás. Os homens ocupando cargos gerenciais possuíam, no mesmo ano, rendimento de R$ 8.378, enquanto o rendimento das mulheres nesses cargos foi de R$ 6.600, ou seja, 78,8% do rendimento deles.

Apesar de estarem em menos cargos gerenciais, a pesquisa mostrou que as mulheres que conseguiram se destacar, em 2022, ganhavam R$ 337,00 a mais que os homens na mesma posição, no Amazonas. Entre os Estados da região Norte, o Pará apresentou o melhor rendimento médio para mulheres em cargos gerenciais (R$ 6.503,00), seguido pelo Amazonas (R$ 6.268,00) e Amapá (R$ 6.184,00).

Em 2019 mulheres ocupavam apenas 16,8% do efetivo ativo das polícias, no Amazonas
Do total 11.225 policiais militares e civis do Amazonas, em 2019, apenas 1.883 eram mulheres, representando uma proporção de 16,8% do efetivo. A maior representação proporcional do contingente feminino, no país, naquele ano, foi encontrada no Amapá (24,3%), seguida por Roraima (20,2%). Já a menor ficou o Rio Grande do Norte (5,3%).

Áreas de Educação, Saúde e Serviços Sociais foram destaques em 2022 para mulheres no país
Fruto da histórica divisão sexual do trabalho que culturalmente relega as mulheres ao trabalho doméstico não remunerado, é possível observar também que as principais atividades econômicas em que havia mais mulheres do que homens em cargos de liderança, em 2022, eram ligadas ao cuidado, como educação e saúde humana e serviços sociais, no país. Elas ocupavam 69,4% e 70,0% dos cargos de liderança nessas áreas, respectivamente.
Amazonas tem maior taxa de fecundidade entre mulheres 15 a 19 anos
No ranking regional, as maiores taxas de fecundidade, de 2022, ficou entre as mulheres com idades entre 15 e 19 anos. Os maiores percentuais ficaram com o Amazonas (87,7%), seguido por Roraima (83,5%) e pelo Acre (82,2%). A menor taxa de fecundidade na adolescência, da região Norte, ficou como Estado de Rondônia (67,8%).

Número de casamentos precoces atingiu mais de 10.000 jovens
No ano de 2021, foram registrados no Amazonas 13.199 casamentos. No Norte do país foram 76.129 casamentos. No mesmo ano, houve 131 casamentos de mulheres com menos de 17 anos e, nesse grupo, três tinham menos de 16 anos.
Existiram grandes diferenças regionais na ocorrência do casamento precoce, a maior quantidade ,para cônjuges do sexo feminino, foi identificada, em 2021, em Rondônia (6,1% do total de casamentos) e no Maranhão (3,5%). Os menores percentuais foram do Rio de Janeiro (0,6%) e Distrito Federal (0,8%). Entre as regiões brasileiras, a Sudeste apresentou o maior número de registro de casamentos juvenis (436.202), seguida pela Nordeste (219.331), pela Sul (117.874), pela Centro-Oeste (82.966) e pela região Norte (76.129 casamentos juvenis).

Mais de 90 mulheres foram vítimas de homicídios, fora do domicílio, no Amazonas em 2021
Considerando a taxa de homicídio para 100.000 habitantes, ao todo 135 mulheres (6,3%) e 1.679 homens ( 78,4%) foram vítimas de homicídios no Amazonas, em 2021.
Do total de mulheres, 38 ou ainda 1,8%, foram vítimas de violência no domicílio. Pelo critério cor ou raça, dessas 38 mulheres, duas foram identificadas como sendo da cor branca e 35 da cor preta ou parda. No que se refere à violência fora do domicílio, um total de 1.609 pessoas foram vítimas de homicídios, sendo 1.510 homens e 97 mulheres (oito identificadas como brancas e 76 como pretas ou pardas).
No Brasil 43.912 homens e 3.858 mulheres foram vítimas de homicídios em 2021. O maior número de casos tanto para homens (36.354) quanto para mulheres (2.597) aconteceu fora do domicílio.

Mais de 80% dos casos de violência contra mulher no Amazonas é de autoria de pessoas conhecidas
Em 2019, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNDS), 115.000 pessoas sofreram violência física, durante os doze meses do ano. Desse total, 67 mil eram mulheres e 81,7% delas sofreu agressão por pessoa conhecida. Também foi verificado que 64,1% das agressões foram dentro da residência.
No Amazonas, entre as mulheres de 18 anos ou mais de idade, que sofreram violência psicológica, física ou sexual, a taxa foi de 6,3% e aquelas de 18 a 29 anos foram as mais atingidas.

O Nordeste (6,3%) foi a região com maior proporção de mulheres de 18 anos ou mais de idade que sofreram violência psicológica, física ou sexual e cuja forma mais grave de violência foi praticada por um parceiro íntimo atual ou anterior. Em seguida vieram as regiões Sudeste e Centro-Oeste, com 6%; a região Norte com 5,9% e a Sul com 5,6%.
No país, os grupos mais afetados foram de mulheres na faixa etária entre 18 e 29 anos e as pessoas da cor preta ou parda (6,3%).

Sobre a Pesquisa Estatísticas de Gênero – Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil
O estudo Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil sistematiza informações fundamentais para análise das condições de vida das mulheres no país. Com periodicidade trienal, a terceira edição da publicação traz 44 dos 51 indicadores propostos pelo Conjunto Mínimo de Indicadores de Gênero (CMIG), elaborado na Comissão de Estatística das Nações Unidas, além de indicadores adicionais, construídos devido à relevância para a realidade brasileira. O estudo utiliza, além das pesquisas do IBGE, bases do Ministério da Saúde, do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, do Conselho Nacional de Justiça – CNJ e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, por exemplo. Os dados podem ser conferidos com maior nível de detalhamento na publicação completa e nas tabelas.








