Meio Ambiente – A WayCarbon, maior consultoria estratégica com foco exclusivo em sustentabilidade e mudança do clima na América Latina, acaba de entregar a etapa de diagnóstico da pegada de carbono do leite à Nestlé Brasil, trabalho que integra a iniciativa da companhia de descarbonizar sua produção e se tornar net zero até 2050.
Isso porque a cadeia de produção da matéria-prima leite é uma grande fonte de emissões da companhia em âmbito global, representando cerca de 30% das emissões de CO2e emitidas pela empresa no Brasil em 2018. A meta global da Nestlé é reduzir as emissões de CO2e em 50% até 2030.
O Estudo de Pegada de Carbono é uma adaptação da NBR ISO 14.044 focada na avaliação de impacto climático em um ciclo de vida. Para a Nestlé, a análise da WayCarbon foi feita com base da Coll Farm Tool que considera o cálculo do Berço ao Portão da Fazenda, compreendendo as emissões referentes ao pré-ciclo, envolvendo insumos, eletricidade e combustível necessários, até a produção leiteira.
Para tanto, foram coletados dados sobre as realidades de 20 fazendas do grupo de diferentes arquétipos e sistema de produção – do sistema 100% à pasto ao modelo de confinamento – localizadas nas bacias leiteiras do Brasil durante o ano de 2020, distribuídas nos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás. A expectativa da companhia é transformar oito unidades desse grupo focal em net zero até o final de 2025.
Após o cálculo da pegada de carbono oriunda das atividades nas fazendas, a WayCarbon constatou que as etapas de fermentação entérica e produção de alimentos se destacam como as mais intensivas em emissões, assim como o manejo dos dejetos animais, que liberam metano no ambiente.
Foi verificado também que o arquétipo compost barn, de boa gestão da nutrição e dos dejetos sólidos, com produção intensiva e alta produtividade de leite, possui a menor pegada de carbono dentre os arquétipos analisados.
A partir do mapeamento da pegada de carbono das fazendas, foi avaliado pela WayCarbon o potencial de mitigação das emissões de GEE de dez intervenções mais adequadas à realidade brasileira, cujo arranjo será realizado conforme o suporte técnico e as recomendações da EMBRAPA, parceira da Nestlé nessa iniciativa pioneira rumo às primeiras fazendas leiteiras net zero, além de estar de acordo com as demandas de cada fazenda.
Dentre as recomendações, estão ações que impactam diretamente em pontos relevantes para as fazendas, como a separação de dejetos sólidos, os sistemas de digestão anaeróbica e captura de metano, a otimização da utilização de esterco, a compostagem dos dejetos e substituição de fertilizantes, o planejamento de fertilização de cultivo e pastagem, a utilização de inibidores de nitrificação, a introdução de substitutos e suplementos na dieta do animal, o plantio direto e cultura de cobertura, o sistema silvipastoril, a implantação de cercas vivas e a restauração de matas ripárias.
“A expertise e a qualidade técnica da WayCarbon para elaborar o estudo de pegada de carbono e identificar potenciais de redução de emissão na cadeia do leite da Nestlé irá possibilitar que a empresa tenha muita segurança dentro de uma estratégia de descarbonização e neutralidade dos seus produtos, possibilitando que seus esforços sejam focados em ações efetivas para redução de emissão de seus processos e de sua cadeia de valor”, afirma Bruna Dias, Gerente de Mitigação da WayCarbon.









