A retomada das obras do complexo viário Professora Isabel Victória, na avenida Max Teixeira, em frente à entrada do conjunto Manoa, na zona Norte retornou na manhã desta segunda-feira, 15/3. A previsão, de acordo com as empresas responsáveis pelo consórcio – J Nasser Engenharia Ltda. e Construtora Soma Ltda. –, é de que o viaduto seja entregue nos próximos 60 dias, porém o prazo dependerá do clima na capital.
O laudo técnico emitido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM) apontou uma série de falhas de infraestrutura na obra do viaduto do Manoa. E, após reunião entre membros da prefeitura, representantes do consórcio e o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), entraram em consenso, para respeitar as recomendações estabelecidas pelo Crea-Am e firmaram compromisso para os ajustes do complexo do Manoa.
Falhas
O laudo elaborado pelo Crea-AM apontou uma série de falhas de infraestrutura na obra do viaduto do Manoa, que foi construído num valor orçado de R$ 47,1 milhões. O estudo técnico, elaborado pelo Grupo de Trabalho de Obras Públicas da entidade, foi entregue na última terça-feira, 9/3, ao vice-prefeito Marcos Rotta, que teve dois encontros com os representantes das empresas, para que se chegasse ao melhor entendimento entre as partes.
O presidente da Comissão de Apuração de Obras em Conclusão do Município de Manaus (Caoc), Cleudinei Lopes da Silva, falou que a população de Manaus será a maior beneficiada com o entendimento entre os poderes público e privado, uma vez que o viaduto é de extrema importância para a cidade. Ele ainda falou sobre a participação do TCE-AM no processo.
“Finalmente chegamos a um consenso das ações e adequações que devem ser tomadas para que o viaduto possa ser finalmente entregue sem prejuízos aos usuários. A presença do Tribunal de Contas, que deu seu aval, resguarda as ações de todos, inclusive da prefeitura”, afirmou Cleudinei.
TCE
Para chancelar as ações que serão tomadas daqui para frente, o encontro contou com a presença do auditor do TCE Euderiques Marques, que acompanhou o processo de discussão entre empresas e a Prefeitura de Manaus. O Tribunal possui uma comissão que acompanha a obra do viaduto desde o começo, em 2019.
“Atendemos o pleito da Seminf, que, sabiamente, acionou o Tribunal para que se encontrasse um acordo para resolver esse problema da melhor maneira possível. Esse diálogo é importantíssimo, pois atuar em conjunto beneficia até mesmo a obra em si, que é muito dinâmica e facilita as tomadas de decisão”, afirmou o auditor.









