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Pesquisa destaca a contribuição de comunidades tradicionais para a arqueologia

Trabalho foi assinado por pesquisadores do Instituto Mamirauá e descreve a contribuição das comunidades tradicionais para a arqueologia no Amazonas

Redação por Redação
8 de agosto de 2025
em Meio Ambiente
Fotos: Miguel Monteiro / Instituto Mamirauá

Fotos: Miguel Monteiro / Instituto Mamirauá

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Arqueólogos colaboradores e do Instituto Mamirauá produziram artigo sobre a contribuição e atuação das comunidades ribeirinhas na conservação de objetos arqueológicos encontrados na região do Médio Solimões, no Amazonas.

Intitulado “Os ´Ajuntadores de Memória` e a manutenção do patrimônio arqueológico e cultural em comunidades do Médio Solimões – Amazonas”, o artigo foi publicado na edição 43, volume XII, do periódico semestral Cadernos do LEPPAARQ, administrado pelo Laboratório de Ensino e Pesquisa em Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de Pelotas (LEPAARQ/UFPEL), no Rio Grande do Sul, cujas publicações são focadas em artigos de antropologia, arqueologia e patrimônio cultural.
O trabalho foi assinado por cinco arqueólogos do Grupo de Pesquisa “Arqueologia e Gestão do Patrimônio Cultural da Amazônia”, do Instituto Mamirauá.

O artigo teve início pela arqueóloga e preservadora patrimonial Geórgea Holanda, e contou com a colaboração do arqueólogo Anderson Márcio Amaral, após uma experiência em visita a sítios arqueológicos do Médio Solimões, no Amazonas, em 2019. Na ocasião, os dois arqueólogos passaram um mês em campo, período onde identificaram mais de 40 sítios arqueológicos, dando início ao primeiro artigo intitulado “Narrativas Sobre o Modo de Vida dos Povos Amazônicos do Passado e do Presente em Comunidades do Médio Solimões”, publicado pela revista Arqueologia Pública, em 2023.

Posteriormente, com o objetivo de narrar a forma como os ribeirinhos e indígenas veem, guardam e preservam “cacos” e peças arqueológicas, até que elas sejam pesquisadas, surgiu o artigo “Os “Ajuntadores de Memória” e a manutenção do patrimônio arqueológico e cultural em comunidades do Médio Solimões – Amazonas”, que contou com a colaboração de mais três arqueólogos vinculados ao Grupo de Pesquisa em Arqueologia e Gestão do Patrimônio Cultural da Amazônia do Instituto Mamirauá: o historiador e educador Maurício André da Silva; a arqueóloga Erêndira Oliveira; e o historiador e coordenador do grupo de pesquisa, Eduardo Kazuo Tamanaha.

“Durante minhas idas em campo, pude notar que os moradores da região juntam ´cacos`, guardam e nos apresentam com bastante curiosidade, perguntando sobre as peças e a quem pertenciam. Dizem que ´são dos antigos`, de seus parentes e antepassados. Inclusive é bem comum, nos avisarem quando encontram algo, e é a partir desse contato conosco que passa a existir um trabalho colaborativo de grande importância para nós, arqueólogos. Além disso, elas sempre trazem uma narrativa de onde e como encontram as peças, nos ajudando bastante em nosso trabalho”, relatou a arqueóloga, Geórgea Holanda.

Valorização

A Amazônia é um lugar de mistérios e histórias, muitos ainda escondidos embaixo dos pés de quem mora na região. E para desvendar essas histórias, pesquisadores e arqueólogos do Instituto Mamirauá têm trabalhado cada vez mais junto das comunidades ribeirinhas e territórios indígenas, ao mesmo tempo em que dão protagonismo e reconhecimento a essas populações que inspiram o artigo, sendo elas peças fundamentais para novas descobertas.

“Das comunidades que escavamos aqui na região, muitas já sabiam da importância desses achados, sabem que ali viveram seus avós, bisavós, tataravós, enfim seus ancestrais. Então essas pessoas acabam sendo as protagonistas de suas próprias histórias, porque são elas que encontram esses materiais, nos informam e é nossa obrigação acolhê-las e valorizar o material encontrado nos sítios arqueológicos que elas chamam de lar”, destacou Márcio Amaral, arqueólogo no Instituto Mamirauá.

Com as experiências, reconhecimento e envolvimento por meio do Instituto, as comunidades tradicionais passaram a atuar de modo efetivo perante os estudos arqueológicos na Amazônia, assumindo papel de destaque na chamada “arqueologia colaborativa” e contribuindo com a história de modo geral.

Vale destacar que, nas últimas décadas, as pesquisas arqueológicas com colaboração de comunidades têm sido peças-chave para provar que a região amazônica é habitada há milhares de anos por populações indígenas, bem antes da chegada dos colonizadores, fato este de grande importância para a história da Amazônia e do Brasil.

“Cada sítio arqueológico conta a história de um lugar e das pessoas que moraram ali há milhares de anos. No entanto, os vestígios possuem uma limitação de alcance dessa linha temporal, sendo essencial a memória e a história contada pelos moradores. Dessa maneira, conseguimos reconstruir uma longa história de ocupação de uma região”, explicou o coordenador do grupo de pesquisa, Eduardo Kazuo Tamanaha.

A arqueologia pelo Instituto Mamirauá

A atuação do Instituto Mamirauá na arqueologia do Médio Solimões começou em 2001, após moradores da comunidade Boa Esperança revelarem à comunidade acadêmica a existência de urnas funerárias. A partir disso, o antropólogo Glen Sheppard alertou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o que resultou nas primeiras escavações realizadas por arqueólogos da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Com base nessa experiência, o Instituto elaborou seu primeiro projeto voltado à gestão do patrimônio arqueológico da Reserva Amanã, em 2006. Dois anos depois, foi oficialmente reconhecido pelo IPHAN como Instituição de Guarda e Pesquisa (IGP), tornando-se a única IGP localizada no interior do Amazonas, um passo importante para descentralizar a conservação de vestígios históricos na região.
Desde então, o acervo do Mamirauá reúne milhares de fragmentos cerâmicos, líticos, ossos, carvões, e mais de 20 urnas funerárias de diferentes culturas indígenas. Muitas dessas peças foram doadas por moradores que convivem, há gerações, com vestígios arqueológicos e reconhecem no Instituto um parceiro para preservá-los.
As descobertas mais marcantes incluem a escavação de urnas na comunidade Tauary e a identificação de ilhas artificiais em áreas de várzea no sítio arqueológico identificado como Lago do Cochila, no município de Fonte Boa, revelando estratégias de ocupação até então inéditas na Amazônia.
A pesquisa arqueológica do Mamirauá tem como diferencial o envolvimento direto das comunidades locais. Moradores participam da logística, escavações e registro das memórias orais, contribuindo para reconstruir a história da região a partir de múltiplas perspectivas.
Atualmente, o Instituto Mamirauá conta com o grupo de pesquisa em Arqueologia e Gestão do Patrimônio Cultural da Amazônia, sendo composto por seis arqueólogos que atuam em sete projetos voltados para pesquisas em laboratório, arqueologia, história e antropologia.

Orientações para achados arqueológicos

Os pesquisadores do Instituto Mamirauá orientam que qualquer achado arqueológico encontrado na região do Médio Solimões seja comunicado ao Instituto.
A comunicação pode ser feita por meio do grupo de pesquisa “Arqueologia e Gestão do Patrimônio Cultural da Amazônia”, via contato telefônico pelos números (97) 3343-9745 e (97) 3343-9801.
Para achados arqueológicos encontrados nas demais regiões do Amazonas, deve-se entrar em contato com a Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Manaus pelos telefones (92) 3633-2822 ou (92) 3633-1532, ou ainda pelo e-mail 1sr@iphan.gov.br.

Acesse e leia o Artigo

Para saber mais sobre o tema, os resultados e conhecer os profissionais que atuaram nesse projeto, acesse o link: https://x.gd/7xFzQ

Tags: AmazonasArqueologiaIphanMamiruá

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