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Pioneiras de 1988 celebram realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 no Brasil

Atletas que abriram caminho para o futebol feminino no país destacam legado, avanços e desafios rumo ao Mundial, e reforçam a importância de políticas públicas no esporte

Agência Gov Brasil por Agência Gov Brasil
4 de abril de 2026
em Esportes
Foto: Acervo Museu do Futebol

Foto: Acervo Museu do Futebol

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Destemidas, desbravadoras e corajosas. Assim são reconhecidas as jogadoras da primeira seleção brasileira de futebol feminino, que conquistaram o terceiro lugar no Torneio Experimental da modalidade, realizado na China, em 1988. Quase quatro décadas depois, elas celebram a realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027 no Brasil como um marco histórico para o país e para a América do Sul.

Para as pioneiras, sediar o Mundial representa a concretização de um sonho coletivo construído com luta, resistência e superação. Em um cenário de preconceito e ausência de políticas públicas, elas enfrentaram até mesmo a proibição do futebol feminino, que durou de 1941 a 1979, e abriram caminhos que hoje possibilitam a consolidação da modalidade no país.

A prática do futebol feminino no Brasil foi oficialmente proibida por décadas, a partir do Decreto-Lei nº 3.199, que vedava às mulheres a participação em modalidades consideradas “incompatíveis com sua natureza”, como o futebol. A restrição foi reforçada nos anos seguintes por normas do Conselho Nacional de Desportos e só começou a ser revertida no fim da década de 1970, sendo formalmente encerrada em 1979. Esse período deixou marcas profundas, como a ausência de políticas públicas, estrutura e reconhecimento e impactou toda uma geração de atletas, relembram. .

Hoje, ao pensarem no Brasil como sede da Copa do Mundo, a avaliação é de que a competição será estratégica para impulsionar o futebol feminino e ampliar investimentos, visibilidade e participação. Ao mesmo tempo, as atletas alertam para a necessidade de garantir um legado duradouro, com formação de base, infraestrutura e valorização profissional.

A atacante Mariléia dos Santos, conhecida como Michael Jackson, hoje é assessora da Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, do Ministério do Esporte e destaca o potencial transformador do evento. “O Brasil nunca mais será o mesmo com o futebol feminino depois da Copa. Não é só o evento, é o legado. A realização do mundial deve ampliar oportunidades e fortalecer a presença das mulheres no esporte. Estou muito feliz de participar também desse momento histórico”, afirmou.

Michael recorda que entrar em campo com a camisa da seleção significava conquistar um território que jamais deveria ter sido negado às mulheres. Além de assumir seu lugar como mulher negra na história do futebol brasileiro. “A gente sabia que precisava existir para que outras pudessem existir depois”, resume.

Mesmo com avanços importantes, como maior profissionalização e visibilidade, as pioneiras ressaltam que ainda há desafios estruturais, como o fortalecimento das categorias de base, a ampliação de centros de treinamento e o enfrentamento ao machismo no esporte.

Trajetórias de superação e resistência

A atacante Roseli de Belo relembra os obstáculos enfrentados no início da carreira. “Tive que fugir de casa para realizar meus sonhos. Fugi para o Rio de Janeiro para jogar no Esporte Clube Radar. Hoje vejo que, com investimento na base, as atletas chegam muito mais preparadas”, disse.

A lateral Suzana Cavalheiro, que hoje é funcionária da Universidade de São Paulo (USP), destaca a evolução das condições e da visibilidade. “Antes jogávamos em locais afastados, hoje temos ótimos estádios. Teremos uma oportunidade gigantesca de transformar estruturalmente o futebol feminino no país”, afirmou.

A meio-campista Sisleide Lima, a Sissi, ressalta a mudança no cenário profissional. “Hoje temos ligas organizadas, patrocínios e uma nova geração que acredita na profissionalização. O avanço é inegável”, pontuou. Atualmente ela atua na formação de novas atletas nos Estados Unidos, onde construiu carreira como treinadora após encerrar sua trajetória nos gramados. Radicada na Califórnia, ela trabalha com categorias de base com a formação de jovens jogadoras. Mesmo distante do Brasil, Sissi mantém o vínculo com o futebol nacional e ainda manifesta o desejo de, no futuro, integrar a comissão técnica da Seleção Brasileira.

Legado e expectativas para 2027

Para a meio-campista Marilza Martins da Silva, a Pelezinha, a Copa representa um ponto de virada. “Joguei por amor à camisa e pela esperança de reconhecimento. Vejo essa Copa como um momento histórico para consolidar o futebol feminino”, afirmou. Ela afirma que em sua época faltou tudo e quando ela teve a oportunidade de jogar em outro país desistiu por ter esperança de viver do futebol no Brasil. Hoje, Marilza faz bicos e vende salgados no Rio de Janeiro.

“Não tivemos a metade das oportunidades que as meninas têm hoje, tivemos que escolher entre nosso sonho ou o trabalho. Vejo um grande avanço, em alguns estados as jogadoras já conseguem viver do futebol sem atrapalhar os estudos, coisa impossível em nossa época. Tenho muita esperança de o Brasil chegar à final, pois a seleção teve um crescimento muito grande com a chegada do técnico  Arthur Elias”, disse Pelezinha.

A atacante Lucilene de Souza Marinho, a Cebola, reforça a importância de investimentos contínuos. “Temos urgentemente de criar condições para apoio e patrocínio nos clubes direcionados ao futebol feminino”, disse.

Para a zagueira Sandra Duarte o impacto do evento será grande e transformador. “Espero que as meninas joguem com amor e garra e garantam um legado duradouro. Será um grande incentivo para as próximas gerações”, afirmou a ex-jogadora que hoje é aposentada.

A meio-campista Márcia Honório, a Marcinha, hoje professora em escolhinhas de futebol, enfatiza o papel simbólico do Mundial. “Em 1988, jogamos para que outras pudessem sonhar. Em 2027, ocupem os estádios e saibam que o futebol também pertence às mulheres”, declarou.

Combate ao preconceito e valorização da modalidade

A zagueira Elane dos Santos Rego avalia que o evento será decisivo para ampliar a conscientização. “É uma oportunidade de mostrar que o futebol feminino é uma realidade e merece reconhecimento”, afirmou ela que hoje é motorista de ônibus.

A capitã Marisa Pires Nogueira relembra o histórico de exclusão enfrentado pelas atletas. “Superamos muitos preconceitos e hoje vemos avanços importantes. A Copa será um marco para consolidar esse crescimento”, disse a ex-jogadora que hoje é treinadora.

Copa do Mundo Feminina de 2027 avança na organização e no legado

O Brasil segue avançando na preparação para sediar a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027. O Ministério do Esporte tem intensificado articulações institucionais, reuniões com estados, municípios e entidades esportivas, além da construção de um plano estruturado de legado.

A chamada Missão Copa 2027 já passou por cidades estratégicas, como Rio de Janeiro e São Paulo, fortalecendo parcerias e alinhando ações para garantir a realização do torneio com excelência.

A expectativa é que o Mundial deixe um legado estruturante, ampliando o acesso ao esporte, fortalecendo o futebol feminino e posicionando o Brasil como referência global na organização de grandes eventos esportivos.

 

Tags: Copa do MundofutebolPioneiras

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