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Pré-natal: cuidados desde as primeiras semanas tornam a gestação mais segura

Acompanhamento gratuito pelo SUS deve começar, preferencialmente, até a 12ª semana e inclui consultas, exames, vacinas e uma avaliação odontológica; cuidado continua após o parto

Agência Gov Brasil por Agência Gov Brasil
23 de agosto de 2026
em Brasil
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Na Semana Nacional de Conscientização sobre os Cuidados com as Gestantes e as Mães, que culmina neste 15 de agosto, conhecer a importância do pré-natal faz parte dos cuidados necessários durante a gravidez, o parto e o pós-parto. Instituída pela Lei nº 15.221, de 29 de setembro de 2025 , a mobilização é voltada à divulgação de direitos e cuidados relacionados à saúde de gestantes, mães e bebês, com ênfase nos primeiros mil dias — período que começa na gestação e segue até o fim do segundo ano de vida do bebê.

O pré-natal deve começar o quanto antes, preferencialmente até a 12ª semana de gestação. O acompanhamento permite identificar alterações precocemente, monitorar o crescimento e o desenvolvimento do bebê e orientar os cuidados com a saúde da gestante. No Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento é gratuito e ocorre principalmente na Atenção Primária à Saúde, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e das equipes que atuam no território onde a mulher vive.

Caderneta ajuda acompanhar a gestação

A edição de 2026 da Caderneta Brasileira da Gestante reúne informações e espaços para registrar consultas, resultados de exames, pressão arterial, esquema de vacinas, condições de saúde bucal e dados referentes ao parto e pós-parto. A Caderneta deve ser levada às consultas, aos exames, aos atendimentos de urgência, ao parto e aos cuidados durante o puerpério.

O Ministério da Saúde recomenda, no mínimo, sete consultas de pré-natal, intercaladas entre profissionais da medicina e da enfermagem, além de pelo menos uma consulta odontológica. Até a 28ª semana, os atendimentos devem ser mensais. Da 28ª à 36ª semana, passam a ser quinzenais e, a partir da 36ª, semanais.

A Caderneta enfatiza que não existe alta do pré-natal: o acompanhamento deve ocorrer de forma regular até o parto e puerpério (período após o parto). Após o nascimento, são recomendadas pelo menos duas consultas: a primeira na semana seguinte à saída da maternidade e a segunda em torno de 30 dias depois do parto.

Exames ajudam a identificar alterações

Durante as consultas, a equipe verifica a pressão arterial, o peso da gestante e outras medidas necessárias, acompanha o crescimento do bebê, solicita e avalia exames, confere as vacinas e orienta sobre o uso de vitaminas, ferro e outros medicamentos, quando necessário. Também deve informar qual é a maternidade ou o Centro de Parto Normal de referência e esclarecer dúvidas sobre o parto, o puerpério, a amamentação e o planejamento reprodutivo. Os exames do pré-natal podem identificar condições que exigem atenção, como hipertensão, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e infecção urinária. Algumas condições de saúde, como doenças preexistentes, complicações em gestações anteriores, gestação múltipla ou uso contínuo de medicamentos podem exigir acompanhamento mais frequente ou encaminhamento ao pré-natal de alto risco. Situações de violência, insegurança alimentar, sofrimento emocional intenso, situação de rua e dificuldade de acesso aos serviços também devem ser consideradas pela equipe de saúde durante o acompanhamento.

Sinais de alerta exigem atendimento imediato

A gestante deve procurar atendimento imediatamente em caso de pressão mais alta que o habitual ou acima de 140 por 90 mmHg, sangramento vaginal, dor abdominal forte ou persistente, febre igual ou superior a 37,8 °C, dor de cabeça intensa, alterações na visão, falta de ar, dor no peito, convulsão ou desmaio.

Também é necessário buscar ajuda diante da diminuição ou ausência dos movimentos do bebê, especialmente se ele ficar mais de quatro horas sem se mexer após a 20ª semana. A orientação é procurar a UBS, a maternidade de referência ou um serviço de urgência. Se necessário, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo telefone 192.

Manter a Caderneta da Gestante atualizada e levá-la aos serviços de saúde contribui para a continuidade do cuidado durante a gestação, o parto e o pós-parto.

Tags: BrasilMulherespré-natalSaúde

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