Em agosto, a indústria amazonense apresentou retração de -7,4% em relação ao mês de abril. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a variação foi de -9,3%. A variação acumulada de janeiro a agosto ficou em -0,9%, enquanto a variação acumulada em 12 meses foi de 1,2%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada hoje, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Variação mês/mês anterior
A PIM-PF mostrou que em agosto, a produção industrial Amazonense teve redução de -7,4% no índice que compara o mês corrente com o mês anterior. Essa foi a maior retração da produção industrial do estado registrada nos últimos 18 meses. De janeiro a agosto, o Amazonas obteve resultados positivos no índice em apenas dois meses, enquanto registrou variações negativas nos outros 6 meses. A variação do Amazonas foi o pior resultado registrado no índice em agosto, sendo superado por todas as outras Unidades da Federação abrangidas pela pesquisa.
Das 17 Unidades da Federação presentes na pesquisa, outras 5 apresentaram variações negativas no índice. Além de Amazonas, Pernambuco (-3,5%) e Rio de Janeiro (-1,9%) tiveram os piores resultados. Os Estados de Pará (5,4%), Bahia (4,9%) e Paraná (4,2%) registraram as maiores variações positivas no índice.

Variação interanual
No índice que compara o mês corrente com o mesmo mês do ano anterior, a produção industrial do Estado teve variação negativa ainda mais acentuada de -9,3% e quase alcançou a variação de -9,4% registrada em fevereiro. Contudo, juntamente com o mês de fevereiro, desde março de 2024 que a produção do estado não apresentava recuo desta dimensão.
O resultado no índice colocou o Amazonas, mais uma vez, entre as Unidades da Federação com as piores variações em produção industrial, à frente apenas de Mato Grosso (-12,8%) e Maranhão (-11,4%). Ao todo, 9 Unidades da Federação apresentaram variações negativas no índice em agosto. Os estados de Espírito Santo (15,3%), Rio de Janeiro (6,1%) e Pará (5,8%) apresentaram as maiores variações.

Variação acumulada no ano
No índice que mede a variação acumulada desde janeiro e compara com o mesmo período do ano anterior, o Amazonas apresentou variação negativa de -0,9%, uma variação inversamente proporcional à variação média nacional (0,9%). O estado não apresentou resultados acumulados significativos no índice este ano, e em apenas dois meses não registrou variações negativas.
Com a variação, o estado foi apenas a 10ª Unidade da Federação com o melhor resultado, à frente de outros 7 estados que registraram variações negativas mais acentuadas. Os estados com os piores resultados acumulados foram Rio Grande do Norte (-16,3%), Pernambuco (-7,3%) e Mato Grosso (-6,2%), enquanto Espírito Santo (6,1%), Pará (5,0%) e Paraná (4,2%) figuraram no topo do ranking nacional com as maiores variações acumuladas.

Variação acumulada em 12 meses
Na variação acumulada em 12 meses, a produção física da indústria amazonense teve crescimento pouco expressivo de 1,2%, tendo já registrado o mesmo resultado acumulado em abril. O resultado acumulado foi o segundo pior registrado no ano, atrás da variação de fevereiro que encerrou em 0,4%.
O resultado acumulado de agosto colocou o Amazonas na 7ª posição do ranking nacional das maiores variações acumuladas. Os melhores desempenhos acumulados em agosto foram de Pará (6,0%), Santa Catarina (5,0%) e Paraná (4,7%). Os piores resultados acumulados ficaram com Rio Grande do Norte (-12,7%), Maranhão (-4,4%) e Pernambuco (-2,0%).

Produção física por atividades industriais
A fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis foi a atividade que apresentou a maior redução na produção, encerrando agosto com variação de -42,5%, resultado antagonista ao mês anterior, quando registrou variação positiva de 43,9%. A atividade fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos e de fabricação de máquinas e equipamentos também apresentaram forte redução na produção, com variações de -26,6% e 19,9%, respectivamente. Já as atividades que tiveram aumento expressivo na produção foram fabricação de bebidas, com variação de 41,5%; fabricação de produtos químicos, com variação de 12,6 e fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores, com 11,5%.

Média Móvel
A média móvel trimestral da produção industrial no Amazonas ficou em -2,3%, uma diferença de 2,6 pontos percentuais para a média nacional que fechou agosto com a média móvel de 0,3%. Essa foi a pior a média móvel trimestral do Estado registada nos últimos doze meses e a terceira média móvel negativa consecutiva.










