Recentes registros fotográficos identificaram a proliferação das duas angiospermas nativas da Antártida, a erva-pilosa-antártida (Deschampsia antarctica) e a pêra-da-antártida (Colobanthus quitensis), ao longo do território do continente gelado. Aliado a isso, pesquisadores da Universidade de Washington registraram aumento significativo na temperatura média do local. Os fatores evidenciam o impacto do aquecimento global no continente.
Mariana Cabral de Oliveira, professora do Instituto de Biociências da USP, explica os motivos pelos quais a proliferação de plantas no continente gelado é rara e analisa os impactos do aquecimento global na biodiversidade do continente gelado.
Falta de variedade de plantas
De acordo com a especialista, o clima extremo é o principal responsável pela ausência de variedade de plantas no continente, já que os organismos fotossintetizantes necessitam da luz solar para produzir seu próprio alimento. Ela explica que o território é outro fator determinante, pois apenas 2% do continente não é coberto por gelo ou neve, limitando a quantidade de substratos necessários à sobrevivência dos organismos.
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Fonte: USP









