Nesta quarta-feira (8/4), celebra-se o Dia Nacional do Sistema Braille. A data remete à evolução dos atendimentos especializados nas avaliações aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Desde 2020, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) utiliza a escrita e a correção da redação em Braille. Antes, o texto era ditado a um transcritor. Atualmente, o recurso atende a todas as avaliações do Inep.
É o caso da Prova Nacional Docente (PND) e do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). A atenção às pessoas cegas, com visão monocular ou baixa visão alcança, inclusive, os participantes do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida), entre outras avaliações.
Dentro da política de acessibilidade e inclusão da autarquia, outras condições isonômicas foram aprimoradas ao longo dos anos. Tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida da sua desigualdade, ocorre também por meio dos seguintes recursos:
- Prova ampliada e cartão-resposta ampliado*
- Prova superampliada com cartão-resposta ampliado*
- Tradutor-intérprete de Língua Brasileira de Sinais – Libras (profissional habilitado para mediar a comunicação entre surdos e ouvintes e, no ato da prova, esclarecer dúvidas na leitura de palavras, expressões e orações escritas).
- Leitura labial (serviço de leitura da prova para pessoas com deficiência auditiva ou surdez que não desejam a comunicação por meio de Libras, mas que se valem de técnicas de interpretação e da leitura dos movimentos labiais).
- Auxílio ledor (leitura da prova para pessoas com cegueira, deficiência visual, deficiência intelectual, transtorno de espectro autista, déficit de atenção com hiperatividade ou dislexia).
- Auxílio para transcrição (ajuda no preenchimento das provas objetivas e discursivas para participantes impossibilitados de escrever ou de preencher o cartão-resposta).
- Guia-intérprete (profissional especializado em formas de comunicação e técnicas de guia, tradução e interpretação para mediar a interação entre as pessoas com surdocegueira).
- Mobiliário acessível (mesas, cadeiras ou carteiras que garantam a realização das provas com conforto e segurança).
- Sala com acessibilidade (local de prova com acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida).
- Sala para lactentes (sala para a acomodação de crianças em fase de amamentação e do acompanhante adulto indicado pelo responsável legal para guarda da criança).
- Classe hospitalar (ambiente em que, no interior das instituições hospitalares ou afins, participantes serão atendidos, desde que estejam internados para tratamento de saúde e tenham comunicado sua condição no momento da inscrição).
- Tempo adicional (60 minutos) a mais para a realização das provas
- Calculadora: recurso disponível para quem tem discalculia.
Doação – Nessa terça-feira (6/4), o Inep doou provas acessíveis em Braille de edições anteriores do Enem e do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). O material que seria descartado ganha um novo significado: passa a integrar o acervo da Biblioteca Braille Machado de Assis, em Taguatinga (DF), ampliando o acesso ao conhecimento para pessoas com deficiência visual.
O acervo doado inclui provas em Braille e versões adaptadas para ledor, de edições entre 2010 e 2018, ampliando o acesso ao conteúdo dos exames para pessoas com deficiência visual, inclusive aquelas que não dominam o sistema de leitura e escrita em Braille.
Mês de Conscientização – Abril é um mês que destaca os avanços e a importância da inclusão para o desenvolvimento social e educacional. A campanha “Abril Marrom” também reforça a conscientização sobre a cegueira.
Com essa ação, o Inep reafirma seu compromisso com a inclusão, a acessibilidade e o reaproveitamento consciente de materiais educacionais.
* Impressa com fonte de tamanho 24 e com imagens ampliadas para facilitar a leitura por parte de pessoas com deficiência visual
Assessoria de Comunicação Social do Inep









