Os dados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) 2023, divulgada hoje (07), pelo Instituto Brasileiro de Geografia – IBGE, mostram que o número de Unidades Locais de empresas comerciais atuando no Amazonas aumentou em 9,2% em 2023, enquanto o pessoal ocupado em atividades comerciais aumentou em 6,1%. O montante de salários pagos aumentou em 8,1% em relação a 2022 e a receita bruta de revenda expandiu em 9,3%.

Destaques
– No Amazonas, em 2023, o comércio varejista ainda possuía a maior participação, tanto em unidades locais, quanto em pessoas empregadas, salários, margem de comercialização e na receita bruta de revenda;
– O comércio do Amazonas atingiu os maiores valores da série histórica em todas as variáveis divulgadas para o Estado;
– Em salários e retiradas, o comércio no Amazonas pagou R$ 3 bilhões em 2023;
– A receita bruta de revenda no Amazonas alcançou R$ 79,1 bilhões, enquanto a margem de comercialização somou um total de R$ 18,5 bilhões em 2023.
Número de Unidade Locais de empresas comerciais
O número de Unidades Locais que auferiram receita de revenda no Amazonas teve aumento de 9,2 % entre 2022 e 2023, saindo de 11.194 para 12.231 Unidades Locais no Estado. O crescimento do número de Unidades Locais foi consideravelmente inferior ao registrado nos anos de 2021 e 2022, quando chegou a 18%. Ainda assim, o ano de 2023 foi o terceiro ano consecutivo em que houve expansão do número de Unidades Locais, em contraste com os anos anteriores, em que se registrava um declínio do quantitativo desde 2017.

O comércio por atacado e o comércio de veículos, peças, e motocicletas foram os segmentos com o maior acréscimo de unidades, com aumentos de 38,5% e 27,1%, respectivamente, entre 2022 e 2023. Eram 1.330 unidades em 2022 no comércio atacadista, passando para 1.843 em 2023, enquanto no segmento de veículos e peças esse número saiu de 759 para 965 em 2023.
O quantitativo total de Unidades Locais em 2023 representa também um aumento de 51% em relação ao número de unidades em 2020, ano que marca o início da pandemia de COVID-19 no Estado, quando o número de unidades atuando no Amazonas atingiu seu número mais baixo desde 2008, de 8.102 Unidades Locais.
Pessoas ocupadas e gastos com salários e outras remunerações
O número de pessoas ocupadas em empresas comerciais no Amazonas em dezembro de 2023 era de 105.667 pessoas, um aumento de 6,1% em relação ao ano anterior. O incremento foi similar ao registrado em 2022, quando a força de trabalho no comércio do Estado expandiu em 6%. O segmento de veículos e peças teve o maior aumento proporcional da força de trabalho, de 15,1%, indo de 7.866 pessoas em 2022 para 9.077 em 2023.

O comércio varejista empregava a maior parte do pessoal ocupado, uma vez que o segmento tinha o maior número absoluto de Unidades Locais. Com 76.985 pessoas, o comércio varejista detinha 72,8% da força de trabalho do setor no Amazonas, enquanto o comércio atacadista empregava 18,5% do pessoal ocupado, com 19.605 pessoas.
O pessoal ocupado no comércio do Estado em 2023 foi superior em 25% ao quantitativo registrado em 2020, quando a força de trabalho atingiu seu menor patamar desde 2017, com 85.787 pessoas ocupadas.
Em se tratando de remunerações, no Amazonas, foram pagos R$ 3 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações em empresas comerciais do Estado em 2023, um montante superior em 8,1% em relação ao valor pago em 2022. O comércio varejista, que possuía a maior participação do comércio no Amazonas, tanto em número de Unidades Locais quanto em pessoal ocupado, foi responsável pelo pagamento de 66,6% das remunerações, enquanto o comércio atacadista pagou 22,5% e o comércio de veículos e peças pagou 10,9% do montante de salários e remunerações. O salário médio pago pelas empresas de comércio da região Norte em 2023 foi de 1,7 salário mínimo.

Margem de comercialização e receita bruta de revenda de mercadorias
A margem de comercialização é o resultado da diferença entre receita líquida de revenda de mercadorias e o custo das mercadorias. Ela representa o esforço de vendas de mercadorias, depois de descontado o custo com a venda dos produtos. Essa margem era de R$ 15,5 bilhões em 2022 e atingiu R$ 18,4 bilhões em 2023, aumento de 18,6%.

A receita bruta de revenda no Amazonas, em 2023, ficou em R$ 79,1 bilhões, um avanço de 9,3% em relação a 2022, quando era de R$ 72,4 bilhões. Com isso, o Amazonas aumentou sua participação da receita bruta de revenda do região Norte em 1 ponto percentual, saindo de 23,9% para 24,9% de participação.

O comércio varejista, que possuía menor receita bruta de revenda em 2020 e 2021 que o comércio atacadista, reverteu estes resultados em 2022, alcançando uma diferença de R$ 1,1 bilhão. Em 2023, o comércio varejista ampliou a diferença entre os segmentos do comércio, alcançando uma receita bruta de revenda superior ao comércio atacadista em R$ 9,5 bilhões, o que corresponde a uma diferença de 31,5%.
Sobre a Pesquisa Anual do Comércio – PAC
A Pesquisa Anual do Comércio (PAC) retrata as características estruturais do segmento empresarial da atividade de comércio no país. As informações coletadas são indispensáveis para a análise e o planejamento econômico das empresas do setor privado e dos diferentes níveis de governo.
O principal objetivo da periodicidade anual da PAC é permitir a comparação da estrutura da atividade comercial em pontos diferentes no tempo e identificar mudanças estruturais.
As principais variáveis cobertas pela pesquisa são empregos e salários, receitas de revenda, custos e despesas, margem de comercialização e distribuição regional da receita.
Respondem ao questionário da PAC as empresas cujas maior parte da receita é proveniente da atividade comercial, de compra para revenda, de bens novos e usados. Microempresas não estão inclusas.









