• Sobre
  • Anuncie
  • Contato
22 de julho de 2026
Dólar Hoje
booked.net
Portal AM
  • Home
    • Sobre
    • Anuncie
    • Contato
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Cultura
  • Brasil
  • Mundo
Nada Encontrado
Ver Tudo
Portal AM
  • Home
    • Sobre
    • Anuncie
    • Contato
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Cultura
  • Brasil
  • Mundo
Nada Encontrado
Ver Tudo
Portal AM
Nada Encontrado
Ver Tudo
Home Brasil

Refugiadas e migrantes são capacitadas para o mercado de trabalho no Brasil

Com apoio da ONU, mulheres refugiadas e migrantes venezuelanas com deficiência recebem cursos de capacitação profissional em Boa Vista

Redação por Redação
6 de dezembro de 2020
em Brasil
Refugiadas e migrantes venezuelanas em sala de aula acessível para cadeirantes Foto | Allana Ferreira/ACNUR

Refugiadas e migrantes venezuelanas em sala de aula acessível para cadeirantes Foto | Allana Ferreira/ACNUR

209
VIEWS
CompartilheTuiteEnvie no ZapCompartilhe

Uma mulher quer trabalhar com computadores. Outra quer um trabalho como assistente de cozinha. O sonho de uma terceira é juntar dinheiro suficiente para pagar pela cirurgia no joelho da filha. Os sonhos podem parecer banais, mas essas mulheres zelam por eles com grande cuidado.

Elas são mulheres que fugiram da violência e da crise econômica em seu país de origem, a Venezuela, e buscaram proteção e assistência no Brasil, onde hoje fazem parte de um projeto de empoderamento econômico de mulheres. A maioria ainda tem dificuldade com o português e cada uma delas tem deficiência.

“É duro para mulheres refugiadas conseguir empregos. É ainda mais difícil para mulheres com alguma deficiência”, diz Niky Fabiancic, coordenador residente da ONU no Brasil. “Essas mulheres precisaram enfrentar enormes desafios para chegar aonde estão”.

O ACNUR e ONU Mulheres estão ajudando essas mulheres em sua jornada. Elas vivem em Roraima, em abrigos da Operação Acolhida, iniciativa liderada pelo governo federal para apoiar as venezuelanas e os venezuelanos que buscam proteção no Brasil. Por meio do projeto Empoderando Refugiadas, o grupo de 20 mulheres participa de cursos de 80 horas no abrigo Pricumã. Elas aprendem sobre a cultura brasileira, empreendedorismo, atendimento ao cliente, vendas, além de habilidades sociais e emocionais.

O projeto é uma iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Rede Brasil do Pacto Global e da ONU Mulheres e conta com o apoio de um grupo de empresas empenhadas em contribuir para que o mundo alcance os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O objetivo é ajudar essas mulheres a conseguirem empregos. Além de oferecer treinamento profissional, o projeto trabalha com parceiros do setor privado para identificar vagas de emprego que possam ser preenchidas por essas mulheres.

Muitas dessas mulheres têm alguma deficiência, outras têm mais de 50 anos e outras são LGBTI. Para as atividades com as pessoas com deficiência, o projeto conta com o apoio de Facebook e Iguatemi, e com a parceria da Turma do Jiló, associação social sem fins lucrativos que visa implementar e garantir educação inclusiva. Os cursos de capacitação profissional são realizados em locais com acesso a cadeiras de rodas e intérpretes de língua brasileira e venezuelana de sinais apoiam pessoas com deficiência auditiva.

“Por meio deste projeto, as mulheres refugiadas com deficiência terão mais ferramentas para construir um futuro no Brasil. A educação e inserção no mercado de trabalho são meios fundamentais para integração destas pessoas refugiadas, beneficiando também o país de acolhida e as empresas parceiras” afirma José Egas, Representante do ACNUR no Brasil. “A deficiência não pode limitar o sonho destas mulheres que superaram barreiras do deslocamento forçado e hoje buscam uma vida em segurança para elas e suas famílias.”

Essas mulheres estão entre os mais de 600 mil migrantes e refugiados que chegaram ao Brasil vindos da Venezuela nos últimos anos. Cerca de 40% deles ainda estão no Brasil, enquanto os outros voltaram para casa ou seguiram para outros países. Com o apoio da Operação Acolhida, migrantes e refugiados estão recebendo alimentos, abrigo, acesso à saúde e uma chance de construir uma nova vida no país. Até agora, o governo, em parceria com entidades das Nações Unidas, já ajudou 43 mil venezuelanos a se estabelecerem em diversos municípios em todo o Brasil, por meio do programa de interiorização. Mais de um quarto dessas pessoas eram mulheres.

“O projeto Empoderando Refugiadas ajuda a incluir mulheres com deficiência no mercado de trabalho”, afirma Niky Fabiancic. “Isso não é um ato de caridade. É parte do compromisso da ONU de não deixar ninguém para trás. Somos um único mundo, um povo. E seremos cada vez melhores com as contribuições das mulheres com deficiência”.

Carmen Bermúdez, 50 anos – “Quero um melhor futuro para meus filhos. Minha meta é poder juntar dinheiro para que minha filha, que também tem nanismo, possa fazer uma operação nos joelhos “, afirma Carmen . Ela cruzou a fronteira para o Brasil há dois anos e busca dar melhores condições de vida aos filhos, que estão na Venezuela. Após alguns meses no Brasil, o dinheiro que trouxe acabou e ela ficou em situação de rua até ir para um abrigo da Operação Acolhida. “Eu quero um trabalho digno, quero que minha família possa dizer que o Brasil e a ONU me ergueram para ser alguém no futuro. A situação na Venezuela está muito difícil”, conta Carmen. “Esta é uma grande oportunidade que estão me dando. Aqui no abrigo até fizeram um tanque para lavar roupa pequeno para que eu pudesse me sentir cômoda. Isso me faz sentir bem”.

Carmen Bermudez tem nanismo
Carmen Bermudez quer pagar cirurgia para filha Foto | Lucas Novaes/ACNUR

Dashly González, 21 anos – “Nasci com uma paralisia em metade do meu corpo. Minha mãe me apoiou e me ensinou que minha deficiência não seria impedimento para que eu pudesse vencer na vida”, diz Dashly, que se emociona ao contar sua história. Na Venezuela, ela trabalhou em escolas, lojas de roupa e casas de família. Hoje, ela e a mãe estão juntas fazendo a capacitação do Empoderando Refugiadas, onde sonham com um trabalho mais ao sul do Brasil. Dashly espera poder trabalhar na área de computação para poder se estabilizar com a mãe e duas filhas, uma delas com autismo. “Independentemente da minha deficiência, eu tenho meus sonhos e vou alcançá-los”, afirma.

Dashly González quer trabalhar com computação
Dashly González quer trabalhar com computação Foto | Lucas Novaes/ACNUR

Nelys Gamboa, 56 anos – “As pessoas com deficiências precisam ser levadas em consideração” conta Nelys, cadeirante e participante do projeto Empoderando Refugiadas. Ela conta que desde que chegou no Brasil não conseguiu trabalho formal, pois o idioma e a acessibilidade dificultam a busca por emprego. “O que estou fazendo é dar um exemplo de que é possível. Muitas vezes as pessoas se surpreendem com o que as pessoas com deficiência podem alcançar”, afirma. Ainda na Venezuela, Nelys foi auxiliar de cozinha e agora se prepara para encontrar um trabalho nesta área no Brasil. “Espero conseguir vencer, tenho vontade de vencer e vou conseguir”, garante.

Nelyz Gamboa quer trabalhar no ramo alimentar
Nelyz Gamboa quer trabalhar no ramo alimentar Foto | Lucas Novaes/ACNUR

Empoderando Refugiadas – A 5ª edição do Empoderando Refugiadas conta com apoio de Facebook, Unidas, Sodexo, MRV, Uber, Iguatemi e Lojas Renner. O projeto é executado em parceria com a Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI Brasil), Operação Acolhida, Círculos de Hospitalidade, Programa de Apoio à Recolocação de Refugiados (PARR), Foxtime, We Work e Grupo Mulheres do Brasil. As metodologias são de Senac Roraima e Aliança Empreendedora.

A plataforma empresascomrefugiados.com.br promove boas práticas empresariais em inclusão de pessoas refugiadas e fornece informações sobre refúgio, materiais de referência, pesquisas e orientação sobre o processo de contratação de refugiados. Além disso, dá suporte a empresas de todos os portes e setores que tenham interesse em apoiar a causa e desenvolver projetos para a inclusão de pessoas refugiadas no Brasil.

 

Com informações da ONU

Tags: EmpoderamentoPessoas com deficiênciarefugiados

Postagens Relacionadas

Brasil

Brasil registra 65,2 milhões de passageiros em voos no 1º semestre deste ano

22 de julho de 2026
Anvisa. - Foto: Ascom/Anvisa
Brasil

Anvisa aprova medicamentos pediátricos para lúpus e esclerose múltipla

21 de julho de 2026
© Fábio Pozzebom/Agência Brasil
Brasil

Anvisa aprova novo medicamento para linfoma não Hodgkin para pacientes adultos

21 de julho de 2026
Próximo

VÍDEO: Corpo de Bombeiros resgatam motorista que caiu em barrando no Conjunto Belvedere

Especial Publicitário

  • Especial Publicitário
Especial Publicitário

Passe Livre e Meia-Passagem Estudantil 2023

por Redação
26 de janeiro de 2023

Leia mais
Destaque

Janeiro Roxo: Hanseníase tem Cura

por Redação
13 de janeiro de 2023

Leia mais
Divulgação
Especial Publicitário

Natal das Águas: Um brilho de solidariedade e esperança para todos

por Redação
23 de dezembro de 2022

Leia mais

Sobre

Portal de Notícias do Estado do Amazonas.

Compartilhe

Categorias

  • Amazônia
  • Brasil
  • Cultura
  • Destaque
  • Economia
  • Entretenimento
  • Especial Publicitário
  • Esportes
  • Interior
  • Meio Ambiente
  • Mundo
  • News
  • Opinião
  • Pet
  • Polícia
  • Política
  • Selva
  • Viral

Postagens Recentes

  • Brasil registra 65,2 milhões de passageiros em voos no 1º semestre deste ano
  • Brasil tem quase 2 milhões de eleitores com deficiência, aponta TSE
  • TRE-AM celebra os 30 anos da urna eletrônica com exposição no Manaus Via Norte Shopping
  • Músicos de Moçambique celebram Mandela com novas composições
  • Sobre
  • Anuncie
  • Contato

© 2024 Portal AM — Desenvolvimento WordPress Web Designer

Nada Encontrado
Ver Tudo
  • Home
    • Sobre
    • Anuncie
    • Contato
  • Política
  • Economia
  • Polícia
  • Cultura
  • Brasil
  • Mundo

© 2024 Portal AM