A Polícia Civil do Amazonas está à procura de sete homens foragidos suspeitos de integrar uma quadrilha que fraudava contratos de crédito consignado em nome de professores da rede pública. A organização criminosa, alvo da Operação Lousa Negra, movimentou mais de R$ 3 milhões em cerca de um ano de atuação, segundo as investigações.
Pablo Kzar Andrade Costa, Peter Kalil Andrade Costa, Rafael Bruno Lima de Souza e William da Rocha Bezerra, conhecido como “Sombra”, estão entre os mais procurados e já tiveram suas fotos divulgadas pela polícia. Outros três suspeitos — Manoel David Miranda de Melo, Crisney Uchôa Correia e Marcos Pitter Lemos da Silva — também são considerados foragidos, mas não tiveram imagens disponibilizadas.
A população pode colaborar com informações anônimas sobre o paradeiro dos foragidos pelos números (92) 99118-9177, do disque-denúncia do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), ou pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). O delegado Cícero Túlio, responsável pelo caso, garantiu que “a identidade do denunciante será preservada”.
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Segundo a Polícia Civil, o grupo acessava informações sobre a margem consignável de servidores públicos — especialmente professores — e, com os dados em mãos, falsificava documentos e aliciava pessoas para se passarem pelas vítimas em agências bancárias. Com os empréstimos aprovados, os valores eram desviados pelos criminosos.
A operação foi deflagrada entre os dias 31 de maio e 2 de junho, resultando na prisão de sete membros da quadrilha: Alan Douglas Pereira Barbosa, Jean Fábio França de Souza, John Harry Santos da Silva, Luís Gonçalves da Silva, Luiz Roberto Lima Fonseca, Manoel Moreno Penha Júnior e Samuel da Costa Matos. Eles já foram encaminhados para audiência de custódia e seguem à disposição da Justiça.
Todos os envolvidos — presos e foragidos — devem responder por organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, uso de documentos falsos, falsificação de documentos públicos e particulares, e falsa identidade.
O delegado Cícero Túlio alerta que as buscas continuam e que novas prisões devem ocorrer nos próximos dias. Ele também reforça a importância da colaboração popular: “A ajuda da sociedade é fundamental para localizar os criminosos que continuam em liberdade”.
A Operação Lousa Negra foi batizada em referência ao alvo dos golpes: professores da rede pública de ensino, muitos dos quais só descobriram os empréstimos ao tentarem contratar crédito e perceberem o nome comprometido.









