Diferentemente do que ocorreu no país que teve redução na taxa de desocupação, com queda de 0,5 ponto percentual, o Amazonas, com variação de 8,1%, apresentou no 3º trimestre de 2024 um leve aumento de 0,2 ponto percentual, considerado estatisticamente estável, em relação ao trimestre anterior (7,9%).
Na comparação com o terceiro trimestre do ano anterior, o estado teve redução na desocupação de 1,5 ponto percentual. As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgadas hoje, 22, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Amazonas é o segundo com maior taxa de desocupação no Norte
O Amazonas ocupou, no terceiro trimestre de 2024, a segunda posição entre os estados do Norte com maior taxa de desocupação (8,1%). A liderança foi do Amapá, com 8,3%.
A PNAD Contínua trimestral mostrou que houve recuo na taxa de desocupação em apenas sete das 27 Unidades da Federação e Rondônia ficou com a menor taxa de desocupação na região Norte (2,1%).

Na comparação com as demais Unidades da Federação, o Amazonas (8,1%) ficou na oitava posição em se tratando de maior taxa de desocupação. Os estados com maior desocupação, no país, foram Pernambuco (10,5%), Bahia (9,7%) e Distrito Federal (8,8%). Já os com menor taxa de desocupação foram Rondônia (2,1%), Mato Grosso (2,3%) e Santa Catarina (2,8%).

Cerca de 50 mil pessoas procuravam trabalho por dois anos ou mais, no estado, no 3º trimestre de 2024. Na comparação com o 2º trimestre, houve redução de 2 mil pessoas nessa situação. Na região Norte, no 3º trimestre, 103 mil pessoas procuravam trabalho há dois anos ou mais e no país esse número chegou a 1,5 milhão de pessoas.

Amazonas fica com a segunda maior taxa de informalidade do Norte do país
Com taxa de informalidade de 54,1%, o Amazonas foi o segundo com a maior taxa na comparação com os demais estados do Norte do país, no 3º trimestre de 2024. A maior taxa foi do Pará (56,9%) e a menor de Tocantins (42,8%). Os percentuais de informalidade na região Norte foram superiores ao do país, que no mesmo período, ficou com taxa de informalidade de 38,8%.
A taxa de informalidade da população ocupada é calculada considerando-se os empregados no setor privado e os empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada, além dos empregadores e trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ e dos trabalhadores familiares auxiliares.

Rendimento médio real no estado aumenta em pouco mais de 70 reais em relação ao ano anterior
No terceiro trimestre de 2024 o rendimento médio mensal das pessoas de 14 anos ou mais ocupadas ficou em R$ 2.482,00. O valor foi maior em R$ 75,00 se comparado ao mesmo trimestre de 2023. Já frente ao 2º trimestre desse ano o aumento foi de R$ 29,00. Na região Norte, houve aumento de R$ 42,00 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e redução de R$ 35,00 na comparação com o segundo trimestre desse ano. No país houve, aumento de R$ 115,00 no rendimento médio das pessoas, comparando o terceiro trimestre de 2024 e 2023, e redução de R$ 12,00 na comparação com o segundo trimestre de 2024.

Entre os estados do Norte, o Amazonas, com R$2.319,00, ficou com o terceiro maior rendimento médio no 3º trimestre de 2024. Rondônia, com R$ 3.066,00, teve o maior rendimento médio no mesmo período e Tocantins o menor (R$ 2.753,00).

Na comparação com as demais Unidades da Federação, o Amazonas ficou na 22ª posição, com rendimento médio de R$ 2.319,00 no 3º trimestre de 2024. A liderança foi do Distrito Federal, com rendimento médio de R$ 5.403,00. O menor rendimento médio no mesmo período foi da Bahia, com R$ 2.087,00.
Na região Norte, Amazonas fica com a segunda maior massa de rendimento médio de todos os trabalhos
A massa de rendimento médio real de todos os trabalhos do estado, no 3º trimestre de 2024 ficou em R$ 3,97 milhões de reais. A da região Norte ficou em R$ 20,2 milhões e a do país em R$ 327,7 milhões. A massa de rendimentos é a soma dos rendimentos brutos habitualmente recebidos por todas as pessoas ocupadas em todos os trabalhos na semana de referência, a preços do mês do meio do trimestre.

Entre os estados do Norte, o Amazonas, com massa de rendimento médio de R$ 3,97 milhões, ficou com a segunda maior massa de rendimento, só perdendo para o Pará que teve massa de rendimento médio de todos os trabalhos de R$ 8,8 milhões.

Setores públicos e Comércio, reparação de veículos e motocicletas com quantidade maior pessoas ocupadas
No 3º trimestre de 2024, no Amazonas, a ocupação de pessoas de 14 anos ou mais, por grupamentos de atividades do trabalho principal, mostrou que as atividades de “transporte, armazenagem e correio” tiveram redução de 13 mil pessoas (-10,1%), e as de “comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas” tiveram redução de 14 mil pessoas (-4,5%). Por outro lado, as atividades de construção, serviços domésticos e indústria geral tiveram aumentos de 29,2% (24 mil pessoas), 18,9% (14 mil pessoas) e 12,8% (26 mil pessoas) respectivamente.
Mais sobre a PNAD Contínua Trimestral
A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil. A cada trimestre, dois mil entrevistadores integrados as mais de 500 agências da rede de coleta do IBGE visitam uma amostra de 211 mil domicílios, percorrendo cerca de 3.500 municípios situados nas 27 unidades da federação do país.
Em função da pandemia de COVID-19, a partir de 17 de março de 2020, o IBGE implementou a coleta por telefone na PNAD Contínua. Em julho de 2021, a coleta da pesquisa voltou a ser presencial. É possível confirmar a identidade dos agentes de pesquisa no site Respondendo ao IBGE, ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, que podem ser solicitados pelo informante.
Os dados desta pesquisa também podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da PNAD Contínua Trimestral, referente ao quarto trimestre de 2024, será em 14 de fevereiro de 2025.










