O tráfico é responsável por tirar 38 milhões de animais silvestres da natureza todos os anos no Brasil. Condenados a viver aprisionados, esses animais são vítimas da ganância e do egoísmo humano.
A Polícia Ambiental de São Paulo recebe, em média, cinco denúncias por dia. A maior parte leva os agentes a casos como o de Jesuilton Menezes Barros, que trafica pássaros na capital paulista.
“Não tem hipocrisia comigo, a gente já está errado, tem que assumir o que é. Às vezes a gente faz um rolo, vende um ou outro também, se vira como pode”, disse o traficante ao programa Profissão Repórter.
A punição para o tráfico de animais silvestres é uma multa de R$ 500 por ave. Se for ameaçada de extinção, o valor sobe para R$ 5 mil. A Lei de Crimes Ambientais prevê também detenção de até um ano – que costuma ser revertida em penas alternativas, como prestação de serviços à comunidade.
Na casa de Jesuilton havia 29 pássaros – três ameaçados de extinção. Ele foi multado em R$ 29,5 mil. As informações são do portal G1.
As aves são as segundas maiores vítimas do tráfico, perdendo apenas para os mamíferos. De acordo com um estudo, 18% dos animais silvestres são traficados.
Muitos desses animais não têm condições de retornar à natureza após serem capturados. Por isso existem pessoas como Eduardo Soriano Foz. O empresário, que vive em São Paulo, acolhe animais vítimas do tráfico. Através de seu trabalho, autorizado pelo Ibama, 49 espécies podem ter uma nova chance na vida.
“Todos estão aqui porque infelizmente não podem voltar para a natureza. Se voltar, infelizmente não vão conseguir sobreviver”, disse. Para manter os animais, Eduardo gasta de R$ 50 a R$ 80 mil por mês, incluindo os salários de uma equipe com 13 funcionários, que conta com biólogos e veterinários.








