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62% dos indígenas do Amazonas moram em zonas urbanas

Redação por Redação
23 de dezembro de 2024
em Amazônia
Foto: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Foto: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

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No Amazonas, a taxa de alfabetização da população de 15 anos ou mais é de 93,1%, acima da média da Região Norte (91,8%) e ligeiramente superior à nacional (93,0%), com destaque para os índices de alfabetização indígena (85,94%). Manaus lidera entre os municípios com melhores taxas gerais (97,0%) e indígenas (94,26%), enquanto São Gabriel da Cachoeira (90,6% geral; 89,97% indígena) e Tabatinga (90,5% geral; 86,12% indígena) apresentam desafios maiores. A população indígena do estado, de 490.935 pessoas, concentra-se majoritariamente em áreas urbanas (62,3%), mas com significativa presença em terras indígenas (30,4%), onde predomina a ruralidade. Em Manaus, vive a maior população indígena urbana (71.691), enquanto São Gabriel da Cachoeira destaca-se pela população indígena rural (24.913). Além disso, a estrutura etária indígena é predominantemente jovem-adulta, com maior concentração de pessoas entre 25 e 34 anos.

Nos domicílios indígenas, apenas 26,6% possuem esgotamento sanitário adequado e 63,7% contam com abastecimento de água adequado, evidenciando desigualdades entre municípios como Manaus, com melhores índices, e localidades como São Gabriel da Cachoeira, com precária infraestrutura. Na gestão de resíduos, 63,2% dos domicílios indígenas têm coleta formal de lixo, com Manaus liderando (94,7%) e São Paulo de Olivença no extremo oposto (31,1%). No registro de nascimento, 94,1% das crianças indígenas até 5 anos possuem documentação, com destaque para o uso do RANI em áreas remotas. Além disso, o índice de envelhecimento do estado (33,19) reflete um perfil jovem, especialmente entre os indígenas (21,98). Por fim, há uma predominância masculina na chefia domiciliar em terras indígenas, embora algumas áreas apresentem maior representação feminina, como na Terra Indígena Cuia (80% chefiada por mulheres).

As informações são do Censo Demográfico 2022: Indígenas – Principais características das pessoas e dos domicílios, por situação urbana e rural: Resultados do Universo, divulgado hoje (19) pelo IBGE.

Destaques

  1. Taxa de Alfabetização Geral
    No Amazonas, 93,1% das pessoas com 15 anos ou mais são alfabetizadas, superando a média da Região Norte (91,8%) e do Brasil (93,0%).
  2. Alfabetização Indígena
    A taxa de alfabetização indígena no Amazonas é de 85,94%, acima das médias da Região Norte (84,73%) e do Brasil (84,95%).
  3. População Indígena Urbana e Rural
    No Amazonas, 62,3% da população indígena reside em áreas urbanas, enquanto 37,7% vive em áreas rurais, destacando a predominância urbana.
  4. Municípios com Maior População Indígena
    Manaus lidera em população indígena (71.691 pessoas), seguido por São Gabriel da Cachoeira (48.256) e Tabatinga (34.497).
  5. Faixa Etária Indígena Predominante
    No Amazonas, indígenas de 25 a 34 anos representam o maior grupo etário, com 22,4% da população de 15 anos ou mais.
  6. Registro de Nascimento Indígena
    No Amazonas, 94,1% das crianças indígenas de até 5 anos têm registro de nascimento, com 7,1% utilizando o RANI.
  7. Índice de Envelhecimento
    No Amazonas, há apenas 33,19 idosos para cada 100 crianças, evidenciando o perfil juvenil da população.
  8. Abastecimento de Água em Domicílios Indígenas
    63,7% dos domicílios indígenas no Amazonas possuem abastecimento de água adequado; Manaus apresenta a maior cobertura (92%).
  9. Esgotamento Sanitário
    Apenas 26,6% dos domicílios indígenas no Amazonas possuem esgotamento sanitário adequado, refletindo desigualdades em infraestrutura.
  10. Gestão de Resíduos
    No Amazonas, 63,2% dos domicílios indígenas têm coleta de lixo formal, enquanto 36,8% dependem de métodos alternativos.

 

Taxa de alfabetização

No Amazonas, a taxa de alfabetização geral das pessoas com 15 anos ou mais (93,1%) está acima da média da Região Norte (91,8%) e ligeiramente acima da média nacional (93,0%). Com um total de 2.866.187 pessoas nessa faixa etária, o estado conta com 2.667.211 indivíduos alfabetizados, destacando um desempenho educativo acima da média regional. A taxa de alfabetização indígena no estado (85,94%) também é superior à da Região Norte (84,73%) e do Brasil (84,95%), com 275.025 indígenas alfabetizados entre 320.027. Esses dados evidenciam uma ligeira vantagem em relação à inclusão educacional indígena no Amazonas.

Ao analisar os três municípios do Amazonas com maior população indígena, Manaus apresenta os melhores índices gerais e indígenas, com taxas de alfabetização de 97,0% e 94,26%, respectivamente. São Gabriel da Cachoeira, com uma expressiva proporção de população indígena, tem taxas de alfabetização indígena (89,97%) e geral (90,6%) ligeiramente inferiores à média estadual, mas acima da média regional. Tabatinga apresenta os menores índices entre os três municípios, com taxa de alfabetização indígena de 86,12% e geral de 90,5%, sugerindo desafios locais para a educação, especialmente entre os indígenas.

 

População indígena

Os dez municípios com maior população indígena no Amazonas, de acordo com o Censo 2022, refletem a diversidade e concentração indígena no estado. Manaus lidera com 71.691 indígenas, demonstrando o impacto da urbanização e da migração em busca de oportunidades. São Gabriel da Cachoeira, com 48.256 indígenas, destaca-se como um dos principais polos culturais e tradicionais indígenas, seguido por Tabatinga, com 34.497, representando a influência das comunidades indígenas na região de tríplice fronteira. São Paulo de Olivença (26.619) e Autazes (20.447) evidenciam a relevância indígena em áreas mais interioranas. Tefé (20.394), Santo Antônio do Içá (18.882), Benjamin Constant (17.811), Barcelos (14.178) e Santa Isabel do Rio Negro (13.622) completam a lista, mostrando a ampla presença indígena nas regiões do médio e alto Rio Negro e do Solimões, que preservam tradições e enfrentam desafios em infraestrutura e serviços públicos, como saúde e educação.

Indígenas – urbano e rural

No Amazonas, a população indígena total em 2022 foi de 490.935 pessoas, com 62,3% vivendo em áreas urbanas (305.866) e 37,7% em áreas rurais (185.069), evidenciando uma predominância urbana, mas ainda com significativa presença em áreas rurais. Em relação à localização em terras indígenas, 149.080 pessoas (30,4% do total indígena) residem nesses territórios, das quais apenas 22,2% vivem em áreas urbanas (33.070), enquanto a maioria (77,8%) permanece em áreas rurais (116.010). Fora de terras indígenas, a população é majoritariamente urbana, com 341.855 indivíduos (69,6% do total indígena), dos quais 79,8% residem em áreas urbanas (272.796) e 20,2% em áreas rurais (69.059). Esses dados refletem um contraste entre a urbanização fora de terras indígenas e a forte ruralidade dentro delas, reforçando a importância dos territórios indígenas na preservação de modos de vida tradicionais.

Em 2022, os cinco municípios do Amazonas com maior população indígena em áreas urbanas foram Manaus (69.747), Tabatinga (26.091), São Paulo de Olivença (18.265), Tefé (15.544) e Santo Antônio do Içá (13.863), evidenciando a concentração indígena nas cidades. Já em áreas rurais, destacaram-se São Gabriel da Cachoeira (24.913), Maués (8.092), Tabatinga (8.406), São Paulo de Olivença (8.354) e Santo Antônio do Içá (5.019), mostrando forte presença em territórios rurais.

Quanto à população total em terras indígenas, os maiores números foram registrados em São Gabriel da Cachoeira (24.892), Tabatinga (19.195), São Paulo de Olivença (12.081), Santo Antônio do Içá (6.258) e Maués (6.120), evidenciando a importância dessas áreas para os povos indígenas. Fora de terras indígenas, os municípios com maior população indígena foram Manaus (71.691), Tefé (19.356), Tabatinga (15.302), São Paulo de Olivença (14.538) e Santo Antônio do Içá (12.624), refletindo a significativa urbanização dessa população.

Indígenas – Faixa de idade

Considerando apenas a população de 15 anos ou mais de idade. No Amazonas, em 2022, a população indígena de 15 anos ou mais totalizou 320.027 pessoas. Os três grupos etários com maior proporção foram os de 25 a 34 anos (22,4%), 35 a 44 anos (18,2%) e 20 a 24 anos (14,2%), representando um segmento majoritariamente jovem-adulto. Mostrando relevância das faixas economicamente ativas na composição populacional indígena do estado.

Entre os seis municípios com maior presença indígena, os destaques por grupos etários são: em Autazes, as faixas de 25 a 34 anos (22,2%) e 35 a 44 anos (17,8%) foram mais representativas. Em Manaus, os grupos de 25 a 34 anos (21,1%) e 35 a 44 anos (21,1%) se destacaram igualmente. Em São Gabriel da Cachoeira, prevaleceram os de 25 a 34 anos (22%) e 35 a 44 anos (16,9%). Em São Paulo de Olivença, as maiores proporções foram nos grupos de 25 a 34 anos (23,3%) e 35 a 44 anos (17,3%). Para Tabatinga, os destaques foram as faixas de 25 a 34 anos (23,7%) e 20 a 24 anos (15,9%). Já em Tefé, os grupos de 25 a 34 anos (22,5%) e 35 a 44 anos (18,3%) tiveram as maiores proporções. Demonstrando o predomínio de jovens-adultos em todos os municípios analisados.

 

Registro de Nascimento

No Brasil, em 2022, entre as 206.667 crianças indígenas de até 5 anos, 94% tinham registro de nascimento, sendo 89,1% em cartório e 5% pelo Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI). No Amazonas, com um total de 71.125 crianças nessa faixa etária, 94,1% tinham registro, sendo 87% em cartório e 7,1% pelo RANI, enquanto 5,5% estavam sem registro e 0,3% não sabiam ou não declararam. Proporcionalmente, o Amazonas apresentou indicadores similares à média nacional, mas com maior uso do RANI devido à presença significativa de comunidades indígenas.

Nos cinco municípios amazonenses com maior número de indígenas, São Gabriel da Cachoeira teve 89,9% das crianças com registro, 87,6% em cartório e 2,4% pelo RANI, enquanto 9,5% estavam sem registro. Em São Paulo de Olivença, 96,8% tinham registro, com 82,7% em cartório e 14,1% pelo RANI, e apenas 2,6% sem registro. Em Tabatinga, 96,4% tinham registro, 91,7% em cartório e 4,7% pelo RANI, e 3,3% estavam sem registro. Em Autazes, 97,7% tinham registro, 88,9% em cartório e 8,8% pelo RANI, enquanto 2,2% estavam sem registro. Em Tefé, 96,3% tinham registro, predominantemente em cartório (95,8%), e 3,7% estavam sem registro. Esses dados refletem avanços no registro de nascimento, mas destacam desafios em localidades mais remotas, onde o uso do RANI é mais frequente.

 

Indice de envelhecimento

O índice de envelhecimento geral no Brasil é de 80,03, indicando que há 80 pessoas idosas (60 anos ou mais) para cada 100 crianças (0 a 14 anos). Na Região Norte, esse índice é significativamente menor, de 41,39, refletindo uma população mais jovem, enquanto no Amazonas é ainda mais baixo, de 33,19, reforçando o perfil juvenil do estado. Esses valores destacam disparidades regionais relacionadas ao envelhecimento populacional e à estrutura etária.

O Brasil conta com 32.113.490 pessoas com 60 anos ou mais e 40.129.261 crianças de 0 a 14 anos, revelando um equilíbrio demográfico em transição para uma população envelhecida. Na Região Norte, 1.809.073 pessoas têm 60 anos ou mais e 4.371.050 estão na faixa de 0 a 14 anos, com maior proporção de jovens. No Amazonas, os números são ainda mais expressivos: 356.982 idosos e 1.075.426 crianças, demonstrando uma base populacional jovem.

Para a população indígena, o índice de envelhecimento no Brasil é de 35,55 idosos para cada 100 crianças; refletindo uma estrutura mais jovem em comparação à população geral. Na Região Norte, esse índice é de 19,9, e no Amazonas, de 21,98, reforçando o perfil jovem dessa população no estado. No total, o Brasil tem 180.458 indígenas com 60 anos ou mais e 507.590 crianças indígenas de 0 a 14 anos. No Norte, esses números são 54.716 e 274.938, respectivamente, enquanto no Amazonas, há 37.558 indígenas idosos e 170.908 crianças indígenas.

A idade mediana no Brasil é de 35 anos, sinalizando uma transição para o envelhecimento. No Norte, a mediana é de 29 anos, e no Amazonas, 27 anos, ambos indicando populações mais jovens. Entre os indígenas, a idade mediana no Brasil é de 25 anos, enquanto no Norte é de 21 anos e no Amazonas de 22 anos, confirmando a predominância da juventude entre os povos indígenas dessas regiões.

 

Abastecimento d’água

No estado do Amazonas, 63,7% dos domicílios indígenas possuem abastecimento de água por rede geral, poço, fonte, nascente ou mina com canalização até dentro do domicílio, enquanto 36,3% utilizam outras formas de abastecimento. Em Manaus, 92% dos domicílios têm abastecimento adequado, destacando-se como o município com maior cobertura, enquanto 8% dependem de outras fontes. Já em São Gabriel da Cachoeira, apenas 30,4% dos domicílios possuem abastecimento adequado, com 69,6% utilizando formas alternativas, evidenciando uma situação de infraestrutura precária. Em Autazes, 57,6% contam com abastecimento canalizado, e 42,4% dependem de outras fontes. Situação similar ocorre em Tabatinga, onde 45% dos domicílios têm abastecimento adequado e 55% não. Tefé apresenta uma situação melhor, com 80,5% dos domicílios abastecidos por formas adequadas, enquanto 19,5% utilizam outras alternativas. Esses dados refletem desigualdades significativas na infraestrutura de abastecimento de água entre os municípios do estado.

Esgotamento sanitário

No estado do Amazonas, 26,6% dos domicílios indígenas possuem esgotamento sanitário adequado, enquanto 73,4% utilizam fossas rudimentares ou não têm nenhum tipo de esgotamento. Em Manaus, 62% dos domicílios têm acesso a rede geral ou fossas sépticas, destacando-se como o município com melhor infraestrutura, enquanto 38% apresentam condições inadequadas. Por outro lado, em São Gabriel da Cachoeira, apenas 10,5% dos domicílios contam com esgotamento sanitário adequado, sendo 89,5% inadequados, situação semelhante à de São Paulo de Olivença, onde 11% dos domicílios são atendidos por esgotamento sanitário, contra 89% sem infraestrutura. Em Tefé, 26,4% têm acesso adequado, e 73,6% apresentam condições precárias. Esses números evidenciam uma grande desigualdade no acesso ao saneamento básico entre os municípios do estado.

 

Destino do lixo

No estado do Amazonas, 63,2% dos domicílios indígenas têm o lixo coletado por serviços de limpeza, enquanto 36,8% têm o lixo queimado, enterrado ou descartado de outra forma. Em Manaus, a coleta de lixo é mais eficiente, abrangendo 94,7% dos domicílios, com apenas 5,3% destinando o lixo de forma alternativa. Em contraste, São Paulo de Olivença apresenta a menor taxa de coleta, com apenas 31,1% dos domicílios indígenas atendidos, enquanto 68,9% descartam o lixo de maneira inadequada. Já em São Gabriel da Cachoeira e Autazes, os percentuais são similares, com cerca de 50% e 51,4% dos resíduos sendo coletados, respectivamente. Tefé apresenta uma situação intermediária, com 77,9% de coleta formal e 22,1% de descartes alternativos. Esses dados destacam a variabilidade na gestão de resíduos sólidos entre os municípios do estado.

 

Sexo da pessoa responsável por terra indígena

Entre as 146 terras indígenas do Amazonas, as cinco terras indígenas no Amazonas com a maior proporção de homens como responsáveis pelo domicílio incluem: Waimiri-Atroari, com 99,1% dos responsáveis sendo homens (325 de 328 domicílios); Deni, com 93,9% (277 de 295 domicílios); Alto Rio Negro, com 89,5% (3.043 de 3.402 domicílios); Rio Biá, com 95,7% (156 de 163 domicílios); e Yanomami, com 88% (1.344 de 1.528 domicílios). Esses dados refletem uma predominância masculina na chefia domiciliar em terras indígenas específicas.

Já entre as terras indígenas com maior proporção de mulheres como responsáveis pelo domicílio, destacam-se: Cuia, com 80% dos responsáveis sendo mulheres (88 de 110 domicílios); Miguel/Josefa, com 62,8% (91 de 145 domicílios); Sissaíma, com 53,1% (26 de 49 domicílios); Sapotal, com 56,9% (49 de 86 domicílios); e Recreio/São Félix, onde há equilíbrio, com 50% dos domicílios sendo chefiados por mulheres (35 de 70 domicílios). Essas terras mostram uma presença significativa de mulheres na chefia domiciliar em suas comunidades.

 

Mais sobre a pesquisa

 

Com esta publicação, o IBGE amplia o retrato oficial das pessoas indígenas, consolidando estatísticas demográficas (sexo, idade, índice de envelhecimento, idade mediana e razão de sexo) e sociais (situação de alfabetização e analfabetismo daquelas com 15 anos ou mais de idade, existência de registro de nascimento lavrado em Cartório ou Registro Administrativo de Nascimento Indígena – RANI das crianças até 5 anos de idade, características dos domicílios com pelo menos um morador indígena, composição familiar e óbitos informados). Essas informações estão desagregadas segundo os contextos urbano e rural de suas moradias e constituem importantes atributos para o conhecimento da realidade e o exercício da cidadania desses povos.

 

Os recortes territoriais apresentados abrangem o Brasil, as Grandes Regiões, Unidades da Federação, Municípios, Amazônia Legal, Amazônia Legal por Unidades da Federação, Terras Indígenas e Terras Indígenas por Unidades da Federação.

Tags: AmazonasBrasilindígenasManausnotíciasPortal AMportalam

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