Em 2023, o Amazonas atingiu a maior quantidade de empresas de serviços de sua história, somando 10.864 empresas.Os maiores quantitativos identificados foram dos segmentos de “Serviços profissionais, administrativos e complementares” (4.353 unidades); “Serviços prestados às famílias” (2.626 unidades) e “Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios” (1.343 unidades). Já o menor número de unidades empresariais estava nos segmentos de “Correio e outras atividades de entrega” (103 unidades); “Outros transportes” (171 unidades); e “Outras atividades de serviços” (356 unidades). Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada hoje (27/08), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Pesquisa Anual de Serviços (PAS) retrata as características estruturais da oferta de serviços não financeiros pelas empresas brasileiras.
O setor de Serviços, na pesquisa, se divide em sete segmentos: serviços prestados principalmente às famílias; serviços de informação e comunicação; serviços profissionais, administrativos e complementares; transportes e serviços auxiliares aos transportes e correio; atividades imobiliárias; serviços de manutenção e reparação; e outras atividades de serviços.
Amazonas fica na vigésima posição em número de empresas, no país
Entre as Unidades da Federação, o Amazonas (10.864 unidades) ficou na vigésima posição em número de empresas, em 2023. São Paulo (636.105 unidades), Minas Gerais (179.969 unidades) e Paraná (152.473 unidades) foram os estados com maior número de empresas.
Por sua vez, Acre (1.869 unidades), Amapá (2.112 unidades) e Roraima (2.309 unidades) foram os estados com menor quantitativo de empresas. No Brasil, a PAS identificou, em 2023, um total de 1,7 milhão de empresas.
Desde o início da pesquisa, é a primeira vez que o Estado do Amazonas atinge mais de dez mil empresas de serviços. O crescimento em relação ao ano anterior foi de 11,8%.

Em 2023, a Região Norte apresentou um total de 32.391 unidades de empresas, ficando em última posição entre as grandes regiões. No ranking nacional, a liderança ficou com a Região Sudeste (973.427 unidades), seguida pela Região Sul (377.479 unidades), pela Região Nordeste (220.321 unidades), pela Região Centro-Oeste (149.474 unidades) e pela Região Norte (32.391 unidades).

Pessoal ocupado em Serviços no Amazonas (2023)
Conforme os dados regionalizados, no ano de 2023, o Amazonas tinha, até 31 de dezembro, 149.808 pessoas ocupadas no setor de Serviços. O número representa 0,98% do total de pessoal ocupado, no mesmo ano, no país (15.229.633 pessoas).
O segmento com maior número de pessoas, no estado, foi o de “Serviços profissionais, administrativos e complementares” (70.828 pessoas); seguido por “Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio” (36.866 pessoas); e “Serviços prestados às famílias” (27.418 pessoas). Os segmentos com o menor quantitativo de pessoas foram de “Atividades imobiliárias” (1.193 pessoas); e de “Atividades culturais, recreativas e esportivas” (1.648 pessoas).

Em número de pessoal ocupado, o Amazonas ficou na décima sétima posição entre as Unidades da Federação. Os maiores quantitativos foram de São Paulo (5,39 milhões de pessoas), Minas Gerais (1,5 milhão de pessoas) e Rio de Janeiro (1,4 milhão de pessoas). Já os menores quantitativos de pessoas ocupadas, em 2023, aparecem no Amapá (19,9 mil), Roraima (22,5 mil) e Acre (25,09 mil).
No estado, o crescimento do pessoal ocupado em relação ao ano anterior foi de 4,6%, e alcançou o mais alto patamar de mão-de-obra ocupada dos últimos dez anos.
Receita bruta de Serviços, no Amazonas (2023)
No que diz respeito à receita bruta do setor de Serviços, em 2023, o resultado do Amazonas foi de R$36,8 bilhões, o que representa a 1,07% da receita bruta do país (R$3,4 trilhões), em serviços. No estado, os maiores destaques foram dos segmentos de “Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio” (R$15,7 bilhões); de “Serviços profissionais, administrativos e complementares” (R$10,7 bilhões); e de “Outros transportes” (R$7,6 bilhões). Os menores resultados em receita bruta foram dos segmentos de “Correio e outras atividades de entrega” (R$186,4 milhões); de “Serviços pessoais” (R$193,7 milhões); e de “Atividades culturais, recreativas e esportivas” (R$199,7 milhões).
O crescimento em relação ao ano anterior foi de 12,5%. O percentual revela a maior receita bruta de serviços dos últimos dez ano no estado.

Entre as Unidades da Federação, no que se refere à receita bruta do setor de Serviços, o Amazonas ficou na décima quinta posição. Os melhores desempenhos foram de São Paulo (R$1,5 trilhão), Rio de Janeiro (R$345,8 bilhões) e Minas Gerais (R$266,9 bilhões). As menores receitas brutas de Serviços foram do Acre (R$2,7 bilhões), Amapá (R$2,8 bilhões) e de Roraima (R$3,2 bilhões).
Considerando as grandes regiões do país, a Norte (-0,1 ponto percentual), a Sudeste (-0,2 p.p.) e Nordeste (-0,5 p.p.) tiveram maiores reduções na participação da receita bruta, em quase 10 anos, no setor de Serviços. As regiões Centro-Oeste (+0,4p.p.) e Sul (+0,5 p.p) tiveram aumento da receita bruta, na mesma série histórica.

Salários, retiradas e outras remunerações em Serviços, no Amazonas
Em pagamentos de salários, retiradas e remunerações, no setor de Serviços, o Amazonas somou R$4,5 bilhões, em 2023, representando 0,76% do total nacional (R$592 bilhões). No estado, R$1,9 bilhão foram pagos pelo segmento de “Serviços profissionais, administrativos e complementares”; R$1,5 bilhão pelo segmento de “Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio”; e R$677,3 milhões pelo segmento de “Transporte rodoviário”. Os menores valores foram dos segmentos de “Atividades imobiliárias” (R$26,8 milhões); “Atividades culturais, recreativas e esportivas” (R$29,3 milhões); e de “Serviços pessoais” (R$48,6 milhões).
Entre as Unidades da Federação, o Amazonas, no que se refere a salários, retiradas e outras remunerações, ficou na décima sexta posição, com R$4,5 bilhões, pagos em 2023. Os maiores valores foram de São Paulo (R$258,6 bilhões), Rio de Janeiro (R$61,5 bilhões) e Minas Gerais (R$50 bilhões). Já os menores foram dos Estados do Amapá (R$495,6 milhões), Roraima (R$544,9 milhões) e do Acre (R$618,7 milhões).

Resumo
O Amazonas tinha 10.864 empresas, em 2023. Entre os segmentos do setor de Serviços, no estado, o com maior quantitativo de empresas, foi o de “Serviços profissionais, administrativos e complementares”, com 4,4 mil unidades; seguido por “Serviços prestados principalmente às famílias, com 2,6 mil empresas; e pelo segmento de “Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio” com 1,3 mil empresas.
Do total de R$ 36,8 bilhões em receita bruta do setor de Serviços, no Amazonas, em 2023, os segmentos com o maior resultado foram os de “Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio”, com R$ 15,7 bilhões em receita bruta; seguido por “Serviços profissionais, administrativos e complementares”, com receita bruta de R$ 10,7 bilhões; e por “Serviços de informação e comunicação”, com receita bruta de R$ 5,3 bilhões. Já em salários, retiradas e outras remunerações, do total de R$ 4,5 bilhões, os destaques ficaram com os segmentos de “Serviços profissionais, administrativos e complementares”, com R$1,9 bilhões pagos; seguido pelo segmento de “Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio”, com pagamentos de R$ 1,5 bilhões; e por “Serviços prestados principalmente às famílias” com repasses de R$ 599 milhões.
Em se tratando de pessoal ocupado, do total de 149.808 pessoas ocupadas, os segmentos com os maiores quantitativos foram os de “Serviços profissionais, administrativos e complementares”, com 70,8 mil pessoas ocupadas; o de “Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio”, com 36,9 mil pessoas ocupadas; e o de “Serviços prestados principalmente às famílias”, com 27,4 mil pessoas ocupadas.

Mais sobre a pesquisa
A Pesquisa Anual de Serviços (PAS) tem por objetivo identificar as características estruturais básicas do segmento empresarial da atividade de serviços no país e suas transformações no tempo, contemplando, entre outros aspectos, dados sobre pessoal ocupado, salários, receitas, despesas e valor adicionado. Seus resultados constituem referência para a análise das atividades que compõem esse setor e subsidiam as estimativas macroeconômicas do Sistema de Contas Nacionais – SCN. Os dados estão desagregados para Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação.









