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Home Amazônia

Amazonas é o terceiro estado com maior taxa de fecundidade total

Redação por Redação
1 de julho de 2025
em Amazônia
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O Amazonas se destaca no cenário nacional como o terceiro estado com a maior taxa de fecundidade total ,em 2022, atingindo 2,08 de fecundidade, conforme dados preliminares do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dentro da Região Norte, o estado fica atrás apenas de Roraima, que registrou 2,19. Esse cenário contrasta com as regiões Sudeste e Sul do Brasil, que apresentam as menores taxas de fecundidade total.

A fecundidade ,no Amazonas, também revela uma mudança no perfil das mulheres que têm filhos, com a idade média da fecundidade aumentando ,em 2022, para 27,1 anos, colocando o estado também na terceira posição entre os estados do Norte, empatado com Tocantins. Houve um deslocamento da concentração de nascimentos para faixas etárias mais avançadas, especialmente entre mulheres de 35 a 39 e 40 a 44 anos. Além disso, mulheres pardas lideram a fecundidade ,no Amazonas, e aquelas com ensino médio completo e superior incompleto formam o maior grupo com filhos.

A Taxa de Fecundidade Total (TFT) é uma medida síntese que relaciona o número de nascimentos ocorridos em um grupo de idade das mães com o total de mulheres daquele mesmo grupo etário.

Os dados são do Censo 2022 – Fecundidade, resultados preliminares da amostra, divulgado hoje, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Destaques:

  • O Amazonas se posiciona como o terceiro estado com a maior taxa de fecundidade total no Brasil ,em 2022, registrando 2,08. Dentro da Região Norte, apenas Roraima apresenta uma taxa de fecundidade superior a do Amazonas;
  • A idade média da fecundidade no Amazonas ,em 2022, foi de 27,1 anos, o que o coloca, junto com Tocantins, na terceira posição entre os estados do Norte com maior idade média de fecundidade. Isso indica uma tendência de mulheres optarem por ter filhos mais tarde;
  • Em 2022, os maiores grupos de idade de mulheres que tiveram filhos no Amazonas eram de 35 a 39 anos (12,49%), 40 a 44 anos (12,15%) e 30 a 34 anos (11,69%). Isso representa uma mudança em relação a 2010, quando as faixas etárias mais jovens eram predominantes;
  • A média de filhos tidos ,nascidos vivos, por mulheres de 50 a 59 anos no Amazonas, até 2022, foi de 3,1 filhos. Esse indicador reflete a fecundidade acumulada ao longo do período reprodutivo;
  • No Amazonas, as mulheres pardas representaram o maior grupo com filhos nascidos vivos ,em 2022, totalizando 696.410. Em nível nacional, as mulheres pardas também lideraram em taxa de fecundidade;
  • O maior grupo de mulheres com filhos nascidos vivos no Amazonas ,em 2022, por nível de instrução, foi o de mulheres com ensino médio completo e superior incompleto, somando 373.568 pessoas. A pesquisa indica que o aumento do nível de instrução está associado a menores taxas de fecundidade e a um perfil etário de fecundidade mais envelhecido.

Taxa de Fecundidade

As taxas de fecundidade total no Brasil, em 2022, mostram variações entre as grandes regiões. A Região Norte apresenta a maior taxa de fecundidade total, com 1,89 entre as regiões. Em seguida, vêm a Região Nordeste, com 1,60; e a Região Centro-Oeste, com 1,64. As Regiões Sudeste, com 1,41; e Sul, com 1,50, registram as menores taxas de fecundidade total no país.

Entre os estados brasileiros, as três maiores taxas de fecundidade total foram observadas em Roraima, com 2,19; Mato Grosso, com 1,85; e Amazonas, com 2,08. Por outro lado, as três menores taxas de fecundidade total foram registradas no Distrito Federal, com 1,38; Rio de Janeiro, com 1,35; e São Paulo, com 1,39.

No contexto dos estados da Região Norte, o Amazonas destaca-se por ter uma das maiores taxas de fecundidade da região, com 2,08. Apenas Roraima apresenta uma taxa de fecundidade superior a do Amazonas, com 2,19, entre os estados do Norte. Os demais estados da região, como Acre, com 1,90; Pará, com 1,83; Amapá, com 1,89; Rondônia, com 1,72; e Tocantins, com 1,80, possuem taxas de fecundidade menores que a do Amazonas.

Em 2010, os três maiores grupos de idade de mulheres que tiveram filhos no Amazonas, analisando pelo percentual do total geral, foram mulheres de 30 a 34 anos, representando 14,47% do total; mulheres de 25 a 29 anos, com 14,28%; e mulheres de 35 a 39 anos, correspondendo a 12,34%. Já em 2022, os maiores grupos passaram a ser o de mulheres de 35 a 39 anos, com 12,49%; mulheres de 40 a 44 anos, com 12,15%; e mulheres de 30 a 34 anos, com 11,69%.

Comparando os dados de 2010 e 2022, observa-se uma mudança na concentração dos maiores percentuais de mulheres que tiveram filhos no Amazonas. Em 2010, a maior proporção estava em faixas etárias mais jovens, como 30 a 34 anos e 25 a 29 anos. Em 2022, houve um deslocamento para grupos de idade ligeiramente mais avançados, com as faixas de 35 a 39 anos e 40 a 44 anos, apresentando os maiores percentuais. Isto sugere uma possível tendência das mulheres de optarem por ter filhos em idades mais tardias.

Entre os estados do Norte, o Amazonas (27,1), juntamente com Tocantins, ficou na terceira posição com a maior idade média de fecundidade, perdendo para Rondônia (27,5) e Amapá (27,3). A idade média da fecundidade é um importante indicador que revela tendências no comportamento reprodutivo, indicando, dentre outras coisas, se as mulheres estão tendo filhos mais cedo ou mais tarde. Os indicadores de fecundidade são ferramentas essenciais para se entender a dinâmica populacional e auxiliar no planejamento de políticas públicas. No país e grandes regiões, em quase todas as localidades houve o aumento da idade média da fecundidade ao longo do período de observação (2000, 2010 e 2022). Verificou-se que a idade média da fecundidade em 2000 era de 26,3 anos, passando para 26,8 anos em 2010 (aumento de 0,5 ano) e para 28,1 anos em 2022 (aumento de 1,3 ano).

Entre as grandes regiões do país, a Norte tem o menor aumento na idade média da fecundidade

Ao longo do período 2000-2022 a Região Centro-Oeste foi aquela que apresentou o maior aumento na idade média da fecundidade (com 2,7 anos) e a Região Norte o menor (com 1,2 anos). Em todos os três Censos Demográficos, a idade média da fecundidade nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foi sempre inferior àquela das Regiões Sudeste e Sul, evidenciando o envelhecimento mais tardio da curva de fecundidade nas três primeiras. Em 2022, a idade média da fecundidade foi de 27,0 anos no Norte, e de 28,7 no Sudeste e no Sul do país. No Nordeste e no Centro-Oeste as idades médias foram de 27,7 e 27,9 anos, respectivamente.

A pesquisa também analisou a fecundidade de mulheres acima de 50 a 59 anos e a chance dos filhos de mães com idade mais avançada nascerem vivos. A Região Norte foi a que apresentou o menor percentual de mulheres de 50 a 59 anos que não tiveram filho nascido vivo (6,1% em 2000, 8,6% em 2010 e 13,9% em 2022). Também foi aquela que apresentou o maior aumento na medida (com 7,8 pontos percentuais para mais). Já a Região Sudeste foi aquela que apresentou o maior percentual de mulheres de 50 a 59 anos que não tiveram filho nascido vivo (11,0% em 2000, 13,3% em 2010 e 18,0% em 2022).

Entre as Unidades da Federação, verificou-se que o maior número médio de filhos tidos nascidos vivos, de mulheres de 50 a 59 anos, localizava-se nas Regiões Norte e Nordeste. No Amazonas, até 2022, a média foi de 3,1 filhos nascidos vivos. Os Estados do Amapá e Acre foram apontados como aqueles com o valor mais alto do indicador, 3,2 filhos por mulher em ambos os casos.

O número médio de filhos tidos nascidos vivos por esse grupo de mulheres é considerado um indicador de fecundidade acumulada de suma importância porque mostra, de forma concreta, quantos filhos as mulheres efetivamente tiveram ao longo do período reprodutivo.

Fecundidade por cor ou raça – mulheres da cor parda lideram em fecundidade

No Amazonas, do total de 986.083 mulheres, de 12 anos ou mais de idade, o grupo, por cor ou raça, que teve mais filhos nascidos vivos foi o de mulheres pardas (696.410), seguido do grupo de mulheres brancas (171.685), de mulheres indígenas (68.683), de mulheres pretas (47.118), de mulheres da cor amarela (2.106) e do grupo de mulheres que não declararam cor ou raça (81).

A análise da fecundidade por cor ou raça é extremamente importante porque revela desigualdades sociais, econômicas e culturais dentro de uma sociedade. Esses fatores influenciam diretamente o comportamento reprodutivo das mulheres e ajudam a entender dinâmicas demográficas mais complexas, especialmente em países marcados por desigualdades históricas, como o Brasil.

No Brasil a maior taxa de fecundidade verificada, em 2022, foi a de mulheres pardas (1,68 filhos por mulher), seguida pelas mulheres de cor preta (1,59 filhos) e da cor branca (1,35 filhos).

Fecundidade por nível de instrução

O maior grupo de mulheres com filhos nascidos vivos no Amazonas ,em 2022, por nível de instrução, foi o de mulheres com ensino médio completo e superior incompleto, somando 373.568 pessoas. A pesquisa indica que o aumento do nível de instrução está associado a menores taxas de fecundidade e a um perfil etário de fecundidade mais envelhecido.

Mais sobre a pesquisa

Esta divulgação de novos dados do Questionário da Amostra do Censo Demográfico 2022 traz informações sobre a Fecundidade da população feminina do país. Os resultados contemplam os recortes geográficos Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação, desagregados por cor ou raça, níveis de instrução, sexo, religião e grupos de idade.

Tags: Amazonasfecundidadetaxa

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